Por 14-0, com a abstenção dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou agora uma resolução exigindo um cessar-fogo imediato e durável entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas). A resolução promete ajuda de emergência aos 1,5 milhão de palestinos da Faixa de Gaza e medidas para evitar novos ataques de foguetes contra Israel.
Ao justificar a abstenção, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, acaba de declarar que "Gaza nunca mais deve ser usada como base para lançamento de foguetes contra a população civil de Israel". Ela defendeu ainda a criação de um Estado palestino como única solução para esta guerra sem fim.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Israel mata 43 árabes refugiados em escola
Tanques de Israel que participam de uma ofensiva militar contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) bombardearam hoje, 6 de janeiro de 2009, uma escola administrada pelas Nações Unidas no campo de refugiados de Jabalia, na Faixa de Gaza, matando pelo menos 43 pessoas e ferindo outras cem.
Diante de mais essa tragédia, o atual governo dos Estados Unidos passou a defender um cessar-fogo imediato e o presidente eleito, Barack Obama, rompeu o silêncio. Lamentou as mortes de civis e prometeu trabalhar intensamente pela paz no Oriente Médio desde o primeiro dia de seu governo. Ele toma posse em 20 de janeiro.
Na frente diplomática, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, rejeitou o apelo do presidente da França, Nicolas Sarkozy, por uma trégua imediata: "Não podemos aceitar um acordo que permita ao Hamas continuar disparando foguetes contra Israel. O Hamas deve parar só parar de jogar foguetes. Não deve ter capacidade de lançar foguetes.", seis
Durante a noite, o Exército de Israel aproveitou a escuridão para avançar por dentro do território palestino rumo ao Sul. Três soldados israelense foram mortos por fogo amigo, disparado por um tanque de seu Exército.
De madrugada, Israel atacou Khan Younis, a segunda maior cidade da Faixa de Gaza.
O território palestino tem hoje a maior densidade populacional do mundo. Cerca de 1,5 milhão de palestinos vivem em 360 quilômetros quadrados. Isso multiplica os riscos para a população civil.
Ao amanhecer, a Marinha de Israel matou 10 palestinos ao bombardear a praia em Deir al-Balah, na região central da Faixa de Gaza.
Enquanto o presidente francês chegava a Damasco para se encontrar com o ditador da Síria, Bachar Assad, cinco palestinos foram mortos pelo bombardeio israelense em duas escolas administradas pelo ONU usadas como abrigo para refugiados, uma na Cidade de Gaza e outra no sul do território. Havia 450 pessoas refugiadas na primeira, a Escola Asma, no campo de refugiados de Chati, fugindo do bombardeio a outras áreas da cidade, na expectativa da proteção da ONU.
O Exército de Israel anuncia a morte de um oficial. Já são 10 israelenses mortos, seis militares e quatro civis, em contraste com pelo menos 635 palestinos, além dos 2,7 mil feridos. Israel afirma que 130 mortos eram guerrilheiros do Hamas.
Pouco depois, um foguete palestino atinge Gedera, 45km ao norte da Faixa de Gaza. Ao longo do dia, mais de 30 foguetes palestinos cairiam em território israelense. São armas rudimentares, mas matam.
O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, agora enviado especial do Quarteto (EUA, ONU, UE e Rússia) para a paz no Oriente Médio, declara que o cessar-fogo imediato depende de uma ação que impeça o contrabando de armas para o Hamas na Faixa de Gaza através de túneis clandestinos.
Em Damasco, Sarkozy pede a Assad que pressione o Hamas a aceitar um cessar-fogo. Mas o líder sírio aproveita a oportunidade para denunciar "um Holocausto" supostamente cometido por Israel em Gaza no que chamou de "agressão criminosa" e defendeu a legitimidade do Hamas, que venceu as eleições legislativas palestinas de 25 de janeiro de 2005.
Assad estava inflexível, desafiando a pretensão francesa de atrair a Síria de volta às negociações de paz no Oriente Médio para isolar o Irã em sua rejeição total a Israel.
Na Praça de São Pedro, no Vaticano, o papa Bento XVI reza pelos "esforços dos que buscam ajudar israelenses e palestinos a se sentar ao redor de uma mesa e conversar".
O diretor da agência da ONU para os refugiados palestinos, John ging protesta: "É uma tragédia horrível que piora a cada instante. Chegamos a um estágio de uma desumanidade visível e chocante pela natureza dos ferimentos, a brutalidade e amplitude" da ofensiva israelense.
A Cruz Vermelha fala em uma "crise humanitária total".
Sarkozy chega a Beirute, na sua luta diplomática por um cessar-fogo que seja aceitável para Israel. Também vai voltar ao Cairo para rever o ditador do Egito, Hosni Mubarak.
No início da tarde, 12 membros de uma mesma família, sendo sete crianças, morrem no bombardeio a uma casa.
Ao receber uma delegação da União Européia, o presidente de Israel, Shimon Peres, declara não estar preocupado com a imagem internacional do país: "A Europa deve abrir os olhos. Nós não fazemos relações públicas. Nós combatemos o terrorismo e temos todo o direito de defender nossos cidadãos."
Os serviços médicos palestinos afirmam que 35 foram mortos na manhã desta terça-feira, 6 de janeiro de 2009, na Faixa de Gaza.
A França anuncia uma ajuda de emergência aos palestinos de 3 milhões de euros: um milhão para a agência da ONU para os refugiados palestinos, um milhão para o Programa Mundial de Alimentos da ONU e um milhão para organizações não-governamentais locais. Ou seja: nada para o governo do Hamas em Gaza.
Um tanque israelense dispara dois morteiros contra outra escola da ONU usada como abrigo, desta vez no campo de refugiados de Jabaliya, no Norte da Faixa de Gaza. É uma tragédia. Pelo menos 43 pessoas morrem e outras cem saem feridas.
O total de palestinos mortos chega a 635, com 2,9 mil feridos, pelos números das autoridades médicas palestinas.
A Liga Árabe acusa os EUA de vetar projetos de resolução exigindo um cessar-fogo no Conselho de Segurança da ONU para "permitir a agressão de Israel".
Em comunicado, o Exército do Líbano informa que seis aviões de guerra israelenses violaram o espaço aéreo libanês na manhã desta terça-feira.
Diante da tragédia na escola, os EUA exigem "um cessar-fogo imediato em Gaza que seja durável, viável e sem limite de tempo". A secretária de Estado, Condoleezza Rice, vai ao Conselho de Segurança da ONU defender esta posição em uma reunião de emergência.
O Exército de Israel afirma fazer tudo para proteger os civis e acusa o Hamas de usar a população civil como escudo humano. Mas ONGs israelenses e a própria Cruz Vermelha dizem que é impossível passar com uma ambulância sem ser atacado por helicópteros Apache israelenses. Três clínicas ambulantes de uma instituição beneficente dinamarquesa (DanChurchAid) foram bombardeadas e destruídas pelos soldados israelenses.
