O aiatolá xiita rebelde Muktada al-Sader reapareceu hoje no Iraque para fazer o sermão da sexta-feira na cidade sagrada de Kufa. Diante de 6 mil fiéis, atacou o "diabo americano" e exigiu mais uma vez a retirada total dos soldados dos Estados Unidos que ocupam o Iraque.
"Não ao diabo! Não à América! Não à ocupação! Não a Israel!", bradou o jovem aiatolá, considerado o homem mais poderoso do Iraque pela revista americano Foreign Policy. O clérigo xiita, que seus seguidores acreditam que seja descendente direto do profeta Maomé, estava refugiado no Irã. Teria voltado ao Iraque há uma semana.
Há poucos dias, o jornal inglês The Independent revelou uma conspiração americana para assassinar Muktada em 2004. Chefe do Exército Mehdi, uma milícia de dezenas de milhares de homens, é a voz mais forte dentro do Iraque exigindo a retirada americana.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 25 de maio de 2007
segunda-feira, 21 de maio de 2007
EUA tentaram matar Muktada al-Sader
Os Estados Unidos tentaram matar o aiatolá rebelde Muktada al-Sader, considerado o mais mais poderoso do Iraque pela revista americana Foreign Policy, atraindo-o para negociações numa casa que depois foi atacada na cidade sagrada de Najaf, revela hoje o jornal inglês The Independent.
Se a conspiração tivesse tido sucesso, a morte de Al Sader provavelmente provocaria uma sublevação xiita. Sua revelação tornou-o num dos maiores inimigos da ocupação americana: "Acredito que aquele incidente fez Muktada perder totalmente a confiança na coalizão liderada pelos EUA e o tornou realmente selvagem", admite o assessor de Segurança Nacional do Iraque, Mowaffaq Rubaie.
A tentativa de assassinato aconteceu há dois anos e meio, em agosto de 2004, quando Muktada e seu Exército Mehdi, uma milícia que contaria hoje com dezenas de milhares de homens, estavam cercados por fuzileiros navais americanos em Najaf.
Rubaie agiu como mediador, passando todas as informações ao comando militar americano e ao governo iraquiano. Elas foram usadas para atrair o líder xiita para um lugar onde pudesse ser morto ou preso. Muktada escapou na última hora. Salvo por uma articulação do grão-aiatolá Ali al Sistani, tornou-se um líder político e chefe de milícia com 32 deputados leais na Assembléia Nacional do Iraque. Mas desapareceu desde que o presidente George W. Bush lançou sua nova estratégia para conter a violência em Bagdá, o que exige atacar milícias como o Exército Mehdi.
Muktada, de 33 anos, foi o nome que os algozes de Saddam Hussein gritaram para fustigá-lo na hora de sua morte. Ele é filho de Mohammed Sadek al-Sader, assassinado pela ditadura de Saddam em 1999. Com um discurso radical, nacionalista, fundamentalista e antiamericano, Muktada é o líder da Cidade de Sader, um bairro pobre xiita da periferia de Bagdá com cerca de 2 milhões de habitantes.
Se a conspiração tivesse tido sucesso, a morte de Al Sader provavelmente provocaria uma sublevação xiita. Sua revelação tornou-o num dos maiores inimigos da ocupação americana: "Acredito que aquele incidente fez Muktada perder totalmente a confiança na coalizão liderada pelos EUA e o tornou realmente selvagem", admite o assessor de Segurança Nacional do Iraque, Mowaffaq Rubaie.
A tentativa de assassinato aconteceu há dois anos e meio, em agosto de 2004, quando Muktada e seu Exército Mehdi, uma milícia que contaria hoje com dezenas de milhares de homens, estavam cercados por fuzileiros navais americanos em Najaf.
Rubaie agiu como mediador, passando todas as informações ao comando militar americano e ao governo iraquiano. Elas foram usadas para atrair o líder xiita para um lugar onde pudesse ser morto ou preso. Muktada escapou na última hora. Salvo por uma articulação do grão-aiatolá Ali al Sistani, tornou-se um líder político e chefe de milícia com 32 deputados leais na Assembléia Nacional do Iraque. Mas desapareceu desde que o presidente George W. Bush lançou sua nova estratégia para conter a violência em Bagdá, o que exige atacar milícias como o Exército Mehdi.
