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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 21 de Fevereiro

 MARX LANÇA MANIFESTO COMUNISTA

    Em 1848, o filósofo e economista alemão Karl Marx publica em Londres com o empresário Friedrich Engels o Manifesto Comunista, o panfleto mais importante da história, editado pela Liga Comunista, formada por socialistas alemães. O texto convoca os trabalhadores a se unir a uma luta de classes contra a burguesia para tomar o poder e criar uma sociedade igualitária.

Marx nasce em Trier, na Prússia, em 5 de maio de 1818, filho de um advogado judeu convertido ao protestantismo. Estuda filosofia e direito em Berlim e Jena. Vira seguidor das ideias do filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel, que cria a dialética sob a inspiração do filósofo chinês Lao Tsé e sua Teoria do Princípio Único, baseada no contraste e na complementaridade do yin yang.

Em 1843, depois do fechamento do jornal onde trabalhava em Colônia, Marx vai para Paris, onde conhece Engels. Expulso da França, vai em 1845 para a Bélgica, onde durante dois anos desenvolve com Engels a doutrina comunista.

O manifesto é escrito em janeiro e publicado em fevereiro de 1848: "Um espectro assombra a Europa – o espectro do comunismo", começa o panfleto. No fim, convoca para a revolução: "Os proletários não tem nada a perder, a não ser suas correntes. Trabalhadores do mundo, uni-vos!"

No dia seguinte, começa uma revolução na França em protesto contra proibição de reuniões de socialistas. Em 24 de fevereiro, o rei Luís Felipe abdica, mas logo a burguesia europeia esmaga as revoluções de 1848.

Procurado na Alemanha e na França, Marx se refugia no Reino Unido, onde funda em 1864 a Associação Internacional dos Trabalhadores, a Primeira Internacional, e em 1867 lança o primeiro volume de O Capital.

Quando Marx morre, em 1883, a doutrina comunista está disseminada pela Europa. Trinta e quatro anos depois de sua morte, a Revolução Bolchevique liderada por Vladimir Lenin e Leon Trotsky toma o poder na Rússia, em 1917. Em 1950, mais da metade da humanidade vive sob regimes supostamente marxistas. É de se duvidar que um rebelde como Marx se submeteria aos regimes totalitários impostos em seu nome.

NASCE ANDRÉS SEGOVIA

    Em 1893, nasce em Linares, na Espanha, Andrés Segovia, um dos maiores violonistas de todos os tempos, considerado o pai do violão erudito moderno.

Segovia estuda piano e violoncelo na infância, mas seu grande interesse é pelo violão, considerado na época um instrumento menos nobre para ser tocado em bares e café, mas não em salas de concerto. Ele faz seu primeiro concerto no Instituto Musical de Granada em 1909. Em 1916, apresenta-se em Barcelona e Madri. De 1919 a 1923, excursiona pela América Latina. Quando toca pela primeira em Paris, em 1924, já tem uma reputação internacional.

Ele toca até mais de 90 anos. Morre em Madri, aos 94 anos, em 2 de junho de 1987.

BATALHA DE VERDUN

    Em 1916, às 7h12 min, um disparo de um canhão Krupp alemão de 38 centímetros é o primeiro de 1,2 mil canhões que atacam as forças da França numa frente de combate de 20 quilômetros ao longo do Rio Meuse, e atinge a Catedral de Verdun, dando início à mais longa batalha da Primeira Guerra Mundial (1914-18), que termina 10 meses depois, depois da morte de 143 mil alemães e 163 mil franceses.

THE NEW YORKER

    Em 1925, a revista semanal The New Yorker, uma das mais importantes do mundo, famosa por suas grandes reportagens, crítica cultural, ensaios, literatura e humor, é lançada por Harold Ross, editor até sua morte, em dezembro de 1951.

