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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Produtos de leite integral reduzem risco cardíaco e prolongam a vida

Quem consome produtos lácteos corre menor risco de doenças cardiovasculares do quem os evita. Quem consome leite integral e derivados tem menor risco de doenças cardiovasculares e vida mais longa, de acordo com uma pesquisa global divulgada pela revista médica britânica The Lancet, que contraria a opinião dominante.

A pesquisa examinou os hábitos alimentares de mais de 130 mil pessoas de 21 países e cinco continentes. A conclusão é que consumir três porções diárias de leite e derivados reduz as taxas de doenças cardiovasculares e de mortalidade. O leite integral traz benefícios ainda maiores à saúde.

O estudo considera uma porção copo de leite, um pote de iogurte, uma fatia de queijo ou uma colher de chá de manteiga.

Até agora, os médicos recomendavam a ingestão diária de duas a quatro porções de leite desnatado ou semidesnatado e evitar leite integral e derivados.

Entre as conclusões, os pesquisadores recomendam o aumento do consumo de leite integral nas regiões que menos consomem, inclusive o Sul da Ásia, o Sudeste Asiático e a África.

Para o principal autor do relatório da pesquisa, o professor Mahshid Dehghan, da Universidade McMaster, no Canadá, a pesquisa sugere que "o consumo da produtos lácteos pode ser benéfico para reduzir a mortalidade e as doenças cardiovasculares, especialmente em países de renda média ou baixa onde o consumo de produtos lácteos é muito menor do que na América do Norte e na Europa."

A presidente da Fundação Britânica do Coração, Victoria Taylor, advertiu que é cedo para chegar a conclusões definitivas. Como os participantes tinham idades muito variadas, talvez o período de nove anos da pesquisa não fosse suficiente para avaliar o impacto de longo prazo.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sobreviventes de câncer na infância têm maior risco cardiovascular

Os sobreviventes de câncer na infância correm maior risco de terem problemas como hipertensão, excesso de peso e obesidade. Em consequência da quimioterapia e da radioterapia, podem ter problemas cardiovasculares e metabólicos, indica uma pesquisa publicada hoje na revista científica Journal of Adolescent and Young Adult Oncology (JAYAO).

No artigo Saúde Metabólica em Sobreviventes de Câncer na Infância: um estudo longitudinal de longo prazo, os pesquisadores da Universidade de Sídnei, na Austrália, e da Universidade Linkoping, na Suécia, relatam que a hipertensão é comum em quem teve câncer na infância e está livre da doença há pelo menos cinco, afetando um em cada cinco sobreviventes. A proporção aumenta quando os homens chegam à idade adulta.

"A síndrome metabólica está se tornando cada vez mais relevante para jovens sobreviventes do câncer", acrescentou o editor, Leonard Sender, da Universidade da Califórnia em Irvine e do Hospital da Criança de Orange, na Califórnia.

O artigo é assinado por Harriet Gunn, Melissa Gabriel, Ann Maguire e Katherine Steinbeck, do Hospital da Criança em Westmead e da Universidade de Sídnei; e Hanna Emilsson, da Universidade Linkoping. Está disponível de graça somente hoje.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Bebidas açucaradas causam 184 mil mortes por ano

Você pode achar refrescante e borbulhante, um alívio para o calor ou uma dose extra de açúcar para dar energia, mas os cientistas desaconselham o consumo de refrigerantes e bebidas açúcaradas, responsáveis por 184 mil mortes por ano no mundo, sendo 25 mil só nos Estados Unidos.

Em relatório publicado ontem na revista científica Circulation, pesquisadores da Universidade Tufts, de Medford, no estado de Massachusetts, concluíram que os refrigerantes e similares causam a cada ano 133 mil mortes por diabetes, 45 mil por doenças cardiovasculares e 6.450 por cânceres.

Cerca de três quartos destas mortes ocorrem em países em desenvolvimento. A América Latina tem índice de mortalidade elevado. O México puxa a lista mundial com 405 mortes para cada 1 milhão de adultos, num total de 24 mil ano, proporcionalmente mais do que nos EUA.

O Brasil é o sétimo do mundo na lista proporcional, com 82,1 mil mortes por ano para cada 100 milhões de habitantes.

A pesquisa coletou dados sobre dietas, mortes e doenças de mais de 600 mil pessoas desde 2010 para avaliar o impacto das bebidas açucaradas, que incluem refrigerantes gasosos, bebidas a base de frutas, energéticos, chás gelados açucarados e refrescos preparados em casa.

De acordo com a Associação Americana do Coração, a sociedade de cardiologia dos EUA, bebidas aúcaradas são a principal fonte de açúcar adicionado à dieta dos americanos. Em 2015, o Comitê de Aconselhamento de Diretrizes de Dieta recomendou a substituição dos refrigerantes por leite e sucos de frutas 100% naturais.

A Associação Americana das Bebidas, a federação empresarial do setor, reagiu alegando que "o estudo não mostra que consumir bebidas açucaradas causa doenças crônicas e que os próprios autores admitem que, na melhor das hipóteses, estão apenas estimando os efeitos do consumo de bebidas açucaradas."

O diretor da Escola Friedman de Política e Ciência da Nutrição, o médico Dariush Mozaffarian, um dos relatores da pesquisa, respondeu: "Se o argumento da indústria do açúcar é que não há correlação, está errado."

terça-feira, 13 de março de 2012

Carne aumenta risco de câncer e doenças cardíacas

O consumo regular de carne vermelha - especialmente de carnes processadas - aumenta em 20% o risco de ter câncer e doenças do coração, concluiu uma grande pesquisa realizada nos Estados Unidos com mais de 120 mil pessoas.

Cada porção adicional de carne vermelha, o equivalente a um cachorro quente ou duas tiras de bacon, aumenta o risco de vida. Sua substituição por peixe, aves ou proteínas vegetais traz benefícios significativos para a saúde humana, afirma a pesquisa publicada na revista científica Archives of Internal Medicine. Nozes e castanhas reduzem o risco em 20%.

Dos 121.342 participantes da pesquisa, 23.926 morreram, sendo 9.364 de câncer e 5.910 do coração.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Dieta mediterrânea reduz risco cardíaco

Uma dieta no estilo dos países europeus do Mar Mediterrâneo, baseada em pescado, grãos, frutas, legumes, hortaliças, azeite de oliva e consumo moderado de bebidas alcoólicas, reduz as chances de ataque cardíaco, derrames, tromboses e outros acidentes vasculares, confirma uma nova pesquisa realizada com moradores de Nova York.

Durante nove anos, a equipe do professor Clinton Wright, da Universidade de Miami, acompanhou os hábitos alimentares de 2,5 mil residentes do Norte da Ilha de Manhattan, uma região onde 63% são hispânicos, 20% negros e 15% brancos. Negros e hispânicos têm alta incidência de problemas cardiovasculares e não havia informações suficientes a respeito.

Mais de 300 pessoas morreram durante a pesquisa. Quem adotou a dieta mediterrânea teve o risco cardíaco reduzido em 9%.

As conclusões foram relatadas na publicação American Journal of Clinical Nutrition, citado pela agência de notícias Reuters.