A Força Aérea de Israel atacou hoje um carro na zona rural do município de Kuneitra, no lado sírio das Colinas do Golã, matando três pessoas, reportou o jornal The Jerusalem Post.
Dois mortos pertenciam a uma milícia aliada à ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria, noticiou a televisão Al Manar, da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), que atribuiu o ataque a um drone de Israel. O governo israelense não comentou.
Israel intervém esporadicamente na guerra civil da Síria. Várias vezes bombardeou carregamento de mísseis iranianos destinados ao Hesbolá. O governo israelense apoia a guerra aérea dos Estados Unidos contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas quer impedir a Turquia de tornar a Síria parte de sua esfera de influência.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Assad. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Assad. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Bombardeio de Israel mata três pessoas na Síria
Marcadores:
Assad,
Bachar,
Colinas do Golã,
Ditadura,
Estado Islâmico do Iraque e do Levante,
EUA,
Guerra Civil,
Hesbolá,
Iraque,
Síria,
Turquia
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Assad exige fim de ameaça para entregar armas
Em tom de desafio, o ditador Bachar Assad, reassegurado pelo adiamento do bombardeio dos Estados Unidos à Síria diante da iniciativa diplomática da Rússia, admitiu pela primeira vez que seu regime tem armas químicas, mas exigiu o fim da ameaça de uso da força para entregar suas armas químicas para destruição pelas Nações Unidas.
Durante entrevista à televisão russa, Assad reafirmou a disposição de seu governo de assinar a Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Fabricação, Estocagem e Uso de Armas Químicas e sua Destruição. Isso lhe daria 30 dias para revelar onde estão as armas proibidas.
"Isso não vai acontecer unilateralmente", advertiu Assad. "Os EUA precisam parar de ameaçar a Síria".
Neste momento, o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, acabam de dar entrevista coletiva em que os EUA advertiram que a negociação "não é um jogo" e que "deve haver consequências" se o acordo não for cumprido.
Lavrov alegou que a posição política da Rússia estava claramente exposta em artigo do presidente Vladimir Putin publicado ontem no jornal The New York Times, alegando que ignorar o Conselho de Segurança levaria a ONU ao mesmo destino da Liga das Nações, extinta depois de não conseguir evitar a Segunda Guerra Mundial.
Durante entrevista à televisão russa, Assad reafirmou a disposição de seu governo de assinar a Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Fabricação, Estocagem e Uso de Armas Químicas e sua Destruição. Isso lhe daria 30 dias para revelar onde estão as armas proibidas.
"Isso não vai acontecer unilateralmente", advertiu Assad. "Os EUA precisam parar de ameaçar a Síria".
Neste momento, o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, acabam de dar entrevista coletiva em que os EUA advertiram que a negociação "não é um jogo" e que "deve haver consequências" se o acordo não for cumprido.
Lavrov alegou que a posição política da Rússia estava claramente exposta em artigo do presidente Vladimir Putin publicado ontem no jornal The New York Times, alegando que ignorar o Conselho de Segurança levaria a ONU ao mesmo destino da Liga das Nações, extinta depois de não conseguir evitar a Segunda Guerra Mundial.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Assad afirma ter recebido mísseis russos
Em entrevista à televisão da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), o ditador da Síria, Bachar Assad, afirmou hoje ter recebido sistemas avançados de defesa antiaérea da Rússia, sua maior garantia contra uma intervenção militar estrangeira na guerra civil síria.
Foi em blefe. Na melhor das hipóteses, os mísseis S-300 chegarão à Síria dentro de alguns meses. Israel ameaça destruir as armas, capazes de mudar a correlação de forças entre os dois países.
Foi em blefe. Na melhor das hipóteses, os mísseis S-300 chegarão à Síria dentro de alguns meses. Israel ameaça destruir as armas, capazes de mudar a correlação de forças entre os dois países.
sábado, 3 de março de 2012
China pede fim da violência a governo e rebeldes da Síria
A China fez um apelo hoje ao governo e aos rebeldes da Síria para que parem imediatamente com todos os atos de violência e iniciem um diálogo nacional com mediação das Nações Unidas ou da Liga Árabe, informa a televisã britânica Sky News.
Mais de 7,5 mil pessoas foram mortas na Síria desde 15 de março de 2011, quando começou um movimento inicialmente pacífico pela liberalização da ditadura da família Assad, que já dura mais de 40 anos.
Pelo segundo dia seguido, as autoridades sírias proibiram o acesso do Crescente Vermelho, a Cruz Vermelha dos países muçulmanos, ao bairro de Baba Amro, em Homs, a terceira cidade do país, devastada por 27 dias de bombardeio.
