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quinta-feira, 3 de maio de 2018

Inflação da Zona do Euro cai para 1,2% ao ano

O crescimento de preços nos 19 países da Europa que usam o euro como moeda continua fraco, abaixo de meta inflacionária do Banco Central Europeu (BCE), de 2% ao ano. Em abril, baixou para 1,2%, depois de uma alta de 1,3% em março, informou hoje o Eurostat, escritório oficial de estatísticas da União Europeia.

O núcleo do índice, expurgados os preços voláteis de energia e alimentos, ficou em 0,7%. Em março, foi de 1%.

Na semana passada, o presidente do BCE, o italiano Mario Draghi, manifestou a esperança de que o crescimento pressione o índice de inflação a atingir a meta. A expansão de apenas 0,4% no primeiro trimestre ronda a estagnação e pode ter o efeito contrário, reduzindo a alta nos preços.

O presidente do Bundesbank, o banco central da Alemanha, Jens Weidmann, um dos falcões contrários a programas de estímulo com dinheiro público, declarou hoje que os formuladores da política monetária da Eurozona esperam que a inflação suba para 1,7% em 2020.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Inflação na Alemanha cai para 0,1% ao ano

Com a Alemanha à beira da deflação e a Zona do Euro ameaçada pela estagnação e a queda de preços, cresce a pressão para o Banco Central Europeu (BCE) adotar políticas de compra de títulos públicos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e assim estimular a economia, como fizeram os Estados Unidos e o Reino Unido. Em dezembro, o índice de crescimento de preços ao consumidor alemão baixou para 0,1% ao ano. É o menor desde outubro de 2009.

Na Eurozona como um todo, a inflação ficou em 0,3% ao ano em novembro. No mês passado, a Espanha registrou deflação de 1,1%. Diante do dado da Alemanha, a expectativa dos analistas é de uma queda de 0,1% nos preços da região.

O euro caiu a sua menor cotação em nove anos, comprando US$ 1,19.

"Claramente, existe uma alta probabilidade de deflação na Eurozona", reconhece o economista Carsten Brzeski, do banco holandês ING, baseado em Frankfurt. "Aumenta a pressão para o BCE agir."

A próxima reunião do BCE está marcada para 22 de janeiro de 2015. A Alemanha impôs a austeridade fiscal à Eurozona por não querer bancar as dívidas da Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália. Com a obsessão anti-inflacionária que vem da hiperinflação de 1923, é o país que mais resiste às políticas de "alívio quantitativo".

Por isso, a Europa é a única região do mundo que ainda não superou a crise que agora se renova com a deflação e a ameaça de eleição na Grécia de um governo contrário às políticas de austeridade fiscal. O presidente linha-dura do Bundesbank, o banco central alemão, Jens Weidmann, atacou as propostas de compra de títulos alegando que a baixa nos preços do petróleo será suficiente para estimular o crescimento europeu.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Bundesbank reduz à metade previsão de crescimento da Alemanha

O Bundesbank, o banco central da Alemanha, cortou ao meio sua previsão de crescimento para a economia do país em relação à expectativa anterior, de seis meses atrás. Pela nova projeção, a maior economia da Europa e quarta do mundo deve avançar apenas 1% em 2015, em vez dos 2% estimados em junho, confirmando a estagnação da União Europeia.

Na perspectiva econômica divulgada hoje, o Bundesbank reduziu a expectativa para 2014 de expansão de 1,9% para 1,4%. A previsão para 2016 caiu de 1,8% para 1,6%.

Apesar da estagnação do bloco europeu, a região com a recuperação mais lenta desde a crise de 2008-9, o governo da primeira-ministra alemã, Angela Merkel, insiste em equilibrar o orçamento em 2015, eliminando o déficit que poderia ser usado para estimular o crescimento, uma margem de manobra que as outras grandes economias do continente não têm.

Para o presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, um dos falcões defensores da austeridade fiscal criticada na França e na Itália, há esperança de que a atual fase de crescimento medíocre seja passageira.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Bundesbank adverte para o risco das bitcoins

O Bundesbank, o poderoso banco central da Alemanha, advertiu hoje para o risco de moedas virtuais como as bitcoins, que são altamente especulativas e não têm a menor garantia.

Em entrevista ao jornal alemão Handelsblatt, Carl-Ludwig Thiele, diretor do Bundesbank, lembrou que "não há qualquer garantia estatal. Os investidores podem perder todo o seu dinheiro. O banco está advertindo enfaticamente sobre estes riscos".

Os comentários de Thiele seguem na linha do alerta feito pelo Banco Central Europeu a respeito dos enormes riscos especulativos das bitcoins. No mês passado, a China proibiu as casas de câmbio virtuais de aceitar dinheiro novo para a compra de bitcoins.

Sua crescente popularidade atraiu até grandes investidores interessados em novos negócios. Em novembro de 2013, quando a cotação disparou, o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, admitiu os riscos mas falou que "também há áreas em que podem ser uma promessa de longo prazo".

Já em 2012 o BCE se preocupava com as moedas virtuais. Naquele ano, um estudo concluiu que elas não criariam um risco inflacionário se não houvesse uma grande emissão de moeda.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

BCE vai intervir no mercado para comprar dívidas

No fim de sua reunião mensal, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje em Frankfurt, na Alemanha, que vai comprar títulos das dívidas públicas do países da Zona do Euro em dificuldade para honrar suas dívidas em montantes sem limites, reporta a agência de notícias Reuters. O Bundesbank, banco central alemão, votou contra.

