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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Enchente na Inglaterra é sintoma do aquecimento global

As tempestades e enchentes sem precedentes que atingem a Inglaterra são um alerta para os riscos decorrentes do aquecimento global, afirma lorde Nicholas Stern, economista e professor da London School of Economics, informa o jornal inglês The Guardian. Stern foi autor de um relatório de 700 páginas publicado em 2006 a pedido do governo do Reino Unido sobre o impacto econômico da mudança do clima.

Mais de 500 microrregiões da Inglaterra estão em estado de alerta para inundações; em 23, a situação é considerada muito grave, noticia a televisão pública britânica BBC.

O Relatório Stern advertiu que, se nada for feito, o agravamento do efeito estufa terá um custo anual de 5% do produto mundial. Se todos os impactos diretos e indiretos forem computados, essa perda pode chegar a 20%. Recentemente, Stern declarou que acredita ter sido otimista: a realidade é muito pior.

Em artigo publicado hoje no Guardian, o economista destaca que os sete anos mais quentes e os cinco anos com mais chuva da história do Reino Unido foram registrados desde o ano 2000. As chuvas deste inverno são as maiores desde 1776, quando a estatística começou a ser feita.

"Se não cortarmos as emissões [dos gases que aquecem a atmosfera], a temperatura pode crescer quatro graus centígrados ou mais acima dos níveis da era pré-industrial até o fim do século", escreveu Stern. Uma grande mudança climática "poderia causar uma migração em massa de centenas de milhões de pessoas das áreas mais afetadas. Isto levaria ao conflito e à guerra, não à paz e à prosperidade."

Na sua opinião, "a inação só pode ser justificada se tivermos uma grande confiança em que os riscos do aquecimento global são pequenos. Não é o que nos ensinam 200 anos de ciência climática. Os riscos são enormes."

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Trens e metrô voltam aos poucos em Nova York

Dois dias depois da pior inundação de sua história, a cidade de Nova York teve hoje à tarde o reinício de uma operação limitada pelas consequências da supertempestade Sandy, informou hoje o governador do estado, Andrew Cuomo.

O metrô, que teve várias estações alagadas, volta a funcionar parcialmente amanhã entre a ilha de Manhattan e o bairro do Brooklyn. Por ordem do prefeito Michael Bloomberg, só podem atravessar as pontes do Rio Leste carros com pelo menos três pessoas.

Nova York foi atingida pela "tempestade do século" em 1992. Desta vez, 20 anos depois, foi ainda pior, o que levou Bloomberg a falar em aquecimento global, um tema ignorando na campanha para a eleição de 6 de novembro de 2012.

Em entrevista à CNN, o climatólogo Michael Oppenheimer, professor da Universidade de Princeton, disse que o modelo europeu previu a formação de Sandy. Com o aumento da temperatura do planeta, ele acredita que será necessário erguer barreiras de contenção do mar em áreas costeiras.

Pelo menos 61 pessoas morreram só nos Estados Unidos e uma no Canadá, além das 67 mortes na região do Mar do Caribe (Jamaica, Cuba e Haiti), onde Sandy passou como um furacão.Cerca de 8 milhões de pessoas ficaram sem eletricidade nos EUA. O serviço está sendo restabelecido lentamente.

O prejuízo total já está sendo estimado em US$ 50 bilhões.

Hoje à tarde, o presidente Barack Obama vista Atlantic City, no estado de Nova Jérsei, talvez a cidade mais atingida por Sandy, informa a agência Reuters. Obama tenta faturar politicamente o fato de seu adversário, o ex-governador Mitt Romney, ter defendido o fechamento da agência federal para combate a catástrofes naturais.

Antes da tragédia, o candidato republicano declarou que gostaria que a responsabilidade fosse transferida "para os estados ou, de preferência, para o setor privado".