Muktada, de 33 anos, foi o nome que os algozes de Saddam Hussein gritaram para fustigá-lo na hora de sua morte. Ele é filho de Mohammed Sadek al-Sader, assassinado pela ditadura de Saddam em 1999. Com um discurso radical, nacionalista, fundamentalista e antiamericano, Muktada é o líder da Cidade de Sader, um bairro pobre xiita da periferia de Bagdá com cerca de 2 milhões de habitantes.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Muktada tira ministros do governo do Iraque
Depois de convocar a maior manifestação de protesto contra a ocupação americana do Iraque em 9 de abril, quando festejava o quarto aniversário da queda de Saddam Hussein, o aiatolá rebelde Muktada al-Sader vai agora retirar seus seis ministros e o apoio dos cerca de 30 deputados da "bancada de Sader" ao governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki. Seu objetivo é forçar a imposição de um cronograma para a retirada das forças dos Estados Unidos.
Muktada foi considerado pela revista americana Foreign Policy como o homem mais forte do Iraque e o segundo maior vencedor da invasão do Iraque, depois do Irã. Foi seu nome que os algozes gritaram para perturbar Saddam na hora da morte.
Muktada foi considerado pela revista americana Foreign Policy como o homem mais forte do Iraque e o segundo maior vencedor da invasão do Iraque, depois do Irã. Foi seu nome que os algozes gritaram para perturbar Saddam na hora da morte.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Ministro iraquiano é preso por ligação com milícia
Numa operação conjunta, forças dos Estados Unidos e do Iraque prenderam hoje da manhã em Bagdá o secretário-geral do Ministério da Saúde iraquiano, Hakem Abbas al-Zamili, ligado ao aiatolá rebelde Muktada al-Sader e seu Exército Mehdi, a maior milícia xiita do país.
O ministro Ali al-Shammari criticou a ação, considerando humilhante o modo como o ministério foi invadido. Ele disse que teria colaborado, se a operação tivesse seguido os trâmites legais.
Em comunicado oficial, o comando militar americano declarou que "o suspeito está implicado nas mortes de diversos funcionários do Ministério da Saúde. Ele acusava e intimidava abertamente quem discordasse e questionasse suas ações".
Uma das grandes dúvidas quando o presidente George Walker Bush anunciou sua nova estratégia para o Iraque era se o governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, um xiita, enfrentaria as milícias xiitas, já que os partidos xiitas o apóiam. A operação de hoje é um primeiro teste.
Diversos ataques mataram pelo menos 35 pessoas e feriram outras 100 hoje no Iraque.
O ministro Ali al-Shammari criticou a ação, considerando humilhante o modo como o ministério foi invadido. Ele disse que teria colaborado, se a operação tivesse seguido os trâmites legais.
Em comunicado oficial, o comando militar americano declarou que "o suspeito está implicado nas mortes de diversos funcionários do Ministério da Saúde. Ele acusava e intimidava abertamente quem discordasse e questionasse suas ações".
Uma das grandes dúvidas quando o presidente George Walker Bush anunciou sua nova estratégia para o Iraque era se o governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, um xiita, enfrentaria as milícias xiitas, já que os partidos xiitas o apóiam. A operação de hoje é um primeiro teste.
Diversos ataques mataram pelo menos 35 pessoas e feriram outras 100 hoje no Iraque.
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
Iraque enforca dois cúmplices de Saddam
Dois dos principais assessores do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein foram enforcados hoje pelo mesmo crime que levou Saddam à morte em 30 de dezembro: o massacre de 148 xiitas na cidade de Dujail, em 1982, onde o então ditador fora alvo de um atentado.
