Numa operação conjunta, forças dos Estados Unidos e do Iraque prenderam hoje da manhã em Bagdá o secretário-geral do Ministério da Saúde iraquiano, Hakem Abbas al-Zamili, ligado ao aiatolá rebelde Muktada al-Sader e seu Exército Mehdi, a maior milícia xiita do país.
O ministro Ali al-Shammari criticou a ação, considerando humilhante o modo como o ministério foi invadido. Ele disse que teria colaborado, se a operação tivesse seguido os trâmites legais.
Em comunicado oficial, o comando militar americano declarou que "o suspeito está implicado nas mortes de diversos funcionários do Ministério da Saúde. Ele acusava e intimidava abertamente quem discordasse e questionasse suas ações".
Uma das grandes dúvidas quando o presidente George Walker Bush anunciou sua nova estratégia para o Iraque era se o governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, um xiita, enfrentaria as milícias xiitas, já que os partidos xiitas o apóiam. A operação de hoje é um primeiro teste.
Diversos ataques mataram pelo menos 35 pessoas e feriram outras 100 hoje no Iraque.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
sábado, 6 de janeiro de 2007
Iraque lança megaoperação antiviolência em Bagdá
O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, anunciou hoje que uma grande operação de suas forças de segurança, apoiadas pelo Exército dos Estados Unidos, para tentar conter a violência de milícias sunitas e xiitas em Bagdá.
É mais uma indicação de que a nova estratégia do presidente George Walker Bush, a ser revelada na próxima quarta-feira, deve incluir o envio de mais 20 mil soldados americanos para tentar criar uma zona de segurança na capital do Iraque.
"O plano de segurança está pronto", declarou o primeiro-ministro, sinalizando que já está tudo acertado com as forças de ocupação americanas. Maliki afirmou que não vai aceitar pressões políticas para amenizar o impacto da megaoperação: ""Não haverá saída para quem opera fora da lei, independentemente de sua facção política".
Será que ele vai atrás do Exército Mehdi, a maior milícia xiita iraquiana, liderada por seu aliado, o aiatolá Muktada al-Sader, cujo nome foi citado para provocar Saddam Hussein na hora de seu enforcamento? Será um bom teste para a megaoperação.
Ontem, numa reunião do American Enterprise Institute, um dos centros de pesquisa conservadores que defendeu a invasão do Iraque, estrategistas insistiam em que é possível uma solução militar para a insegurança em Bagdá, alegando que basta ter as tropas e recursos necessários.
É mais uma indicação de que a nova estratégia do presidente George Walker Bush, a ser revelada na próxima quarta-feira, deve incluir o envio de mais 20 mil soldados americanos para tentar criar uma zona de segurança na capital do Iraque.
"O plano de segurança está pronto", declarou o primeiro-ministro, sinalizando que já está tudo acertado com as forças de ocupação americanas. Maliki afirmou que não vai aceitar pressões políticas para amenizar o impacto da megaoperação: ""Não haverá saída para quem opera fora da lei, independentemente de sua facção política".
Será que ele vai atrás do Exército Mehdi, a maior milícia xiita iraquiana, liderada por seu aliado, o aiatolá Muktada al-Sader, cujo nome foi citado para provocar Saddam Hussein na hora de seu enforcamento? Será um bom teste para a megaoperação.
Ontem, numa reunião do American Enterprise Institute, um dos centros de pesquisa conservadores que defendeu a invasão do Iraque, estrategistas insistiam em que é possível uma solução militar para a insegurança em Bagdá, alegando que basta ter as tropas e recursos necessários.
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Milícias ameaçam mais do que Al Caeda no Iraque
O Exército Mehdi, a milícia controlada pelo aiatolá rebelde Muktada al-Sader, substituiu a rede terrorista Al Caeda como "mais perigoso catalisador" da violência sectária no Iraque, afirma um relatório do Departamento da Defesa dos Estados Unidos.
Desde agosto, os ataques das milícias e da insurgência aumentaram em 22%. A média de ataques por semana passou de cerca de 800 para quase mil.
No relatório, o Pentágono aponta duas milícias - o Exército Mehdi e a Organização Bader - como braços armados de partidos políticos xiitas que apóiam o governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki.
O Exército Mehdi "exerce influência significativa em Bagdá, nas províncias do Sul do Iraque e no governo do país", e atrava batalhas periódicas com a Organização Bader, ligada ao Conselho Supremo para a Revolução Islâmica do Irã, cujo líder, o aiatolá al-Hakim, foi recebido recentemente pelo presidente George W. Bush na Casa Branca.
Desde agosto, os ataques das milícias e da insurgência aumentaram em 22%. A média de ataques por semana passou de cerca de 800 para quase mil.
No relatório, o Pentágono aponta duas milícias - o Exército Mehdi e a Organização Bader - como braços armados de partidos políticos xiitas que apóiam o governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki.
O Exército Mehdi "exerce influência significativa em Bagdá, nas províncias do Sul do Iraque e no governo do país", e atrava batalhas periódicas com a Organização Bader, ligada ao Conselho Supremo para a Revolução Islâmica do Irã, cujo líder, o aiatolá al-Hakim, foi recebido recentemente pelo presidente George W. Bush na Casa Branca.
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