CAMBRIDGE-MA, EUA - Mais da metade dos Estados Unidos está coberto de neve na primeira de onda de frio do inverno, que oficialmente só começa daqui a um mês. O recorde é na cidade de Búfalo, no estado de Nova York, que fica junto à Região dos Lagos, na fronteira do Canadá, onde caíram quase 1,90 metro de neve e vem mais por aí. Pelo menos seis pessoas morreram, quatro do coração e duas em acidentes quando tentavam remover a neve.
Só o Sul da Flórida e a Califórnia foram poupados de temperaturas negativas. Ontem, a cidade de Nova Orleans, no Golfo do México, registrou temperatura menor do que o estado do Alasca. Na capital da Geórgia, Atlanta, também no Sul, os termômetros caíram a -8º C.
Os bombeiros tentam resgatar quem ficou em veículos retidos pela tempestade. No estado de Nova York, o ônibus da equipe feminina de basquete da Universidade de Niágara ficou preso mais de 24 horas na neve. Em Búfalo, os moradores estão indo às casas dos vizinhos idosos para ver se precisam de alguma ajuda, se têm água e alimentos para suportar o frio.
As cidades de Nova York e Boston, normalmente muito castigadas pelo frio, enfrentam temperaturas de poucos graus abaixo de zero. Com o sol forte, o termômetro sobe até temperaturas positivas em torno do meio-dia, mas os serviços de meteorologia advertem: "Não se deixem enganar pelo sol." Por causa do vento, a sensação térmica pode ser equivalente a -16º C.
No domingo, a temperatura debe subir para mínimas positivas. O frio volta a atacar na quarta-feira da próxima semana.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Enchente na Inglaterra é sintoma do aquecimento global
As tempestades e enchentes sem precedentes que atingem a Inglaterra são um alerta para os riscos decorrentes do aquecimento global, afirma lorde Nicholas Stern, economista e professor da London School of Economics, informa o jornal inglês The Guardian. Stern foi autor de um relatório de 700 páginas publicado em 2006 a pedido do governo do Reino Unido sobre o impacto econômico da mudança do clima.
Mais de 500 microrregiões da Inglaterra estão em estado de alerta para inundações; em 23, a situação é considerada muito grave, noticia a televisão pública britânica BBC.
O Relatório Stern advertiu que, se nada for feito, o agravamento do efeito estufa terá um custo anual de 5% do produto mundial. Se todos os impactos diretos e indiretos forem computados, essa perda pode chegar a 20%. Recentemente, Stern declarou que acredita ter sido otimista: a realidade é muito pior.
Em artigo publicado hoje no Guardian, o economista destaca que os sete anos mais quentes e os cinco anos com mais chuva da história do Reino Unido foram registrados desde o ano 2000. As chuvas deste inverno são as maiores desde 1776, quando a estatística começou a ser feita.
"Se não cortarmos as emissões [dos gases que aquecem a atmosfera], a temperatura pode crescer quatro graus centígrados ou mais acima dos níveis da era pré-industrial até o fim do século", escreveu Stern. Uma grande mudança climática "poderia causar uma migração em massa de centenas de milhões de pessoas das áreas mais afetadas. Isto levaria ao conflito e à guerra, não à paz e à prosperidade."
Na sua opinião, "a inação só pode ser justificada se tivermos uma grande confiança em que os riscos do aquecimento global são pequenos. Não é o que nos ensinam 200 anos de ciência climática. Os riscos são enormes."
Mais de 500 microrregiões da Inglaterra estão em estado de alerta para inundações; em 23, a situação é considerada muito grave, noticia a televisão pública britânica BBC.
O Relatório Stern advertiu que, se nada for feito, o agravamento do efeito estufa terá um custo anual de 5% do produto mundial. Se todos os impactos diretos e indiretos forem computados, essa perda pode chegar a 20%. Recentemente, Stern declarou que acredita ter sido otimista: a realidade é muito pior.
Em artigo publicado hoje no Guardian, o economista destaca que os sete anos mais quentes e os cinco anos com mais chuva da história do Reino Unido foram registrados desde o ano 2000. As chuvas deste inverno são as maiores desde 1776, quando a estatística começou a ser feita.