Seu foco inicial é a vida social e cultural de Nova York. A primeira edição não faz grande sucesso. A revista começa a angariar prestígio com a cobertura do Julgamento do Macaco, em que um professor de biologia é processado no estado do Tennessee por ensinar a Teoria da Evolução das Espécies, de Charles Darwin, repudiada pela Igreja. O fundamentalismo religioso nasce em rejeição ao darwinismo.

Entre os importantes colabores da New Yorker, estão Ogden Nash, John O'Hara, Edmund Wilson, J. D. Salinger, John Updike, Rebecca West, Dorothy Parker, Alice Munro, Woody Allen, Milan Kundera, Truman Capote, George Saunders e Lilian Ross. O atual editor é David Remnick.

MALCOLM X ASSASSINADO

    Em 1965, o ativista negro Malcolm X, líder da Nação do Islã e do nacionalismo negro nos Estados Unidos, é morto aos 39 anos em Nova York e se torna um herói do movimento negro radical com o lançamento de A Autobiografia de Malcolm X.


Malcolm Little nasce em Omaha, no estado de Nebraska, em 19 de maio de 1925. O pai, o reverendo Earl Little, era seguidor do ativista Marcus Grey. Morre num acidente com um bonde. Talvez sua morte seja culpa de supremacistas brancos.

A família fica tão pobre que a mãe cata folhas na rua para alimentar os filhos. Quando ele é internada num asilo para doentes mentais, em 1939, Malcolm e os irmãos vão morar com parentes.

Excelente aluno, Malcolm é aconselhado pelos professores a ser carpinteiro. Como quer ser advogado, termina sendo expulso da escola e abandona a educação formal na oitava série. Ele vai morar com uma meia-irmã em Boston, onde se envolve com pequenos crimes. Vira traficante de drogas e líder de uma quadrilha de ladrões em Boston e depois em Nova York.

Na cadeia, entre 1946 e 1952, ele se converte ao islamismo e entra para a Nação do Islã, um grupo do movimento negro norte-americano que mistura o Islã com o nacionalismo negro. Para se educar, passa horas na biblioteca da prisão todos os dias.

Ao sair da prisão, Malcolm conhece Elijah Muhammad, líder da Nação do Islã, e passa a ser organizador do grupo em Boston, em Nova York e na Filadélfia. Reconhecendo o talento e a habilidade de Malcolm, Muhammad o nomeia para segundo na hierarquia da Nação do Islã.

Como a maioria dos membros da Nação do Islã, ele para de usar o sobrenome, que no caso dos negros norte-americanos era o sobrenome dos senhores de escravos, e passa a se chamar Malcolm X.

Grande orador, carismático, radical e um organizador incansável, Malcolm X expressa a angústia, a raiva e a frustração dos afro-americanos durante a maior parte da luta dos negros pelos direitos civis (1955-65).

Malcolm argumenta que a luta pelos direitos civis não é apenas para sentar num restaurante e votar, é sobre a independência, a integridade e a identidade negras. Em contraste com o pacifismo do reverendo Martin Luther King Jr., Malcolm orienta seus seguidores a se defender por "quaisquer meios necessários".

Em março de 1964, Malcolm deixa a Nação do Islã. Ameaçado de morte pelo pessoal de Muhammad, Malcolm faz a peregrinação a Meca em abril de 1964. Ele vai duas vezes à África e discursa na Organização da Unidade Africana, hoje União Africana.

Em 1965, Malcolm funda a Organização de Unidade Afro-Americana. A hostilidade com a Nação do Islã se exacerba. Malcolm X é assassinado quando se prepara para fazer uma palestra no Salão de Baile Audubon, em Washington Heights, em Nova York.

NIXON VISITA CHINA

    Em 1972, o presidente Richard Nixon inicia uma visita de sete dias a três cidades da República Popular da China (RPC), abrindo caminho para o estabelecimento de relações diplomáticas entre o regime comunista de Mao Tsé-tung e os Estados Unidos.

