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sábado, 5 de maio de 2012

Idealizadores do 11 de setembro tumultuam audiência

O terrorista que teria convencido Ossama ben Laden a usar aviões como mísseis, Khaled Cheikh Mohammed, e outros quatro acusados de planejar os atentados de 11 de setembro 2001 se negaram hoje a responder às perguntas do juiz num tribunal militar de exceção instalado pelos Estados Unidos na base naval de Guantânamo, em Cuba.

Enquanto o juiz falava, Mohammed cofiou a longa barba, agora tingida de Henna, e ignorou totalmente as  perguntas se entendia o que estava se passando e se aceitava ser representado por seus advogados, reportou o jornal The New York Times.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Acusados pelo 11/9 serão julgados por militares

A promessa do presidente Barack Obama de fechar o centro de detenção instalado na base naval de Guantânamo, em Cuba, e levar os suspeitos de terrorismo para julgamento em tribunais civis dos Estados Unidos sofreu mais um golpe. Os acusados de planejar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 serão julgados por tribunais militares na ilha, revela o jornal The New York Times.

O principal acusado de arquitetar o ataque coordenado é Khaled Cheikh Mohammed, que teria confessado sua participação naquela e em outras ações terroristas depois de ser torturado, inclusive com jatos d'água no rosto que sufocam, num afogamento.

Assim, a exemplo do que aconteceu com o primeiro e único preso de Guantânamo levado a julgamento até hoje em tribunais civis dos EUA, as provas obtidas mediante tortura poderiam ser rejeitadas pela Justiça. Isso criaria um risco de libertação de terroristas perigosos, o que seria inaceitável para a opinião pública americana.

O ministro da Justiça e procurador-geral, Eric Holder, gostaria de levar Khaled Cheikh Mohammed à Justiça comum, mas o Congresso vetou sua transferênia de Guantânamo para território americano.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Casa Branca insiste que vai fechar Guantânamo

O governo Barack Obama reafirmou hoje o compromisso de fechar o centro de detenção instalado na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba, e de levar seus presos a julgamento na Justiça civil dos Estados Unidos.

A absolvição de Ahmed Ghailani, acusado pelos atentados que mataram 226 pessoas embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, em 284 das 285 acusações, inclusive de assassinato e de conspiração para matar, complicou a situação. Foi o primeiro preso de Guantânamo julgado em território americano. A Justiça se negou a aceitar provas obtidas mediante tortura.

"Estou com nojo por causa de uma decisão judicial totalmente injusta num tribunal federal da Nova York", declarou na Câmara o deputado republicano Peter King, membro da Comissão de Segurança Interna. "Este veredito trágico demonstra a total insanidade da decisão do governo Obama de julgar terrorista da rede Al Caeda na Justiça comum."

A prisão de Guantânamo foi a saída encontrada pelo governo George W. Bush para deter indefinidamente os presos na sua guerra contra o terrorismo sem lhes dar os direitos garantidos pela Convenção de Genebra sobre Prisioneiros de Guerra. É uma aberração jurídica. Na campanha, Obama prometeu acabar com isso.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, alegou que Ghailani pode pegar 20 anos de cadeia. Mas a oposição republicana, que recuperou a maioria na Câmara nas eleições de 2 de novembro de 2010, que impedir o presidente de fechar a prisão de Guantânamo e levar os presos para os EUA.

Diante do fracasso do processo contra Ghailani, fica difícil julgar em Nova York o principal acusado de planejar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, Khaled Cheikh Mohammed, que confessou seus crimes depois de ser submetido a simulações de afogamento, como o próprio ex-presidente George W. Bush admite em suas memórias.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Acusados pelo 11/9 serão julgados em Nova York

O principal acusado da planejar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, Khaled Cheikh Mohammed, e outros quatro suspeitos da rede terrorista Al Caeda serão julgados por um tribunal civil de Nova York, o primeiro alvo de suas ações, informou hoje o ministro da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, que vai pedir pena de morte para todos.

A decisão é fundamental para que o presidente Barack Obama cumpra a promessa de fechar em um ano a partir da posse o centro de detenção instalado na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba.

Houve protestos tanto da oposição republicana quanto dos parentes dos cerca de 3 mil mortos nos atentados. Eles alegam que foi um ato de guerra e que um julgamento civil pode acabar revelando segredos capazes de comprometer a segurança nacional dos EUA.

