O Exército do Líbano impediu as milícias xiitas Hesbolá (Partido de Deus) e Amal (Esperança) de atacar um acampamento no centro de Beirute de manifestantes que protestam contra o governo, o desemprego e a desigualdade social.
A milícia fundamentalista xiita Hesbolá ameaça os manifestantes para manter sua influência sobre o governo. Vai precisar usar mais força para intimidar seus adversários ou terá de aceitar um peso menor dentro do sistema político do país.
Os protestos paralisam o país e o governo desde outubro, quando renunciou o primeiro-ministro sunita Saad al-Hariri. Desde então, os partidos não conseguiram formar um novo governo para fazer as reformas necessárias para enfrentar a crise econômica.
Com dívida pública equivalente a 150% do produto interno bruto, o Líbano está à beira de um calote capaz de agravar ainda mais a crise.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 17 de dezembro de 2019
domingo, 1 de setembro de 2019
Hesbolá dispara mísseis contra base militar do Norte de Israel
A milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) reivindicou a autoria de um ataque de mísseis disparados do Sul do Líbano contra um quartel da Forças de Defesa de Israel (FDI) e uma ambulância militar por volta das 16h pela hora local (10h em Brasília). Foi uma retaliação a um ataque de drones contra alvos do Hesbolá em Beirute, a capital libanesa, uma semana atrás. Ninguém saiu ferido.
Em resposta, Israel disparou mais de cem tiros de artilharia pesada e fez um bombardeio aéreo contra a célula do grupo terrorista de onde partiu o ataque. Quem mora até uma distância de quatro quilômetros da fronteira recebeu a orientação governo israelense de ficar em casa. Os abrigos antiaéreos foram abertos.
As FDI estão de prontidão para realizar novas ações defensivas ou ofensivas. O comandante da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) entrou em contato com as duas partes pedindo que se contenham.
Mais cedo, o primeiro-ministro linha-dura de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu que "o Líbano vai pagar o preço" por permitir ataques partindo de seu território e afirmou que "o Estado de Israel está pronto para qualquer eventualidade."
O primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, adversário político do Hesbolá, apelou aos Estados Unidos e à França para que evitem uma escalada militar na fronteira.
Em resposta, Israel disparou mais de cem tiros de artilharia pesada e fez um bombardeio aéreo contra a célula do grupo terrorista de onde partiu o ataque. Quem mora até uma distância de quatro quilômetros da fronteira recebeu a orientação governo israelense de ficar em casa. Os abrigos antiaéreos foram abertos.
As FDI estão de prontidão para realizar novas ações defensivas ou ofensivas. O comandante da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) entrou em contato com as duas partes pedindo que se contenham.
Mais cedo, o primeiro-ministro linha-dura de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu que "o Líbano vai pagar o preço" por permitir ataques partindo de seu território e afirmou que "o Estado de Israel está pronto para qualquer eventualidade."
O primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, adversário político do Hesbolá, apelou aos Estados Unidos e à França para que evitem uma escalada militar na fronteira.
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Primeiro-ministro Saad Hariri volta ao Líbano e suspende demissão
Dezoito dias depois de anunciar sua demissão pela TV na Arábia Saudita denunciando tentativas de assassinato, o primeiro-ministro Saad Hariri anunciou hoje que suspende sua decisão para discutir o futuro do Líbano com outros líderes políticos.
Hariri voltou ontem a Beirute para participar hoje das comemorações da independência do Líbano, em 1943. A percepção no Líbano é que ele pediu demissão a pedido do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed ben Salman, para pressionar a milícia extremista muçulmana xiita Hesbolá (Partido de Deus), financiada, armada e treinada pelo Irã.
A demissão aumentou a tensão no Líbano, apesar da luta constante do país para não ser contaminado pela guerra civil na vizinha Síria. O líder do Hesbolá, xeique Hassan Nasrallah, e seu aliado, o presidente Michel Aoun, acusaram o regime saudita de sequestrá-lo.
Antes de voltar, Saad Hariri foi à França, a antiga potência colonial, e ao Egito.
Por um acordo para a divisão do poder no Líbano, o presidente é cristão, o primeiro-ministro muçulmano sunita e o presidente do Parlamento muçulmano xiita.