Os corpos de Barzan Ibrahim al-Tikriti, meio-irmão de Saddam, e do ex-presidente do supremo Tribunal do Iraque, Awad Hamed al-Bandar, foram entregues a autoridades locais de Auja, a vila onde nasceu Saddam, depois de serem levados para uma base militar americana, informou o vice-governador da província de Saladino, Abdullah Jubara. De acordo com o costume muçulmano, foram enterrados imediatamente.
Várias centenas de pessoas participaram do funeral, no mesmo local onde coroas de flores e imagens de Saddam cobrem o túmulo do ex-ditador.
As novas execuções aumentaram a revolta da comunidade sunita. O vice-presidente sunita Tarik al-Hachimi, atacou o primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki, dizedo que ele tem pouco tempo para cortar seus laços com as milícias xiitas, especialmente com o Exército Mehdi, liderado pelo aiatolá rebelde Muktada al-Sader.
No momento, 200 a 300 sunitas estão fugindo de Bagdá a cada dia.
Os corpos de Barzan Ibrahim al-Tikriti, meio-irmão de Saddam, e do ex-presidente do supremo Tribunal do Iraque, Awad Hamed al-Bandar, foram entregues a autoridades locais de Auja, a vila onde nasceu Saddam, depois de serem levados para uma base militar americana, informou o vice-governador da província de Saladino, Abdullah Jubara. De acordo com o costume muçulmano, foram enterrados imediatamente.
Várias centenas de pessoas participaram do funeral, no mesmo local onde coroas de flores e imagens de Saddam cobrem o túmulo do ex-ditador.
As novas execuções aumentaram a revolta da comunidade sunita. O vice-presidente sunita Tarik al-Hachimi, atacou o primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki, dizedo que ele tem pouco tempo para cortar seus laços com as milícias xiitas, especialmente com o Exército Mehdi, liderado pelo aiatolá rebelde Muktada al-Sader.
No momento, 200 a 300 sunitas estão fugindo de Bagdá a cada dia.
sábado, 6 de janeiro de 2007
Iraque lança megaoperação antiviolência em Bagdá
O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, anunciou hoje que uma grande operação de suas forças de segurança, apoiadas pelo Exército dos Estados Unidos, para tentar conter a violência de milícias sunitas e xiitas em Bagdá.
É mais uma indicação de que a nova estratégia do presidente George Walker Bush, a ser revelada na próxima quarta-feira, deve incluir o envio de mais 20 mil soldados americanos para tentar criar uma zona de segurança na capital do Iraque.
"O plano de segurança está pronto", declarou o primeiro-ministro, sinalizando que já está tudo acertado com as forças de ocupação americanas. Maliki afirmou que não vai aceitar pressões políticas para amenizar o impacto da megaoperação: ""Não haverá saída para quem opera fora da lei, independentemente de sua facção política".
Será que ele vai atrás do Exército Mehdi, a maior milícia xiita iraquiana, liderada por seu aliado, o aiatolá Muktada al-Sader, cujo nome foi citado para provocar Saddam Hussein na hora de seu enforcamento? Será um bom teste para a megaoperação.
Ontem, numa reunião do American Enterprise Institute, um dos centros de pesquisa conservadores que defendeu a invasão do Iraque, estrategistas insistiam em que é possível uma solução militar para a insegurança em Bagdá, alegando que basta ter as tropas e recursos necessários.
É mais uma indicação de que a nova estratégia do presidente George Walker Bush, a ser revelada na próxima quarta-feira, deve incluir o envio de mais 20 mil soldados americanos para tentar criar uma zona de segurança na capital do Iraque.
"O plano de segurança está pronto", declarou o primeiro-ministro, sinalizando que já está tudo acertado com as forças de ocupação americanas. Maliki afirmou que não vai aceitar pressões políticas para amenizar o impacto da megaoperação: ""Não haverá saída para quem opera fora da lei, independentemente de sua facção política".
Será que ele vai atrás do Exército Mehdi, a maior milícia xiita iraquiana, liderada por seu aliado, o aiatolá Muktada al-Sader, cujo nome foi citado para provocar Saddam Hussein na hora de seu enforcamento? Será um bom teste para a megaoperação.
