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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Nigéria quer processar ex-vice-presidente Cheney

As autoridades da Nigéria pretendem denunciar o ex-vice-presidente dos Estados Unidos num processo sobre suborno e corrupção envolvendo a empresa americana Halliburton.

Dick Cheney foi presidente da empresa antes de se tornar vice de George W. Bush.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Powell rebate acusações de Cheney a Obama

O ex-secretário de Estado Colin Powell (2001-05) e ex-comandante do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos rejeitou hoje as acusações feitas há uma semana pelo ex-vice-presidente Dick Cheney de que o governo Barack Obama tornou o país mais vulnerável ao terrorismo.

Em entrevista ao programa Face the Nation, da rede de televisão CBS, Powell argumentou que as acusações não fazem sentido, já que Obama manteve a maioria dos programas e procedimentos da era Bush, inclusive o secretário da Defesa, Robert Gates.

Cheney critica o atual governo por proibir a tortura, querer fechar o centro de detenção instalado na base naval de Guantânamo, em Cuba, e julgar suspeitos de terrorismo na Justiça civil.

Powell, um republicano que apoiou o atual presidente quando achou que a campanha eleitoral estava ganhando tons racistas, considerou absurda a alegação de que Obama esteja levando os EUA para o socialismo: "Será que perdemos totalmente a fé no nosso país, a ponto de imaginar que um homem sozinho pode de repente mudar todo o sistema?"

Ele aconselhou Obama a concentrar esforços na recuperação da economia e na geração de empregos, onde admitiu que os resultados das políticas do novo governo ainda não apareceram.

domingo, 30 de agosto de 2009

Cheney queria bombardear o Irã

O vice-presidente Dick Cheney era a favor de um bombardeio para neutralizar o programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas, mas foi voto vencido dentro do governo George W. Bush, admitiu Cheney hoje em entrevista à rede de televisão conservadora Fox News.

"Eu era com certeza o maior defensor de uma ação militar entre meus colegas", declarou o superpoderoso vice de Bush. "Pensava que as negociações não teriam sucesso a menos que os iranianos estivessem convencidos de estávamos prontos a usar a força. E até hoje, claro, eles continuam desenvolvendo seu programa nuclear. A questão não foi resolvida."

segunda-feira, 30 de março de 2009

Cheney é acusado de dirigir esquadrão da morte

Durante o governo George W. Bush, os Estados Unidos criaram um esquadrão da morte para atuar no exterior sem o conhecimento do Congresso, denunciou o jornalista investigativo Seymour Hersh, da revista The New Yorker, em palestra na Universidade de Minnesota na semana passada.

"Depois de 11 de setembro de 2001, a Agência Central de Inteligência (CIA) esteve profundamente envolvida com atividades domésticas contra pessoas que acreditava serem inimigos do Estado, sem qualquer autoridade legal para isso", acusou o jornalista.

Hersh descreveu a Unidade Conjunta de Operações Especiais como "uma ala especial de nossa comunidade de operações especiais estabelecida independentemente. Ela não presta contas a ninguém. Na era Bush-Cheney, estava diretamente ligada ao gabinete do vice-presidente Dick Cheney... O Congresso não tem nenhum controle sobre ela."

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Bruno Tertrais: "O informe não diz que o programa nuclear do Irã não tem objetivos militares"

O Irã não suspendeu seu programa nuclear, apenas uma parte cladestina que estava sob controle militar, declara o professor Bruno Tertrais, especialista francês em terrorismo e Oriente Médio, ao comentar a Estimativa Nacional de Inteligência, divulgada ontem pelo governo dos Estados Unidos.

Em entrevista ao jornal francês Le Monde, Tertrais, diretor de pesquisas da Fundação de Pesquisas Estratégicas da França, comenta que o enriquecimento de urânio continua e que se trata de uma tecnologia com uso duplo: civil e militar. "O documento diz claramente que o Irã mantém a opção militar, a possibilidade de fazer a bomba rapidamente, se assim decidir".

Para o professor, é impressionante como os serviços secretos americanos querem afirmar sua independência em relação aos falcões do governo Bush, como o vice-presidente Dick Cheney, principal defensor de uma ação militar contra o programa nuclear iraniano.