As viagens de Nixon à China e depois à União Soviética, quando Henry Kissinger é o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, marcam o começo do que se chamou de détente, um degelo na Guerra Fria nos anos 1970 que vai até a invasão soviética ao Afeganistão, no Natal de 1979. Nixon é um anticomunista da linha dura, então não é acusado de leniência com as grandes potências comunistas.

Kissinger e Nixon entendem que a China é um país grande demais para ficar isolado. Quando a China e a URSS estão à beira da guerra com uma série de escaramuças em sua enorme fronteira comum, em 1969, os EUA veem uma oportunidade de se aproximar da China. Por causa da rivalidade com a URSS, no fim da Guerra Fria, a China é virtualmente uma aliada não membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Primeiro, uma delegação de pingue-pongue dos EUA é convidada a jogar na China. Em julho de 1971, Kissinger faz uma visita secreta à China saindo do Paquistão, se encontra com o primeiro-ministro Chu Enlai e prepara a viagem de Nixon.

Com esta aproximação, em outubro de 1971, a RPC assume a cadeira da China na Assembleia Geral e no Conselho de Segurança das Nações Unidas, até então ocupada por Taiwan. Os EUA e a China reatam relações diplomáticas em 1979.

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 21 de Fevereiro

 MARX LANÇA MANIFESTO COMUNISTA

    Em 1848, o filósofo e economista alemão Karl Marx publica em Londres com Friedrich Engels o Manifesto Comunista, o panfleto mais importante da história, editado pela Liga Comunista, formada por socialistas alemães. O texto convoca os trabalhadores a se unir a uma luta de classes contra a burguesia para tomar o poder e criar uma sociedade igualitária.

Marx nasce em Trier, na Prússia, em 5 de maio de 1818, filho de um advogado judeu convertido ao protestantismo. Estuda filosofia e direito em Berlim e Jena. Vira seguidor das ideias do filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel, que cria a dialética sob a inspiração do filósofo chinês Lao Tsé e sua Teoria do Princípio Único, baseada no contraste e na complementaridade do yin yang.

Em 1843, depois do fechamento do jornal onde trabalhava em Colônia, Marx vai para Paris, onde conhece Engels. Expulso da França, vai em 1845 para a Bélgica, onde durante dois anos desenvolve com Engels a doutrina comunista.

O manifesto é escrito em janeiro e publicado em fevereiro de 1848: "Um espectro assombra a Europa - o espectro do comunismo", começa o panfleto. No fim, convoca para a revolução: "Os proletários não tem nada a perder, a não ser suas correntes. Trabalhadores do mundo, uni-vos!"

No dia seguinte, começa uma revolução na França em protesto contra proibição de reuniões dos socialistas. Em 24 de fevereiro, o rei Luís Felipe abdica, mas logo a burguesia europeia esmaga as revoluções de 1848.

Procurado na Alemanha e na França, Marx se refugia no Reino Unido, onde funda em 1864 a Associação Internacional dos Trabalhadores, a Primeira Internacional, e em 1867 lança o primeiro volume de O Capital.

Quando Marx morre, em 1883, a doutrina comunista está disseminada pela Europa. Trinta e quatro anos depois de sua morte, a Revolução Bolchevique liderada por Vladimir Lenin e Leon Trotsky toma o poder na Rússia, em 1917. Em 1950, mais da metade da humanidade vive sob regimes marxistas.

NASCE ANDRÉS SEGOVIA

    Em 1893, nasce em Linares, na Espanha, Andrés Segovia, um dos maiores violonistas de todos os tempos, considerado o pai do violão erudito moderno.

Segovia estuda piano e violoncelo na infância, mas seu grande interesse é pelo violão, considerado na época um instrumento menos nobre para ser tocado em bares e café, mas não em salas de concerto. Ele faz seu primeiro concerto no Instituto Musical de Granada em 1909. Em 1916, apresenta-se em Barcelona e Madri. De 1919 a 1923, excursiona pela América Latina. Quando toca pela primeira em Paris, em 1924, já tem uma reputação internacional.

