Um dia depois da União Europeia, o presidente Barack Obama assinou decreto ontem proibindo investimentos dos Estados Unidos na ex-república autônoma ucraniana da Crimeia, anexada ilegalmente pela Rússia em 17 de março de 2014. O decreto também veta a exportação e a importação de produtos, serviços e tecnologia.
Além disso, o Departamento do Tesouro dos EUA aplicou sanções contra 24 líderes da Rússia e dos rebeldes separatistas ucranianos sustentados pelo Kremlin, suas milícias e as entidades que os apoiam.
O governo russo protestou, alegando que as sanções equivalem a uma "punição coletiva" dos habitantes da Crimeia. A região, de maioria russa, foi doada à Ucrânia em 1954 pelo então secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, o ucraniano Nikita Kruschev, para celebrar os 300 anos de união com a Rússia. Na época, ninguém esperava a dissolução da URSS.
Quando a URSS e suas ex-repúblicas se tornaram independentes em tese, a Rússia herdou as armas nucleares e se comprometeu a garantir a segurança das outras repúblicas. Com a Ucrânia, a questão mais sensível foi a Frota do Mar Negro, baseada em Sebastopol, na Crimeia.
Depois de várias negociações, a Rússia ficou com o direito de usar a base militar até 2042. Foram seus soldados que permitiram a Moscou tomar rapidamente o controle da península da Crimeia depois da queda do presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, numa revolta popular, em fevereiro deste ano.
Em 16 de março, em referendo realizado pela Rússia sem qualquer supervisão internacional, a maioria aprovou a anexação da Crimeia à Federação Russa, oficializada no dia seguinte em Moscou pelo presidente Vladimir Putin.
Não satisfeito, Putin fomentou uma revolta separatista no Leste da Ucrânia, onde a maioria da população é étnica e linguisticamente russa.
Desde a anexação da Crimeia, os EUA e a UE adotaram sanções que cobram um alto preço da economia da Rússia, como se vê pela forte desvalorização do rublo, que perdeu a metade do valor nos últimos meses. Com a queda de quase 50% nos preços internacionais do petróleo nos últimos meses, a economia russa enfrenta sua pior crise desde 1998.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 20 de dezembro de 2014
sábado, 1 de novembro de 2014
Rebeldes pró-Rússia fazem eleições no Leste da Ucrânia
As autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk, no Leste da Ucrânia, realizam eleições neste domingo, 2 de novembro de 2014, uma semana depois das eleições parlamentares no país inteiro, organizadas pelo governo nacional ucraniano, que deram vitória aos partidos favoráveis à aproximação com o Ocidente. A Rússia - e só a Rússia - vai reconhecer o resultado das eleições dos rebeldes.
O objetivo é consolidar os movimentos separatistas insuflados pelo Kremlin, que lutam desde abril para anexar suas províncias à Federação Russa, a exemplo do que aconteceu com a Península da Crimeia em março, em flagrante desrespeito do governo Vladimir Putin ao direito internacional.
Putin não tem interesse em anexar as partes das províncias de Donetsk e Luhansk ocupadas pelos rebeldes. Quer manter a influência russa sobre toda a ex-república soviética da Ucrânia. Assim, a expectativa é de conflito de longo prazo parcialmente congelado entre a Ucrânia e a Rússia, e a Rússia e o Ocidente, em torno das relações entre as antigas repúblicas da União Soviética.
A crise ucraniana estourou em novembro de 2013, quando o então presidente Viktor Yanukovich suspendeu negociações de associação à União Europeia sob pressão de Putin, criou uma União Eurasiana para tentar resgatar um pouco do poder imperial soviético.
Um movimento de protesto saiu às ruas e tomou a Praça Maidan, no centro da capital, Kiev, gerando um impasse político que Yanukovich tentou resolver trazendo tropas de choque de reuniões de maioria étnica e linguisticamente russas para massacrar os rebeldes, que incluíam o grupo neonazista Setor de Direita.