Ontem, numa reunião do American Enterprise Institute, um dos centros de pesquisa conservadores que defendeu a invasão do Iraque, estrategistas insistiam em que é possível uma solução militar para a insegurança em Bagdá, alegando que basta ter as tropas e recursos necessários.
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
Enforcamento de Saddam quase foi suspenso
Um procurador da Justiça do Iraque que acompanhou a execução do ex-ditador Saddam Hussein ameaçou suspender o enforcamento quando partidários do aiatolá e líder de milícia xiita Muktada al-Sader provocaram Saddam. A voz do procurador Munkith al-Farun pode ser ouvida no meio da confusão, pedindo ordem.
"Ameacei ir embora", contou Al-Farun. "Eles sabiam que, sem a minha presença, a execução não poderia ser realizada".
A minoria sunita e mesmo xiitas e curdos moderados ficaram chocados com os gritos de "Muktada! Muktada!", líder da maior milícia xiita, o Exército Mehdi, responsável por muitas atrocidades contra os sunitas.
O governo iraquiano abriu uma investigação sobre como foi feita a gravação clandestina divulgada pela Internet, que passa a imagem de que o julgamento de Saddam foi um processo viciado, uma justiça dos vitoriosos que mais parece vingança.
"Ameacei ir embora", contou Al-Farun. "Eles sabiam que, sem a minha presença, a execução não poderia ser realizada".
A minoria sunita e mesmo xiitas e curdos moderados ficaram chocados com os gritos de "Muktada! Muktada!", líder da maior milícia xiita, o Exército Mehdi, responsável por muitas atrocidades contra os sunitas.
O governo iraquiano abriu uma investigação sobre como foi feita a gravação clandestina divulgada pela Internet, que passa a imagem de que o julgamento de Saddam foi um processo viciado, uma justiça dos vitoriosos que mais parece vingança.
domingo, 31 de dezembro de 2006
Nova gravação dá detalhes da morte de Saddam
Um vídeo gravado clandestinamente com um telefone celular já está na Internet com os momentos que antecederam ao enforcamento do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein (1979-2003). Ele registra um bate-boca entre Saddam e seus carrascos, que davam vivas ao aiatolá xiita rebelde Muktada al-Sader e a seu pai, assassinado por ordem do ex-ditador.
A gravação mostra os carrascos colocando a corda no pescoço de Saddam, que tem o Corão, livro sagrado dos muçulmanos, nas mãos. O ex-ditador recita versículos do Corão e é insultado por alguns carrascos, que gritam: "Muktada! Muktada!".
Saddam perguntou se esta era a reação de um homem honrado, de um árabe. Um carrasco respondeu: "Vá para o Inferno!"
Em seguida, ouve-se o barulho do alçapão se abrindo sob os pés de Saddam e o ex-ditador fica pendurado pelo pescoço.
A gravação mostra os carrascos colocando a corda no pescoço de Saddam, que tem o Corão, livro sagrado dos muçulmanos, nas mãos. O ex-ditador recita versículos do Corão e é insultado por alguns carrascos, que gritam: "Muktada! Muktada!".
Saddam perguntou se esta era a reação de um homem honrado, de um árabe. Um carrasco respondeu: "Vá para o Inferno!"
Em seguida, ouve-se o barulho do alçapão se abrindo sob os pés de Saddam e o ex-ditador fica pendurado pelo pescoço.
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Milícias ameaçam mais do que Al Caeda no Iraque
O Exército Mehdi, a milícia controlada pelo aiatolá rebelde Muktada al-Sader, substituiu a rede terrorista Al Caeda como "mais perigoso catalisador" da violência sectária no Iraque, afirma um relatório do Departamento da Defesa dos Estados Unidos.
Desde agosto, os ataques das milícias e da insurgência aumentaram em 22%. A média de ataques por semana passou de cerca de 800 para quase mil.
No relatório, o Pentágono aponta duas milícias - o Exército Mehdi e a Organização Bader - como braços armados de partidos políticos xiitas que apóiam o governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki.
