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sábado, 24 de janeiro de 2015

Bombardeio rebelde mata 46 pessoas na Ucrânia

Pelo menos 15 pessoas morreram e outras 46 saíram feridas de um bombardeio com foguetes dos rebeldes ucranianos apoiados pela Rússia contra um bairro residencial da cidade de Mariupol, no Sul da Ucrânia, informou o Ministério do Interior, que culpou as milícias da autoproclamada República Popular de Donetsk. Um porta-voz rebelde negou responsabilidade pelo ataque.

O bombardeio faz parte de uma nova ofensiva dos rebeldes teleguiados pelo homem-forte do Kremlin, Vladimir Putin, que rejeitaram o acordo de paz feito em setembro com o governo central de Kiev.

Mais de 5 mil pessoas foram mortas na rebelião no Leste da Ucrânia, que começou em abril de 2014, depois da queda do presidente pró-russo Viktor Yanukovich, em fevereiro, e da anexação ilegal da região da Crimeia pela Rússia em março do ano passado. O conflito não se restringe ao Leste do país. Recentemente houve ataques em Odessa, no Sul, e agora em Mariupol.

Apesar das sanções econômicas que, somadas à queda nos preços do petróleo, podem causar uma recessão de 5% neste ano na Rússia, Putin não parece disposto a ceder. A União Europeia fez vários sinais de que está pronta a retomar relações normais se a Rússia respeitar a independência da Ucrânia, mas o ditadorzinho de opereta do Kremlin prefere apostar em bravatas.

O presidente ucraniano, Petro Porochenko, sabe que não tem como enfrentar a Rússia, mas promete lutar até reconquistar todo o território do país.

domingo, 19 de outubro de 2014

Ucrânia mata nove pessoas em bombardeio a Donetsk

Pelo menos quatro civis foram mortos e outros nove saíram feridos ontem de um bombardeio da Ucrânia contra a cidade de Donetsk, tomada por rebeldes apoiados pela Rússia, informou hoje a agência de notícias russa RIA Novosti. O ataque também matou cinco rebeldes e feriu outros 30, acrescentou o comandante militar da autoproclamada República Popular de Donetsk.

Cerca de 3,7 mil pessoas foram mortas e outras 9 mil feridas desde o início, em abril de 2014, da revolta da população de origem russa no Leste da Ucrânia contra o governo central de Kiev, fomentada pelo Kremlin para manter o controle sobre a ex-república soviética.

Apesar do acordo de cessar-fogo assinado em 5 de setembro, as escaramuças se repetem esporadicamente e a Rússia está ampliando as sanções econômicas em retaliação às impostas pelos Estados Unidos e a União Europeia.

Os bombardeios tornam a paz e a reconciliação cada vez mais difícil na Ucrânia, onde o novo presidente iniciou um expurgo dos funcionários do antigo governo do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovich, que renunciou em 22 de fevereiro, durante uma revolta popular em que mais de cem pessoas morreram.

Sob o peso das sanções, a economia russa está estagnada. Dentro do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que reúne grandes economias emergentes, a Rússia deve ficar estagnada ou até ter uma pequena recessão em 2014. É o único país do grupo a crescer menos que o Brasil, que deve avançar apenas 0,3% neste ano.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Separatistas russos prendem prefeito de Sloviansk

Os separatistas russos que lutam para anexar mais uma parte da Ucrânia à Federação Russa prenderam no Leste da Ucrânia o autoproclamado "prefeito popular" da cidade de Sloviansk, Viacheslav Ponomariov, anunciou hoje a Rádio Europa Livre citando como fontes meios de comunicação da Rússia.

A prisão não foi confirmada nem desmentida pelo líder da autoproclamada República Popular de Donetsk, Denis Puchilin.

Em 3 de junho, o novo presidente da Ucrânia, anunciou uma ofensiva para retomar as regiões do país tomadas por ucrianianos de origem russa com o apoio de mercenários da Chechênia e de outras partes da Federação Russa.

domingo, 11 de maio de 2014

Rebeldes russos cantam vitória em referendos na Ucrânia

Os rebeldes pró-Rússia da autoproclamada República Popular de Donetsk afirmaram hoje que 89% dos eleitores aprovaram a independência de sua região no Leste da Ucrânia, embora nem o Kremlin reconheça a legitimidade da consulta popular.

Também houve votação em Luhansk, onde os separatistas aliados a Moscou também organizaram o referendo, realizaram a votação, apuraram o resultado e se declararam vencedores. Agora, tanto em Donetsk quanto em Luhansk, pretendem formar seus próprios exércitos e declarar os ucranianos estrangeiros.

Talvez não seja suficiente para tomar o poder, mas vai atrapalhar ou até inviabilizar as eleições parlamentares e presidencial convocadas para 25 de maio na Ucrânia.

Pelos dados do comitê eleitoral de Donetsk, que não tem a menor credibilidade, 75% dos 3 milhões de eleitores aptos a votar compareceram às urnas hoje. Os números contrariam inteiramente as pesquisas de opinião realizadas no Leste da Ucrânia, onde cerca de 70% dos entrevistados manifestaram a intenção de permanecer sendo ucranianos.

A revolta da minoria russa, insuflada diretamente pelo homem-forte do Kremlin, Vladimir Putin, começou depois da queda do presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, em fevereiro de 2014. No fim daquele mês, milicianos russos ocuparam o Parlamento Regional da Crimeia e convocaram um referendo que, em 16 de março, aprovou a anexação à Rússia.

No início de abril, o movimento chegou ao Leste da Ucrânia, onde a maioria da população é étnica e linguisticamente russa, mas, de acordo com as pesquisas, não quer aderir à Rússia.

Depois de fomentar a revolta para desestabilizar o governo provisório da Ucrânia e sabotar as eleições convocadas para 25 de maio, na semana passada, Putin desautorizou os referendos convocados pelos separatistas. Como quer manter a influência sobre toda a Ucrânia, especialmente sobre Kiev, o presidente da Rússia não tem interesse na divisão do país além da anexação da Crimeia.

Os Estados Unidos lamentaram que a Rússia não tenha usado sua influência sobre os rebeldes para evitar a realização dos referendos. Tropas russas voltaram a se concentrar junto à fronteira da Ucrânia, algumas com uniforme das forças de paz das Nações Unidas.

Só o Conselho de Segurança da ONU podem autorizar o envio de missões de paz. Se os russos invadirem sem aprovação da ONU, será uma intervenção militar.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Milicianos russos tomam TV e apresentam reféns

Os milicianos russos que declararam a independência da República Popular de Donetsk, no Leste da Ucrânia, tomaram ontem uma emissora estatal de televisão e mostraram ao mundo soldados ucranianos feridos capturados e os observadores internacionais da Organização sobre Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) feitos reféns.

Com total desfaçatez, os rebeldes russos acusaram os diplomatas estrangeiros de serem espiões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Um sueco foi libertado por motivo de saúde.

A TV estatal ucraniana passou a transmitir a programação do canal russo Rossiya 24.