Quebrando o silêncio, o presidente eleito Barack Obama disse estar preocupado com a situação dos civis e prometeu trabalhar desde a posse, em 20 de janeiro de 2009, pela paz no Oriente Médio.
No início da noite, quando o Conselho de Segurança se reuniu, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, anuncia a abertura de um corredor de ajuda humanitária.
Diante de mais essa tragédia, o atual governo dos Estados Unidos passou a defender um cessar-fogo imediato e o presidente eleito, Barack Obama, rompeu o silêncio. Lamentou as mortes de civis e prometeu trabalhar intensamente pela paz no Oriente Médio desde o primeiro dia de seu governo. Ele toma posse em 20 de janeiro.
Na frente diplomática, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, rejeitou o apelo do presidente da França, Nicolas Sarkozy, por uma trégua imediata: "Não podemos aceitar um acordo que permita ao Hamas continuar disparando foguetes contra Israel. O Hamas deve parar só parar de jogar foguetes. Não deve ter capacidade de lançar foguetes.", seis
Durante a noite, o Exército de Israel aproveitou a escuridão para avançar por dentro do território palestino rumo ao Sul. Três soldados israelense foram mortos por fogo amigo, disparado por um tanque de seu Exército.
De madrugada, Israel atacou Khan Younis, a segunda maior cidade da Faixa de Gaza.
O território palestino tem hoje a maior densidade populacional do mundo. Cerca de 1,5 milhão de palestinos vivem em 360 quilômetros quadrados. Isso multiplica os riscos para a população civil.
Ao amanhecer, a Marinha de Israel matou 10 palestinos ao bombardear a praia em Deir al-Balah, na região central da Faixa de Gaza.
Enquanto o presidente francês chegava a Damasco para se encontrar com o ditador da Síria, Bachar Assad, cinco palestinos foram mortos pelo bombardeio israelense em duas escolas administradas pelo ONU usadas como abrigo para refugiados, uma na Cidade de Gaza e outra no sul do território. Havia 450 pessoas refugiadas na primeira, a Escola Asma, no campo de refugiados de Chati, fugindo do bombardeio a outras áreas da cidade, na expectativa da proteção da ONU.
O Exército de Israel anuncia a morte de um oficial. Já são 10 israelenses mortos, seis militares e quatro civis, em contraste com pelo menos 635 palestinos, além dos 2,7 mil feridos. Israel afirma que 130 mortos eram guerrilheiros do Hamas.
Pouco depois, um foguete palestino atinge Gedera, 45km ao norte da Faixa de Gaza. Ao longo do dia, mais de 30 foguetes palestinos cairiam em território israelense. São armas rudimentares, mas matam.
O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, agora enviado especial do Quarteto (EUA, ONU, UE e Rússia) para a paz no Oriente Médio, declara que o cessar-fogo imediato depende de uma ação que impeça o contrabando de armas para o Hamas na Faixa de Gaza através de túneis clandestinos.
Em Damasco, Sarkozy pede a Assad que pressione o Hamas a aceitar um cessar-fogo. Mas o líder sírio aproveita a oportunidade para denunciar "um Holocausto" supostamente cometido por Israel em Gaza no que chamou de "agressão criminosa" e defendeu a legitimidade do Hamas, que venceu as eleições legislativas palestinas de 25 de janeiro de 2005.
Assad estava inflexível, desafiando a pretensão francesa de atrair a Síria de volta às negociações de paz no Oriente Médio para isolar o Irã em sua rejeição total a Israel.
Na Praça de São Pedro, no Vaticano, o papa Bento XVI reza pelos "esforços dos que buscam ajudar israelenses e palestinos a se sentar ao redor de uma mesa e conversar".
O diretor da agência da ONU para os refugiados palestinos, John ging protesta: "É uma tragédia horrível que piora a cada instante. Chegamos a um estágio de uma desumanidade visível e chocante pela natureza dos ferimentos, a brutalidade e amplitude" da ofensiva israelense.
A Cruz Vermelha fala em uma "crise humanitária total".
Sarkozy chega a Beirute, na sua luta diplomática por um cessar-fogo que seja aceitável para Israel. Também vai voltar ao Cairo para rever o ditador do Egito, Hosni Mubarak.
No início da tarde, 12 membros de uma mesma família, sendo sete crianças, morrem no bombardeio a uma casa.
Ao receber uma delegação da União Européia, o presidente de Israel, Shimon Peres, declara não estar preocupado com a imagem internacional do país: "A Europa deve abrir os olhos. Nós não fazemos relações públicas. Nós combatemos o terrorismo e temos todo o direito de defender nossos cidadãos."
Os serviços médicos palestinos afirmam que 35 foram mortos na manhã desta terça-feira, 6 de janeiro de 2009, na Faixa de Gaza.
A França anuncia uma ajuda de emergência aos palestinos de 3 milhões de euros: um milhão para a agência da ONU para os refugiados palestinos, um milhão para o Programa Mundial de Alimentos da ONU e um milhão para organizações não-governamentais locais. Ou seja: nada para o governo do Hamas em Gaza.
Um tanque israelense dispara dois morteiros contra outra escola da ONU usada como abrigo, desta vez no campo de refugiados de Jabaliya, no Norte da Faixa de Gaza. É uma tragédia. Pelo menos 43 pessoas morrem e outras cem saem feridas.
O total de palestinos mortos chega a 635, com 2,9 mil feridos, pelos números das autoridades médicas palestinas.
A Liga Árabe acusa os EUA de vetar projetos de resolução exigindo um cessar-fogo no Conselho de Segurança da ONU para "permitir a agressão de Israel".
Em comunicado, o Exército do Líbano informa que seis aviões de guerra israelenses violaram o espaço aéreo libanês na manhã desta terça-feira.
Diante da tragédia na escola, os EUA exigem "um cessar-fogo imediato em Gaza que seja durável, viável e sem limite de tempo". A secretária de Estado, Condoleezza Rice, vai ao Conselho de Segurança da ONU defender esta posição em uma reunião de emergência.
O Exército de Israel afirma fazer tudo para proteger os civis e acusa o Hamas de usar a população civil como escudo humano. Mas ONGs israelenses e a própria Cruz Vermelha dizem que é impossível passar com uma ambulância sem ser atacado por helicópteros Apache israelenses. Três clínicas ambulantes de uma instituição beneficente dinamarquesa (DanChurchAid) foram bombardeadas e destruídas pelos soldados israelenses.
Quebrando o silêncio, o presidente eleito Barack Obama disse estar preocupado com a situação dos civis e prometeu trabalhar desde a posse, em 20 de janeiro de 2009, pela paz no Oriente Médio.