Outra conclusão do especialista francês é que os serviços secretos americanos têm boas fontes dentro da máquina estatal do Irã, o que não tinha no Iraque.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Mohamed elBaradei vem ao Rio


O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed ElBaradei, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2005 junto com a AIEA, vem ao Rio de Janeiro participar de uma conferência internacional sobre Energia Nuclear na América Latina e na Europa, organizada pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais, a ser realizada em 6 e 7 de dezembro deste ano, na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.

ElBaradei, um embaixador egípcio, está no olho do furacão gerado pela acusação dos Estados Unidos de que o programa nuclear do Irã visa ao desenvolvimento de armas atômicas. Ele deu um ultimato ao regime dos aiatolás para que abra suas instalações à AIEA, um órgão da ONU.

Antes da guerra do Iraque, seus relatórios desmentiram todas as alegações americanas de que a ditadura de Saddam Hussein teria retomada seu programa nuclear para fabricar armas atômicas. ElBaradei considerou uma falsificação grosseira uma suposta tentativa iraquiana de comprar urânio no Níger, atribuída inicialmente ao serviço secreto da Itália.

A alegação foi usada pelo presidente George Walker Bush no discurso sobre o Estado da União, em janeiro de 2002, preparando a opinião pública americana para a guerra. Mesmo depois de derrubada por um relatório do embaixador americano Joseph Wilson, Bush voltou a tocar no assunto, atribuindo a informação ao serviço secreto britânico.

Em junho de 2003, quando ficou evidente que não havia armas de destruição em massa no Iraque, Wilson publicou artigo no jornal The New York Times. O governo Bush retaliou revelando que sua mulher, Valerie Plame, era agente da CIA, o que gerou o escândalo conhecido como Plamegate. É crime contra a segurança nacional dos EUA revelar a identidade de espiões.

O chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, Lewis Libby, foi condenado por falso testemunho, perjúrio e obstrução de Justiça. Recebeu o indulto presidencial de Bush.

Na semana passada, Israel pediu a demissão de ElBaradei, declarando-o incapaz de negociar a questão nuclear iraniana por ter declarado que não há provas de que a república islâmica esteja mesmo fazendo a bomba.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Cheney: "Irã não terá armas nucleares"

Em tom ameaçador, o vice-presidente Dick Cheney insistiu neste domingo em que os Estados Unidos e outros países não deixarão o Irã ter armas atômicas.

"Nosso país e a comunidade internacional não podem ficar assistindo enquanto países que apóiam o terrorismo realizam suas grandes ambições", declarou um dos mais poderosos e belicosos vice-presidentes da História dos EUA, o poder por trás do trono de um presidente medíocre como George Walker Bush.

Ao falar no Instituto Washington para o Oriente Próximo, Cheney afirmou que "o Irã engana e atrasa para ganhar tempo". Se o a república islâmica não se submeter ao regime de inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica, o que implica abrir mão de seu programa nuclear militar, os EUA estão dispostos a "impor pesada conseqüência", advertiu o vice de Bush.

Cheney não falou em uso da força. Mas o alerta é claro. Ele é um dos grandes defensores de um bombardeio aéreo para tentar destruir as principais instalações nucleares do Irã, atrasando o desenvolvimento da bomba atômica iraniana.

O recente afastamento de Ali Larijani, o principal negociador iraniano, está sendo interpretado como um endurecimento da república dos aiatolás. Isso reduz as possibilidades de solução negociada.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Cheney queria iniciar guerra entre Israel e Irã

O vice-presidente linha-dura Dick Cheney pensou em provocar ataques de mísseis entre Israel e o Irã para justificar uma intervenção militar dos Estados Unidos contra a república islâmica, suspeita de estar desenvolvendo armas atômicas, afirma a revista americana Newsweek na edição desta segunda-feira. Mas o enfraquecimento da linha dura, com a saída de vários neoconservadores do governo George W. Bush nos últimos dois anos, o obrigou a abandonar a idéia.

domingo, 16 de setembro de 2007

Governo Bush está dividido sobre Irã

O discurso do presidente George W. Bush para justificar a permanência de tropas americanas no Irã revela divisões no governo sobre como tratar a ameaça representada pelo programa nuclear iraniano, observa neste domingo o jornal The New York Times.