Ele toca até mais de 90 anos. Morre em Madri, aos 94 anos, em 2 de junho de 1987.

BATALHA DE VERDUN

    Em 1916, às 7h12 min, um disparo de um canhão Krupp alemão de 38 centímetros é o primeiro de 1,2 mil canhões que atacam as forças da França numa frente de combate de 20 quilômetros ao longo do Rio Meuse, e atinge a Catedral de Verdun, dando início à mais longa batalha da Primeira Guerra Mundial (1914-18), que termina 10 meses depois, depois da morte de 143 mil alemães e 163 mil franceses.

THE NEW YORKER

    Em 1925, a revista semanal The New Yorker, uma das mais importantes do mundo, famosa por suas grandes reportagens, crítica cultural, ensaios, literatura e humor, é lançada por Harold Ross, editor até sua morte, em dezembro de 1951.

Seu foco inicial é a vida social e cultural de Nova York. A primeira edição não faz grande sucesso. A revista começa a angariar prestígio com a cobertura do Julgamento do Macaco, em que um professor de biologia é processado no estado do Tennessee por ensinar a Teoria da Evolução das Espécies, de Charles Darwin, repudiada pela Igreja. O fundamentalismo religioso nasce em rejeição ao darwinismo.

Entre os importantes colabores da New Yorker, estão Ogden Nash, John O'Hara, Edmund Wilson, J. D. Salinger, John Updike, Rebecca West, Dorothy Parker, Alice Munro, Woody Allen, Milan Kundera, Truman Capote, George Saunders e Lilian Ross. O atual editor é David Remnick.

MALCOLM X ASSASSINADO

    Em 1965, o ativista negro Malcolm X, líder da Nação do Islã e do nacionalismo negro nos Estados Unidos, é morto aos 39 anos em Nova York e se torna um herói do movimento negro radical com o lançamento de A Autobiografia de Malcolm X.


Malcolm Little nasce em Omaha, no estado de Nebraska, em 19 de maio de 1925. O pai, o reverendo Earl Little, era seguidor do ativista Marcus Grey. Morre num acidente com um bonde. Talvez sua morte seja culpa de supremacistas brancos.

A família fica tão pobre que a mãe cata folhas na rua para alimentar os filhos. Quando ele é internada num asilo para doentes mentais, em 1939, Malcolm e os irmãos vão morar com parentes.

Excelente aluno, Malcolm é aconselhado pelos professores a ser carpinteiro. Como quer ser advogado, termina sendo expulso da escola e abandona a educação formal na oitava série. Ele vai morar com uma meia-irmã em Boston, onde se envolve com pequenos crimes. Vira traficante de drogas e líder de uma quadrilha de ladrões em Boston e depois em Nova York.

Na cadeia, entre 1946 e 1952, ele se converte ao islamismo e entra para a Nação do Islã, um grupo do movimento negro norte-americano que mistura o Islã com o nacionalismo negro. Para se educar, passa horas na biblioteca da prisão todos os dias.

Ao sair da prisão, Malcolm conhece Elijah Muhammad, líder da Nação do Islã, e passa a ser organizador do grupo em Boston, em Nova York e na Filadélfia. Reconhecendo o talento e a habilidade de Malcolm, Muhammad o nomeia para segundo na hierarquia da Nação do Islã.

Como a maioria dos membros da Nação do Islã, ele para de usar o sobrenome, que no caso dos negros norte-americanos era o sobrenome dos senhores de escravos, e passa a se chamar Malcolm X.

Grande orador, carismático, radical e um organizador incansável, Malcolm X expressa a angústia, a raiva e a frustração dos afro-americanos durante a maior parte da luta dos negros pelos direitos civis (1955-65).