No início da noite, quando o Conselho de Segurança se reuniu, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, anuncia a abertura de um corredor de ajuda humanitária.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
EUA acusam serviço secreto paquistanês
A inteligência americana está convencida de que os terroristas responsáveis pelo ataque contra Mumbai, a antiga Bombaim, na semana passada foram treinados por ex-oficiais do Exército do Paquistão e de seu poderoso serviço secreto, revelou hoje o jornal The New York Times citando como fonte um ex-oficial dos Estados Unidos.
Os suspeitos pertencem ao grupo islamita radical Lashkar-e-Taiba. A Índia aponta Yussuf Muzammil como o comandante da operação que passava ordens por telefone aos terroristas. Até agora, não foi estabelecida nenhuma ligação com o governo civil paquistês.
Essa revelação foi feita no dia em que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, chegou a Nova Déli, a capital indiana, onde se encontrou com o primeiro-ministro Manmohan Singh e o ministro do Exterior, Pranab Mukherjee.
Rice declarou que qualquer resposta aos atentados deve se preocupar com a "eficiência na prevenção" de novos atos terroristas e em "não criar outras conseqüências imprevistas". Ela disse que é preciso agir com urgência e determinação, e cobrou do Paquistão rapidez, transparência e total colaboração nas investigações.
Os suspeitos pertencem ao grupo islamita radical Lashkar-e-Taiba. A Índia aponta Yussuf Muzammil como o comandante da operação que passava ordens por telefone aos terroristas. Até agora, não foi estabelecida nenhuma ligação com o governo civil paquistês.
Essa revelação foi feita no dia em que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, chegou a Nova Déli, a capital indiana, onde se encontrou com o primeiro-ministro Manmohan Singh e o ministro do Exterior, Pranab Mukherjee.
Rice declarou que qualquer resposta aos atentados deve se preocupar com a "eficiência na prevenção" de novos atos terroristas e em "não criar outras conseqüências imprevistas". Ela disse que é preciso agir com urgência e determinação, e cobrou do Paquistão rapidez, transparência e total colaboração nas investigações.
sábado, 8 de dezembro de 2007
EUA querem manter sanções contra o Irã
Apesar do relatório dos serviços secretos dos Estados Unidos revelando que o Irã suspendeu seu programa militar nuclear clandestino, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, insiste em manter as sanções contra o regime dos aiatolás. Ela disse que a política americana é um misto de diálogo e sanções.
Mas, durante a reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Bruxelas, o ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, que participava como convidado, ignorou seus apelos para sancionar o Irã. A China também é contra novas medidas punitivas contra a república islâmica.
Lavrov lidera a oposição à estratégia dos EUA e da Europa contra o programa nuclear iraniano.
Mas, durante a reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Bruxelas, o ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, que participava como convidado, ignorou seus apelos para sancionar o Irã. A China também é contra novas medidas punitivas contra a república islâmica.
Lavrov lidera a oposição à estratégia dos EUA e da Europa contra o programa nuclear iraniano.
sábado, 3 de novembro de 2007
Rice tenta impedir Turquia de invadir Iraque
A Turquia pressionou ontem a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que chegou a Ancara, para responsabilizar o governo do Iraque pelos ataques lançados por rebeldes curdos baseados no Norte do Iraque. O Exército turco concentrou forças na fronteira e helicópteros de combate tem caçado guerrilheiros nas montanhas do Curdistão iraquiano.
Sua missão dupla é quase impossível: impedir a Turquia de invadir o Norte do Iraque à caça de guerrilheiros curdos e recuperar a aliança com a Turquia, país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA.
Rice declarou que "os Estados Unidos e a Turquia têm um inimigo comum: o PKK". O Partido dos Trabalhadores do Curdistão, que desde 1984 trava uma luta armada em nome da minoria curda na Turquia, está na lista de grupos terroristas do Departamento de Estado.
A seu lado, o ministro do Exterior turco, Ali Babacan, foi direto: "Nossas expectativas em relação aos EUA são muito grandes. Queremos ação."
Os turcos não entendem por que o governo George Walker Bush não dá ao PKK o mesmo tratamento que dá a Al Caeda, não reconhecendo-os como forças políticas legítimas.
Só no mês passado, o PKK matou 47 turcos, sendo 35 soldados.
As relações EUA-Turquia se deterioraram especialmente com a invasão do Iraque em 2003. O Parlamento da Turquia chegou a dar permissão para os americanos usarem o país como base para atacar o Iraque, mas voltaram atrás tamanha era e é a impopularidade da intervenção americana no Oriente Médio.
De qualquer maneira, 70% dos carregamentos para as forças dos EUA passam pela base aérea da OTAN em Incirlik, na Turquia.
Apenas 9% dos turcos têm hoje uma opinião favorável dos EUA. A imagem dos EUA piorou ainda mais quando uma comissão da Câmara dos Representantes declarou que o massacre de 1,5 milhão de armênios no Império Otamano em 1915-16 foi um genocídio. Na Turquia, admitir isso em público é crime passível de prisão.
Os EUA apóiam o PJAK, o braço iraniano do PKK, revelou a revista The New Yorker. Um comandante do PKK conta que teve vários encontros com as autoridades americanas no Iraque. Seus homens estão ajudando a combater a infiltração iraniana no Norte do Iraque.
Sua missão dupla é quase impossível: impedir a Turquia de invadir o Norte do Iraque à caça de guerrilheiros curdos e recuperar a aliança com a Turquia, país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA.
Rice declarou que "os Estados Unidos e a Turquia têm um inimigo comum: o PKK". O Partido dos Trabalhadores do Curdistão, que desde 1984 trava uma luta armada em nome da minoria curda na Turquia, está na lista de grupos terroristas do Departamento de Estado.
A seu lado, o ministro do Exterior turco, Ali Babacan, foi direto: "Nossas expectativas em relação aos EUA são muito grandes. Queremos ação."
Os turcos não entendem por que o governo George Walker Bush não dá ao PKK o mesmo tratamento que dá a Al Caeda, não reconhecendo-os como forças políticas legítimas.
Só no mês passado, o PKK matou 47 turcos, sendo 35 soldados.
As relações EUA-Turquia se deterioraram especialmente com a invasão do Iraque em 2003. O Parlamento da Turquia chegou a dar permissão para os americanos usarem o país como base para atacar o Iraque, mas voltaram atrás tamanha era e é a impopularidade da intervenção americana no Oriente Médio.
De qualquer maneira, 70% dos carregamentos para as forças dos EUA passam pela base aérea da OTAN em Incirlik, na Turquia.