Hariri voltou ontem a Beirute para participar hoje das comemorações da independência do Líbano, em 1943. A percepção no Líbano é que ele pediu demissão a pedido do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed ben Salman, para pressionar a milícia extremista muçulmana xiita Hesbolá (Partido de Deus), financiada, armada e treinada pelo Irã.
A demissão aumentou a tensão no Líbano, apesar da luta constante do país para não ser contaminado pela guerra civil na vizinha Síria. O líder do Hesbolá, xeique Hassan Nasrallah, e seu aliado, o presidente Michel Aoun, acusaram o regime saudita de sequestrá-lo.
Antes de voltar, Saad Hariri foi à França, a antiga potência colonial, e ao Egito.
Por um acordo para a divisão do poder no Líbano, o presidente é cristão, o primeiro-ministro muçulmano sunita e o presidente do Parlamento muçulmano xiita.
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sábado, 18 de novembro de 2017
Primeiro-ministro demissionário do Líbano chega a Paris
Duas semanas depois de sua surpreendente demissão anunciada pela televisão de Riade, na Arábia Saudita, o primeiro-ministro demissionário do Líbano, Saad Hariri, chegou hoje em Paris, onde foi recebido pelo presidente da França, Emmanuel Macron, informou a televisão France 24.
Antiga potência colonial, a França convidou Hariri, que estaria sendo usado pelo novo príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed ben Salman, na sua guerra indireta contra o Irã pela disputa da liderança regional no Oriente Médio.
Ao anunciar sua demissão, em 4 de novembro de 2017, Hariri acusou o Irã e a milícia extremista xiita Hesbolá (Partido de Deus) de tentar matá-lo. Seu pai, Rafik Hariri, foi morto num atentado atribuído aos serviços secretos da Síria em fevereiro de 2005. Ele fez fortuna quando morava na Arábia Saudita, onde nasceu Saad.
O líder do Hesbolá, xeique Hassan Nasrallah, acusou o governo saudita de sequestrar Saad Hariri, que é muçulmano sunita. O presidente libanês, Michel Aoun, um cristão aliado do Hesbolá repetiu a acusação nos últimos dias.
Macron foi a Riade encontrar Hariri e o príncipe MbS. Depois de encontro com o presidente francês em Paris, o primeiro-ministro declarou que vai voltar a Beirute para a festa da independência nacional, em 22 de novembro, e discutir a situação política com Aoun.
"Com respeito à situação política no Líbano, vou a Beirute nos próximos dias, vou participar das celebrações da independência, e é lá que vou tornar conhecidas minhas posição nestas matérias, depois de encontrar o presidente Aoun", anunciou Hariri.
Antes de sair da Arábia Saudita, Hariri negou ter sido mantido no país contra sua vontade.
Antiga potência colonial, a França convidou Hariri, que estaria sendo usado pelo novo príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed ben Salman, na sua guerra indireta contra o Irã pela disputa da liderança regional no Oriente Médio.
Ao anunciar sua demissão, em 4 de novembro de 2017, Hariri acusou o Irã e a milícia extremista xiita Hesbolá (Partido de Deus) de tentar matá-lo. Seu pai, Rafik Hariri, foi morto num atentado atribuído aos serviços secretos da Síria em fevereiro de 2005. Ele fez fortuna quando morava na Arábia Saudita, onde nasceu Saad.
O líder do Hesbolá, xeique Hassan Nasrallah, acusou o governo saudita de sequestrar Saad Hariri, que é muçulmano sunita. O presidente libanês, Michel Aoun, um cristão aliado do Hesbolá repetiu a acusação nos últimos dias.
Macron foi a Riade encontrar Hariri e o príncipe MbS. Depois de encontro com o presidente francês em Paris, o primeiro-ministro declarou que vai voltar a Beirute para a festa da independência nacional, em 22 de novembro, e discutir a situação política com Aoun.
"Com respeito à situação política no Líbano, vou a Beirute nos próximos dias, vou participar das celebrações da independência, e é lá que vou tornar conhecidas minhas posição nestas matérias, depois de encontrar o presidente Aoun", anunciou Hariri.