Malcolm argumenta que a luta pelos direitos civis não é apenas para sentar num restaurante e votar, é sobre a independência, a integridade e a identidade negras. Em contraste com o pacifismo do reverendo Martin Luther King Jr., Malcolm orienta seus seguidores a se defender por "quaisquer meios necessários".

Em março de 1964, Malcolm deixa a Nação do Islã. Ameaçado de morte pelo pessoal de Muhammad, Malcolm faz a peregrinação a Meca em abril de 1964. Ele vai duas vezes à África e discursa na Organização da Unidade Africana, hoje União Africana.

Em 1965, Malcolm funda a Organização de Unidade Afro-Americana. A hostilidade com a Nação do Islã se exacerba. Malcolm X é assassinado quando se prepara para fazer uma palestra no Salão de Baile Audubon, em Washington Heights, em Nova York.

NIXON VISITA CHINA

    Em 1972, o presidente Richard Nixon inicia uma visita de sete dias a três cidades da República Popular da China (RPC), abrindo caminho para o estabelecimento de relações diplomáticas entre o regime comunista de Mao Tsé-tung e os Estados Unidos.

As viagens de Nixon à China e depois à União Soviética, quando Henry Kissinger é o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, marcam o começo do que se chamou de détente, um degelo na Guerra Fria nos anos 1970 que vai até a invasão soviética ao Afeganistão, no Natal de 1979. Nixon é um anticomunista da linha dura, então não é acusado de leniência com as grandes potências comunistas.

Kissinger e Nixon entendem que a China é um país grande demais para ficar isolado. Quando a China e a URSS estão à beira da guerra com uma série de escaramuças em sua enorme fronteira comum, em 1969, os EUA veem uma oportunidade de se aproximar da China. Por causa da rivalidade com a URSS, no fim da Guerra Fria, a China é virtualmente uma aliada não membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Primeiro, uma delegação de pingue-pongue dos EUA é convidada a jogar na China. Em julho de 1971, Kissinger faz uma visita secreta à China saindo do Paquistão, se encontra com o primeiro-ministro Chu Enlai e prepara a viagem de Nixon.

Com esta aproximação, em outubro de 1971, a RPC assume a cadeira da China na Assembleia Geral e no Conselho de Segurança das Nações Unidas, até então ocupada por Taiwan. Os EUA e a China reatam relações diplomáticas em 1979.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Cheney é acusado de dirigir esquadrão da morte

Durante o governo George W. Bush, os Estados Unidos criaram um esquadrão da morte para atuar no exterior sem o conhecimento do Congresso, denunciou o jornalista investigativo Seymour Hersh, da revista The New Yorker, em palestra na Universidade de Minnesota na semana passada.

"Depois de 11 de setembro de 2001, a Agência Central de Inteligência (CIA) esteve profundamente envolvida com atividades domésticas contra pessoas que acreditava serem inimigos do Estado, sem qualquer autoridade legal para isso", acusou o jornalista.

Hersh descreveu a Unidade Conjunta de Operações Especiais como "uma ala especial de nossa comunidade de operações especiais estabelecida independentemente. Ela não presta contas a ninguém. Na era Bush-Cheney, estava diretamente ligada ao gabinete do vice-presidente Dick Cheney... O Congresso não tem nenhum controle sobre ela."

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

EUA torturaram suspeito de armar ataques de 11/9

O suspeito de idealizar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, Khaled Cheikh Mohammed, foi submetido a diversos métodos de tortura durante os interrogatórios realizados pela CIA (Agência Central de inteligência) em prisões secretas para onde foi levado nos últimos três anos. Esses métodos, descritos como "duros" pelo governo dos Estados unidos, "equivalem a tortura" para o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, afirma reportagem publicada neste domingo pela revista The New Yorker.