Enquanto a secretária de Estado, Condoleezza Rice, é a favor da opção diplomática, o vice-presidente Dick Cheney quer medidas muito mais duras, inclusive um possível bombardeio das instalações nucleares do Irã.

Leia mais no New York Times.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Bush livra ex-assessor de Cheney da cadeia

O presidente George Walker Bush provocou a ira da oposição democrata hoje, ao perdoar o ex-chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, Lewis Libby.

Libby foi condenado a dois anos e meio de prisão por falso testemunho e obstrução de Justiça, no processo sobre o vazamento para a imprensa do nome de uma agente da CIA (Agência Central de Inteligência), Valerie Plame, cujo marido, o embaixador Joseph Wilson, fizera um relatório negando que Saddam Hussein tivesse tentado comprar urânio no Níger.

Dois meses e meio depois da invasão do Iraque, em junho de 2003, quando ficou evidente que não havia armas de destruição em massa no Iraque, como alegara o governo Bush para justificar a guerra, Wilson escreveu artigo no jornal The New York Times dizendo que seu relatório havia sido manipulado.

Para fugir da responsabilidade, Bush citou a suposta compra de urânio no Níger na discurso sobre o Estado da União, em janeiro de 2003, atribuindo a informação ao serviço secreto do Reino Unido e seu leal aliado Tony Blair encampou a mentira.

Revoltados, os democratas denunciaram a manobra como abuso de poder. Para o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, foi uma "desgraça". Já o presidente da Comissão de Justiça do Senado, Patrick Leahy, considerou-a "emblemática de uma Casa Branca que se vê acima da lei".

Mas o perdão não foi total. Libby não vai para a cadeia mas ainda deve pagar multa de US$ 250 mil e ficará em liberdade condicional por dois anos.

A expectativa era que Bush esperava até o último recurso ou deixasse o indulto para depois das eleições presidenciais de novembro de 2008. Mas Libby deveria para a prisão nos próximos dias. Depois das eleições, teria cumprido metade da pena. Bush foi leal a um dos cães de guarda de Cheney, reforçando o manto de sigilo que protege as ações de guerra deste governo.

sábado, 12 de maio de 2007

Cheney ameaça atacar o Irã

A bordo de um porta-aviões, a menos de 250 quilômetros do Irã, o vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, fez ontem nova ameaça de atacar a república islâmica para garantir as rotas marítimas de suprimento de petróleo, evitar que o país "tenha armas nucleares e domine a região".

Cheney foi direto em sua advertência: "Com dois grupos de combate naval liderados por porta-aviões no Golfo [Pérsico], estamos enviando mensagens claras a amigos e adversários. Vamos manter as rotas marítimas abertas. Vamos, junto com nossos amigos, nos opor ao extremismo e a ameaças estratégicas. Vamos desarmar ataques contra nossas próprias forças.Vamos continuar trazendo alívio aos que sofrem e aplicando justiça aos inimigos da liberdade. E vamos, com outros, impedir que o Irã tenha armas nucleares e domine esta região."

Para David Sanger, do jornal The New York Times, a ofensiva verbal de Cheney faz parte da estratégia dos EUA de pressionar fortemente o Irã enquanto deixa a porta aberta para negociações.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Caminhão-bomba deixa 19 mortos no Iraque

Enquanto o vice-presidente americano, Dick Cheney, fazia mais uma visita-surpresa ao Iraque para tentar salvar o maior fracasso da política externa dos Estados Unidos desde o Vietnã, um caminhão bomba matou 19 pessoas e feriu mais 80 na cidade curda de Arbil, no Iraque. Líderes curdos atribuíram o atentado aos rebeldes sunitas que lutam contra a ocupação americana.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Ex-agentes da CIA acusam ex-diretor

Em carta ao ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) George Tenet, seis ex-funcionários do serviço de espionagem dos Estados Unidos atacaram seu antigo chefe e seu livro No Centro da Tempestade, em que ele tenta se eximir de culpa pela decisão americana de invadir o Iraque, responsabilizando principalmente o vice-presidente Dick Cheney, como "uma admissão de fracasso de liderança".

"Você participou por vontade própria de uma decisão política mal avaliada de começar uma guerra desnecessária e divide com Dick Cheney e [o presidente] George Bush a culpabilidade pelo fracasso no Iraque", alfineta a carta.

