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quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 29 de Setembro

DIVISÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha e a União Soviética dividem a Polônia ao longo o Rio Bug, dando prosseguimento ao Pacto Germano-Soviético, firmado em 23 de agosto.

A Polônia é dividida no século 18 entre o Reino da Prússia, o Império Russo e o Império Austro-Húngaro. Só recupera a independência em 1918, no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Depois da divisão entre Adolf Hitler e Joseph Stalin, volta a ser um país independente em 1918. Antes, em abril e maio de 1940, a polícia política soviética NKVD executa 22 mil militares, policiais, altos funcionários e líderes civis poloneses no Massacre da Floresta de Katyn.

Quando as covas rasas são descobertas, em 1943, a URSS acusa os nazistas. Só em 1990, na Era Mikhail Gorbachev (1985-91), a URSS reconheceu a responsabilidade pelo massacre.

MASSACRE DE BABI YAR

    Em 1941, começa nos arredores de Kiev, a capital da Ucrânia o Massacre de Babi Yar, em que os nazistas matam 34 mil homens, mulheres e crianças judias durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O Exército da Alemanha ocupa Kiev em 19 de setembro. Logo, as SS (Schuzstaffel), tropas de choque do regime nazista, começam a cumprir a ordem de exterminar todos os judeus e os oficiais do regime comunista soviético.

Nesta data, 30 mil pessoas são levadas para a ravina de Babi Yar, obrigadas a tirar a roupa e metralhadas. O massacre sé concluído no dia seguinte.

Cerca de 6 milhões de judeus e 1 milhão de ciganos, além de comunistas, socialistas, oposicionistas, gays e deficientes foram mortas no Holocausto, num total estimado em 11 milhões.

SOLTA REPÓRTER DO PLAMEGATE

Em 2005, a repórter Judih Miller, do jornal The New York Times, sai da prisão federal de Alexandria, na Virgínia, depois de 2 meses e 23 dias, por concordar em testemunhar no inquérito sobre a revelação de identidade da agente da CIA (Agência Central de Inteligência) Valerie Plame.

Miller decide falar depois que a fonte que estava protegendo, Lewis Scooter Libby, chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney a autoriza.

O Caso Plame começa em 6 de julho de 2003, quando o marido dela, o diplomata Joseph Wilson, publica artigo no New York Times contestando o principal argumento do governo George W. Bush (2001-9) para justificar a invasão do Iraque em março de 2003, que o ditador Saddam Hussein tria armadas de destruição em massa.

Oito dias depois, em 14 de julho, a identidade de Plame é revelada, o que é crimes nos Estados Unidos por se tratar de uma agente secreta. Wilson vê no ato um retaliação da Casa Branca. Miller fala com Libby dias antes, mas se nega a revelar a fonte aos investigadores com base numa regra de ouro do jornalismo.

Libby é condenado em 6 de março de 2007 e sentenciado em junho do mesmo ano a dois anos e meio de prisão e US$ 250 mil de multa. Mas o presidente Bush comuta a pena e ele não chega a ser preso. Miller deixa o NY Times depois de 28 anos.

QUEDA RECORDE EM WALL STREET

    Em 2008, durante a Grande Recessão (2008-9), o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, sofre a maior queda em pontos da história (777,68) quando o Congresso não aprova o Programa de Alívio de Ativos Tóxicos (TARP), o plano de resgate do sistema financeiro, abalado desde 15 de setembro pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, no valor de US$ 750 bilhões.

O resgate do sistema financeiro é aprovado e a maior parte é devolvida ao governo pelas empresas financeiras.

Depois da posse de Barack Obama, o Congresso aprova um plano de recuperação da economia de US$ 787 bilhões. A maior economia do mundo volta a crescer no segundo semestre de 2009 e segue em alta até ser abalada pela pandemia do coronavírus. O desemprego chega a um pico de 10% e cai até a pandemia.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Mohamed elBaradei vem ao Rio


O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed ElBaradei, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2005 junto com a AIEA, vem ao Rio de Janeiro participar de uma conferência internacional sobre Energia Nuclear na América Latina e na Europa, organizada pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais, a ser realizada em 6 e 7 de dezembro deste ano, na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.

