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quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Conservadores britânicos ampliam vantagem

O Partido Conservador britânico obteve uma vantagem de 13 pontos percentuais, a maior em 19 anos, sobre o Partido Trabalhista, no poder desde 1997, em pesquisa divulgada ontem.

Apesar de cair um ponto em relação à sondagem anterior, a oposição conservadora teria hoje 40% dos votos, contra 27% para os trabalhistas. Estes perderam seis pontos por causa dos problemas enfrentados pelo novo primeiro-ministro, Gordon Brown, que substituiu Tony Blair no final de junho. Os liberais-democratas subiram dois pontos, para 18%, e os outros partidos quatro pontos, chegando a 14%.

Brown foi abalado por duas más notícias arrasadoras:
• o Imposto de Renda admitiu ter deixado vazar dados de 25 milhões de britânicos; e
• o falido banco Northern Rock não tem como pagar uma dívida de 24 bilhões de libras (mais de US% 50 bilhões) ao Banco da Inglaterra.

Leia mais no jornal The Independent.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Bush admitiu que Blair ficasse fora da guerra

Na última hora, diante de um informe da Embaixada dos Estados Unidos em Londres de que o governo Tony Blair poderia cair, o presidente George Walker Bush disse ao primeiro-ministro britânico que o Reino Unido poderia não participar da invasão do Iraque. Blair declinou, alegando que seria patético, revela um novo livro sobre seu governo.

Bush recebeu o informe poucos antes da votação sobre a guerra na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico. Ficou tão preocupado que ligou pessoalmente para Blair dando-lhe a possibilidade de não ir à guerra.

Nove dias antes da votação decisiva, 139 deputados trabalhistas rebeldes ameaçavam negar a autorização para o Reino Unido entrar na Guerra do Iraque. Para surpresa da então assessora de Segurança Nacional e hoje secretária de Estado, Condoleezza Rice, Bush lhe disse que os britânicos poderiam não participar da invasão e assumir um papel menos controvertido depois.

Os diplomatas americanos ouviram de muitos deputados britânicos que não poderiam aprovar a guerra sem o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde Bush e Blair não conseguir maioria para dar um caráter legal à invasão, nos termos da Carta da ONU

No livro Blair Unbound, de Anthony Seldon, Peter Snowdon e Daniel Collings, dá o seguinte depoimento: "Lembro-me de estar no Salão Oval [da Casa Branca]. O presidente disse: 'Não podemos deixar que o governo britânico caia por causa da decisão de ir à guerra. Tenho de dizer a Tony que ele não precisa fazer isso'."

Rice sugeriu que ela ligasse para David Manning, principal assessor de Blair para política externa. Bush achou que não havia tempo. Resolveu falar pessoalmente com o primeiro-ministro britânico.

- Quero lhe dizer que minha última opção é a queda de seu governo. Não quero que isso aconteça sob quaisquer circunstâncias - disse Bush no telefone.

- Você sabe, George, qualquer que seja sua decisão, estarei com você - respondeu Blair.

A assessores, o primeiro-ministro confidenciou que recuar àquela altura seria "patético".

O livro diz ainda que o então secretário de Estado americano, Colin Powell, e o ministro do Exterior britânico, Jack Straw, tentaram convencer Blair a persuadir Bush a desistir da guerra. "No final, Blair sempre apoiava o presidente", conta Powell.

Leia mais no jornal inglês The Independent.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Terror da Junta em Mianmar começa a ser revelado

A vingança da Junta Militar que aterroriza Mianmar, a antiga Birmânia, contra os manifestantes que pediam democracia foi cruel a perversa.

Alguns monges budistas detidos pela ditadura militar ficaram dias na mesma sala sem acesso a banheiros, tendo de conviver com seus excrementos. Populares foram agredidos simplesmente por assistir a manifestações de protesto. Uma jovem ficou tão traumatizada que não conseguia falar.

Durante a noite, quando os residentes de Yangum, maior cidade do país, ouviam gritos, sabiam que eram seus vizinhos que estavam sendo presos.

O jornal inglês The Independent conta hoje essas e outras histórias.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Temperatura no Ártico chegou a 22º C

Em mais um sinal alarmante sobre o aquecimento da Terra, cientistas do Canadá revelaram que a temperatura chegou a 22ºC em julho na ilha Melville, 15 graus acima da temperatura média, revela hoje o jornal inglês The Independent.

As geleiras do Ártico estão derretendo e podem acabar neste século.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Franceses estupraram em genocídio em Ruanda

Soldados da França baseados em Ruanda durante o genocídio de 1994 são acusados de "estupros em grande escala", acusa uma comissão ruandesa que investiga a atuação dos franceses durante o conflito.

A comissão, que conclui seu relatório em outubro, afirma que vai apresentar novas provas de que os franceses treinaram a Interahamwe, a milícia responsável pelo genocídio em que 800 mil e 1 milhão de pessoas foram mortas.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Britânicos concluem retirada de Bássora

O primeiro-ministro Gordon Brown, que herdou a ocupação do Iraque de Tony Blair, tentou apresentar a retirada britânica de Bássora, a segunda maior cidade do Iraque, como uma vitória. Mas o contingente britânico nunca foi suficiente para encarar o real programa de segurança da região Sul do país: a ação de milícias xiitas patrocinadas e armadas pelo vizinho Irã.

