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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Governo é suspeito de ataque químico na guerra civil da Síria

Um helicóptero fez ontem um ataque com armas químicas na cidade de Saraquebe, na província de Idlibe, informou a televisão pública britânica BBC citando fontes médicas. Dois barris foram jogados na cidade, que fica perto do local onde um helicóptero militar da Rússia havia sido abatido horas antes.

Cerca de 30 casos de intoxicação por cloro foram confirmados por um médico local. A maioria das vítimas é mulher ou criança.

Não foi o primeiro ataque químico a Saraquebe. Em 2013, houve outro bombardeio com cloro à cidade na guerra civil da Síria. A ditadura de Bachar Assad nega.

A Convenção Internacional para Proscrição de Armas Químicas proíbe o uso de armas contendo cloro, um elemento que irrita os olhos e a pele, sufocamento e faz botar sangue pela boca. De 270 a 400 mil pessoas foram mortas em cinco anos e cinco meses de guerra civil na Síria.

sábado, 30 de novembro de 2013

EUA vão destruir armas químicas da Síria no mar

Os Estados Unidos vão destruir no mar parte das armas químicas entregues pela ditadura de Bachar Assad para evitar um bombardeio à Síria, anunciou hoje a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), encarregada de executar e fiscalizar a Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção, Armazenagem e Uso de Armas Químicas e sua Destruição.

A hidrólise será usada para neutralizar os agentes químicos mais letais, a partir de 31 de dezembro de 2013. A tarefa para destruir completamente o arsenal químico da Síria deve levar anos. Há vários riscos envolvidos, mas não há garantia absoluta de que o regime sírio não tenha escondido uma parte de suas armas químicas nem que não vá mais usá-las.

Em setembro de 2012, o presidente americano, Barack Obama, advertiu Assad de que uso de armas químicas seria uma linha vermelha. Se o regime sírio atacasse os rebeldes que tentam derrubar o governo desde 15 de março de 2011, os EUA interviriam militarmente na guerra civil da Síria.

Logo depois de um ataque com armas químicas contra o bairro de Guta, na periferia de Damasco, a capital síria, em 21 de agosto numa área que o Exército tentava recuperar, a Síria negou responsabilidade, atribuindo a ação aos rebeldes. Mas o governo dos EUA afirmou ter provas conclusiva da culpa de Assad e começou a articular uma resposta armada com suas aliados europeus.

A França imediatamente apoiou um bombardeio para punir Assad pelo uso de armas químicas, mas o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, não conseguiu autorização do Parlamento Britânico para usar a força antes da conclusão das investigações da ONU. Cameron entendeu que os deputados refletiam a oposição da opinião pública a uma ação armada e desistiu.

Quando o secretário de Estado americano, John Kerry, declarou em Londres que a única maneira de evitar um ataque seria a entrega pela Síria de todo o arsenal químico à OPAQ para destruição, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se dispôs a mediar a questão com o governo sírio. Assad concordou em entregar as armas.

Ainda há dúvidas se a Síria realmente revelou a lista completa dos locais de produção e estocagem dar armas proibidas. O recuo de Obama tem sido interpretado como um sinal de fraqueza, a ponto da revista Forbes escolher Putin como o homem mais poderoso do mundo, uma piada de mau gosto.

Se o objetivo de Obama era evitar o uso de armas químicas, pelo menos temporariamente ele conseguiu. Afinal, como disse Sun Tzu em A Arte da Guerra, a maior vitória na guerra é derrotar o inimigo moralmente fora do campo de batalha, ou seja, na guerra moderna, sem disparar um tiro. Isso não é sinal de fraqueza.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Assad exige fim de ameaça para entregar armas

Em tom de desafio, o ditador Bachar Assad, reassegurado pelo adiamento do bombardeio dos Estados Unidos à Síria diante da iniciativa diplomática da Rússia, admitiu pela primeira vez que seu regime tem armas químicas, mas exigiu o fim da ameaça de uso da força para entregar suas armas químicas para destruição pelas Nações Unidas.

Durante entrevista à televisão russa, Assad reafirmou a disposição de seu governo de assinar a Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Fabricação, Estocagem e Uso de Armas Químicas e sua Destruição. Isso lhe daria 30 dias para revelar onde estão as armas proibidas.

"Isso não vai acontecer unilateralmente", advertiu Assad. "Os EUA precisam parar de ameaçar a Síria".

Neste momento, o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, acabam de dar entrevista coletiva em que os EUA advertiram que a negociação "não é um jogo" e que "deve haver consequências" se o acordo não for cumprido.

Lavrov alegou que a posição política da Rússia estava claramente exposta em artigo do presidente Vladimir Putin publicado ontem no jornal The New York Times, alegando que ignorar o Conselho de Segurança levaria a ONU ao mesmo destino da Liga das Nações, extinta depois de não conseguir evitar a Segunda Guerra Mundial.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Obama: mundo criou linha vermelha contra armas químicas

Ao defender sua decisão de bombardear a Síria para punir a ditadura de Bachar Assad pelo uso de armas químicas na guerra civil do país, o presidente Barack Obama afirmou que não foi ele, mas a sociedade internacional, que estabeleceu uma linha vermelha contra esse tipo de armamento.

Em agosto de 2012, o presidente dos Estados Unidos advertira que o uso ou movimentação de armas químicas pelo território sírio seria o limite além do qual a Síria estaria sujeita a uma intervenção militar internacional.

Se houve um consenso, alegou Obama, é preciso agir para manter a credibilidade da Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção, Estocagem e Uso de Armas Químicas e sua Destruição, assinada por 165 países, que entrou em vigor em 1997, lembrando que mais de 400 crianças foram mortas no ataque contra a periferia de Damasco, em 21 de agosto de 2013.

Pelo segundo dia seguido, os secretários de Estado, John Kerry, e da Defesa dos EUA, Chuck Hagel, defendeu no Congresso a decisão de Obama de atacar a Síria, que será submetida à aprovação da Câmara e do Senado na próxima semana.

"Este é um daqueles momentos decisivos da História como em Munique", alegou Kerry há pouco, comparando a situação com a conferência em que a França e a Grã-Bretanha cederam a Tcheco-Eslováquia a Hitler, em 1939, na esperança de evitar o início da Segunda Guerra Mundial. Citou ainda um navio com refugiados judeus que não foram aceitos na Flórida e terminaram morrendo em câmaras de gás.