Durante o governo George W. Bush, organizações de defesa dos direitos humanos repudiaram a prisão de Guantânamo, usada para deixar os suspeitos de terrorismo num limbo legal. Desta forma, negou-lhes os direitos previstos na Convenção de Genebra sobre Prisioneiros de Guerra sob o pretexto de que eram combatentes ilegais civis, não pertenciam a um exército regular nem obedeciam a uma cadeia de comando.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Líder d'al Caeda foi sufocado com água 183 vezes

O principal acusado de idealizar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, Khaled Cheikh Mohammed, foi submetido 183 ao sufocamento por jatos d'água em um único mês, março de 2003. Essa técnica de interrogatório foi classificada como tortura pelo secretário da Justiça do governo Obama, Eric Holder.

Abu Zubaidah, outro suspeito de liderar a rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentatos, foi submetido a esse método de tortura 83 vezes só em agosto de 2002. Ambos estavam detidos no centro de detenções da base naval americana de Guantânamo, em Cuba.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Terroristas confessam culpa por 11 de setembro

O suposto idealizador dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, Khaled Cheikh Mohammed, e outros quatro réus acusados de planejar os ataques contra os Estados Unidos enviaram uma mensagem ao tribunal militar de exceção instalado na base naval americana de Guantânamo, em Cuba, pedindo para confessar sua culpa.

Eles são acusados pelas 2.973 mortes ocorridas no pior ataque terrorista da História dos EUA. Gostariam de ser condenados à morte para virarem mártires

Durante sua campanha para a Casa Branca, o presidente eleito, Barack Obama, prometeu fechar o centro de detenção e o tribunal militar do governo George W. Bush em Guantânamo.

Como o processo ainda está na fase inicial, a execução ficaria para o governo Obama. O novo presidente ficaria na situação incômoda de aplicar a sentença de morte de um tribunal que considera ilegal ou submeter os planejadores do ataque às Tôrres Gêmeas do World Trade Center a novo julgamento.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Pentágono pede pena de morte para acusados pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001

O Departamento da Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, um dos alvos dos atentados de 11 de setembro de 2001, pediu hoje a pena de morte para seis acusados de planejar o ataque.

Eles estão presos na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba. Receberam 169 acusações, entre elas conspiração para matar, homicídio, violação das leis de guerra, seqüestro e terrorismo. Serão julgados por comissões militares e não por tribunais comuns, onde teriam direito a plena defesa.

O mais notório é Khaled Cheikh Mohammed, denunciado como o idealizador dos atentados. Interrogado sob tortura, ele confessou participação no atentado de 1993 contra o World Trade Center e no de 2002 contra dois bares da noite em Báli, na Indonésia, entre outras ações terroristas.

Quando o tribunal militar de exceção criado pelo governo George W. Bush se reunir, terá de decidir se vai ou não aceitar provas colhidas sob tortura. Provavelmente, sim. É por isso que serão submetidos a "comissões militares" e não há tribunais de verdade.

A principal ausência é de Ossama ben Laden, o líder da rede terrorista Al Caeda, a qual supostamente pertenciam os seis acusados de Guantânamo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

EUA torturaram suspeito de armar ataques de 11/9

O suspeito de idealizar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, Khaled Cheikh Mohammed, foi submetido a diversos métodos de tortura durante os interrogatórios realizados pela CIA (Agência Central de inteligência) em prisões secretas para onde foi levado nos últimos três anos. Esses métodos, descritos como "duros" pelo governo dos Estados unidos, "equivalem a tortura" para o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, afirma reportagem publicada neste domingo pela revista The New Yorker.

Na reportagem de 12 páginas, a repórter Jane Mayer examina o desenvolvimento dos métodos de interrogatório do serviço de espionagem dos EUA e um relatório confidencial da Cruz Vermelha que confirma as alegações de Mohammed de que foi torturado pela CIA. Ele foi deixado nu em sua cela, interrogado por mulheres para sentir-se humilhado, atado a uma coleira como um cachorro, jogado contra as paredes e colocado com posições dolorosas enquanto estava amarrado ao chão. Também foi submetido a afogamento, a um calor sufocante e ao frio.

Quando ele foi preso e entregue aos EUA, em março de 2003, os agentes da CIA advertiram: "Não vamos matar você. Mas vamos levá-lo à beira da morte e trazê-lo de volta".

Leia a íntegra da investigação sobre os porões da guerra do governo Bush contra o terrorismo na revista The New Yorker.