Apenas 9% dos turcos têm hoje uma opinião favorável dos EUA. A imagem dos EUA piorou ainda mais quando uma comissão da Câmara dos Representantes declarou que o massacre de 1,5 milhão de armênios no Império Otamano em 1915-16 foi um genocídio. Na Turquia, admitir isso em público é crime passível de prisão.
Os EUA apóiam o PJAK, o braço iraniano do PKK, revelou a revista The New Yorker. Um comandante do PKK conta que teve vários encontros com as autoridades americanas no Iraque. Seus homens estão ajudando a combater a infiltração iraniana no Norte do Iraque.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Bush admitiu que Blair ficasse fora da guerra
Na última hora, diante de um informe da Embaixada dos Estados Unidos em Londres de que o governo Tony Blair poderia cair, o presidente George Walker Bush disse ao primeiro-ministro britânico que o Reino Unido poderia não participar da invasão do Iraque. Blair declinou, alegando que seria patético, revela um novo livro sobre seu governo.
Bush recebeu o informe poucos antes da votação sobre a guerra na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico. Ficou tão preocupado que ligou pessoalmente para Blair dando-lhe a possibilidade de não ir à guerra.
Nove dias antes da votação decisiva, 139 deputados trabalhistas rebeldes ameaçavam negar a autorização para o Reino Unido entrar na Guerra do Iraque. Para surpresa da então assessora de Segurança Nacional e hoje secretária de Estado, Condoleezza Rice, Bush lhe disse que os britânicos poderiam não participar da invasão e assumir um papel menos controvertido depois.
Os diplomatas americanos ouviram de muitos deputados britânicos que não poderiam aprovar a guerra sem o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde Bush e Blair não conseguir maioria para dar um caráter legal à invasão, nos termos da Carta da ONU
No livro Blair Unbound, de Anthony Seldon, Peter Snowdon e Daniel Collings, dá o seguinte depoimento: "Lembro-me de estar no Salão Oval [da Casa Branca]. O presidente disse: 'Não podemos deixar que o governo britânico caia por causa da decisão de ir à guerra. Tenho de dizer a Tony que ele não precisa fazer isso'."
Rice sugeriu que ela ligasse para David Manning, principal assessor de Blair para política externa. Bush achou que não havia tempo. Resolveu falar pessoalmente com o primeiro-ministro britânico.
- Quero lhe dizer que minha última opção é a queda de seu governo. Não quero que isso aconteça sob quaisquer circunstâncias - disse Bush no telefone.
- Você sabe, George, qualquer que seja sua decisão, estarei com você - respondeu Blair.
A assessores, o primeiro-ministro confidenciou que recuar àquela altura seria "patético".
O livro diz ainda que o então secretário de Estado americano, Colin Powell, e o ministro do Exterior britânico, Jack Straw, tentaram convencer Blair a persuadir Bush a desistir da guerra. "No final, Blair sempre apoiava o presidente", conta Powell.
Leia mais no jornal inglês The Independent.
Bush recebeu o informe poucos antes da votação sobre a guerra na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico. Ficou tão preocupado que ligou pessoalmente para Blair dando-lhe a possibilidade de não ir à guerra.
Nove dias antes da votação decisiva, 139 deputados trabalhistas rebeldes ameaçavam negar a autorização para o Reino Unido entrar na Guerra do Iraque. Para surpresa da então assessora de Segurança Nacional e hoje secretária de Estado, Condoleezza Rice, Bush lhe disse que os britânicos poderiam não participar da invasão e assumir um papel menos controvertido depois.
Os diplomatas americanos ouviram de muitos deputados britânicos que não poderiam aprovar a guerra sem o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde Bush e Blair não conseguir maioria para dar um caráter legal à invasão, nos termos da Carta da ONU
No livro Blair Unbound, de Anthony Seldon, Peter Snowdon e Daniel Collings, dá o seguinte depoimento: "Lembro-me de estar no Salão Oval [da Casa Branca]. O presidente disse: 'Não podemos deixar que o governo britânico caia por causa da decisão de ir à guerra. Tenho de dizer a Tony que ele não precisa fazer isso'."
Rice sugeriu que ela ligasse para David Manning, principal assessor de Blair para política externa. Bush achou que não havia tempo. Resolveu falar pessoalmente com o primeiro-ministro britânico.
- Quero lhe dizer que minha última opção é a queda de seu governo. Não quero que isso aconteça sob quaisquer circunstâncias - disse Bush no telefone.
- Você sabe, George, qualquer que seja sua decisão, estarei com você - respondeu Blair.
A assessores, o primeiro-ministro confidenciou que recuar àquela altura seria "patético".
O livro diz ainda que o então secretário de Estado americano, Colin Powell, e o ministro do Exterior britânico, Jack Straw, tentaram convencer Blair a persuadir Bush a desistir da guerra. "No final, Blair sempre apoiava o presidente", conta Powell.
Leia mais no jornal inglês The Independent.
domingo, 16 de setembro de 2007
Governo Bush está dividido sobre Irã
O discurso do presidente George W. Bush para justificar a permanência de tropas americanas no Irã revela divisões no governo sobre como tratar a ameaça representada pelo programa nuclear iraniano, observa neste domingo o jornal The New York Times.
Enquanto a secretária de Estado, Condoleezza Rice, é a favor da opção diplomática, o vice-presidente Dick Cheney quer medidas muito mais duras, inclusive um possível bombardeio das instalações nucleares do Irã.
Leia mais no New York Times.
Enquanto a secretária de Estado, Condoleezza Rice, é a favor da opção diplomática, o vice-presidente Dick Cheney quer medidas muito mais duras, inclusive um possível bombardeio das instalações nucleares do Irã.
Leia mais no New York Times.
terça-feira, 31 de julho de 2007
EUA vendem armas a Israel e países árabes amigos
Os Estados Unidos estão fechando novos acordos de venda de armas e de ajuda militar a seus principais aliados no Oriente Médio - Arábia Saudita, Egito e Israel - para conter o terrorismo e aumentar a estabilidade na região, anunciou na segunda-feira a secretaria de Estado, Condoleezza Rice, na véspera de iniciar uma nova viagem ao Oriente Médio, em companhia do secretário da Defesa, Robert Gates.
Um dos objetivos é conter o Irã e a expansão do xiismo. O valor total chega a US$ 33 bilhões só para a Arábia Saudita e o Egito, os principais aliados árabes dos EUA.
A secretaria de Estado descreveu os acordos e a venda de armas como "um compromisso renovado com a segurança de nossos parceiros estratégicos na região". Além da Arábia Saudita, do Egito e de Israel, serão contempladas as demais monarquias petroleiras do Golfo Pérsico.
"Este esforço vai ajudar as forças moderadas em apoio a uma estratégia mais ampla para conter as influências negativas d'al Caeda, do Hesbolá, da Síria e do Irã", declarou Rice em nota distribuída aos jornalistas.