Os autores, Phil Giraldi, Ray McGovern, Larry Johnson, Jim Marcinkowski, Vince Cannistraro e David MacMichael, alegam que Tenet deveria ter renunciado em protesto e exigem que o ex-diretor da CIA destine pelo menos metade dos rendimentos do livro a vítimas iraquianas e americanas da guerra.

Na sua opinião, "os agentes da CIA tinham informações consistentes, em setembro de 2002, de que não havia estoques de nenhuma arma de destruição em massa no Iraque. Esta inteligência foi ignorada e mais tarde manipulada."

sábado, 28 de abril de 2007

Ex-chefe da CIA acusa Cheney pela guerra

O ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) George Tenet responsabiliza o vice-presidente Dick Cheney e outros altos funcionários do governo George W. Bush pela guerra no Iraque, acusando-os de jamais terei realizado um "debate sério" sobre a ameaça real que Saddam Hussein representava para os Estados Unidos.

No livro No Centro de Tempestade, que será lançado na próxima segunda-feira, Tenet tenta de desvincular das alegações sobre as armas de destruição em massa de Saddam que teriam justificado a guerra. Ele admite que usou em encontro com o presidente a expressão do basquete americano "slam dunk" (uma bola que é só enterrar na cesta), como se estivesse certo de que o Iraque tinha armas proibidas pela ONU. Mas, na sua opinião, isso não alteraria a determinação de Bush de ir à guerra.

Tenet acredita que o governo Bush quis colocá-lo como bode expiatório: "Nunca houve um debate sério que eu saiba dentro do governo sobre a iminência da ameaça iraquiana", defende-se Tenet. "Nem houve nunca qualquer discussão significativa" sobre a possibilidade de conter o Iraque sem a invasão.

Nem a Medalha da Liberdade Tenet diz que queria aceitar. Mudou de idéia quando viu que a homenagem era "ao trabalho da CIA contra o terrorismo, não no Iraque".

Ele duvida do sucesso da nova estratégia de Bush para o Iraque: "Talvez funcionasse há mais de três anos", comenta Tenet no seu livro, obtido pelo jornal The New York Times. "Meu medo é que a violência sectária no Iraque tenha tomado vida própria e que as forças dos EUA estejam se tornando cada vez mais e mais irrelevantes no controle dessa violência".

O ex-diretor da CIA acrescenta ainda que houve vários alertas sobre terrorismo e a necessidade de enfrentar Ossama ben Laden antes de 11 de setembro de 2001. Mas ninguém deu maior atenção antes dos atentados contra Nova Iorque e o Pentágono. Tenet prevê que o terror voltará a atacar no território dos EUA: "Al Caeda está aqui esperando".

terça-feira, 6 de março de 2007

Assessor do vice-presidente dos EUA é condenado

Lewis Libby, ex-assessor do vice-presidente Dick Cheney, foi condenado em quatro das cinco acusações, no processo sobre a revelação do nome de uma agente secreta dos Estados Unidos em retaliação porque seu marido fizera um relatório em 2002 negando que o então ditador iraquiano Saddam Hussein tivesse tentado comprar urânio no Níger. É o mais alto funcionário do governo George W. Bush condenado até hoje.

A sentença será proferida em 5 de junho. Libby foi condenado por obstrução de Justiça, declaração falsa e duas acusações de perjúrio. Pode pegar até 25 anos de prisão. O jornal The Washington Post prevê que ele fique de um ano e meio a três anos na cadeia. Os advogados de defesa vão correr.

Mais do que Libby, está em julgamento a Guerra do Iraque. A denúncia criminal contra o principal assessor de Cheney, o mais poderoso vice-presidente da História dos EUA, coloca em julgamento a cúpula que tomou o poder na Casa Branca e as mentiras sobre as armas de destruição em massa de Saddam Hussein que justificaram a invasão anglo-americana do Iraque.

Em outubro de 2001, o serviço secreto da Itália disse ter obtido informações de que Saddam estaria tentando comprar urânio no Níger. Para investigar o caso, o governo dos EUA mandou à África o embaixador Joseph Wilson, que produziu um relatório me março de 2002 dizendo que a alegação era falsa.

