A moeda chinesa, o iuane, caiu hoje para 6,4948 por dólar, seu menor valor desde maio de 2011, noticiou a agência Reuters.
Em geral, a procura por dólares nos mercados de câmbio da China aumenta no fim do ano. Então, a volatilidade do iuane não significa necessariamente uma tendência em médio e longo prazos.
A expectativa é de que a recente entrada no iuane na cesta de moedas fortes do Fundo Monetário Internacional (FMI) não cause mudanças importantes em curto prazo no uso da moeda chinesa, que passou a ser uma moeda de reserva.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 29 de dezembro de 2015
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Moeda da China cai à menor cotação desde 2011
O Banco Popular da China fixou hoje a cotação do iuane no menor nível desde 2011, em 6,414 por dólar, 62 centavos a menos do que o valor de ontem, reportou a agência oficial de notícias Nova China.
Pelas regras do regime cambial chinês, o iuane pode oscilar numa faixa de mais ou menos 2%. Desde meados de agosto, a moeda chinesa perdeu 3,4% do valor.
A China assumiu o compromisso de manipular menos o câmbio para o iuane ser considerado moeda de reserva pelo Fundo Monetário Internacional, mas a desaceleração do crescimento pressiona o governo a tomar medidas.
Pelas regras do regime cambial chinês, o iuane pode oscilar numa faixa de mais ou menos 2%. Desde meados de agosto, a moeda chinesa perdeu 3,4% do valor.
A China assumiu o compromisso de manipular menos o câmbio para o iuane ser considerado moeda de reserva pelo Fundo Monetário Internacional, mas a desaceleração do crescimento pressiona o governo a tomar medidas.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
FMI inclui iuane chinês entre moedas de reserva
O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou hoje a inclusão do iuane entre as moedas de reserva, ao lado do dólar, do euro, do iene e da libra esterlina a partir de 1º de outubro de 2016. A moeda chinesa deve passar a ser mais usada em transações internacionais e como reserva cambial, noticia o jornal The New York Times.
Para o iuane ser reconhecido como moeda de reserva, a China abre mão de parte de seu controle, liberalizando o regime cambial. Isso pode causar volatilidade num momento de desaceleração e transição de uma economia baseada no investimento para um modelo mais orientado para o consumo interno.
A moeda chinesa passa a fazer parte da cesta de moedas usada pelo FMI para calcular o valor de sua própria moeda contábil, os direitos especiais de saque (DES). Será a primeira mudança na cesta desde a inclusão do euro em 1999.
O dólar continua a ter peso de 42% no valor dos DES, o euro cai de 37% para 31%, a libra de 11% para 8% e o iene de 9% para 8%, abrindo espaço para o iuane, que terá peso de 11%.
"É um reconhecimento do progresso que as autoridades chinesas fizeram nos últimos anos para reformar os sistemas monetário e financeiro da China", declarou a diretora-geral do Fundo, a ex-ministra das Finanças da França Christine Lagarde. "A continuação e o aprofundamento destes esforços vai criar um sistema internacional mais robusto, o que vai sustentar o crescimento e a sustentabilidade da China e da economia mundial."
Para o iuane ser reconhecido como moeda de reserva, a China abre mão de parte de seu controle, liberalizando o regime cambial. Isso pode causar volatilidade num momento de desaceleração e transição de uma economia baseada no investimento para um modelo mais orientado para o consumo interno.
A moeda chinesa passa a fazer parte da cesta de moedas usada pelo FMI para calcular o valor de sua própria moeda contábil, os direitos especiais de saque (DES). Será a primeira mudança na cesta desde a inclusão do euro em 1999.
O dólar continua a ter peso de 42% no valor dos DES, o euro cai de 37% para 31%, a libra de 11% para 8% e o iene de 9% para 8%, abrindo espaço para o iuane, que terá peso de 11%.
"É um reconhecimento do progresso que as autoridades chinesas fizeram nos últimos anos para reformar os sistemas monetário e financeiro da China", declarou a diretora-geral do Fundo, a ex-ministra das Finanças da França Christine Lagarde. "A continuação e o aprofundamento destes esforços vai criar um sistema internacional mais robusto, o que vai sustentar o crescimento e a sustentabilidade da China e da economia mundial."
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