Mais de 7,5 mil pessoas foram mortas na Síria desde 15 de março de 2011, quando começou um movimento inicialmente pacífico pela liberalização da ditadura da família Assad, que já dura mais de 40 anos.
Pelo segundo dia seguido, as autoridades sírias proibiram o acesso do Crescente Vermelho, a Cruz Vermelha dos países muçulmanos, ao bairro de Baba Amro, em Homs, a terceira cidade do país, devastada por 27 dias de bombardeio.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Oposição síria denuncia mais 90 mortes
Mais de 90 pessoas foram mortas hoje pela violenta repressão da ditadura de Bachar Assad na Síria, denuncia a oposição, citada pela rede de televisão americana CBS. Os manifestantes dizem que vários soldados e policiais foram mortos em conflito com ex-colegas que desertaram e aderiram à rebelião.
O governo soltou 1.180 presos políticos num suposto gesto de boa vontade, cumprindo tardia e parcialmente uma promessa feita à Liga Árabe, que suspendeu a Síria no sábado passado.
Desde o começo da revolta popular, em 15 de março de 2011, cerca de 4 mil sírios foram mortos.
O governo soltou 1.180 presos políticos num suposto gesto de boa vontade, cumprindo tardia e parcialmente uma promessa feita à Liga Árabe, que suspendeu a Síria no sábado passado.
Desde o começo da revolta popular, em 15 de março de 2011, cerca de 4 mil sírios foram mortos.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Exército da Síria ataca cidade e mata mais 28
Com tanques e helicópteros de combate, o Exército da Síria tomou hoje a cidade de Jissar al-Chugur, no Norte do país, uma das que mais ofereceu resistência às quatro décadas de ditadura da família Assad, informa o jornal The New York Times.
Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que pelo menos 28 pessoas foram mortas. Milhares fugiram para a Turquia.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Síria e Irã reafirmam aliança
O presidente Mahmoud Ahmadinejad chegou hoje a Damasco e a Síria reafirma a aliança entre os dois países, ignorando os apelos dos Estados Unidos e da França para se aproximar do Ocidente e ajudar a isolar o regime fundamentalista iraniano, suspeito de desenvolver armas nucleares.
Ahmadinejad foi recebido pelo presidente sírio, Bachar Assad, um dia depois que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez um apelo direto à Síria para se afastar do Irã.
Mas o líder sírio acusou os EUA de colonialismo. Assad declarou que "as pressões que estão sendo aplicadas hoje sobre o Irã amanhã pode ser usadas contra outros países".
Em mais uma ameaça a Israel, o dirigente iraniano falou num "novo Oriente Médio sem sionistas". Ahmadinejad afirmou recentemente que, se Israel atacar outro país, deve ser exterminado.
O primeiro-ministro pró-ocidental do Líbano, Saad Hariri, tem acusado o governo direitista israelense de planejar uma nova ofensiva contra seu país.
Como estaria desenvolvendo armas nucleares, o Irã está sob a ameaça de um bombardeio aéreo dos EUA ou de Israel. Se isto acontecer, o Irã vai recorrer a todos os seus aliados para retaliar.
Também teriam participado da reunião em Damasco os líderes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbola (Partido de Deus), xeque Hassan Nasrallah.
Ahmadinejad foi recebido pelo presidente sírio, Bachar Assad, um dia depois que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez um apelo direto à Síria para se afastar do Irã.
Mas o líder sírio acusou os EUA de colonialismo. Assad declarou que "as pressões que estão sendo aplicadas hoje sobre o Irã amanhã pode ser usadas contra outros países".
Em mais uma ameaça a Israel, o dirigente iraniano falou num "novo Oriente Médio sem sionistas". Ahmadinejad afirmou recentemente que, se Israel atacar outro país, deve ser exterminado.
O primeiro-ministro pró-ocidental do Líbano, Saad Hariri, tem acusado o governo direitista israelense de planejar uma nova ofensiva contra seu país.
Como estaria desenvolvendo armas nucleares, o Irã está sob a ameaça de um bombardeio aéreo dos EUA ou de Israel. Se isto acontecer, o Irã vai recorrer a todos os seus aliados para retaliar.
Também teriam participado da reunião em Damasco os líderes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbola (Partido de Deus), xeque Hassan Nasrallah.
sábado, 5 de maio de 2007
Rice fala com a Síria mas não com o Irã
Durante a conferência ministerial sobre o Iraque realizada ontem e anteontem em Charm al-Cheik, no Egito, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, encontrou-se com seu colega sírio, Walid al-Moallem, durante 30 minutos. Foi o primeiro contato de alto nível entre os Estados Unidos e a Síria em mais de dois anos. Rice pediu o fim do apoio sírio aos rebeldes sunitas no Iraque.