Mesmo assim, no discurso sobre o Estado da União, em 28 de janeiro de 2003, Bush voltou a insistir na denúncia, citando como fonte um memorando do serviço secreto britânico de setembro de 2002.

Em 7 de março de 2003, ao depor no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed ElBaradei, descreveu os documentos sobre a suposta compra de urânio no Níger como "falsificações grosseiras".

Dois meses depois, Bush ordenou a invasão do Iraque, onde não foram encontradas as armas de destruição em massa (químicas, biológicas e nucleares) que serviram como pretexto para a guerra. O ataque começou em 20 de março de 2003. Saddam caiu em 9 de abril. Em 1º de maio, Bush anunciou o fim das "grandes operações de combate", como se a guerra estivesse acabando.

Quando ficou claro que não havia armas de destruição em massa no Iraque, em 6 de julho de 2003, o embaixador Wilson publicou artigo no NYTimes argumentando que suas informações tinham sido “distorcidas” para exagerar a “ameaça” iraquiana.

Dois dias depois, discutindo a questão com repórteres, o marqueteiro de Bush, Carl Rove, e Libby teriam deixado escapar a informação confidencial ao comentar que Valerie Plame poderia ter influenciado a indicação do marido para a missão já que era “uma agente secreta que operava na área de armas de destruição em massa”. A notícia foi publicada pelo colunista conservador Robert Novak em 14 de julho, deflagrando o Plamegate. A identidade de um espião é um segredo de Estado garantido em nome da segurança nacional dos EUA.

Irritado, o então diretor-geral da CIA, George Tenet, que revelara ao vice-presidente a identidade de Plame, pediu a abertura de inquérito. Durante as investigações, depuseram diversos altos funcionários do governo. Dois anos depois, o procurador Fitzgerald apresentou a primeira queixa-crime, contra Libby, por tentar encobrir o caso com mentiras e falso testemunho, e
assim obstruir a justiça.

Em 10 de junho de 2004, o presidente prometeu demitir quem quer que tivesse deixado vazar para a imprensa a identidade da agente da CIA.

Dois jornalistas foram pressionados a revelar suas fontes. A Suprema Corte decidiu que os jornalistas não têm privilégios. Se intimados, são obrigados a depor sob juramento de dizer a verdade, como todo cidadão americano.

Para não pegar um ano e meio de cadeia, Matthew Cooper, da revista Time, entregou à Justiça seu caderno de notas indicando Rove como sua fonte. Judith Miller, do NYTimes, ficou 80 dias presa por se negar adepor para não revelar sua fonte antes de receber autorização expressa. Acabou revelando que recebera a notícia de Libby.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Cheney pressiona Paquistão em visita-surpresa

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, fez uma visita-surpresa ao Paquistão hoje para pressionar o presidente Pervez Musharraf para que seu país aja com mais dureza contra o grupo terrorista Al Caeda na região do Waziristão.

Desde um acordo do governo paquistanês com chefes tribais locais, Al Caeda e a milícia dos Talebã agem livremente na região, que serve de base para ataques no Afeganistão. A milícia dos Talebã, que governou o Afeganistão de 1996 a 2001, foi criada com o apoio dos serviços secretos do Paquistão.

Depois dos atentados de 11 de setembro, os EUA pressionaram o Paquistão, país-chave para o sucesso da guerra no Afeganistão. O governo de Islamabad cooperou parcialmente. Há setores internos que apóiam ideologicamente o fundamentalismo. Cheney foi lá tentar enquadrar o Exército do Paquistão, tradicional aliado dos EUA.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Vice-presidente Cheney ameaça atacar o Irã

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, voltou a ameaçar o Irã, advertindo que "todas as opções" estão na mesa, inclusive uma ação militar, se a república dos aiatolás continuar se negando a cumprir a exigência do Conselho de Segurança das Nações que o obriga a suspender seu programa nuclear.

Em entrevista na Austrália, ao lado do primeiro-mnistro John Howard, Cheney garantiu que o anúncio do começo da retirada britânica não cria problemas para Washington e que cabe aos australianos decidirem quando retirarão suas tropas.