Antes de sair da Arábia Saudita, Hariri negou ter sido mantido no país contra sua vontade.
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sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Arábia Saudita pede a seus súditos que deixem o Líbano
Em mais um lance de sua guerra indireta contra o Irã, a Arábia Saudita pediu ontem a seus súditos que deixem o Líbano. No sábado passado, durante visita a Riade, a capital saudita, o primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, renunciou denunciando tentativas de assassiná-lo. Ele acusou o Irã e a milícia extremista muçulmana xiita Hesbolá (Partido de Deus), que faz parte do governo do Líbano.
O ministro do Exterior saudita, Adel al-Jubeir, fez um apelo à comunidade internacional em entrevista ao canal americano de notícias econômicas CNBC pela aprovação de "sanções contra o Irã por seu apoio ao terrorismo e por violar resoluções das Nações Unidas sobre mísseis balísticos".
Cinco dias atrás, a defesa antiaérea da Arábia Saudita interceptou um míssil com destino a Riade disparado do Iêmen, onde os rebeldes hutis, xiitas zaiditas sustentados pelo Irã, lutam contra o governo apoiado pelas monarquias petroleiras do Golfo Pérsico. O governo saudita considerou o ataque um "ato de guerra".
Desde 25 de março de 2015, a Arábia Saudita intervém na guerra civil do Iêmen. Sua Força Aérea é acusada de vários ataques com mortes de civis. No momento, os sauditas apoiam um cerco que está causando fome em massa em populações sitiadas.
Al-Jubeir descreveu a situação do Líbano como "desafortunada". Acusou o Hesbolá de "sequestrar o sistema" e de bloquear a ação de Hariri na chefia do governo.
"Devido às circunstâncias na República do Líbano, o reino pede a seus cidadãos que estejam visitando o país ou nele residindo" para saírem o mais rapidamente possível, declarou em nota o Ministério do Exterior saudita.
O ministro do Exterior saudita, Adel al-Jubeir, fez um apelo à comunidade internacional em entrevista ao canal americano de notícias econômicas CNBC pela aprovação de "sanções contra o Irã por seu apoio ao terrorismo e por violar resoluções das Nações Unidas sobre mísseis balísticos".
Cinco dias atrás, a defesa antiaérea da Arábia Saudita interceptou um míssil com destino a Riade disparado do Iêmen, onde os rebeldes hutis, xiitas zaiditas sustentados pelo Irã, lutam contra o governo apoiado pelas monarquias petroleiras do Golfo Pérsico. O governo saudita considerou o ataque um "ato de guerra".
Desde 25 de março de 2015, a Arábia Saudita intervém na guerra civil do Iêmen. Sua Força Aérea é acusada de vários ataques com mortes de civis. No momento, os sauditas apoiam um cerco que está causando fome em massa em populações sitiadas.
Al-Jubeir descreveu a situação do Líbano como "desafortunada". Acusou o Hesbolá de "sequestrar o sistema" e de bloquear a ação de Hariri na chefia do governo.
"Devido às circunstâncias na República do Líbano, o reino pede a seus cidadãos que estejam visitando o país ou nele residindo" para saírem o mais rapidamente possível, declarou em nota o Ministério do Exterior saudita.
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sábado, 4 de novembro de 2017
Primeiro-ministro do Líbano renuncia após "tentativa de assassinato"
Numa surpresa que agrava a tensão no Líbano, o primeiro-ministro Saad Hariri pediu demissão hoje durante visita à Arábia Saudita, depois de uma "tentativa de assassinato" que atribuiu ao Irã e à milícia extremista muçulmana xiita Hesbolá (Partido de Deus).
De acordo com a televisão saudita Al-Arabiya, Hariri foi alvo de uma tentativa de assassinato há poucos dias em Beirute. Em pronunciamento pela televisão feito em Riade, a capital saudita, ele atacou a República Islâmica e sua milícia aliada, e ameaçou "cortar os braços do Irã na região".
"O mal que o Irã espalha na região vai se voltar contra ele", disparou o primeiro-ministro demissionário, acusando Teerã de disseminar o caos, a violência e a destruição no Oriente Médio.
