Depois de um cessar-fogo de dez dias, por ordem do presidente Petro Porochenko, o Exército da Ucrânia retomou hoje as operações militares para restaurar a "integridade territorial do país".
Desde a madrugada, forças ucranianas atacaram bases e redutos dos rebeldes que tentam anexar o Leste do país à Federação Russa, informou o presidente do Parlamento, Olexander Turchinov. A ofensiva foi anunciada dias depois que o presidente russo, Vladimir Putin, pediu ao Conselho da Federação que anulasse uma autorização para enviar tropas à Ucrânia.
Mais de 400 pessoas foram mortas desde o início do conflito no Leste da Ucrânia, no início de abril de 2014. Os rebeldes teriam aproveitado a trégua para atacar a infraestrutura do país e proteger seus redutos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 1 de julho de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Ucrânia reintroduz o serviço militar obrigatório
Em face de uma virtual intervenção militar da Rússia, o presidente da Ucrânia, Olexander Turchinov, decretou a volta do serviço militar obrigatório para homens de 18 a 25 anos.
Com as novas invasões de prédios públicos por milicianos e ativistas pró-Rússia, o governo provisório ucraniano admitiu não ter condições de controlar a rebelião insuflada pelo Kremlin.
Com as novas invasões de prédios públicos por milicianos e ativistas pró-Rússia, o governo provisório ucraniano admitiu não ter condições de controlar a rebelião insuflada pelo Kremlin.
domingo, 13 de abril de 2014
ONU faz reunião de emergência sobre Ucrânia
Diante da rebelião fomentada pela Rússia no Leste da Ucrânia, o Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma reunião de emergência para esta noite, enquanto o presidente interino Olexander Turchinov anuncia uma operação em grande escala para desalojar milicianos de vários prédios públicos ocupados.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Ucrânia oferece anistia a rebeldes pró-Rússia
Os manifestantes que ocuparam prédios públicos no Leste da Ucrânia para pedir anexação à Rússia vão receber anistia se entregarem suas armas e desocuparem os edifícios, prometeu hoje o presidente interino, Olexander Turchinov.
Há informações de que forças ucranianas chegaram hoje à região de Donetsk, um dos focos da revolta arquitetada pelo Kremlin. A Rússia advertiu a Ucrânia a não usar a força para "evitar uma guerra civil".
Há informações de que forças ucranianas chegaram hoje à região de Donetsk, um dos focos da revolta arquitetada pelo Kremlin. A Rússia advertiu a Ucrânia a não usar a força para "evitar uma guerra civil".
terça-feira, 18 de março de 2014
Militar ucraniano morre em ataque russo
Um oficial do Exército da Ucrânia foi morto e outro ferido hoje num assalto de tropas russas para tomar sua base militar em Simferopol, a capital da região da Crimeia, que decidiu ilegalmente se integrar à Rússia. É a primeira morte de um militar desde a intervenção russa na Crimeia, no fim do mês passado.
Em Kiev, o primeiro-ministro interino Arseni Yatseniuk descreveu a morte como "um crime de guerra", enquanto o presidente interino Olexander Turchinov comparava o presidente da Rússia, Vladimir Putin, com o ditador nazista Adolf Hitler.
Apesar da trégua negociada até 21 de março, depois da morte de um oficial hoje, o Ministério da Defesa da Ucrânia autorizou o uso da força para "proteger as vidas dos soldados ucranianos".
Em Kiev, o primeiro-ministro interino Arseni Yatseniuk descreveu a morte como "um crime de guerra", enquanto o presidente interino Olexander Turchinov comparava o presidente da Rússia, Vladimir Putin, com o ditador nazista Adolf Hitler.
Apesar da trégua negociada até 21 de março, depois da morte de um oficial hoje, o Ministério da Defesa da Ucrânia autorizou o uso da força para "proteger as vidas dos soldados ucranianos".
segunda-feira, 17 de março de 2014
Crimeia nacionaliza todos os bens públicos
O parlamento regional da República Autônoma da Crimeia oficializou hoje a separação da Ucrânia para se unir à Rússia e nacionalizou todos os bens públicos que pertenciam ao Estado ucraniano. A União Europeia e os Estados Unidos anunciaram sanções contra 32 altos funcionários russos e ucranianos acusados de fomentar o separatismo.