Em meio ao caos, Yanukovich fugiu para a Rússia, que denunciou a segunda revolução ucraniana contra o jugo de Moscou desde o fim da URSS, em 1991, como um "golpe de Estado". A primeira foi a Revolução Laranja, em 2004, quando uma fraude tentou levar Yanukovich ao poder. Com a divisão entre os líderes da Revolução Laranja, os partidos pró-Rússia o elegeram primeiro-ministro em 2006 e presidente em 2010.
Desde a queda de Yanukovich, a Rússia nega legitimidade às novas autoridades da Ucrânia. Sob a alegação de que se trata de "um novo Estado", Putin ignorou o Memorando de Budapeste, assinado em 1994, para que a Rússia herdasse todo o arsenal nuclear soviético, comprometendo-se em troca a respeitar e defender a integridade territorial da Ucrânia.
Dias depois, no fim de fevereiro, paramilitares aliados à Rússia e soldados russos da base naval de Sebastopol, sede da Frota do Mar Negro da antiga URSS, dividida entre os dois países, tomaram o parlamento da supostamente autônoma região da Crimeia, região de maioria étnica russa.
Em 16 de março de 2014, um plebiscito não reconhecido internacional anexou a Crimeia à Federação Russia. Em cerimônia no Kremlin, no dia seguinte, Putin formalizou uma anexação proibida pela Carta da ONU, violando os princípios do direito internacional que proibem a guerra de conquista e a mudança de fronteiras pela força.
Como ninguém vai entrar numa guerra nuclear com a Rússia para resgatar a Crimeia, a sociedade internacional aceitou passivamente. No início de abril, foram as regiões de maioria russa do Vale do Rio Don que começaram a lutar pela independência com o apoio de Moscou. Em maio, houve plebiscitos não reconhecidos internacionalmente para criar as Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk. Os resultados oficiais deram 89% a favor da independência nas duas repúblicas.
Também em maio, o magnata Petro Porochenko, conhecido como o rei do chocolate, foi eleito presidente e decidiu lançar uma operação militar para retomar os territórios ocupados, sem sucesso. Mais de 3,6 mil pessoas morreram na guerra civil ucraniana desde então, sem que o governo de Kiev conseguisse restabelecer o controle sobre as áreas ocupadas pelo rebeldes apoiados pelo Kremlin.
Em 17 de julho, um míssil derrubou um voo Amsterdã-Kuala Lumpur da companhia aérea Malaysia Airlines, matando todas as 298 pessoas a bordo. A Rússia e a Ucrânia se acusaram pelo ataque ao avião de passageiros. Gravações pirateadas por serviços ocidentais supostamente revelam contatos entre rebeldes, que pensavam ter abatido um avião de transporte militar ucraniano, e militares russos.
O resultado preliminar do inquérito, realizado pela Holanda, concluiu que o avião foi abatido por um míssil, sem apontar responsáveis. A conclusão final deve ser apresentada em meados de 2015. Com esse prazo dilatado pululam teorias conspiratórias. O governo Putin insiste em que o Boeing foi abatido por aviões de caça da Ucrânia.
Quando o avião caiu, a televisão estatal Russia Today chegou a dizer que o alvo era o avião de Putin, que voltava de uma reunião de cúpula do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) no Brasil. Depois a mídia governista inventou toda a sorte de teorias conspiratórias, inclusive que se tratava do Boeing da Malásia que desaparecera meses antes no Oceano Índico quando fazia a rota Kuala Lumper-Beijim.
A expectativa para amanhã é de vitória dos atuais primeiros-ministros interinos de Donetsk, Alexander Zakharchenko, e de Luhansk, Igor Plotnitsky.
O objetivo é consolidar os movimentos separatistas insuflados pelo Kremlin, que lutam desde abril para anexar suas províncias à Federação Russa, a exemplo do que aconteceu com a Península da Crimeia em março, em flagrante desrespeito do governo Vladimir Putin ao direito internacional.