Cheney, um linha-dura considerado o mais poderoso vice-presidente da História dos EUA, disse que o governo americano está "profundamente preocupado" com o Irã. Além de desenvolver armas atômicas e das ameaças a Israel de seu presidente, Mahmoud Ahmadinejad, a república islâmica estaria "patrocinando agressivamente" a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá.

Crítico em relação ao acordo com a Coréia do Norte, o vice de Bush, depois de ter sido um dos principais advogados da invasão do Iraque, também seria favorável à opção militar contra a Coréia do Norte e o Irã. Como as guerras de Bush abalaram profundamente a imagem dos EUA, há uma clara preferência hoje das autoridades americanas por uma solução negociada. Mas o falcão Cheney parece confiar mais no uso da força.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Ford era contra a invasão do Iraque

O ex-presidente dos Estados Unidos Gerald Ford (1974-77), que morreu há dois dias, disse numa entrevista gravada em julho de 2004 para ser divulgada depois de sua morte que era contra a invasão do Iraque.

"Não acredito que eu teria ido à guerra", declarou Ford, criticando tanto o presidente George Walker Bush quanto o vice-presidente Dick Cheney pelas razões alegadas para invadir o Iraque. Ele disse que apelaria para sanções mais rigorosas ou outros instrumentos, não a guerra.

"Rumsfeld, Cheney e o presidente cometeram um grande erro ao justificar a guerra do Iraque. Deram ênfase às armas de destruição em massa", comentou Ford. "Nunca disse publicamente que acredito que se enganaram mas sinto que foi um erro".

Ford foi mais além: "Posso entender a teoria de querer libertar outros povos". Mas não acredita que um presidente possa fazer isso sem levar em conta a prioridade máxima, que é o interesse nacional. "Não acredito que se deva ser um fogo libertando pessoas ao redor do planeta, a menos que esteja relacionado com a nossa segurança nacional".

Único presidente não-eleito da História dos EUA, Ford chegou à Casa Branca por causa do escândalo de Watergate, que derrubou Richard Nixon, e de outros escândalos, que provocaram a renúncia do vice-presidente Spiro Agnew.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Arábia Saudita ameaça intervir no Iraque

A Arábia Saudita vai intervir no Iraque para proteger a comunidade árabe sunita, se a retirada das forças dos Estados Unidos provocar uma guerra civil entre a minoria sunita, que mandava no país desde que ele foi incorporado ao Império Otomano, no século 17 até a queda de Saddam Hussein, e a maioria xiita, que é cerca de 60% da população iraquiana.

A advertência foi feita durante a visita do vice-presidente Dick Cheney a Riad no final do mês passado, justamente para discutir a guerra no Iraque e a ameaça de uma bomba atômica iraniana.

Se os sauditas entrarem numa guerra civil iraquiana do lado dos sunitas, é provável que o Irã intervenha em apoio aos xiitas. Uma guerra entre o Irã e a Arábia Saudita levaria a uma confrontação generalizada entre sunitas e xiitas no Oriente Médio. Seria uma conseqüência catastrófica da invasão americana ao Iraque.

sábado, 25 de novembro de 2006

Vice de Bush discute Oriente Médio com sauditas

O todo-poderoso vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, um dos principais responsáveis pela invasão do Iraque, chegou hoje à Arábia Saudita para discutir com um dos principais aliados no Oriente Médio alternativas para pacificar a região e contar o Irã, acusado de desenvolver armas atômicas. A intenção é preparar uma nova iniciativa de paz que contemple também os conflitos no Líbano e entre Israel e os palestinos.

Como um país sunita, a Arábia Saudita preocupa-se com a expansão do chamado crescente xiita, que incluiria o Irã, a maioria xiita no Iraque e a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), que aumentou seu cacife político no Líbano ao resistir, em julho e agosto, a uma grande ofensiva militar israelense.

No Líbano, a tensão aumentou ainda mais nesta semana com o assassinato do ministro cristão Pierre Gemayel, um dos principais críticos da influência síria em seu país, deixando-o mais uma vez à beira da guerra civil.

Na próxima semana, o presidente George Walker Bush vai se encontrar com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki. Há dois dias, Bagdá sofreu o pior ataque terrorista desde a invasão americana de março de 2003. Mais de 200 xiitas foram mortos numa série de explosões de quatro carros-bomba, complementadas com ataques com granadas.