Rice e Gates começam a viagem pelo Egito e a Arábia Saudita, onde vão se reunir com os aliados árabes "para discutir maneiras de etsabilizar o Iraque", explicou a secretária. Mas críticos da política externa de Bush no Congresso acusaram o governo dos EUA de ingenuidade, alegando que a Arábia Saudita tem ajudado a fomentar a ação de grupos guerrilheiros sunitas.
Depois Rice segue para Jerusalém e Ramala, na Cisjordânia, para continuar as negociações de paz entre israelenses e palestinos.
Os EUA devem fechar um acordo para a venda de US$ 20 bilhões em armas à Arábia Saudita e concluir um acordo de ajuda militar a Israel no valor de US$ 30 bilhões em 10 anos. Também estão iniciando negociações com o Egito para um pacote de modernização das Forças Armadas de US$ 13 bilhões.
Um dos objetivos é conter o Irã e a expansão do xiismo. O valor total chega a US$ 33 bilhões só para a Arábia Saudita e o Egito, os principais aliados árabes dos EUA.
A secretaria de Estado descreveu os acordos e a venda de armas como "um compromisso renovado com a segurança de nossos parceiros estratégicos na região". Além da Arábia Saudita, do Egito e de Israel, serão contempladas as demais monarquias petroleiras do Golfo Pérsico.
"Este esforço vai ajudar as forças moderadas em apoio a uma estratégia mais ampla para conter as influências negativas d'al Caeda, do Hesbolá, da Síria e do Irã", declarou Rice em nota distribuída aos jornalistas.
Rice e Gates começam a viagem pelo Egito e a Arábia Saudita, onde vão se reunir com os aliados árabes "para discutir maneiras de etsabilizar o Iraque", explicou a secretária. Mas críticos da política externa de Bush no Congresso acusaram o governo dos EUA de ingenuidade, alegando que a Arábia Saudita tem ajudado a fomentar a ação de grupos guerrilheiros sunitas.
Depois Rice segue para Jerusalém e Ramala, na Cisjordânia, para continuar as negociações de paz entre israelenses e palestinos.
Os EUA devem fechar um acordo para a venda de US$ 20 bilhões em armas à Arábia Saudita e concluir um acordo de ajuda militar a Israel no valor de US$ 30 bilhões em 10 anos. Também estão iniciando negociações com o Egito para um pacote de modernização das Forças Armadas de US$ 13 bilhões.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Blair inicia missão de paz no Oriente Médio
O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair recomeçou nesta quinta-feira sua vida política, depois de deixar a residência oficial de 10 Downing Street no fim de junho, agora como enviado especial para a paz no Oriente Médio.
"Não precisamos de outra negociação fracassada", comentou a secretária de Estado, Condoleezza Rice. "Certamente precisamos da energia que Tony Blair pode trazer".
Nesta quinta-feira, Blair se reuniu com representantes do Quarteto: Estados Unidos, Rússia, União Européia e Nações Unidas. O tema foi o apoio do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, para, nas palavras de Condoleezza Rice, criar um "parceiro palestino forte" para negociar a paz com Israel e um Estado palestino.
A aposta em Abbas implica isolar o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), ignorando sua enorme base de apoio, sobretudo na Faixa de Gaza, o que não é uma receita para a paz.
"Não precisamos de outra negociação fracassada", comentou a secretária de Estado, Condoleezza Rice. "Certamente precisamos da energia que Tony Blair pode trazer".
Nesta quinta-feira, Blair se reuniu com representantes do Quarteto: Estados Unidos, Rússia, União Européia e Nações Unidas. O tema foi o apoio do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, para, nas palavras de Condoleezza Rice, criar um "parceiro palestino forte" para negociar a paz com Israel e um Estado palestino.
A aposta em Abbas implica isolar o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), ignorando sua enorme base de apoio, sobretudo na Faixa de Gaza, o que não é uma receita para a paz.
sábado, 5 de maio de 2007
Rice fala com a Síria mas não com o Irã
Durante a conferência ministerial sobre o Iraque realizada ontem e anteontem em Charm al-Cheik, no Egito, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, encontrou-se com seu colega sírio, Walid al-Moallem, durante 30 minutos. Foi o primeiro contato de alto nível entre os Estados Unidos e a Síria em mais de dois anos. Rice pediu o fim do apoio sírio aos rebeldes sunitas no Iraque.
"Eu não lhe dei lições nem ele a mim", disse a secretária, comentando o encontro com o chanceler sírio.
A secretária de Estado também planejava falar com o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, mas ele saiu antes do jantar oferecido pelo ministro do Exterior do Egito, Aboul Gheit.
O início de um diálogo com a Síria e o interesse de falar com o Irã marcam uma mudança da posição da política externa de Bush. Esse diálogo com os maiores inimigos estatais dos EUA fora sugerido no final do ano passado pelo Grupo de Estudos sobre o Iraque. Na época, o governo George W. Bush rejeitou a proposta como contraproducente.
Em abril, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, principal líder democrata no Congresso, foi duramente criticada por ter ido a Damasco conversar pessoalmente com o presidente sírio, Bachar Assad.
"Eu não lhe dei lições nem ele a mim", disse a secretária, comentando o encontro com o chanceler sírio.
A secretária de Estado também planejava falar com o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, mas ele saiu antes do jantar oferecido pelo ministro do Exterior do Egito, Aboul Gheit.
O início de um diálogo com a Síria e o interesse de falar com o Irã marcam uma mudança da posição da política externa de Bush. Esse diálogo com os maiores inimigos estatais dos EUA fora sugerido no final do ano passado pelo Grupo de Estudos sobre o Iraque. Na época, o governo George W. Bush rejeitou a proposta como contraproducente.
Em abril, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, principal líder democrata no Congresso, foi duramente criticada por ter ido a Damasco conversar pessoalmente com o presidente sírio, Bachar Assad.
domingo, 29 de abril de 2007
EUA encontram Irã em conferência sobre Iraque
O Irã confirmou hoje sua participação numa conferência internacional interministerial a ser realizada nos dias 3 e 4 de maio em Charm al-Cheik, no Egito, para pacificar o Iraque, com a participação de seus vizinhos, das grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas e dos países do Grupo dos Oito. Mas o rei Abdullah, da Arábia Saudita, rejeitou um convite para se encontrar com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, por acreditar que o governo de maioria xiita do Iraque não protege adequadamente os sunitas.
Maliki ligou pessoalmente para o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na sexta-feira, insistindo na participação iraniana
Em entrevista ao programa This Week, da TV ABC, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, não descartou a possiblidade de se encontrar com o ministro do Exterior iraniano, Manouchehr Mottaki, mas deixou claro: "Esta não é uma conferência sobre Estados Unidos e Iraque. É uma reunião sobre o que os vizinhos do Iraque e países interessados podem fazer para estabilizar o Iraque".