Há pelo menos dois anos, os britânicos perderam o controle que inicialmente tiveram no Sul do Iraque, mais um sinal da inutilidade da participação do Reino Unido, tema da matéria de capa do jornal The Independent hoje.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Países ricos não dão muita ajuda aos pobres

Há dois anos, os líderes do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia), reunidos em Gleneagles, na Escócia, anunciaram a intenção de dobrar seus orçamentos anuais de ajuda para os países mais pobres do mundo para US$ 50 bilhões até 2010. Metade desse dinheiro iria para a África.

Ontem, um relatório da organização não-governamental Oxfam (Oxford Famine Relief) previu que os países do G-8 podem errar o alvo em US$ 30 bilhões.

O jornal inglês The Independent fez então uma série de comparações interessantes:
• Os britânicos gastam duas vezes mais com vinho e champanha do que seu governo dá em ajuda externa.
• As mulheres alemãs gastam mais com sapatos do que seu país gasta para ajudar outros países.
• O orçamento de ajuda da França é inferior ao orçamento das francesas para comprar perfumes.
• O Japão é um dos países que mais dá ajuda externa, mas ainda assim não supera o consumo de artigos de luxo pelos japoneses.
• Os Estados Unidos dão em ajuda externa menos do que o lucro anual da Exxom Mobil, sua maior companhia de petróleo.
• Os italianos gastam mais com sorvete do que seu país dá de ajuda externa.
• O orçamento de ajuda ao exterior do Canadá é metade do que seus cidadãos gastam com cerveja.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

EUA tentaram matar Muktada al-Sader

Os Estados Unidos tentaram matar o aiatolá rebelde Muktada al-Sader, considerado o mais mais poderoso do Iraque pela revista americana Foreign Policy, atraindo-o para negociações numa casa que depois foi atacada na cidade sagrada de Najaf, revela hoje o jornal inglês The Independent.

Se a conspiração tivesse tido sucesso, a morte de Al Sader provavelmente provocaria uma sublevação xiita. Sua revelação tornou-o num dos maiores inimigos da ocupação americana: "Acredito que aquele incidente fez Muktada perder totalmente a confiança na coalizão liderada pelos EUA e o tornou realmente selvagem", admite o assessor de Segurança Nacional do Iraque, Mowaffaq Rubaie.

A tentativa de assassinato aconteceu há dois anos e meio, em agosto de 2004, quando Muktada e seu Exército Mehdi, uma milícia que contaria hoje com dezenas de milhares de homens, estavam cercados por fuzileiros navais americanos em Najaf.

Rubaie agiu como mediador, passando todas as informações ao comando militar americano e ao governo iraquiano. Elas foram usadas para atrair o líder xiita para um lugar onde pudesse ser morto ou preso. Muktada escapou na última hora. Salvo por uma articulação do grão-aiatolá Ali al Sistani, tornou-se um líder político e chefe de milícia com 32 deputados leais na Assembléia Nacional do Iraque. Mas desapareceu desde que o presidente George W. Bush lançou sua nova estratégia para conter a violência em Bagdá, o que exige atacar milícias como o Exército Mehdi.

Muktada, de 33 anos, foi o nome que os algozes de Saddam Hussein gritaram para fustigá-lo na hora de sua morte. Ele é filho de Mohammed Sadek al-Sader, assassinado pela ditadura de Saddam em 1999. Com um discurso radical, nacionalista, fundamentalista e antiamericano, Muktada é o líder da Cidade de Sader, um bairro pobre xiita da periferia de Bagdá com cerca de 2 milhões de habitantes.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Tentativa de seqüestro gerou crise dos reféns

Uma tentativa fracassado de seqüestrar dois altos funcionários da segurança do Irã em visita oficial ao Norte do Iraque deflagrou a crise que levou dez semanas mais tarde à prisão de 15 fuzileiros navais e marinheiros britânicos pela Guarda Revolucionária iraniana no Golfo Pérsico, afirma hoje o jornal inglês The Independent.

Na madrugada de 11 de janeiro comandos de helicópteros americanos fizeram um ataque-surpresa contra um escritório de ligação do Irã em Irbil, no Curdistão iraquiano. Prenderam cinco oficiais iranianos de baixo escalão que os EUA acusam de espionagem e ainda não libertaram.

Na verdade, sustenta o Independent, o objetivo era muito mais ambicioso, prender dois homens que estão no centro do aparelho de segurança do Irã: os generais Mohammed Jafari, subchefe do conselho de Segurança Nacional do Irã, e Minojahar Frouzanda, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, que mantém seu próprio serviço secreto e suas próprias forças aérea, naval e terrestre. Foram guardas revolucionários que detiveram os ingleses 11 dias atrás.