ElBaradei, um embaixador egípcio, está no olho do furacão gerado pela acusação dos Estados Unidos de que o programa nuclear do Irã visa ao desenvolvimento de armas atômicas. Ele deu um ultimato ao regime dos aiatolás para que abra suas instalações à AIEA, um órgão da ONU.

Antes da guerra do Iraque, seus relatórios desmentiram todas as alegações americanas de que a ditadura de Saddam Hussein teria retomada seu programa nuclear para fabricar armas atômicas. ElBaradei considerou uma falsificação grosseira uma suposta tentativa iraquiana de comprar urânio no Níger, atribuída inicialmente ao serviço secreto da Itália.

A alegação foi usada pelo presidente George Walker Bush no discurso sobre o Estado da União, em janeiro de 2002, preparando a opinião pública americana para a guerra. Mesmo depois de derrubada por um relatório do embaixador americano Joseph Wilson, Bush voltou a tocar no assunto, atribuindo a informação ao serviço secreto britânico.

Em junho de 2003, quando ficou evidente que não havia armas de destruição em massa no Iraque, Wilson publicou artigo no jornal The New York Times. O governo Bush retaliou revelando que sua mulher, Valerie Plame, era agente da CIA, o que gerou o escândalo conhecido como Plamegate. É crime contra a segurança nacional dos EUA revelar a identidade de espiões.

O chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, Lewis Libby, foi condenado por falso testemunho, perjúrio e obstrução de Justiça. Recebeu o indulto presidencial de Bush.

Na semana passada, Israel pediu a demissão de ElBaradei, declarando-o incapaz de negociar a questão nuclear iraniana por ter declarado que não há provas de que a república islâmica esteja mesmo fazendo a bomba.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Bush livra ex-assessor de Cheney da cadeia

O presidente George Walker Bush provocou a ira da oposição democrata hoje, ao perdoar o ex-chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, Lewis Libby.

Libby foi condenado a dois anos e meio de prisão por falso testemunho e obstrução de Justiça, no processo sobre o vazamento para a imprensa do nome de uma agente da CIA (Agência Central de Inteligência), Valerie Plame, cujo marido, o embaixador Joseph Wilson, fizera um relatório negando que Saddam Hussein tivesse tentado comprar urânio no Níger.

Dois meses e meio depois da invasão do Iraque, em junho de 2003, quando ficou evidente que não havia armas de destruição em massa no Iraque, como alegara o governo Bush para justificar a guerra, Wilson escreveu artigo no jornal The New York Times dizendo que seu relatório havia sido manipulado.

Para fugir da responsabilidade, Bush citou a suposta compra de urânio no Níger na discurso sobre o Estado da União, em janeiro de 2003, atribuindo a informação ao serviço secreto do Reino Unido e seu leal aliado Tony Blair encampou a mentira.

Revoltados, os democratas denunciaram a manobra como abuso de poder. Para o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, foi uma "desgraça". Já o presidente da Comissão de Justiça do Senado, Patrick Leahy, considerou-a "emblemática de uma Casa Branca que se vê acima da lei".

Mas o perdão não foi total. Libby não vai para a cadeia mas ainda deve pagar multa de US$ 250 mil e ficará em liberdade condicional por dois anos.

A expectativa era que Bush esperava até o último recurso ou deixasse o indulto para depois das eleições presidenciais de novembro de 2008. Mas Libby deveria para a prisão nos próximos dias. Depois das eleições, teria cumprido metade da pena. Bush foi leal a um dos cães de guarda de Cheney, reforçando o manto de sigilo que protege as ações de guerra deste governo.