Na reportagem de 12 páginas, a repórter Jane Mayer examina o desenvolvimento dos métodos de interrogatório do serviço de espionagem dos EUA e um relatório confidencial da Cruz Vermelha que confirma as alegações de Mohammed de que foi torturado pela CIA. Ele foi deixado nu em sua cela, interrogado por mulheres para sentir-se humilhado, atado a uma coleira como um cachorro, jogado contra as paredes e colocado com posições dolorosas enquanto estava amarrado ao chão. Também foi submetido a afogamento, a um calor sufocante e ao frio.

Quando ele foi preso e entregue aos EUA, em março de 2003, os agentes da CIA advertiram: "Não vamos matar você. Mas vamos levá-lo à beira da morte e trazê-lo de volta".

Leia a íntegra da investigação sobre os porões da guerra do governo Bush contra o terrorismo na revista The New Yorker.

domingo, 17 de junho de 2007

Governo Bush encobriu tortura no Iraque

O governo dos Estados Unidos tinha conhecimento oficial da tortura na prisão iraquiana de Abu Ghraib pelo menos desde janeiro de 2004, afirma reportagem investigativa de Seymour Hersh publicada hoje na revista The New Yorker. Mas, quando o escândalo veio a público, em maio do mesmo ano, com a divulgação de fotos da tortura, o então secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, declarou ao Congresso que estava surpreso: "Partiu nosso coração. O presidente não sabia. Vocês não sabiam. Eu não sabia".

A explicação é que a tortura foi praticada por oficiais renegados em casos isolados, e não era uma política governamental.

No final de fevereiro e início de março de 2004, o governo americano recebeu informações detalhadas sobre o abuso sistemático e a tortura de presos, garante o jornalista: "Eles receberam emails do campo de batalha denunciando as irregularidades", declarou Hersh ao programa Late Edition da rede de televisão CNN neste domingo. "Eles discutiram a questão intensamente em março".

Diversos "memorandos descreviam o que as fotos mostravam. Você não precisa ver as fotos. Eles entenderam rapidamente que tinham um grande problema nas mãos", acrescentou Hersh, observando ainda: "Se houve um aspecto redentor no caso, foi a amplitude e a paixão da investigação inicial do Exército. O inquérito começou em janeiro, sob a chefia do general Antonio Taguba. Em março, o general Taguba, na época baseado no Kuwait, apresentou seu relatório".

A conclusão é clara: houve "numerosos incidentes de abusos criminosos, brutais, descarados e sádicos em vários presos... um abuso ilegal e sistemático".

Leia a íntegra da reportagem na revista The New Yorker.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

"Bush vai bombardear o Irã", diz New Yorker

O presidente George Walker Bush vai atacar militarmente o Irã, se este país não abandonar seu programa nuclear, afirmou agora há pouco na TV CNN o jornalista investigativo Seymour Hersh, que acaba de publicar mais um artigo sobre o tema na última edição da revista The New Yorker. Bush está convencido de que a república islâmica está desenvolvendo armas atômicas e não quer deixar o problema para seu sucessor, argumenta Hersh, apesar dos constantes desmentidos do governo americano.

Se houver um ataque ao Irã, Hersh acredita que os Estados Unidos assumirão a responsabilidade, não deixando a missão para Israel, que seria o alvo imediato dos mísseis nucleares iranianos e que portanto teria razões para agir por conta própria. A reportagem afirma que o governo Bush está preparando ativamente um bombardeio para tentar destruir as principais instalações nucleares do Irã, embora oficialmente fale na busca de uma solução pacífica.

O plano é ter tudo pronto para lançar um ataque em 24 horas a partir da ordem. Hersh afirma que há uma divisão interna no governo. A linha-dura, capitaneada pelo vice-presidente Dick Cheney, gostaria de bombardear o Irã ainda neste ano.

Outra denúncia importante do jornalista é que fundos secretos americanos da guerra contra o terrorismo estão sendo dados pelo governo do Líbano para grupos radicais sunitas ligadas à rede terrorista Al Caeda para que eles se juntem à luta contra a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), apoiada pelo Irã.