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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Irã aceita negociar questão nuclear com os EUA

O ministro do Interior do Irã, Ali Akbar Salehi, declarou ontem à noite em Munique, na Alemanha, onde participa de uma conferência sobre segurança, que seu país está disposto a aceitar uma proposta dos Estados Unidos para discutir o programa nuclear iraniano, acusado de desenvolver armas atômicas ilegalmente. As negociações seriam retomadas em 25 e 26 de fevereiro, na ex-república soviética do Casaquistão.

Como americanos e europeus acreditam que ele não tem poder para tomar essa decisão, receberam a declaração com certo ceticismo. "É um passo à frente", comentou o vice-presidente Joe Biden, representante americano na conferência, considerando a declaração positiva.

Em seu estilo franco e direto, Biden afirmou que os EUA estão prontos para discutir "quando a liderança do Irã, o Supremo Líder, falar sério". Ele acrescentou que as negociações "têm de ser reais e tangíveis, com uma agenda clara. Não vamos negociar só por negociar".

Na mesma ocasião, Salehi acusou "o outro lado" de não cumprir os compromissos assumidos em negociações anteriores. Também reclamou dos "sinais contraditórios" enviados pelo governo Barack Obama como "a retórica de que todas as opções estão na mesa", inclusive a possibilidade de uma ação militar contra o Irã, reporta o jornal The New York Times.

As negociações incluem as cinco potências com poder de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) e a Alemanha.

Na última rodada, realizada em Moscou em junho passado, o Irã exigiu a suspensão de todas as sanções contra o país como precondição para discutir seu programa nuclear. As grandes potências alegaram que primeiro o Irã precisa cumprir as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, suspender o enriquecimento de urânio e abrir totalmente suas instalações nucleares a inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Paquistão reforça fronteira com a Índia

O Exército do Paquistão deslocou soldados que estavam na fronteira noroeste do país, junto ao Afeganistão, para a fronteira com a Índia. Teme um ataque contra as bases e centros de treinamento do grupo terrorista Lashkar-e-Taiba, acusado pelo governo indiano pelas ações terroristas iniciadas em 26 de novembro de 2008 em Mumbai, a antiga Bombaim.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

EUA acusam serviço secreto paquistanês

A inteligência americana está convencida de que os terroristas responsáveis pelo ataque contra Mumbai, a antiga Bombaim, na semana passada foram treinados por ex-oficiais do Exército do Paquistão e de seu poderoso serviço secreto, revelou hoje o jornal The New York Times citando como fonte um ex-oficial dos Estados Unidos.

Os suspeitos pertencem ao grupo islamita radical Lashkar-e-Taiba. A Índia aponta Yussuf Muzammil como o comandante da operação que passava ordens por telefone aos terroristas. Até agora, não foi estabelecida nenhuma ligação com o governo civil paquistês.

Essa revelação foi feita no dia em que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, chegou a Nova Déli, a capital indiana, onde se encontrou com o primeiro-ministro Manmohan Singh e o ministro do Exterior, Pranab Mukherjee.

Rice declarou que qualquer resposta aos atentados deve se preocupar com a "eficiência na prevenção" de novos atos terroristas e em "não criar outras conseqüências imprevistas". Ela disse que é preciso agir com urgência e determinação, e cobrou do Paquistão rapidez, transparência e total colaboração nas investigações.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

EUA alertaram Índia sobre ataque pelo mar

Os serviços secretos dos Estados Unidos alertaram a Índia de que Mumbai, a maior cidade do país, poderia ser alvo de um ataque vindo do mar. Acredita-se que os 10 extremistas muçulmanos que aterrorizaram a antiga Bombaim por 60 horas a partir de 26 de novembro de 2008 tenham chegado em traineiras e usados botes de borracha para desembarcar.

Enquanto pressiona o Paquistão a atacar os grupos suspeitos pela ação, que terminou com a morte de 180 pessoas, o governo indiano está sob enorme pressão da opinião pública, que o considera incapaz de proteger a população de novas ações terroristas.

domingo, 30 de novembro de 2008

Ministro do Interior da Índia renuncia

O ministro do Interior da Índia, Shivraj Patil, apresentou hoje sua renúncia ao primeiro-ministro Manmohan Singh, assumindo a responsabilidade pelas falhas de segurança que permitiram uma onda de ataque de terroristas muçulmanos que paralisou a maior cidade indiana, Mumbai, nos últimos dias.

Para o vice-governador do estado de Maharashtra, R. R. Patil, o objetivo dos extremistas muçulmanos era fazer um 11 de Setembro indiano. "Encontramos munição, bombas e granadas de mão em quantidade. Com base em nossa investigação, acreditamos que queriam matar umas 5 mil pessoas."