"O que nós precisamos fazer?", acrescentou a secretária de Estado. "É óbvio. Parar o fluxo de armas para os combatentes estrangeiros. Parar o fluxo de combatentes estrangeiros através das fronteiras".
A expectativa é que a abertura de diálogo entre os EUA e o Irã leve a uma negociação sobre o programa nuclear iraniano, suspeito de desenvolver armas atômicas, o que pode provocar um ataque americano.
Maliki ligou pessoalmente para o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na sexta-feira, insistindo na participação iraniana
Em entrevista ao programa This Week, da TV ABC, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, não descartou a possiblidade de se encontrar com o ministro do Exterior iraniano, Manouchehr Mottaki, mas deixou claro: "Esta não é uma conferência sobre Estados Unidos e Iraque. É uma reunião sobre o que os vizinhos do Iraque e países interessados podem fazer para estabilizar o Iraque".
"O que nós precisamos fazer?", acrescentou a secretária de Estado. "É óbvio. Parar o fluxo de armas para os combatentes estrangeiros. Parar o fluxo de combatentes estrangeiros através das fronteiras".
A expectativa é que a abertura de diálogo entre os EUA e o Irã leve a uma negociação sobre o programa nuclear iraniano, suspeito de desenvolver armas atômicas, o que pode provocar um ataque americano.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Rice faz apelo ao diálogo com o Irã
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, apelou ao Irã para que não perca a oportunidade e participe de uma conferência de alto nível para estabilizar o Iraque a ser realizada no Egito em 3 e 4 de maio. É um sinal de que os Estados Unidos estão interessados em iniciar um diálogo com a república islâmica que poderá incluir no futuro a questão nuclear. O Irã é suspeito de estar desenvolvendo armas atômicas. Foi submetido a sanções pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Em entrevista ao Financial Times de hoje, Rice declarou que, se o ministro do Exterior do Egito, Manouchehr Mottaki, não for ao Egito será uma "oportunidade perdida". Além dos EUA e dos vizinhos do Iraque, participarão da conferência as potências com direito de veto no Conselho de Segurança da ONU e do Grupo dos Oito.
Quando o Grupo de Estudos sobre o Iraque, presidido pelo ex-secretário de Estado James Baker, propôs o diálogo com os inimigos Irã e Síria, o governo George Walker Bush rejeitou inicialmente a proposta como "contraproducente".
Agora, Condoleezza declara ao FT que o objetivo do governo americano para o Irã não é mudança de regime mas "mudança de comportamento do regime".
Um dos pilares da Doutrina Bush, a Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, é a promoção da democracia liberal como melhor forma de regime político para evitar e resolver conflitos. No Oriente Médio, significava "mudança de regime" na Autoridade Nacional Palestina, no Iraque, No Irã, na Síria e até mesmo em aliados tradicionais como a Arábia Saudita e o Egito, pressionados a promover reformas democratizantes.
O fracasso da ocupação do Iraque acabou com essa política de mudança de regime, fortalecendo as ditaduras do Oriente Médio. Se democracia é o que está acontecendo no Iraque, os povos da região preferem as velhas autocracias.
Em entrevista ao Financial Times de hoje, Rice declarou que, se o ministro do Exterior do Egito, Manouchehr Mottaki, não for ao Egito será uma "oportunidade perdida". Além dos EUA e dos vizinhos do Iraque, participarão da conferência as potências com direito de veto no Conselho de Segurança da ONU e do Grupo dos Oito.
Quando o Grupo de Estudos sobre o Iraque, presidido pelo ex-secretário de Estado James Baker, propôs o diálogo com os inimigos Irã e Síria, o governo George Walker Bush rejeitou inicialmente a proposta como "contraproducente".
Agora, Condoleezza declara ao FT que o objetivo do governo americano para o Irã não é mudança de regime mas "mudança de comportamento do regime".
Um dos pilares da Doutrina Bush, a Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, é a promoção da democracia liberal como melhor forma de regime político para evitar e resolver conflitos. No Oriente Médio, significava "mudança de regime" na Autoridade Nacional Palestina, no Iraque, No Irã, na Síria e até mesmo em aliados tradicionais como a Arábia Saudita e o Egito, pressionados a promover reformas democratizantes.
O fracasso da ocupação do Iraque acabou com essa política de mudança de regime, fortalecendo as ditaduras do Oriente Médio. Se democracia é o que está acontecendo no Iraque, os povos da região preferem as velhas autocracias.
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Rice abrirá diálogo com o Irã
O presidente George Walker Bush criticou a mulher mais poderosa dos Estados Unidos, a presidente da Câmara, a deputada democrata Nancy Pelosi, por conversar pessoalmente com o presidente da Síria, Bachar al-Assad, um dos principais inimigos dos EUA na região. Mas a segunda mulher mais poderosa do país, sua secretária de Estado, Condoleezza Rice, deverá iniciar um diálogo com o Irã ainda neste mês, numa conferência internacional sobre o Iraque com a participação dos países vizinhos e das grandes potências mundiais.
terça-feira, 27 de março de 2007
Líderes israelense e palestino farão reuniões regulares
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, vão se encontrar a cada duas semanas para discutir questões de segurança e "criar confiança mútua", anunciou hoje em Jerusalém a secretária de Estado americano, Condoleezza Rice.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
EUA, Irã e Síria discutirão futuro do Iraque
Os Estados Unidos devem participar de um encontro internacional para estabilizar o Iraque no mês que vem, ao lado de outras potências e de países vizinhos, inclusive o Irã e a Síria, confirmou ontem a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice. Esse diálogo com os inimigos faz parte das recomendações feitas há três meses pelo Grupo de Estudos sobre o Iraque, presidido pelo ex-secretário de Estado James Baker. Até agora, vinha sendo desprezado pelo governo George W. Bush.
No encontro, previsto para a primeira quinzena de março no Iraque, deve ser convocada uma conferência internacional a nível ministerial incluindo as potências do Grupo dos Oito - EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia - e os países vizinhos do Iraque - Turquia, Jordânia, Síria, Arábia Saudita, Kuwait e Irã. Serão convidados ainda a China e organizações internacionais como as Nações Unidas e a União Européia.
Em depoimento no Senado, Condoleezza Rice declarou: "Espero que estes governos aproveitem a oportunidade para melhorar suas relações com o Iraque e para trabalhar pela paz e a estabilidade na região".
Finalmente os EUA reconhecem a necessidade de negociar com os vizinhos a pacificação do Iraque.
