Mostrando postagens com marcador Lewis Libby. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lewis Libby. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Trump perdoa mais um criminoso de extrema direita

O presidente Donald Trump indultou hoje o documentarista de ultradireita Dinesh D'Souza, condenado por violar as leis federais sobre financiamento de campanhas em 2014, alegando que ele foi "tratado de maneira muito injusta".

Normalmente, os presidentes usam o indulto para corrigir injustiças e muitas vezes depois de parte do cumprimento da pena. Trump usa para proteger notórios criminosos com tendências ultradireitistas.

Trump perdoou o xerife Joe Arpaio, do Arizona, condenado por discriminar imigrantes de origem latina, e Lewis Scooter Libby, assessor do então vice-presidente Dick Cheney que revelou a identidade de uma agente secreta cujo marido criticara a invasão do Iraque, em 2003.

D'Souza estourou o limite oficial de gastos da campanha e usou outras pessoas para fazer doações em seu nome e depois repassou o dinheiro, em flagrante violação da lei. É autor de documentários contra Barack Obama e Hillary Clinton, os alvos favoritos do ódio, da raiva e da ira de Trump.

O presidente estaria considerando a possibilidade de dar indulto ao ex-governador de Illinois Rod Blagojevich e à empresária e apresentadora de televisão Martha Stewart. Ela foi condenada por obstrução de justiça. Ele, por tentar vender a vaga aberta no Senado com a eleição de Barack Obama na Casa Branca por US$ 1 milhão.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Mohamed elBaradei vem ao Rio


O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed ElBaradei, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2005 junto com a AIEA, vem ao Rio de Janeiro participar de uma conferência internacional sobre Energia Nuclear na América Latina e na Europa, organizada pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais, a ser realizada em 6 e 7 de dezembro deste ano, na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.

ElBaradei, um embaixador egípcio, está no olho do furacão gerado pela acusação dos Estados Unidos de que o programa nuclear do Irã visa ao desenvolvimento de armas atômicas. Ele deu um ultimato ao regime dos aiatolás para que abra suas instalações à AIEA, um órgão da ONU.

Antes da guerra do Iraque, seus relatórios desmentiram todas as alegações americanas de que a ditadura de Saddam Hussein teria retomada seu programa nuclear para fabricar armas atômicas. ElBaradei considerou uma falsificação grosseira uma suposta tentativa iraquiana de comprar urânio no Níger, atribuída inicialmente ao serviço secreto da Itália.

A alegação foi usada pelo presidente George Walker Bush no discurso sobre o Estado da União, em janeiro de 2002, preparando a opinião pública americana para a guerra. Mesmo depois de derrubada por um relatório do embaixador americano Joseph Wilson, Bush voltou a tocar no assunto, atribuindo a informação ao serviço secreto britânico.

Em junho de 2003, quando ficou evidente que não havia armas de destruição em massa no Iraque, Wilson publicou artigo no jornal The New York Times. O governo Bush retaliou revelando que sua mulher, Valerie Plame, era agente da CIA, o que gerou o escândalo conhecido como Plamegate. É crime contra a segurança nacional dos EUA revelar a identidade de espiões.

O chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, Lewis Libby, foi condenado por falso testemunho, perjúrio e obstrução de Justiça. Recebeu o indulto presidencial de Bush.

Na semana passada, Israel pediu a demissão de ElBaradei, declarando-o incapaz de negociar a questão nuclear iraniana por ter declarado que não há provas de que a república islâmica esteja mesmo fazendo a bomba.

terça-feira, 6 de março de 2007

Assessor do vice-presidente dos EUA é condenado

Lewis Libby, ex-assessor do vice-presidente Dick Cheney, foi condenado em quatro das cinco acusações, no processo sobre a revelação do nome de uma agente secreta dos Estados Unidos em retaliação porque seu marido fizera um relatório em 2002 negando que o então ditador iraquiano Saddam Hussein tivesse tentado comprar urânio no Níger. É o mais alto funcionário do governo George W. Bush condenado até hoje.

A sentença será proferida em 5 de junho. Libby foi condenado por obstrução de Justiça, declaração falsa e duas acusações de perjúrio. Pode pegar até 25 anos de prisão. O jornal The Washington Post prevê que ele fique de um ano e meio a três anos na cadeia. Os advogados de defesa vão correr.

Mais do que Libby, está em julgamento a Guerra do Iraque. A denúncia criminal contra o principal assessor de Cheney, o mais poderoso vice-presidente da História dos EUA, coloca em julgamento a cúpula que tomou o poder na Casa Branca e as mentiras sobre as armas de destruição em massa de Saddam Hussein que justificaram a invasão anglo-americana do Iraque.

Em outubro de 2001, o serviço secreto da Itália disse ter obtido informações de que Saddam estaria tentando comprar urânio no Níger. Para investigar o caso, o governo dos EUA mandou à África o embaixador Joseph Wilson, que produziu um relatório me março de 2002 dizendo que a alegação era falsa.

Mesmo assim, no discurso sobre o Estado da União, em 28 de janeiro de 2003, Bush voltou a insistir na denúncia, citando como fonte um memorando do serviço secreto britânico de setembro de 2002.

Em 7 de março de 2003, ao depor no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed ElBaradei, descreveu os documentos sobre a suposta compra de urânio no Níger como "falsificações grosseiras".

Dois meses depois, Bush ordenou a invasão do Iraque, onde não foram encontradas as armas de destruição em massa (químicas, biológicas e nucleares) que serviram como pretexto para a guerra. O ataque começou em 20 de março de 2003. Saddam caiu em 9 de abril. Em 1º de maio, Bush anunciou o fim das "grandes operações de combate", como se a guerra estivesse acabando.

Quando ficou claro que não havia armas de destruição em massa no Iraque, em 6 de julho de 2003, o embaixador Wilson publicou artigo no NYTimes argumentando que suas informações tinham sido “distorcidas” para exagerar a “ameaça” iraquiana.

Dois dias depois, discutindo a questão com repórteres, o marqueteiro de Bush, Carl Rove, e Libby teriam deixado escapar a informação confidencial ao comentar que Valerie Plame poderia ter influenciado a indicação do marido para a missão já que era “uma agente secreta que operava na área de armas de destruição em massa”. A notícia foi publicada pelo colunista conservador Robert Novak em 14 de julho, deflagrando o Plamegate. A identidade de um espião é um segredo de Estado garantido em nome da segurança nacional dos EUA.

Irritado, o então diretor-geral da CIA, George Tenet, que revelara ao vice-presidente a identidade de Plame, pediu a abertura de inquérito. Durante as investigações, depuseram diversos altos funcionários do governo. Dois anos depois, o procurador Fitzgerald apresentou a primeira queixa-crime, contra Libby, por tentar encobrir o caso com mentiras e falso testemunho, e
assim obstruir a justiça.

Em 10 de junho de 2004, o presidente prometeu demitir quem quer que tivesse deixado vazar para a imprensa a identidade da agente da CIA.

Dois jornalistas foram pressionados a revelar suas fontes. A Suprema Corte decidiu que os jornalistas não têm privilégios. Se intimados, são obrigados a depor sob juramento de dizer a verdade, como todo cidadão americano.

Para não pegar um ano e meio de cadeia, Matthew Cooper, da revista Time, entregou à Justiça seu caderno de notas indicando Rove como sua fonte. Judith Miller, do NYTimes, ficou 80 dias presa por se negar adepor para não revelar sua fonte antes de receber autorização expressa. Acabou revelando que recebera a notícia de Libby.