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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Cesta básica custa 98 salários mínimos na Venezuela

O preço de uma cesta básica para uma família de cinco pessoas na Venezuela chegou em janeiro de 2018 a 24,4 milhões de bolívares. É um aumento de 47,9% em relação a dezembro de 2017 e de 3.829% em 12 meses, revela o relatório mensal do Centro de Documentação e Análise Social (Cendas) da Federação Venezuelana de Professores. São necessários 98 salários mínimos para comprá-la.

O salário mínimo, hoje de 248,5 mil bolívares, não é páreo para uma hiperinflação que deve chegar a 13.000% neste ano, de acordo com a previsão mais recente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Um almoço custa em média 76 mil bolívares. No câmbio negro, o dólar vale hoje 226.536,12 bolívares.

A alta nos preços é impressionante, de 146% para o café, 84% para raízes e tubérculos, 74% para peixes e frutos do mar, 61% para carnes e derivados, 50,6% para frutas e hortaliças, 45% a 49% para grãos, cereais e derivados, 32% para leite, queijos e ovos, 17% para azeite e gorduras, 12% para açúcar e sal, e 1,3% para molhos e maioneses.

Enquanto o desabastecimento atinge mais de 80% dos produtos normalmente comercializados em armazéns e supermercados, a diferença entre os preços oficiais tabelados e os preços reais é de 179.174,5%.

Neste último relatório, aumentou a escassez de 52 produtos, inclusive sabonete, cera para assoalhos, papel higiênico, faldras, toalhas sanitárias, lâminas de barbear descartáveis, leite condensado, desodorante e dos seguintes medicamentos: Atamel, Losartán Potássico, Amlopidina, aspirinas, Omeprazol, Lansoprazol, Dilantin, Gilbenclamida, Gildan, Biofit, Tamsulon, Zyloric, Tamsulossina, Heprox, Secotex, Urimax e antialérgicos; e dos anticoncepcionais Belara e Trental.

Desde a morte do caudilho Hugo Chávez, em 5 de março de 2013, e da ascensão ao poder do ditador Nicolás Maduro, a economia venezuelana encolheu de 30% a 50%. Maduro é candidato à reeleição em 22 de abril. Os principais candidatos e a aliança oposicionista foram proibidos de concorrer.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Maduro pede a emigrantes que voltem para a Venezuela

Um dia depois de negar que haja uma fuga em massa de venezuelanos, em pronunciamento no Palácio de Miraflores, em Caracas, o ditador Nicolás Maduro pediu ontem aos emigrantes que voltem à Venezuela para aproveitar as "conquistas da revolução".

Maduro se dirigiu expressamente a venezuelanos que vivem no Chile e na Espanha, descrevendo a educação gratuita e a seguridade social como razões para morar na Venezuela. A educação pública gratuita é atribuída a Antonio Guzmán Blanco, em 1870, e a previdência social foi criada por Eleazar López Contreras, em 1940.

Mais de 1,4 milhão de venezuelanos deixaram o país nos últimos anos para escapar da pior crise econômica da história. Cerca de 30% estão tirando documentos para fazer o mesmo.

Com o dólar a 236.201,87 bolívares no câmbio negro e o salário mínimo a 248.510 bolívares, o aluguel de um apartamento em Caracas custa de US$ 120 a US$ 1,2 mil, de 114 a 1.140 salários mínimos, noticia hoje o jornal El Nacional.

Por falta de matérias-primas, a produção de medicamentos caiu ao menos 60% nos últimos quatro anos, afirmou o presidente da Câmara da Indústria Farmacêutica, Tito López: "Se não contarmos com moeda estrangeira para comprar insumos, evidentemente a produção vai diminuir. Atualmente as fábricas operam entre 30% e 40% [da capacidade instalada] e neste momento têm estoques [de insumos] para dois meses."

Um dado impressionante: 98% dos insumos são importados.

Na madrugada de sexta-feira, seis bebês que estavam numa unidade de terapia intensiva neonatal morreram por falta de energia elétrica por mais de 24 horas num hospital de cidade de San Félix, no estado de Bolívar, denunciou o deputado oposicionista José Manuel Olivares.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Maduro demite ministra da Saúde que divulgou dados negativos

O presidente Nicolás Maduro demitiu ontem a ministra da Saúde da Venezuela, Antonieta Caporale, depois da divulgação de um boletim epidemiológico apontando um aumento de 30% na mortalidade infantil e de 66% na mortalidade materna nos dois últimos anos.

A médica foi substituída pelo farmacêutico Luis López Chejade, de 43 anos, que foi vice-ministro de Hospitais e secretário da Saúde do estado de Arágua, ligado ao vice-presidente Tareck El Aissami, considerado um dos expoentes da linha dura do regime chavista.

No ano passado, 11.466 bebês morreram na Venezuela antes de completar um ano de vida e 756 mães morreram até 42 dias depois do parto. Os casos de malária, doença que chegou a ser erradicada no país, aumentaram em 76% para 240.613.

Com a queda os preços do petróleo a partir de 2014 e as políticas desastrosas de controle dos preços e do câmbio, a Venezuela enfrenta a pior crise econômica de sua história independente: uma inflação de 800% ao ano, o produto interno bruto caiu mais de 20% em dois anos e há um desabastecimento de mais de 80% dos produtos básicos e de medicamentos.

De acordo com a Federação Médica Venezuelana, os hospitais estão funcionando com apenas 3% dos insumos necessários. O governo insiste em denunciar uma fictícia conspiração internacional com o apoio da elite local, que estaria retendo medicamentos para agravar a situação.

Ontem, Maduro ordenou uma investigação em escolas particulares, que acusou de estimular "antivalores fascistas". Seu governo parece cada vez mais uma ditadura.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Um quinto dos deprimidos fica pior com medicamentos

Um em cada cinco pacientes tratados de depressão nos Estados Unidos apresenta melhores resultados quando não toma medicamentos antidepressivos, afirma uma pesquisa da Escola de Saúde da Universidade de Yale publicada na revista Archives of General Psychiatry.

O estudo envolveu 2,5 mil pessoas com depressão profunda. Em cerca de 20% dos casos, quem tomou placebo ficou melhor, noticia a agência Reuters.

terça-feira, 11 de março de 2008

Milhões de americanos bebem água contaminada

Uma variada gama de substâncias componentes de medicamentos foi encontrada na água consumida por 41 milhões de americanos. São antibióticos, anticonvulsivos, tranqüilizantes, hormônios sexuais, entre outros produtos farmacêuticos.

Os cientistas temem conseqüências para a saúde a longo prazo. Nada indica que o mesmo problema não se repita em outros países.

Leia mais no jornal The Daily, do estado americano do Tennessee.