Ele é filho do ex-primeiro-ministro Rafik Harari, assassinado em 14 de fevereiro de 2005 com carro-bomba que matou outras 21 pessoas. Foi o pior atentado terrorista no Líbano desde o fim da Guerra Civil (1975-90), atribuído aos serviços secretos da Síria com a participação do Hesbolá.
Na época, sob grande pressão internacional, o Exército da Síria se retirou do Líbano, onde intervinha militarmente desde 1976, no início da guerra civil entre cristãos e muçulmanos. Vários membros do Hesbolá estão sendo julgados à revelia por um tribunal das Nações Unidas, em Haia, na Holanda, pela morte de Rafik Hariri.
Saad Hariri foi primeiro-ministro de 9 de novembro de 2009 a 13 de junho de 2011. Voltou à chefia do governo do Líbano em 18 de dezembro do ano passado, num governo de união nacional de 30 ministros de que o Hesbolá participa.
O objetivo central do governo de união nacional era evitar o contágio da guerra civil na Síria, onde o ditador alauíta (um ramo do xiismo) Bachar Assad, com o apoio da Rússia, do Irã e de milícias xiitas como o Hesbolá, e o apoio político das minorias sírias, enfrenta grupos rebeldes da maioria sunita sustentados pela Arábia Saudita, o Catar, os Emirados Árabes Unidos e a Turquia.
É uma divisão que se reproduz no Líbano dentro da disputa maior pela liderança no Oriente Médio entre a Arábia Saudita, sunita, uma monarquia absolutista, pátria do islamismo, e o Irã, xiita, republicano e pioneiro da "revolução islâmica".
Hariri acusou o Hesbolá de colocar o Líbano "no olho da tempestade" com sua intervenção na guerra civil da Síria: "Nos últimos anos, o Hesbolá conseguiu impor uma situação política apontando suas armas para o peito dos libaneses e sírios", acusou.
"Declaro minha renuncia ao cargo de primeiro-ministro do governo do Líbano, com a certeza de que a vontade do povo libanês é forte", anunciou Hariri. "Quando assumi o cargo, prometi procurar unir o Líbano e acabar com a divisão política... mas fui incapaz de fazer isso. Apesar de meus esforços, o Irã continua abusando do Líbano."
O presidente Michel Aoun, um veterano cristão da Guerra Civil hoje aliado ao Hesbolá, deve pedir a Hariri que fique no cargo até a formação de um novo governo. Pela Constituição de 1943, quando o Líbano se tornou independente da França, o presidente deve ser cristão, o primeiro-ministro muçulmano sunita e o presidente do Parlamento muçulmano xiita.
De acordo com a televisão saudita Al-Arabiya, Hariri foi alvo de uma tentativa de assassinato há poucos dias em Beirute. Em pronunciamento pela televisão feito em Riade, a capital saudita, ele atacou a República Islâmica e sua milícia aliada, e ameaçou "cortar os braços do Irã na região".
"O mal que o Irã espalha na região vai se voltar contra ele", disparou o primeiro-ministro demissionário, acusando Teerã de disseminar o caos, a violência e a destruição no Oriente Médio.
Ele é filho do ex-primeiro-ministro Rafik Harari, assassinado em 14 de fevereiro de 2005 com carro-bomba que matou outras 21 pessoas. Foi o pior atentado terrorista no Líbano desde o fim da Guerra Civil (1975-90), atribuído aos serviços secretos da Síria com a participação do Hesbolá.
Na época, sob grande pressão internacional, o Exército da Síria se retirou do Líbano, onde intervinha militarmente desde 1976, no início da guerra civil entre cristãos e muçulmanos. Vários membros do Hesbolá estão sendo julgados à revelia por um tribunal das Nações Unidas, em Haia, na Holanda, pela morte de Rafik Hariri.
Saad Hariri foi primeiro-ministro de 9 de novembro de 2009 a 13 de junho de 2011. Voltou à chefia do governo do Líbano em 18 de dezembro do ano passado, num governo de união nacional de 30 ministros de que o Hesbolá participa.
O objetivo central do governo de união nacional era evitar o contágio da guerra civil na Síria, onde o ditador alauíta (um ramo do xiismo) Bachar Assad, com o apoio da Rússia, do Irã e de milícias xiitas como o Hesbolá, e o apoio político das minorias sírias, enfrenta grupos rebeldes da maioria sunita sustentados pela Arábia Saudita, o Catar, os Emirados Árabes Unidos e a Turquia.