Putin não tem interesse em anexar as partes das províncias de Donetsk e Luhansk ocupadas pelos rebeldes. Quer manter a influência russa sobre toda a ex-república soviética da Ucrânia. Assim, a expectativa é de conflito de longo prazo parcialmente congelado entre a Ucrânia e a Rússia, e a Rússia e o Ocidente, em torno das relações entre as antigas repúblicas da União Soviética.
A crise ucraniana estourou em novembro de 2013, quando o então presidente Viktor Yanukovich suspendeu negociações de associação à União Europeia sob pressão de Putin, criou uma União Eurasiana para tentar resgatar um pouco do poder imperial soviético.
Um movimento de protesto saiu às ruas e tomou a Praça Maidan, no centro da capital, Kiev, gerando um impasse político que Yanukovich tentou resolver trazendo tropas de choque de reuniões de maioria étnica e linguisticamente russas para massacrar os rebeldes, que incluíam o grupo neonazista Setor de Direita.
Em meio ao caos, Yanukovich fugiu para a Rússia, que denunciou a segunda revolução ucraniana contra o jugo de Moscou desde o fim da URSS, em 1991, como um "golpe de Estado". A primeira foi a Revolução Laranja, em 2004, quando uma fraude tentou levar Yanukovich ao poder. Com a divisão entre os líderes da Revolução Laranja, os partidos pró-Rússia o elegeram primeiro-ministro em 2006 e presidente em 2010.
Desde a queda de Yanukovich, a Rússia nega legitimidade às novas autoridades da Ucrânia. Sob a alegação de que se trata de "um novo Estado", Putin ignorou o Memorando de Budapeste, assinado em 1994, para que a Rússia herdasse todo o arsenal nuclear soviético, comprometendo-se em troca a respeitar e defender a integridade territorial da Ucrânia.
Dias depois, no fim de fevereiro, paramilitares aliados à Rússia e soldados russos da base naval de Sebastopol, sede da Frota do Mar Negro da antiga URSS, dividida entre os dois países, tomaram o parlamento da supostamente autônoma região da Crimeia, região de maioria étnica russa.
Em 16 de março de 2014, um plebiscito não reconhecido internacional anexou a Crimeia à Federação Russia. Em cerimônia no Kremlin, no dia seguinte, Putin formalizou uma anexação proibida pela Carta da ONU, violando os princípios do direito internacional que proibem a guerra de conquista e a mudança de fronteiras pela força.
Como ninguém vai entrar numa guerra nuclear com a Rússia para resgatar a Crimeia, a sociedade internacional aceitou passivamente. No início de abril, foram as regiões de maioria russa do Vale do Rio Don que começaram a lutar pela independência com o apoio de Moscou. Em maio, houve plebiscitos não reconhecidos internacionalmente para criar as Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk. Os resultados oficiais deram 89% a favor da independência nas duas repúblicas.
Também em maio, o magnata Petro Porochenko, conhecido como o rei do chocolate, foi eleito presidente e decidiu lançar uma operação militar para retomar os territórios ocupados, sem sucesso. Mais de 3,6 mil pessoas morreram na guerra civil ucraniana desde então, sem que o governo de Kiev conseguisse restabelecer o controle sobre as áreas ocupadas pelo rebeldes apoiados pelo Kremlin.
Em 17 de julho, um míssil derrubou um voo Amsterdã-Kuala Lumpur da companhia aérea Malaysia Airlines, matando todas as 298 pessoas a bordo. A Rússia e a Ucrânia se acusaram pelo ataque ao avião de passageiros. Gravações pirateadas por serviços ocidentais supostamente revelam contatos entre rebeldes, que pensavam ter abatido um avião de transporte militar ucraniano, e militares russos.