No encontro, previsto para a primeira quinzena de março no Iraque, deve ser convocada uma conferência internacional a nível ministerial incluindo as potências do Grupo dos Oito - EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia - e os países vizinhos do Iraque - Turquia, Jordânia, Síria, Arábia Saudita, Kuwait e Irã. Serão convidados ainda a China e organizações internacionais como as Nações Unidas e a União Européia.
Em depoimento no Senado, Condoleezza Rice declarou: "Espero que estes governos aproveitem a oportunidade para melhorar suas relações com o Iraque e para trabalhar pela paz e a estabilidade na região".
Finalmente os EUA reconhecem a necessidade de negociar com os vizinhos a pacificação do Iraque.
domingo, 18 de fevereiro de 2007
Israel mantém veto a negociação com o Hamas
A formação de um governo palestino de união nacional não basta para retomar as negociações com Israel. Em encontro hoje com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, insistiu em que o governo palestino deve atender a três condições para negociar a paz:
- abandonar a luta armada;
- reconhecer a existência de Israel; e
- aceitar os acordos firmados entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina nos anos 90.
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que venceu as eleições legislativas palestinas de 25 de janeiro de 2006, disse que "respeita os acordos", mas se nega a abandonar a luta armada e a reconhecer o direito de existência de Israel.
Rice também esteve com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, da Fatah, principal partido da OLP.
Amanhã, em Jerusalém, Rice, Abbas e Olmert se reúnem numa tentativa dos EUA de relançar o processo de paz entre israelenses e palestinos, estagnado desde 2000.
- abandonar a luta armada;
- reconhecer a existência de Israel; e
- aceitar os acordos firmados entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina nos anos 90.
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que venceu as eleições legislativas palestinas de 25 de janeiro de 2006, disse que "respeita os acordos", mas se nega a abandonar a luta armada e a reconhecer o direito de existência de Israel.
Rice também esteve com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, da Fatah, principal partido da OLP.
Amanhã, em Jerusalém, Rice, Abbas e Olmert se reúnem numa tentativa dos EUA de relançar o processo de paz entre israelenses e palestinos, estagnado desde 2000.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Primeiro-ministro palestino renuncia
O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), anunciou hoje oficialmente sua renúncia ao cargo para permitir a formação de um governo de união nacional com os principais partidos do movimento nacional que luta pela criação de um Estado palestino independente. Haniyeh deve ser convidado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, da Fatah, para chefiar o próximo governo.
Na semana passada, o rei da Arábia Saudita negociou a paz entre os grupos palestinos Hamas e Fatah, depois de mais de 100 mortes na luta interna palestina na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. O movimento palestino enfrenta um boicote internacional desde a vitória do Hamas nas eleições legislativas de 25 de janeiro de 2006 porque o partido não abandonou a luta armada nem reconhece Israel.
Como o Hamas nega-se a reconhecer Israel, o governo israelense nega-se a negociar com o Hamas. A secretária de Estado, Condoleezza Rice, tentará relançar as negociações israelo-palestinas num encontro com Abbas e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, na próxima segunda-feira, em Jerusalém.
Na semana passada, o rei da Arábia Saudita negociou a paz entre os grupos palestinos Hamas e Fatah, depois de mais de 100 mortes na luta interna palestina na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. O movimento palestino enfrenta um boicote internacional desde a vitória do Hamas nas eleições legislativas de 25 de janeiro de 2006 porque o partido não abandonou a luta armada nem reconhece Israel.
Como o Hamas nega-se a reconhecer Israel, o governo israelense nega-se a negociar com o Hamas. A secretária de Estado, Condoleezza Rice, tentará relançar as negociações israelo-palestinas num encontro com Abbas e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, na próxima segunda-feira, em Jerusalém.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
EUA pressionam aliados europeus da OTAN a cooperar no Afeganistão
A secretária de Estado, Condoleezza Rice, vai pressionar nesta sexta-feira os aliados europeus dos Estados Unidos a cooperar mais na guerra contra a milícia dos Talebã (estudantes) e no desenvolvimento do Afeganistão, afirma hoje o jornal inglês Financial Times.
Rice vai anunciar, numa reunião de ministros do Exterior da União Européia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a intenção americana de destinar US$ 8 bilhões ao Afeganistão e pedir aos aliados que façam o mesmo. Em fevereiro, o presidente George W. Bush deve pedir o dinheiro ao Congresso.
Os EUA também devem manter 3,5 mil soldados americanos quatro meses além do previsto.
Pelo artigo 5 da Carta da OTAN, criada em 1949, durante a Guerra Fria, para conter o comunismo soviético, um ataque contra um país-membro é um ataque contra todos. Com base neste artigo, os aliados ofereceram ajuda militar aos EUA depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.
Mas a invasão do Iraque provocou o maior divisão da história da aliança transatlântica: França e Alemanha foram abertamente contra a guerra. A imagem dos EUA está desgastada, e os países europeus relutam em aderir à guerra americana no Afeganistão. Preferem a ajuda civil.
Nesta sexta-feira, a Comissão Européia, órgão executivo da União Européia, deve aprovar uma verba de 600 milhões de euros (US$ 780 milhões) a ser aplicada em quatro para melhorar a administração pública, as condições de saúde e oferecer alternativas à produção de drogas como ópio, morfina e heroína.
No momento, soldados britânicos e canadenses enfrentam a ofensiva dos talebã. Os combates foram descritos por comandantes britânicos como os mais difíceis desde a Segunda Guerra Mundial. A Holanda também está ao lado dos EUA, mas a Alemanha e a França não querem entrar em combate. Paris está retirando suas forças especiais, 200 soldados de elite.
Na quinta-feira, o ministro da Defesa, general Rahim Wardak, declarou esperar reforços dos EUA e do Reino Unido, e a chegada de mil soldados da Polônia. O Exército Nacional afegão vai ganhar mais 12 mil soldados, além dos 40 mil atuais, para enfrentar a esperada ofensiva dos talebã na primavera no Hemisfério Norte, que começa no final de março.
Rice vai anunciar, numa reunião de ministros do Exterior da União Européia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a intenção americana de destinar US$ 8 bilhões ao Afeganistão e pedir aos aliados que façam o mesmo. Em fevereiro, o presidente George W. Bush deve pedir o dinheiro ao Congresso.
Os EUA também devem manter 3,5 mil soldados americanos quatro meses além do previsto.
Pelo artigo 5 da Carta da OTAN, criada em 1949, durante a Guerra Fria, para conter o comunismo soviético, um ataque contra um país-membro é um ataque contra todos. Com base neste artigo, os aliados ofereceram ajuda militar aos EUA depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.
Mas a invasão do Iraque provocou o maior divisão da história da aliança transatlântica: França e Alemanha foram abertamente contra a guerra. A imagem dos EUA está desgastada, e os países europeus relutam em aderir à guerra americana no Afeganistão. Preferem a ajuda civil.