É uma divisão que se reproduz no Líbano dentro da disputa maior pela liderança no Oriente Médio entre a Arábia Saudita, sunita, uma monarquia absolutista, pátria do islamismo, e o Irã, xiita, republicano e pioneiro da "revolução islâmica".
Hariri acusou o Hesbolá de colocar o Líbano "no olho da tempestade" com sua intervenção na guerra civil da Síria: "Nos últimos anos, o Hesbolá conseguiu impor uma situação política apontando suas armas para o peito dos libaneses e sírios", acusou.
"Declaro minha renuncia ao cargo de primeiro-ministro do governo do Líbano, com a certeza de que a vontade do povo libanês é forte", anunciou Hariri. "Quando assumi o cargo, prometi procurar unir o Líbano e acabar com a divisão política... mas fui incapaz de fazer isso. Apesar de meus esforços, o Irã continua abusando do Líbano."
O presidente Michel Aoun, um veterano cristão da Guerra Civil hoje aliado ao Hesbolá, deve pedir a Hariri que fique no cargo até a formação de um novo governo. Pela Constituição de 1943, quando o Líbano se tornou independente da França, o presidente deve ser cristão, o primeiro-ministro muçulmano sunita e o presidente do Parlamento muçulmano xiita.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Carro-bomba mata ex-ministro no Líbano
A explosão de um carro-bomba perto de um hotel de luxo numa zona de comércio forte de Beirute matou hoje Mohamed Chatah, ex-ministro das Finanças do Líbano, ex-assessor do ex-primeiro-ministro Saad Hariri e crítico feroz da milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) e do ditador sírio, Bachar Assad.
Outras cinco pessoas morreram na hora e 15 saíram gravemente feridas.
É mais um passo para a desestabilização do Líbano pela guerra civil na vizinha Síria. O Hesbolá negou responsabilidade pelo atentado, mas é o maior suspeito.
Outras cinco pessoas morreram na hora e 15 saíram gravemente feridas.
É mais um passo para a desestabilização do Líbano pela guerra civil na vizinha Síria. O Hesbolá negou responsabilidade pelo atentado, mas é o maior suspeito.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Carro-bomba mata chefe do serviço secreto libanês
Um atentado terrorista com carro-bomba matou oito pessoas hoje no centro de Beirute, inclusive o general Wissan al-Hassan, chefe do serviço secreto das forças de segurança interna e assessor do ex-primeiro-ministro do Líbano Saad Hariri. Ele era considerado um inimigo da Síria Dezenas de pessoas saíram feridas.
Foi o primeiro carro-bomba a explodir na capital libanesa em quatro anos. O governo da Síria e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) condenaram o atentado, mas Hariri acusa a ditadura de Bachar Assad, aliada da República Islâmica do Irã.
O ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, pai de Saad Hariri, foi morto num atentado terrorista com carro-bomba em 14 de fevereiro de 2005. Sua morte deflagrou uma onda de protestos populares contra a intervenção militar síria no Líbano, que durava desde 1976, no início da guerra civil libanesa (1975-90).
Há meses o Líbano teme que a guerra civil síria transborde suas fronteiras e envolva seu país, reacendendo o conflito sectário entre sunitas e xiitas: "Faz tempo que o regime sírio tenta internacionalizar o conflito", admite o jornalista Adbel Bari Atwan, editor-chefe do jornal árabe editado em Londres Al Quods.
"Os agentes sírios estão lá, o Hesbolá está lá. Não se sabe quem foi, mas os sírios são especialistas em carros-bomba e gostariam de iniciar uma guerra civil no Líbano como a que existe na Síria", acrescentou o jornalista.
Foi o primeiro carro-bomba a explodir na capital libanesa em quatro anos. O governo da Síria e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) condenaram o atentado, mas Hariri acusa a ditadura de Bachar Assad, aliada da República Islâmica do Irã.
O ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, pai de Saad Hariri, foi morto num atentado terrorista com carro-bomba em 14 de fevereiro de 2005. Sua morte deflagrou uma onda de protestos populares contra a intervenção militar síria no Líbano, que durava desde 1976, no início da guerra civil libanesa (1975-90).