"Todas as instituições, empresas, organizações da Ucrânia com participação da Crimeia tornam-se instituições, empresas e organizações da República da Crimeia", afirma o texto aprovado hoje. O rublo passou a ser a moeda ucraniana e o fuso-horário passou a ser o de Moscou
Em referendo realizado ontem na Crimeia, sob boicote de tártaros e ucranianos, 96,7% dos eleitores aprovaram a anexação da Rússia, um resultado típico das eleições forjadas da União Soviética. A UE e os EUA consideraram a consulta popular ilegal porque toda a população da Ucrânia deveria ter votado para aprovar alterações territoriais.
Houve várias denúncias de fraude, como o mesmo eleitor votando várias vezes, cédulas pré-marcadas. Um diplomata americano comentou que na cidade de Sebastopol, sede da Frota do Mar Negro, 123% dos eleitores votaram sim.
Neste momento, o presidente interino da Ucrânia, Olexander Turchinov, declara na televisão que os acontecimentos recentes não vão impedir a democratização do país: "Tentamos resolver a crise diplomaticamente, mas as ameaças continuam. Neste momento difícil, precisamos manter a unidade. O agressor está fazendo tudo para desestabilizar e provocar, para mostrar a fraqueza do Estado ucraniano."
A Ucrânia retirou seu embaixador de Moscou. Os ministérios da Defesa dos dois países acertaram uma trégua até 21 de março. Amanhã, em discurso no Parlamento da Rússia, o presidente Vladimir Putin deve aceitar a volta da Crimeia à Rússia, sua mais recente conspiração.
"Todas as instituições, empresas, organizações da Ucrânia com participação da Crimeia tornam-se instituições, empresas e organizações da República da Crimeia", afirma o texto aprovado hoje. O rublo passou a ser a moeda ucraniana e o fuso-horário passou a ser o de Moscou
Em referendo realizado ontem na Crimeia, sob boicote de tártaros e ucranianos, 96,7% dos eleitores aprovaram a anexação da Rússia, um resultado típico das eleições forjadas da União Soviética. A UE e os EUA consideraram a consulta popular ilegal porque toda a população da Ucrânia deveria ter votado para aprovar alterações territoriais.
Houve várias denúncias de fraude, como o mesmo eleitor votando várias vezes, cédulas pré-marcadas. Um diplomata americano comentou que na cidade de Sebastopol, sede da Frota do Mar Negro, 123% dos eleitores votaram sim.
Neste momento, o presidente interino da Ucrânia, Olexander Turchinov, declara na televisão que os acontecimentos recentes não vão impedir a democratização do país: "Tentamos resolver a crise diplomaticamente, mas as ameaças continuam. Neste momento difícil, precisamos manter a unidade. O agressor está fazendo tudo para desestabilizar e provocar, para mostrar a fraqueza do Estado ucraniano."
A Ucrânia retirou seu embaixador de Moscou. Os ministérios da Defesa dos dois países acertaram uma trégua até 21 de março. Amanhã, em discurso no Parlamento da Rússia, o presidente Vladimir Putin deve aceitar a volta da Crimeia à Rússia, sua mais recente conspiração.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Parlamento da Ucrânia nomeia presidente interino
Com 285 votos dos 339 deputados presentes no plenário, o Parlamento da Ucrânia aprovou hoje a indicação de seu presidente, o líder do Partido da Pátria, Olexander Turchinov, como presidente interino do país em substituição a Viktor Yanukovitch, afastado ontem, até a eleição antecipada para 25 de maio de 2014, noticiou a televisão pública britânica BBC.
Turchinov é ligado à ex-primeira-ministro Yulia Timochenko, que saiu ontem da prisão e já anunciou a candidatura a presidente. Ela falou por telefone com a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o senador americano John McCain.
O presidente interino prometeu priorizar a integração com a União Europeia (UE), sem descuidar das relações com a Rússia.
Outras duas medidas aprovadas hoje autorizam o Parlamento a indicar e afastar juízes, e abolem o uso de línguas estrangeiras, inclusive o russo, em escolas e prédios públicos.
Turchinov é ligado à ex-primeira-ministro Yulia Timochenko, que saiu ontem da prisão e já anunciou a candidatura a presidente. Ela falou por telefone com a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o senador americano John McCain.
O presidente interino prometeu priorizar a integração com a União Europeia (UE), sem descuidar das relações com a Rússia.
Outras duas medidas aprovadas hoje autorizam o Parlamento a indicar e afastar juízes, e abolem o uso de línguas estrangeiras, inclusive o russo, em escolas e prédios públicos.
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