O resultado preliminar do inquérito, realizado pela Holanda, concluiu que o avião foi abatido por um míssil, sem apontar responsáveis. A conclusão final deve ser apresentada em meados de 2015. Com esse prazo dilatado pululam teorias conspiratórias. O governo Putin insiste em que o Boeing foi abatido por aviões de caça da Ucrânia.
Quando o avião caiu, a televisão estatal Russia Today chegou a dizer que o alvo era o avião de Putin, que voltava de uma reunião de cúpula do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) no Brasil. Depois a mídia governista inventou toda a sorte de teorias conspiratórias, inclusive que se tratava do Boeing da Malásia que desaparecera meses antes no Oceano Índico quando fazia a rota Kuala Lumper-Beijim.
A expectativa para amanhã é de vitória dos atuais primeiros-ministros interinos de Donetsk, Alexander Zakharchenko, e de Luhansk, Igor Plotnitsky.
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terça-feira, 16 de setembro de 2014
Parlamento da Ucrânia ratifica acordo com UE
O Parlamento da ex-república soviética da Ucrânia ratificou hoje o acordo de associação com a União Europeia, que afasta o país da órbita da Rússia, em meio a uma intervenção militar dissimulada promovida pelo Kremlin que causou o maior atrito com o Ocidente desde o fim da Guerra Fria.
A ruptura das negociações com a UE em novembro de 2013 deflagrou uma revolta popular que levou à queda e fuga do país, em fevereiro de 2014, do presidente Viktor Yanukovich, apoiado por Moscou. No mês seguinte, depois de um plebiscito não reconhecido internacionalmente, a Rússia anexou a província da Crimeia, que pertencia à Ucrânia.
Desde o início da abril, Moscou fomenta uma rebelião da população de origem russa no Leste da Ucrânia, provocando uma guerra civil em que mais de 2,6 mil pessoas foram mortas, inclusive 298 de um avião civil da Malaysia Airlines aparentemente abatido por engano pelos rebeldes separatistas.
A Rússia nega qualquer interferência no país vizinho, considerando o conflito uma problema interno ucraniano, mas mantém milhares de soldados de prontidão do outro lado da fronteira. Armas, equipamentos militares e voluntários russos apoiam a revolta.
Os Estados Unidos e a UE impuseram sanções econômicas à Rússia e seus agentes na Ucrânia, até agora sem grandes resultados práticos. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) está reforçando sua presença na Polônia e nas ex-repúblicas soviéticas do Mar Báltico (Estônia, Letônia e Lituânia), que se sentem ameaçada pela agressividade russa.
A ruptura das negociações com a UE em novembro de 2013 deflagrou uma revolta popular que levou à queda e fuga do país, em fevereiro de 2014, do presidente Viktor Yanukovich, apoiado por Moscou. No mês seguinte, depois de um plebiscito não reconhecido internacionalmente, a Rússia anexou a província da Crimeia, que pertencia à Ucrânia.
Desde o início da abril, Moscou fomenta uma rebelião da população de origem russa no Leste da Ucrânia, provocando uma guerra civil em que mais de 2,6 mil pessoas foram mortas, inclusive 298 de um avião civil da Malaysia Airlines aparentemente abatido por engano pelos rebeldes separatistas.
A Rússia nega qualquer interferência no país vizinho, considerando o conflito uma problema interno ucraniano, mas mantém milhares de soldados de prontidão do outro lado da fronteira. Armas, equipamentos militares e voluntários russos apoiam a revolta.
Os Estados Unidos e a UE impuseram sanções econômicas à Rússia e seus agentes na Ucrânia, até agora sem grandes resultados práticos. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) está reforçando sua presença na Polônia e nas ex-repúblicas soviéticas do Mar Báltico (Estônia, Letônia e Lituânia), que se sentem ameaçada pela agressividade russa.
sábado, 13 de setembro de 2014
Ucrânia repele ataque ao aeroporto de Donetsk
As forças do governo da Ucrânia repeliram um ataque dos rebeldes separatistas apoiado pela Rússia contra o aeroporto de Donetsk, no Leste do país, noticiou hoje a agência France Presse, citando como fontes militares ucranianos.