O Exército Mehdi "exerce influência significativa em Bagdá, nas províncias do Sul do Iraque e no governo do país", e atrava batalhas periódicas com a Organização Bader, ligada ao Conselho Supremo para a Revolução Islâmica do Irã, cujo líder, o aiatolá al-Hakim, foi recebido recentemente pelo presidente George W. Bush na Casa Branca.
Desde agosto, os ataques das milícias e da insurgência aumentaram em 22%. A média de ataques por semana passou de cerca de 800 para quase mil.
No relatório, o Pentágono aponta duas milícias - o Exército Mehdi e a Organização Bader - como braços armados de partidos políticos xiitas que apóiam o governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki.
O Exército Mehdi "exerce influência significativa em Bagdá, nas províncias do Sul do Iraque e no governo do país", e atrava batalhas periódicas com a Organização Bader, ligada ao Conselho Supremo para a Revolução Islâmica do Irã, cujo líder, o aiatolá al-Hakim, foi recebido recentemente pelo presidente George W. Bush na Casa Branca.
segunda-feira, 27 de novembro de 2006
"Só políticos podem salvar Iraque"
A única maneira de conter o banho de sangue no Iraque é um amplo acordo político entre as diferentes etnias e partidos, afirmou ontem o primeiro-ministro Nuri al-Maliki. Ele acredita que a situação só vai melhorar quando os líderes perceberem que "não há ganhadores nem perdedores nesta batalha".
O governo iraquiano prometeu prender os responsáveis pelos atentados que mataram mais de 200 pessoas no bairro xiita de Cidade Sader na semana passada. Mais 12 sunitas foram mortas em Bagdá neste domingo pelo fogo de morteiros. Um posto americano foi atingido e pegou fogo.
Dois fuzileiros navais dos Estados Unidos que haviam sido feridos na rebelada província de Anbar morreram, elevando para 2.869 o total de militares americanos mortos desde a invasão do Iraque em 20 de março, além de sete civis americanos contratados para trabalhar na reconstrução do país.
Em debate na rede de TV CNN, o ex-assessor de Segurança Nacional dos EUA no governo Jimmy Carter (1977-81), Zibgniew Brzezinski, afirmou que, quanto mais tempo os soldados americanos ficarem no Iraque, pior será a situação do país, descrevendo a intervenção militar como desastrosa.
Já o ex-secretário de Estado Henry Kissinger (1974-77), do Partido Republicano, entende que uma retirada sem um amplo acordo político envolvendo os países vizinhos do Iraque, inclusive o Irã e a Síria, seria catastrófica e provocaria novos intervenções militares ocidentais no Oriente Médio.
O governo iraquiano prometeu prender os responsáveis pelos atentados que mataram mais de 200 pessoas no bairro xiita de Cidade Sader na semana passada. Mais 12 sunitas foram mortas em Bagdá neste domingo pelo fogo de morteiros. Um posto americano foi atingido e pegou fogo.
Dois fuzileiros navais dos Estados Unidos que haviam sido feridos na rebelada província de Anbar morreram, elevando para 2.869 o total de militares americanos mortos desde a invasão do Iraque em 20 de março, além de sete civis americanos contratados para trabalhar na reconstrução do país.
Em debate na rede de TV CNN, o ex-assessor de Segurança Nacional dos EUA no governo Jimmy Carter (1977-81), Zibgniew Brzezinski, afirmou que, quanto mais tempo os soldados americanos ficarem no Iraque, pior será a situação do país, descrevendo a intervenção militar como desastrosa.
Já o ex-secretário de Estado Henry Kissinger (1974-77), do Partido Republicano, entende que uma retirada sem um amplo acordo político envolvendo os países vizinhos do Iraque, inclusive o Irã e a Síria, seria catastrófica e provocaria novos intervenções militares ocidentais no Oriente Médio.
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
Xiitas queimam sunitas vivos em Bagdá
Em vingança pelo ataque que matou 215 pessoas ontem no maior bairro xiita da capital do Iraque, milícias xiitas queimaram seis sunitas vivos. Ao todo 25 sunitas foram mortos em diferentes atos de vingança.
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