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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

EUA apresentam a Israel exigências para futuro de Gaza

 Depois de se ir os países árabes do Golfo Pérsico, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, apresenta nesta terça-feira a Israel as condições dos Estados Unidos para o pós-guerra na Faixa de Gaza, inclusive as exigências dos árabes. 

Qualquer acordo deve garantir a segurança de Israel e a libertação de todos, incluir um governo palestino unificado para a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, encaminhar a integração de Israel na região e abrir caminho para a criação de um país palestino independente.

Na quarta viagem ao Oriente Médio desde o início da guerra, Blinken se encontra hoje com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que rejeita a criação de um Estado palestino e passou toda a vida política lutando contra isso. Mas agora os árabes exigem a independência da Palestina para normalizar as relações com Israel.

Um dia depois que o secretário Blinken alertou para o risco de uma "metástase", de uma ampliação do conflito, um bombardeio de Israel ao Sul do Líbano matou Wissan Hassan al-Tawil, um dos comandantes de uma tropa de elite da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).

Desde o início da guerra, há escaramuças entre Israel e o Hesbolá no Norte de Israel e no Sul do Líbano, mas é evidente que a milícia xiita não quer uma guerra total. Israel fica testando os limites. Em 2 de janeiro, matou o vice-líder do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Saleh al-Arouri, num reduto do Hesbolá no Sul de Beirute, e agora Al-Tawil. 

O enviado especial do governo Joe Biden para o Líbano, Amos Hochstein, tenta negociar uma saída diplomática com o primeiro-ministro interino do Líbano, Najib Mikati, que prometeu retirar o Hesbolá da fronteira, mas a miliícia xiita é mais poderosa do que o Exército libanês.

sábado, 23 de março de 2013

Guerra civil síria derruba governo no Líbano

Com a sociedade libanesa cada vez mais dividida pela guerra civil na vizinha Síria, o primeiro-ministro Najib Mikati entregou hoje seu pedido de demissão ao presidente Michel Suleiman. Sua renúncia fora anunciada ontem, depois que o bloco parlamentar liderado pela milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) impediu a formação de uma comissão para fiscalizar as próximas eleições parlamentares.

O presidente pediu ao primeiro-ministro demissionário que fique no cargo até a formação de um novo governo. Ao sair do Palácio Baabda, Mikati declarou que sua decisão abriu caminho para um diálogo nacional e a formação de governo de "salvação nacional", noticia o jornal libanês The Daily Star.

Além de ter uma milícia considerada mais poderosa do que o Exército do Líbano, o Hesbolá é um dos maiores partidos políticos do país e tem uma ampla rede de assistência social, voltada sobretudo para a comunidade xiita, uma das mais pobres do país.

A renúncia do governo acontece num momento especialmente difícil para seu país pequeno e frágil. O Hesbolá, financiado e armado pelo regime fundamentalista do Irã, apoia e luta ao lado do ditador sírio, Bachar Assad, da seita alauíta, um dos ramos do xiismo. Já os sunitas apoiam os rebeldes.

Cada vez mais o Exército sírio ataca do outro lado da fronteira. Alega estar atingindo bases e linhas de suprimento da oposição armada. Na segunda-feira, fez o primeiro bombardeio contra um alvo em território libanês.

Além disso, o Líbano está sob pressão com a entrada no país de 400 mil refugiados da guerra civil na Síria, onde mais de 70 mil pessoas foram mortas nos últimos dois anos, observa o jornal The Washington Post.

Sem uma liderança política, o Líbano corre o risco de ser cada vez mais envolvido no conflito da Síria, um país arrasado que terá enormes dificuldades para se reconstruir e pode viver muito tempo num estado de fragmentação, como acontece com o Líbano desde a guerra civil de 1975-90.

O Hesbolá luta abertamente ao lado de Assad. A queda da ditadura síria seria um duro golpe para a milícia xiita e seu padrinho político, a República Islâmica do Irã.

Com o reatamento de relações entre Israel e a Turquia, promovido pelo presidente Barack Obama, e a provável queda de Assad, o Irã ficaria mais isolado e o Hesbolá perderia seus dois patrocinadores. Está perto de uma situação de pânico, o que o torna ainda mais perigoso.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Indicado pelo Hesbolá vai chefiar governo libanês

O empresário Najib Mikati foi nomeado primeiro-ministro do Líbano hoje pelo presidente Michel Suleiman, com o apoio da milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), mas nega seguir a linha ideológica do partido.

Depois de descrever a indicação como um "golpe de Estado", o ex-primeiro-ministro Saad Hariri pediu calma a seus partidários, que bloquearam ruas com barricadas de fogo e queimaram um carro da TV Al Jazira.