"Eu não lhe dei lições nem ele a mim", disse a secretária, comentando o encontro com o chanceler sírio.
A secretária de Estado também planejava falar com o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, mas ele saiu antes do jantar oferecido pelo ministro do Exterior do Egito, Aboul Gheit.
O início de um diálogo com a Síria e o interesse de falar com o Irã marcam uma mudança da posição da política externa de Bush. Esse diálogo com os maiores inimigos estatais dos EUA fora sugerido no final do ano passado pelo Grupo de Estudos sobre o Iraque. Na época, o governo George W. Bush rejeitou a proposta como contraproducente.
Em abril, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, principal líder democrata no Congresso, foi duramente criticada por ter ido a Damasco conversar pessoalmente com o presidente sírio, Bachar Assad.
"Eu não lhe dei lições nem ele a mim", disse a secretária, comentando o encontro com o chanceler sírio.
A secretária de Estado também planejava falar com o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, mas ele saiu antes do jantar oferecido pelo ministro do Exterior do Egito, Aboul Gheit.
O início de um diálogo com a Síria e o interesse de falar com o Irã marcam uma mudança da posição da política externa de Bush. Esse diálogo com os maiores inimigos estatais dos EUA fora sugerido no final do ano passado pelo Grupo de Estudos sobre o Iraque. Na época, o governo George W. Bush rejeitou a proposta como contraproducente.
Em abril, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, principal líder democrata no Congresso, foi duramente criticada por ter ido a Damasco conversar pessoalmente com o presidente sírio, Bachar Assad.
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Líder democrata encontra presidente da Síria
Em um desafio à política do governo George Walker Bush para o Oriente Médio, a presidente da Câmara de Representantes, deputada Nancy Pelosi, principal líder democrata no Congresso dos Estados Unidos, encontrou-se hoje em Damasco com o presidente da Síria, Bachar al-Assad, considerado um dos maiores inimigos dos americanos na região.
Bush criticou Nancy Pelosi, alegando que o contato com a Síria, acusada pelo Departamento de Estado de apoiar grupos terroristas, "contraproducente". Mas o ex-presidente Jimmy Carter, do Partido Democrata, declarou hoje estar "feliz por ela ter ido. Quando há uma crise, a melhor maneira de resolvê-la é negociar com as pessoas-chaves para solução do problema".
Em outras palavras, a paz negocia-se com o inimigo, não com amigos.
Pelosi está na Síria desde terça-feira, onde manifestou a Assad sua preocupação com o apoio sírios a grupos militantes palestinos que são contra um acordo de paz com Israel e à milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
A Síria é a principal aliada do Irã no mundo árabe, exerce forte influência sobre os muçulmanos libaneses e não está negociando a paz com Israel, que ocupou as Colinas do Golã, na Guerra dos Seis Dias, em 1967, anexando-as em 1981. Israel controla ainda o Mar da Galiléia, que os sírios gostariam de compartilhar, porque fica na fronteira entre os dois países.
No final do ano passado, o Grupo de Estudos sobre o Iraque, presidido pelo ex-secretário de Estado James Baker e pelo ex-deputado democrata Le Hamilton, fez diversas sugestões, inclusive a abertura de diálogo com a Síria e o Irã. Nancy Pelosi, que lidera a oposição à guerra na Câmara e quer marcar prazos para a retirada dos EUA do Iraque, decidiu conversar com Assad.
Do Jardim de Rosas da Casa Branca, Bush mandou sua resposta: "Fotos e encontros com o presidente Assad levam seu governo a acreditar que eles são parte da comunidade internacional, quando, de fato, é um Estado que patrocina o terrorismo".
Bush criticou Nancy Pelosi, alegando que o contato com a Síria, acusada pelo Departamento de Estado de apoiar grupos terroristas, "contraproducente". Mas o ex-presidente Jimmy Carter, do Partido Democrata, declarou hoje estar "feliz por ela ter ido. Quando há uma crise, a melhor maneira de resolvê-la é negociar com as pessoas-chaves para solução do problema".
Em outras palavras, a paz negocia-se com o inimigo, não com amigos.