Há meses o Líbano teme que a guerra civil síria transborde suas fronteiras e envolva seu país, reacendendo o conflito sectário entre sunitas e xiitas: "Faz tempo que o regime sírio tenta internacionalizar o conflito", admite o jornalista Adbel Bari Atwan, editor-chefe do jornal árabe editado em Londres Al Quods.
"Os agentes sírios estão lá, o Hesbolá está lá. Não se sabe quem foi, mas os sírios são especialistas em carros-bomba e gostariam de iniciar uma guerra civil no Líbano como a que existe na Síria", acrescentou o jornalista.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
ONU acusa líderes do Hesbolá por morte de Hariri
Um tribunal especial das Nações Unidas denunciou quatro pessoas pelo assassinato do ex-primeiro-ministro do Líbano Rafik Hariri, em 14 de fevereiro de 2005, inclusive dois membros da milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus).
Mais forte militarmente do que o próprio Exército do Líbano, em protesto contra a acusação esperada, a milícia xiita forçou a queda e a dissolução do governo anterior do país, liderado por Saad Hariri, filho do líder assassinado.
Mais forte militarmente do que o próprio Exército do Líbano, em protesto contra a acusação esperada, a milícia xiita forçou a queda e a dissolução do governo anterior do país, liderado por Saad Hariri, filho do líder assassinado.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Indicado pelo Hesbolá vai chefiar governo libanês
O empresário Najib Mikati foi nomeado primeiro-ministro do Líbano hoje pelo presidente Michel Suleiman, com o apoio da milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), mas nega seguir a linha ideológica do partido.
Depois de descrever a indicação como um "golpe de Estado", o ex-primeiro-ministro Saad Hariri pediu calma a seus partidários, que bloquearam ruas com barricadas de fogo e queimaram um carro da TV Al Jazira.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Hesbolá tem apoio para indicar primeiro-ministro
A milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) já tem o apoi maioria de 65 deputados para aprovar a indicação de um empresário moderado, Najib Mikati, para novo primeiro-ministro do Líbano, mas o ex-primeiro-ministro Saad Hariri recusa-se a trabalhar com a milícia, que forçou a queda de seu governo.
O grupo xiita quer que o país se desligue do tribunal da ONU que investiga a morte do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, pai de Saad, em que pode ser implicado. Derrubou o governo para não ser incriminado. Os partidários de Saad Hariri denunciam um golpe de estado.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Primeiro-ministro volta ao Líbano sem governo
O primeiro-ministro Saad Hariri voltou hoje ao país, onde seu governo foi derrubado pelo Hesbolá e aliados há dois dias, quando ele visitava os Estados Unidos, depois de passar pela França e pela Turquia em busca apoio.
Israel entrou em estado de alerta temendo distúrbios no país vizinho.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Hesbolá retira apoio e derruba governo libanês
A milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), que será acusada em investigação das Nações Unidas pelo assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, e seus aliados retiraram hoje seu apoio ao governo de união nacional do Líbano para forçar sua queda. Onze ministros pediram demissão.
O atual primeiro-ministro, Saad Hariri, é filho do líder assassinado há cinco anos.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Síria e Irã reafirmam aliança
O presidente Mahmoud Ahmadinejad chegou hoje a Damasco e a Síria reafirma a aliança entre os dois países, ignorando os apelos dos Estados Unidos e da França para se aproximar do Ocidente e ajudar a isolar o regime fundamentalista iraniano, suspeito de desenvolver armas nucleares.
Ahmadinejad foi recebido pelo presidente sírio, Bachar Assad, um dia depois que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez um apelo direto à Síria para se afastar do Irã.
Mas o líder sírio acusou os EUA de colonialismo. Assad declarou que "as pressões que estão sendo aplicadas hoje sobre o Irã amanhã pode ser usadas contra outros países".
Em mais uma ameaça a Israel, o dirigente iraniano falou num "novo Oriente Médio sem sionistas". Ahmadinejad afirmou recentemente que, se Israel atacar outro país, deve ser exterminado.
