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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Trump perdoa mais um criminoso de extrema direita

O presidente Donald Trump indultou hoje o documentarista de ultradireita Dinesh D'Souza, condenado por violar as leis federais sobre financiamento de campanhas em 2014, alegando que ele foi "tratado de maneira muito injusta".

Normalmente, os presidentes usam o indulto para corrigir injustiças e muitas vezes depois de parte do cumprimento da pena. Trump usa para proteger notórios criminosos com tendências ultradireitistas.

Trump perdoou o xerife Joe Arpaio, do Arizona, condenado por discriminar imigrantes de origem latina, e Lewis Scooter Libby, assessor do então vice-presidente Dick Cheney que revelou a identidade de uma agente secreta cujo marido criticara a invasão do Iraque, em 2003.

D'Souza estourou o limite oficial de gastos da campanha e usou outras pessoas para fazer doações em seu nome e depois repassou o dinheiro, em flagrante violação da lei. É autor de documentários contra Barack Obama e Hillary Clinton, os alvos favoritos do ódio, da raiva e da ira de Trump.

O presidente estaria considerando a possibilidade de dar indulto ao ex-governador de Illinois Rod Blagojevich e à empresária e apresentadora de televisão Martha Stewart. Ela foi condenada por obstrução de justiça. Ele, por tentar vender a vaga aberta no Senado com a eleição de Barack Obama na Casa Branca por US$ 1 milhão.

domingo, 27 de agosto de 2017

Maior jornal do Arizona condena perdão de Trump a xerife linha-dura

Para o maior jornal do estado do Arizona, Arizona Republic, o perdão do presidente Donald Trump ao xerife Joseph Arpaio "foi um tapa na cara dos latinos e de todos os outros". O jornal vê uma prova de que "o racismo institucional é claramente um objetivo de Trump".

Em editorial, o jornal observa que "o perdão de Joe Arpaio eleva o ex-xerife do condado de Maricopa ao status de monumento entre a linha-dura anti-imigração e os nacionalistas da base de Trump. Isso elimina qualquer dúvida de que Trump quis lhes dar poder depois da violência em Charlottesville. Arpaio é seu queridinho. Está de volta agora no seu pedestal graças ao presidente."

A decisão, acrescenta o editorial, agride todos os americanos que acreditam em "justiça, dignidade humana e Estado de Direito": "A ampla maioria dos latinos do Arizona não são indocumentados, mas todos se sentiram sob escrutínio enquanto Arpaio cultivava sua imagem. O perdão é um tapa na cara de quem trabalhou no sistema judicial para fazer Arpaio ser responsabilizado. Tirou a justiça dos que foram atingidos por suas políticas antes mesmo que ele fosse sentenciado."

O jornal concluiu que fica evidente que Trump não tem interesse em ser o presidente de todos os americanos e regride a uma era onde era tolerável discriminar minorias: "Isto deve preocupar todo americano que acredita que nosso dever como nação é continuar trabalhando em favor de uma justiça igual para todos."

Senadora acusa Trump de violar a lei ao perdoar o xerife Arpaio

A senadora democrata Dianne Feinstein, da Comissão de Justiça do Senado dos Estados Unidos, criticou duramente o presidente Donald Trump por dar indulto ao xerife Joseph Arpaio, condenado por desacato à Justiça ao perseguir imigrantes latino-americanos.

"O xerife Arpaio não deveria ter sido perdoado", afirmou Feinstein no Twitter. "Um perdão por sua conduta demonstra um desrespeito flagrante pelo Estado de Direito neste país. "Durante anos, o xerife Arpaio violou os direitos civis. Com este perdão, o presidente Trump indica que aprova seu comportamento."

Arpaio foi condenado por desacato ao não cumprir decisão judicial proibindo medidas discriminatórias contra os imigrantes latino-americanos.

Trump tentou aproveitar a comoção nacional causada pelo furacão Harvey para tentar que a notícia virasse a principal manchete. Na terça-feira, o presidente vai ao Texas inspecionar pessoalmente a destruição e visitar feridos.