Pelosi está na Síria desde terça-feira, onde manifestou a Assad sua preocupação com o apoio sírios a grupos militantes palestinos que são contra um acordo de paz com Israel e à milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
A Síria é a principal aliada do Irã no mundo árabe, exerce forte influência sobre os muçulmanos libaneses e não está negociando a paz com Israel, que ocupou as Colinas do Golã, na Guerra dos Seis Dias, em 1967, anexando-as em 1981. Israel controla ainda o Mar da Galiléia, que os sírios gostariam de compartilhar, porque fica na fronteira entre os dois países.
No final do ano passado, o Grupo de Estudos sobre o Iraque, presidido pelo ex-secretário de Estado James Baker e pelo ex-deputado democrata Le Hamilton, fez diversas sugestões, inclusive a abertura de diálogo com a Síria e o Irã. Nancy Pelosi, que lidera a oposição à guerra na Câmara e quer marcar prazos para a retirada dos EUA do Iraque, decidiu conversar com Assad.
Do Jardim de Rosas da Casa Branca, Bush mandou sua resposta: "Fotos e encontros com o presidente Assad levam seu governo a acreditar que eles são parte da comunidade internacional, quando, de fato, é um Estado que patrocina o terrorismo".
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Senador ignora Bush e encontra presidente sírio
O senador democrata Bill Nelson, da Flórida, das comissões das Forças Armadas e de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, ignorando as objeções do governo George W. Bush, encontrou-se durante mais de uma hora com o presidente da Síria, Bachar Assad, em Damasco, para pedir seu apoio à pacificação do Iraque.
Este diálogo com os maiores inimigos estatais dos EUA na região, Irã e Síria, foi uma das propostas do Grupo de Estudos sobre o Iraque, co-presidido pelo ex-secretário de Estado James Baker e o ex-deputado democrata Lee Hamilton, que, na opinião do influente jornal The Washington Post, está sendo ignorado pelos dois partidos.
A iniciativa do senador Nelson mostra que não é tanto assim. Os EUA têm relações diplomáticas limitadas com a Síria, que acusa de apoiar o terrorismo e grupos como o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), principal partido fundamentalista palestino, e o Hesbolá (Partido de Deus), uma milícia fundamentalista xiita libanesa.
Ao sair do encontro, Bill Nelson declarou que "Assad indicou claramente ter desejo de cooperar". O senador pediu apoio para a libertação de soldados israelenses e o dirigente sírio retrucou que Israel tem 20 prisioneiros sírios.
Em Washington, o presidente Bush criticou o governo sírio, acusando-o de ser uma ditadura que não tem o consentimento de seu povo: "O regime sírio deve libertar imediatamente todos os presos políticos", desafiou o presidente dos EUA, citando a seguir os nomes de vários dissidentes. "Estou profundamente perturbado pelos relatos de que prisioneiros doentes não recebem tratamento de saúde adequado, enquanto outros dividem as celas com criminosos comuns violentos."
Os EUA também acusam a Síria de pressionar o governo do Líbano, que aprovou a criação de um tribunal internacional das Nações Unidas para julgar os suspeitos da morte do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri. A maior suspeita recai sobre agentes sírios.
Este diálogo com os maiores inimigos estatais dos EUA na região, Irã e Síria, foi uma das propostas do Grupo de Estudos sobre o Iraque, co-presidido pelo ex-secretário de Estado James Baker e o ex-deputado democrata Lee Hamilton, que, na opinião do influente jornal The Washington Post, está sendo ignorado pelos dois partidos.
A iniciativa do senador Nelson mostra que não é tanto assim. Os EUA têm relações diplomáticas limitadas com a Síria, que acusa de apoiar o terrorismo e grupos como o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), principal partido fundamentalista palestino, e o Hesbolá (Partido de Deus), uma milícia fundamentalista xiita libanesa.
Ao sair do encontro, Bill Nelson declarou que "Assad indicou claramente ter desejo de cooperar". O senador pediu apoio para a libertação de soldados israelenses e o dirigente sírio retrucou que Israel tem 20 prisioneiros sírios.
Em Washington, o presidente Bush criticou o governo sírio, acusando-o de ser uma ditadura que não tem o consentimento de seu povo: "O regime sírio deve libertar imediatamente todos os presos políticos", desafiou o presidente dos EUA, citando a seguir os nomes de vários dissidentes. "Estou profundamente perturbado pelos relatos de que prisioneiros doentes não recebem tratamento de saúde adequado, enquanto outros dividem as celas com criminosos comuns violentos."
Os EUA também acusam a Síria de pressionar o governo do Líbano, que aprovou a criação de um tribunal internacional das Nações Unidas para julgar os suspeitos da morte do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri. A maior suspeita recai sobre agentes sírios.
Assinar:
Postagens (Atom)