"Se não cortarmos as emissões [dos gases que aquecem a atmosfera], a temperatura pode crescer quatro graus centígrados ou mais acima dos níveis da era pré-industrial até o fim do século", escreveu Stern. Uma grande mudança climática "poderia causar uma migração em massa de centenas de milhões de pessoas das áreas mais afetadas. Isto levaria ao conflito e à guerra, não à paz e à prosperidade."
Na sua opinião, "a inação só pode ser justificada se tivermos uma grande confiança em que os riscos do aquecimento global são pequenos. Não é o que nos ensinam 200 anos de ciência climática. Os riscos são enormes."
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Nordeste dos EUA espera pior nevasca em cem anos
Já começou a nevar em Nova York e Boston. Do estado de Nova York até o Maine, o Nordeste dos Estados Unidos se prepara para a que pode ser a maior nevasca em cem anos.
Em Boston, a neve pode chegar a 90 centímetros, prevê o jornal The Boston Globe. Os ventos podem chegar a 100 km/h. Todos os voos foram cancelados. Os trens estão parados desde ontem. Mais de 300 estradas do estado de Massachusetts receberam sal para dificultar o congelamento.
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, muito criticado pela reação a uma nevasca em dezembro de 2010, garantiu que desta vez a maior cidade americana está preparada: "Nossa maior preocupação é garantir que as pessoas cheguem em casa com segurança depois do trabalho e não abandonem seus carros no meio da rua", reportou o jornal The New York Times.
Em Boston, a neve pode chegar a 90 centímetros, prevê o jornal The Boston Globe. Os ventos podem chegar a 100 km/h. Todos os voos foram cancelados. Os trens estão parados desde ontem. Mais de 300 estradas do estado de Massachusetts receberam sal para dificultar o congelamento.
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, muito criticado pela reação a uma nevasca em dezembro de 2010, garantiu que desta vez a maior cidade americana está preparada: "Nossa maior preocupação é garantir que as pessoas cheguem em casa com segurança depois do trabalho e não abandonem seus carros no meio da rua", reportou o jornal The New York Times.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Tempestade mata 436 nas Filipinas
Pelo menos 436 pessoas morreram por causa da tempestade tropical Washi, nas Filipinas. Outras centenas estão desaparecidas, informa o jornal The New York Times.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Tempestade tropical se aproxima do Haiti
A tempestade tropical Emily deve atingir hoje o Haiti, onde mais de 630 mil pessoas estão desabrigadas desde o terremoto de 12 de janeiro de 2010. A previsão é de 250 milímetros de chuva, informa o jornal americano Miami Herald.
"Por ora, Deus é minha única salvação", declarou Jean-Julien no meio do acampamento improvisado ao lado das ruínas do Palácio Nacional, em Porto Príncipe. "Eu iria para outro lugar se pudesse, mas não tenho para onde ir".
Depois do terremoto, a sociedade internacional prometeu uma ajuda de cerca de US$ 10 bilhões ao Haiti, o país mais pobre da América. O resultado até agora é pífio.
Mais uma vez, apesar das promessas em contrário, feitas inclusive pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, em entrevista a este repórter para a TV Brasil, a sociedade internacional abandona o Haiti.
Mais uma vez, apesar das promessas em contrário, feitas inclusive pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, em entrevista a este repórter para a TV Brasil, a sociedade internacional abandona o Haiti.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Tempestade mata 62 pessoas na Europa
Uma violenta tempestade atingiu a Europa no domingo, matando pelo menos 62 pessoas, sendo 48 na França, onde foi a pior tormenta desde 1999, e sete na Alemanha.
Cerca de 900 mil franceses ficaram sem energia elétrica. O primeiro-ministro François Fillon falou em "tragédia nacional" e convocou uma reunião ministerial de emergência.
Nos Montes Pirineus, os ventos chegaram a 200 quilômetros horários e, nas Ilhas Canárias, a 190 km/h.
Cerca de 900 mil franceses ficaram sem energia elétrica. O primeiro-ministro François Fillon falou em "tragédia nacional" e convocou uma reunião ministerial de emergência.
Nos Montes Pirineus, os ventos chegaram a 200 quilômetros horários e, nas Ilhas Canárias, a 190 km/h.
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