Nesta sexta-feira, a Comissão Européia, órgão executivo da União Européia, deve aprovar uma verba de 600 milhões de euros (US$ 780 milhões) a ser aplicada em quatro para melhorar a administração pública, as condições de saúde e oferecer alternativas à produção de drogas como ópio, morfina e heroína.
No momento, soldados britânicos e canadenses enfrentam a ofensiva dos talebã. Os combates foram descritos por comandantes britânicos como os mais difíceis desde a Segunda Guerra Mundial. A Holanda também está ao lado dos EUA, mas a Alemanha e a França não querem entrar em combate. Paris está retirando suas forças especiais, 200 soldados de elite.
Na quinta-feira, o ministro da Defesa, general Rahim Wardak, declarou esperar reforços dos EUA e do Reino Unido, e a chegada de mil soldados da Polônia. O Exército Nacional afegão vai ganhar mais 12 mil soldados, além dos 40 mil atuais, para enfrentar a esperada ofensiva dos talebã na primavera no Hemisfério Norte, que começa no final de março.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
John Negroponte será subsecretário de Estado
O diretor nacional de Inteligência dos Estados Unidos, John Negroponte, vai pedir demissão para se tornar subsecretário de Estado, informou o governo George Walker Bush nesta quarta-feira à noite. Negroponte assumiu o cargo de supervisor dos 16 serviços secretos americanos em 2005. Volta à sua função original de diplomata para ser o segundo de Condoleezza Rice.
Aos 67 anos, John Negroponte é um antigo expoente da linha-dira no Partido Republicano. Em 1981, foi nomeado pelo presidente Ronald Reagan embaixador em Honduras, com a missão de organizar os rebeldes contra-revolucionário que lutam contra a revolução sandinista na Nicarágua. Como assessor de Segurança Nacional adjunto, participou da campanha para derrubar o ditador Manuel Noriega, do Panamá, destituído por uma invasão ordenada por George Bush sr.
Em 2001, o presidente George W. Bush o nomeou embaixador nas Nações Unidas, onde Negroponte conseguiu a aprovação unânime da Resolução 1.441, em 8 de novembro de 2002, que obrigou o Iraque a aceitar a volta das inspeções da ONU.
Um ano após a queda de Saddam Hussein, em 9 de abril de 2003, Negroponte tornou-se, em 2004, embaixador americano em Bagdá, substituindo o governador militar americano, Lewis Paul Bremer, no momento em que o Iraque tinha seu primeiro governo provisório pós-Saddam.
No início de 2005, Bush resolveu colocá-lo no comando dos serviços de inteligência dos EUA, seguindo uma recomendação da Comissão sobre 11 de Setembro, apontou falhas na falta de integração entre as diferentes agências de espionagem americanas.
Negroponte chega ao Departamento de Estado num momento em que sua titular, Condi Rice, está um tanto desaparecida do noticiário, diante do fracasso da invasão americana no Iraque. Ela tem sido extremamente discreta nos debates sobre a revisão estratégica a ser anunciada por Bush na próxima semana.
Aos 67 anos, John Negroponte é um antigo expoente da linha-dira no Partido Republicano. Em 1981, foi nomeado pelo presidente Ronald Reagan embaixador em Honduras, com a missão de organizar os rebeldes contra-revolucionário que lutam contra a revolução sandinista na Nicarágua. Como assessor de Segurança Nacional adjunto, participou da campanha para derrubar o ditador Manuel Noriega, do Panamá, destituído por uma invasão ordenada por George Bush sr.
Em 2001, o presidente George W. Bush o nomeou embaixador nas Nações Unidas, onde Negroponte conseguiu a aprovação unânime da Resolução 1.441, em 8 de novembro de 2002, que obrigou o Iraque a aceitar a volta das inspeções da ONU.
Um ano após a queda de Saddam Hussein, em 9 de abril de 2003, Negroponte tornou-se, em 2004, embaixador americano em Bagdá, substituindo o governador militar americano, Lewis Paul Bremer, no momento em que o Iraque tinha seu primeiro governo provisório pós-Saddam.
No início de 2005, Bush resolveu colocá-lo no comando dos serviços de inteligência dos EUA, seguindo uma recomendação da Comissão sobre 11 de Setembro, apontou falhas na falta de integração entre as diferentes agências de espionagem americanas.
Negroponte chega ao Departamento de Estado num momento em que sua titular, Condi Rice, está um tanto desaparecida do noticiário, diante do fracasso da invasão americana no Iraque. Ela tem sido extremamente discreta nos debates sobre a revisão estratégica a ser anunciada por Bush na próxima semana.
domingo, 17 de dezembro de 2006
Rice rejeita diálogo com Síria e Irã
Depois de desaparecer por algumas semanas do noticiário, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, reaparece para rejeitar o diálogo com os maiores inimigos dos Estados Unidos entre os países do Oriente Médio - o Irã e a Síria -, sob a alegação de que o preço a pagar poderia ser "muito caro".
A recomendação foi uma das 79 feitas pelo Grupo de Estudos co-presidido pelo ex-secretário de Estado James Baker e o ex-deputado democrata Lee Hamilton. O presidente George Walker Bush nunca se mostrou muito entusiasmado. Agora, Rice tenta sepultar a idéia.
Em entrevista ao jornal The Washington Post, Condi Rice disse que o presidente não vai mudar os objetivos de longo prazo da invasão do Iraque, na revisão da estratégia a ser anunciada no início de 2007. Rice declarou que a meta dos EUA no Iraque nos próximos dois anos será tentar ajudar os iraquianos a isolar os extremistas e criar um centro democrático e moderado capaz de manter a unidade nacional.
A secretária de Estado reiterou o compromisso dos EUA com a democracia no Oriente Médio e a paz entre Israel e os palestinos, um dos mais longos e sérios conflitos da região na era moderna.
A recomendação foi uma das 79 feitas pelo Grupo de Estudos co-presidido pelo ex-secretário de Estado James Baker e o ex-deputado democrata Lee Hamilton. O presidente George Walker Bush nunca se mostrou muito entusiasmado. Agora, Rice tenta sepultar a idéia.
Em entrevista ao jornal The Washington Post, Condi Rice disse que o presidente não vai mudar os objetivos de longo prazo da invasão do Iraque, na revisão da estratégia a ser anunciada no início de 2007. Rice declarou que a meta dos EUA no Iraque nos próximos dois anos será tentar ajudar os iraquianos a isolar os extremistas e criar um centro democrático e moderado capaz de manter a unidade nacional.
A secretária de Estado reiterou o compromisso dos EUA com a democracia no Oriente Médio e a paz entre Israel e os palestinos, um dos mais longos e sérios conflitos da região na era moderna.
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