O primeiro-ministro pró-ocidental do Líbano, Saad Hariri, tem acusado o governo direitista israelense de planejar uma nova ofensiva contra seu país.
Como estaria desenvolvendo armas nucleares, o Irã está sob a ameaça de um bombardeio aéreo dos EUA ou de Israel. Se isto acontecer, o Irã vai recorrer a todos os seus aliados para retaliar.
Também teriam participado da reunião em Damasco os líderes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbola (Partido de Deus), xeque Hassan Nasrallah.
Ahmadinejad foi recebido pelo presidente sírio, Bachar Assad, um dia depois que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez um apelo direto à Síria para se afastar do Irã.
Mas o líder sírio acusou os EUA de colonialismo. Assad declarou que "as pressões que estão sendo aplicadas hoje sobre o Irã amanhã pode ser usadas contra outros países".
Em mais uma ameaça a Israel, o dirigente iraniano falou num "novo Oriente Médio sem sionistas". Ahmadinejad afirmou recentemente que, se Israel atacar outro país, deve ser exterminado.
O primeiro-ministro pró-ocidental do Líbano, Saad Hariri, tem acusado o governo direitista israelense de planejar uma nova ofensiva contra seu país.
Como estaria desenvolvendo armas nucleares, o Irã está sob a ameaça de um bombardeio aéreo dos EUA ou de Israel. Se isto acontecer, o Irã vai recorrer a todos os seus aliados para retaliar.
Também teriam participado da reunião em Damasco os líderes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Khaled Mechal, e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbola (Partido de Deus), xeque Hassan Nasrallah.
domingo, 7 de junho de 2009
Governo pró-EUA vence eleições no Líbano
Cerca de 54% dos 3,26 milhões de eleitores libaneses votaram neste domingo para eleger uma nova Assembléia Nacional com 128 deputados. Ao contrário das previsões, a aliança governista, apoiada pelos Estados Unidos e a Arábia Saudita, venceu a oposição liderada pela milícia fundamentalista xiita Hesbolá, apoiada pelo Irã e a Síria.
O governo elegeu 71 deputados e a oposição, 57.
Diante da perspectiva de vitória da coligação pró-Síria, o vice-presidente americano, Joe Biden, chegou a ameaçar com o corte da ajuda dos EUA ao Líbano. O resultado é sobretudo uma derrota do Hesbolá, que acreditava ter aumentando seu cacife eleitoral substancialmente ao resistir à ofensiva israelense de 12 de julho a 14 de agosto de 2006 e pretendia ter esse poder legitimado nas urnas.
A coligação vencedora é liderada pelo deputado Saad Hariri, filho do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, assassinado há quatro anos num atentado terrorista atribuído a um dos serviços secretos sírios, e pelo atual primeiro-ministro, Fouad Siniora.
Do outro lado, estão o Hesbolá, chefiado pelo xeque Hassan Nasrallah, a milícia xiita Amal, liderada pelo presidente do parlamento, Nabih Berri, e até mesmo o general cristão Michel Aoun, que foi para o exílio com a derrota na guerra civil libanesa (1975-90) e voltou aliado de seus ex-inimigos.
O governo elegeu 71 deputados e a oposição, 57.
Diante da perspectiva de vitória da coligação pró-Síria, o vice-presidente americano, Joe Biden, chegou a ameaçar com o corte da ajuda dos EUA ao Líbano. O resultado é sobretudo uma derrota do Hesbolá, que acreditava ter aumentando seu cacife eleitoral substancialmente ao resistir à ofensiva israelense de 12 de julho a 14 de agosto de 2006 e pretendia ter esse poder legitimado nas urnas.
A coligação vencedora é liderada pelo deputado Saad Hariri, filho do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, assassinado há quatro anos num atentado terrorista atribuído a um dos serviços secretos sírios, e pelo atual primeiro-ministro, Fouad Siniora.
Do outro lado, estão o Hesbolá, chefiado pelo xeque Hassan Nasrallah, a milícia xiita Amal, liderada pelo presidente do parlamento, Nabih Berri, e até mesmo o general cristão Michel Aoun, que foi para o exílio com a derrota na guerra civil libanesa (1975-90) e voltou aliado de seus ex-inimigos.
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