O aeroporto de Donetsk continua em mãos das forças governamentais, enquanto os rebeldes apoiados pelo Kremlin dominam a cidade ao redor. A retomada dos combates viola o frágil cessar-fogo negociado entre Ucrânia e Rússia, que deveria estar em vigor desde 3 de setembro.
O aeroporto de Donetsk continua em mãos das forças governamentais, enquanto os rebeldes apoiados pelo Kremlin dominam a cidade ao redor. A retomada dos combates viola o frágil cessar-fogo negociado entre Ucrânia e Rússia, que deveria estar em vigor desde 3 de setembro.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Ucrânia reinicia operações militares
Depois de um cessar-fogo de dez dias, por ordem do presidente Petro Porochenko, o Exército da Ucrânia retomou hoje as operações militares para restaurar a "integridade territorial do país".
Desde a madrugada, forças ucranianas atacaram bases e redutos dos rebeldes que tentam anexar o Leste do país à Federação Russa, informou o presidente do Parlamento, Olexander Turchinov. A ofensiva foi anunciada dias depois que o presidente russo, Vladimir Putin, pediu ao Conselho da Federação que anulasse uma autorização para enviar tropas à Ucrânia.
Mais de 400 pessoas foram mortas desde o início do conflito no Leste da Ucrânia, no início de abril de 2014. Os rebeldes teriam aproveitado a trégua para atacar a infraestrutura do país e proteger seus redutos.
Desde a madrugada, forças ucranianas atacaram bases e redutos dos rebeldes que tentam anexar o Leste do país à Federação Russa, informou o presidente do Parlamento, Olexander Turchinov. A ofensiva foi anunciada dias depois que o presidente russo, Vladimir Putin, pediu ao Conselho da Federação que anulasse uma autorização para enviar tropas à Ucrânia.
Mais de 400 pessoas foram mortas desde o início do conflito no Leste da Ucrânia, no início de abril de 2014. Os rebeldes teriam aproveitado a trégua para atacar a infraestrutura do país e proteger seus redutos.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Ucrânia prorroga cessar-fogo por mais 72 horas
O novo presidente da Ucrânia, Petro Porochenko, estendeu hoje por 72 horas um cessar-fogo no conflito com os rebeldes separatistas do Leste do país, que gostariam de anexar a região à Rússia.
A trégua está sendo observada há uma semana pelas forças ucranianas e desde segunda-feira pelos separatistas. À tarde, os rebeldes aceitaram prorrogar o cessar-fogo até o dia 30 de junho de 2014.
A trégua está sendo observada há uma semana pelas forças ucranianas e desde segunda-feira pelos separatistas. À tarde, os rebeldes aceitaram prorrogar o cessar-fogo até o dia 30 de junho de 2014.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Obama pressiona Putin a parar de apoiar separatistas
Em conversa por telefone hoje, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pressionou seu colega da Rússia, Vladimir Putin, a retirar o apoio dos rebeldes separatistas do Leste da Ucrânia e ameaçou impor novas sanções se o governo russo não tomar medidas concretas para resolver o conflito ucraniano.
Pouco depois, os militantes separatistas aceitar o cessar-fogo proposto três dias atrás pelo novo presidente da Ucrânia, Petro Porochenko.
A crise na Ucrânia estourou em novembro de 2013, quando o então presidente, Viktor Yanukovich, sob pressão do Kremlin, rompeu negociações para associar o país à União Europeia. Depois de uma onda de manifestações e de violentos confrontos em Kiev, Yanukovich fugiu do país em 22 de fevereiro de 2014.
Temendo perder o controle sobre o ex-república soviética da Ucrânia, Putin negou reconhecimento ao governo revolucionário e até mesmo a acordos assinados anteriormente sob a alegação de que se tratava de um novo Estado nacional, inclusive do Memorando de Budapeste, assinado em 1994, quando a Rússia herdou as armas nucleares da extinta União Soviética e se comprometeu a respeitar a independência ucraniana.