Diante desse passo decisivo para estabilizar os mercados de dívidas públicas, reduzindo as taxas de juros cobradas para rolar as dívidas dos países abalados pela crise, todas as bolsas europeias fecharam em alta, atingindo níveis que não eram vistos desde março.

Três países - Grécia, Irlanda e Portugal - receberam grandes ajudas dos seus sócios europeus e do Fundo Monetário Internacional. Duas grandes economias - Itália e Espanha - também dependem de ajuda externa. A Espanha já recebeu apoio para socorrer os bancos em dificuldades e poderia negociar um plano que cubra toda sua dívida.

No dia 12, o Tribunal Constitucional da Alemanha julga a legalidade da participação do país nos mecanismos de estabilização financeira da Eurozona.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Alemanha resiste a pressão para gastar mais

A austeridade é um remédio amargo e recessivo para os países da periferia da Europa em dificuldades para pagar suas dívidas públicas, mas no debate político e econômico da Alemanha é exaltada como uma solução perfeita para a crise do euro, capaz até mesmo de gerar crescimento.

O grande guardião da ortodoxia econômica por trás da primeira-ministra Angela Merkel é o presidente do banco central alemão, o Bundesbank, Jens Weidmann, defensor da adoção compulsória de orçamentos equilibrados.

"Uma das lições da crise", concluiu Weidmann, citado pelo jornal The New York Times, "é que os cortes nos déficits orçamentários devem ser adiados o mínimo possível".

sexta-feira, 3 de junho de 2011

BCE defende união fiscal na Eurozona

Para enfrentar a atual crise das dívidas públicas de países da periferia da Zona do Euro é preciso aprofundar a integração europeia, dando poder às autoridades monetárias para intervir nos países que desrespeitarem as regras de sustentação da moeda comum como os limites para déficit e dívida. A proposta do presidente do Banco Central da Europa, Jean-Claude Trichet, imporia uma união fiscal não aprovada até hoje pelos líderes políticos da União Europeia.

Ao receber ontem o Prêmio Carlos Magno pela Unidade Europeia, Trichet declarou que a "união de amanhã" pode dar poder de veto às instituições europeias sobre os orçamentos nacionais, passando por cima dos parlamentos, o que é politicamente difícil. Também defendeu a ideia de um ministro pan-europeu das Finanças para coordenar as políticas econômicas.

Trichet foi presidente do Banco da França, país que sempre defendeu a criação de uma espécie de conselho de governo econômico, um órgão político para supervisionar a união monetária europeia. Foi vencida pela posição tecnocrática da Alemanha, que entregou o euro a um Banco Central da Europa criado no modelo do Bundesbank, o banco central alemão.

O tema está em discussão no momento em que a UE e o Fundo Monetário Internacional preparam nova ajuda de emergência à Grécia de 60 a 70 bilhões de euros que pode ser anunciada ainda hoje. O país já fez um acordo para receber 110 bilhões de euros, cerca de R$ 250 bilhões, o que mostra a necessidade de uma solução permanente.

A Grécia está sendo pressionada a aceitar um programa de privatizações que seria feito por autoridades internacionais, com os recursos sendo destinados diretamente ao pagamento da dívida. Se o FMI tentasse fazer isso num país em desenvolvimento, seria politicamente inaceitável. Na Europa, em nome da união, talvez seja possível.

Afinal, um colapso da moeda única seria um golpe muito forte no projeto de integração do continente, sem o qual os países da Europa correm o risco de se tornar irrelevantes no século 21, com as exceções da Alemanha e da Rússia.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Alemanha deve crescer 2% em 2011

O Bundesbank, banco central da Alemanha, prevê um crescimento de 2% em 2011 e de 1,5% em 2012. A expansão em 2010 deve ficar em 3,6%.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Bundesbank eleva previsão de crescimento da Alemanha

O Bundesbank, banco central da Alemanha, elevou hoje de 1,6% para 1,9% sua previsão para o crescimento do produto interno bruto do país neste ano.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Grécia pode precisar de US$ 107 bilhões

O presidente do Bundesbank, o banco central da Alemanha, Axel Weber, confidenciou ontem a deputados alemães que a ajuda à Grécia pode chegar a 80 bilhões de euros, cerca de US$ 107 bilhões, muito mais do que os 45 bilhões de euros prometidos até agora pelo Grupo do Euro e o Fundo Monetário Internacional. 

Com o caos aéreo causado pela nuvem de cinza vulcânica na Europa, uma missão do FMi não consegue chegar a Atenas.

terça-feira, 9 de março de 2010

Bundesbank critica Fundo Monetário Europeu

O presidente do banco central da Alemanha (Bundesbank), Alex Weber, criticou a proposta de criação de um Fundo Monetário Europeu para enfrentar crises, alegando que seria um desvio da questão central da crise das dívidas públicas de países da zona do euro.

Mais importante para Weber é que a Grécia e outros países cumpram as exigências da união monetária europeia, limitando o déficit orçamentário a 3% do produto interno e a dívida a 60% do PIB.