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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Papa declara que arcebispo salvadorenho Óscar Romero foi um mártir

Em um passo importante para transformá-lo em santo, o papa Francisco declarou ontem que o monsenhor Óscar Arnulfo Romero, arcebispo de San Salvador assassinado quando rezava missa na catedral em 24 de março de 1980, no início da guerra civil em El Salvador, foi um mártir.

Discreto e inicialmente considerado conservador, o arcebispo Romero se tornou a principal voz em defesa dos direitos humanos diante das atrocidades cometidas pelas ditaduras apoiadas pelos Estados Unidos na América Central durante a Guerra Fria. Foi morto pelos esquadrões da morte que denunciava. Ninguém foi punido. O principal suspeito era o major Roberto D'Aubuisson.

Cerca de 75 mil pessoas foram mortas até 1992 na guerra civil salvadorenha. Dom Romero foi a principal vítima. Em El Salvador, o chamam de São Romero. Sua estátua está na Abadia de Westminster, em Londres, como um dos dez mártires do século 20.

A beatificação ainda não tem data. O monsenhor Rafael Urrutia, vicário da Arquidiciose de San Salvador, espera que o primeiro papa latino-americano passe em El Salvador na sua próxima visita à América Latina, em julho, quando deverá ir à Bolívia, ao Paraguai e ao Equador.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Cheney é acusado de dirigir esquadrão da morte

Durante o governo George W. Bush, os Estados Unidos criaram um esquadrão da morte para atuar no exterior sem o conhecimento do Congresso, denunciou o jornalista investigativo Seymour Hersh, da revista The New Yorker, em palestra na Universidade de Minnesota na semana passada.

"Depois de 11 de setembro de 2001, a Agência Central de Inteligência (CIA) esteve profundamente envolvida com atividades domésticas contra pessoas que acreditava serem inimigos do Estado, sem qualquer autoridade legal para isso", acusou o jornalista.

Hersh descreveu a Unidade Conjunta de Operações Especiais como "uma ala especial de nossa comunidade de operações especiais estabelecida independentemente. Ela não presta contas a ninguém. Na era Bush-Cheney, estava diretamente ligada ao gabinete do vice-presidente Dick Cheney... O Congresso não tem nenhum controle sobre ela."