Pouco depois, os militantes separatistas aceitar o cessar-fogo proposto três dias atrás pelo novo presidente da Ucrânia, Petro Porochenko.
A crise na Ucrânia estourou em novembro de 2013, quando o então presidente, Viktor Yanukovich, sob pressão do Kremlin, rompeu negociações para associar o país à União Europeia. Depois de uma onda de manifestações e de violentos confrontos em Kiev, Yanukovich fugiu do país em 22 de fevereiro de 2014.
Temendo perder o controle sobre o ex-república soviética da Ucrânia, Putin negou reconhecimento ao governo revolucionário e até mesmo a acordos assinados anteriormente sob a alegação de que se tratava de um novo Estado nacional, inclusive do Memorando de Budapeste, assinado em 1994, quando a Rússia herdou as armas nucleares da extinta União Soviética e se comprometeu a respeitar a independência ucraniana.
domingo, 22 de junho de 2014
Rebeldes pró-Rússia rejeitam trégua na Ucrânia
A autoproclamada República Popular de Donetsk rejeitou hoje o cessar-fogo anunciado em 20 de junho de 2014 pelo novo presidente da Ucrânia, Petro Porochenko, parte de um plano de paz que propõe também anistia para que não cometeu crimes de sangue, fim da ocupação de prédios públicos e liberdade para milicianos e mercenários estrangeiros deixarem o país.
Desde logo, a Rússia tinha repudiado o plano de paz ucraniano, comparando-o a um "ultimato".
Os rebeldes separatistas, apoiados pelo Kremlin, querem anexar o Leste da Ucrânia à Federação Russa. A Rússia parece mais interessada em transformar a Ucrânia numa federação em que poderia influenciar não só a região onde os russos étnicos são maioria, mas o país como um todo.
Pelo menos 356 pessoas foram mortas desde o início da rebelião no Leste da Ucrânia, no início de abril, depois da anexação da região da Crimeia à Rússia em 17 de março de 2014, numa jogada do presidente russo, Vladimir Putin, ilegal à luz do direito internacional e não reconhecida por outros países.
A Carta das Nações Unidas proíbe a guerra de conquista e é isso que a Rússia fez na Ucrânia, com a ajuda dos soldados da base naval de Sebastopol e de forças paramilitares de uniforme militar sem insígnia usando armamento russo.
Desde logo, a Rússia tinha repudiado o plano de paz ucraniano, comparando-o a um "ultimato".
Os rebeldes separatistas, apoiados pelo Kremlin, querem anexar o Leste da Ucrânia à Federação Russa. A Rússia parece mais interessada em transformar a Ucrânia numa federação em que poderia influenciar não só a região onde os russos étnicos são maioria, mas o país como um todo.
Pelo menos 356 pessoas foram mortas desde o início da rebelião no Leste da Ucrânia, no início de abril, depois da anexação da região da Crimeia à Rússia em 17 de março de 2014, numa jogada do presidente russo, Vladimir Putin, ilegal à luz do direito internacional e não reconhecida por outros países.
A Carta das Nações Unidas proíbe a guerra de conquista e é isso que a Rússia fez na Ucrânia, com a ajuda dos soldados da base naval de Sebastopol e de forças paramilitares de uniforme militar sem insígnia usando armamento russo.
domingo, 15 de junho de 2014
Rebeldes derrubam avião e matam 49 no Leste da Ucrânia
Os rebeldes que lutam para anexar o Leste da Ucrânia à Federação Russa derrubaram ontem um avião, matando 49 ucranianos.
Na semana passada, o governo da Ucrânia denunciou a entrada no país de três tanques da Rússia numa região de fronteira controlada pelos rebeldes.
A Rússia nega responsabilidade sobre a revolta da população que fala russo no Leste da Ucrânia e acusa o atual governo ucraniano de provocar uma guerra civil no país. Mas já foram identificados mercenários chechenos entre as forças rebeldes, além de modernos equipamentos militares russos capazes, entre outras coisas, de derrubar aviões.
O presidente Vladimir Putin mantém sua guerrinha de atrito para impedir a aproximação da Ucrânia do Ocidente e da União Europeia.
Na semana passada, o governo da Ucrânia denunciou a entrada no país de três tanques da Rússia numa região de fronteira controlada pelos rebeldes.
A Rússia nega responsabilidade sobre a revolta da população que fala russo no Leste da Ucrânia e acusa o atual governo ucraniano de provocar uma guerra civil no país. Mas já foram identificados mercenários chechenos entre as forças rebeldes, além de modernos equipamentos militares russos capazes, entre outras coisas, de derrubar aviões.
O presidente Vladimir Putin mantém sua guerrinha de atrito para impedir a aproximação da Ucrânia do Ocidente e da União Europeia.
terça-feira, 10 de junho de 2014
Separatistas russos prendem prefeito de Sloviansk
Os separatistas russos que lutam para anexar mais uma parte da Ucrânia à Federação Russa prenderam no Leste da Ucrânia o autoproclamado "prefeito popular" da cidade de Sloviansk, Viacheslav Ponomariov, anunciou hoje a Rádio Europa Livre citando como fontes meios de comunicação da Rússia.
A prisão não foi confirmada nem desmentida pelo líder da autoproclamada República Popular de Donetsk, Denis Puchilin.
Em 3 de junho, o novo presidente da Ucrânia, anunciou uma ofensiva para retomar as regiões do país tomadas por ucrianianos de origem russa com o apoio de mercenários da Chechênia e de outras partes da Federação Russa.
A prisão não foi confirmada nem desmentida pelo líder da autoproclamada República Popular de Donetsk, Denis Puchilin.
Em 3 de junho, o novo presidente da Ucrânia, anunciou uma ofensiva para retomar as regiões do país tomadas por ucrianianos de origem russa com o apoio de mercenários da Chechênia e de outras partes da Federação Russa.
sábado, 31 de maio de 2014
Líder checheno nega ter enviado soldados à Ucrânia
O presidente da república autônoma da Chechênia, Ramzan Kadirov, negou hoje ter enviado soldados ao Leste da Ucrânia, onde rebeldes separatistas apoiados pelo Kremlin luta para se anexar à Federação Russa. Mas admitiu que eles podem ter ido por conta própria e alegou não poder impedir isso.
Para o líder rebelde da cidade ucraniana de Donetsk, eles são "voluntários russos". Kadirov declarou que enviaria soldados, se o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o pedisse.
Para o líder rebelde da cidade ucraniana de Donetsk, eles são "voluntários russos". Kadirov declarou que enviaria soldados, se o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o pedisse.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Ucrânia mata 40 para retomar aeroporto de Donetsk
O Exército da Ucrânia realizou uma ofensiva para retomar o aeroporto de Donetsk, no Leste do país, ocupado por separatistas aliados à Rússia. Pelo menos 40 pessoas foram mortas.
Na madrugada desta terça-feira, um dos líderes separatistas da cidade, Pavel Gubarev, escreveu no Facebook que uma granada disparada por foguete atingiu um caminhão que transportava rebeldes depois da batalha do aeroporto. O prefeito de Donetsk, Olexander Lukiachenko, disse que há 40 mortos e 43 feridos.
A Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) perdeu contato com sua equipe de observadores.
Na madrugada desta terça-feira, um dos líderes separatistas da cidade, Pavel Gubarev, escreveu no Facebook que uma granada disparada por foguete atingiu um caminhão que transportava rebeldes depois da batalha do aeroporto. O prefeito de Donetsk, Olexander Lukiachenko, disse que há 40 mortos e 43 feridos.
A Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) perdeu contato com sua equipe de observadores.
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