O trem blindado do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un cruzou ontem a fronteira da China para uma visita de quatro dias Beijim a convite do ditador Xi Jinping. O quarto encontro de cúpula entre os dois aliados indica que há uma preparação para uma próxima reunião de Kim com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump e Kim se encontraram em Cingapura, em 12 de junho de 2018, no primeiro encontro de um presidente em exercício dos EUA com um líder da Coreia do Norte. Eles chegaram a um acordo de princípios para desnuclearizar a Península Coreana e assinar um acordo de paz definitivo, pondo fim à Guerra da Coreia (1950-53).
Desde então, não houve avanços nas negociações entre os dois países. Os EUA exigem um cronograma de desnuclearização para o regime comunista norte-coreano entregar 60% a 70% de suas armas atômicas em seis a nove meses. A Coreia do Norte rejeita o "desarmamento unilateral". Exige o fim das sanções internacionais e a assinatura do acordo de paz com a Coreia do Sul e os EUA.
No domingo, o presidente americano revelou que EUA e Coreia do Norte estão negociando um local para o segundo encontro, o que indica que seria iminente, faltando apenas acertar os detalhes finais.
O Ministério do Exterior da Coreia do Sul descreveu hoje o encontro Kim-Xi como uma contribuição para "a desnuclearização e uma paz duradoura" na Península Coreana. Seul tem todo o interesse num acordo, mas o otimismo sul-coreano pode ser exagerado.
Na mensagem de Ano Novo, Kim advertiu os EUA de que pode procurar "um novo caminho" se não houver um alívio das sanções econômicas.
"Kim está ansioso para mostrar ao governo Trump que tem opções econômicas e diplomáticas além do que Washington e Seul têm a oferecer", comentou o pesquisador Harry Kazanis, especialista em Coreia do Norte do Centro para o Interesse Nacional, um instituto de pesquisas dos EUA.
A visita de Kim a Beijim em março do ano passado foi sua primeira viagem ao exterior desde que se tornou ditador da Coreia do Norte com a morte do pai, em dezembro de 2011. Durante a abertura do regime para contatos com os EUA e a Coreia do Sul, Kim sempre teve o cuidado de envolver a China.
"Enquanto os negociadores americanos e chineses se reúnem em Beijim para tentar resolver a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, Xi mostra aos EUA que pode jogar a carta da Coreia do Norte", acrescentou Kazanis.
Maior parceira comercial da Coreia do Norte, responsável por mais de 90% do comércio exterior do país vizinho, a China é fundamental para manter a pressão das sanções econômicas sobre a ditadura stalinista de Pyongyang.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Kim Jong Un vai à China para quarto encontro de cúpula com Xi Jinping
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domingo, 19 de outubro de 2014
Ucrânia mata nove pessoas em bombardeio a Donetsk
Pelo menos quatro civis foram mortos e outros nove saíram feridos ontem de um bombardeio da Ucrânia contra a cidade de Donetsk, tomada por rebeldes apoiados pela Rússia, informou hoje a agência de notícias russa RIA Novosti. O ataque também matou cinco rebeldes e feriu outros 30, acrescentou o comandante militar da autoproclamada República Popular de Donetsk.
Cerca de 3,7 mil pessoas foram mortas e outras 9 mil feridas desde o início, em abril de 2014, da revolta da população de origem russa no Leste da Ucrânia contra o governo central de Kiev, fomentada pelo Kremlin para manter o controle sobre a ex-república soviética.
Apesar do acordo de cessar-fogo assinado em 5 de setembro, as escaramuças se repetem esporadicamente e a Rússia está ampliando as sanções econômicas em retaliação às impostas pelos Estados Unidos e a União Europeia.
Os bombardeios tornam a paz e a reconciliação cada vez mais difícil na Ucrânia, onde o novo presidente iniciou um expurgo dos funcionários do antigo governo do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovich, que renunciou em 22 de fevereiro, durante uma revolta popular em que mais de cem pessoas morreram.
Sob o peso das sanções, a economia russa está estagnada. Dentro do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que reúne grandes economias emergentes, a Rússia deve ficar estagnada ou até ter uma pequena recessão em 2014. É o único país do grupo a crescer menos que o Brasil, que deve avançar apenas 0,3% neste ano.
Cerca de 3,7 mil pessoas foram mortas e outras 9 mil feridas desde o início, em abril de 2014, da revolta da população de origem russa no Leste da Ucrânia contra o governo central de Kiev, fomentada pelo Kremlin para manter o controle sobre a ex-república soviética.
Apesar do acordo de cessar-fogo assinado em 5 de setembro, as escaramuças se repetem esporadicamente e a Rússia está ampliando as sanções econômicas em retaliação às impostas pelos Estados Unidos e a União Europeia.
Os bombardeios tornam a paz e a reconciliação cada vez mais difícil na Ucrânia, onde o novo presidente iniciou um expurgo dos funcionários do antigo governo do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovich, que renunciou em 22 de fevereiro, durante uma revolta popular em que mais de cem pessoas morreram.
Sob o peso das sanções, a economia russa está estagnada. Dentro do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que reúne grandes economias emergentes, a Rússia deve ficar estagnada ou até ter uma pequena recessão em 2014. É o único país do grupo a crescer menos que o Brasil, que deve avançar apenas 0,3% neste ano.
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sábado, 19 de julho de 2014
Hamas exige fim de sanções em troca de trégua
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outros grupos militantes palestinos apresentaram hoje uma proposta de cessar-fogo no conflito contra Israel que exige o fim das sanções econômicas e do bloqueio à Faixa de Gaza, informou o jornal The Jerusalem Post.
O Hamas alega ter o apoio do Catar, da Turquia e dos Estados Unidos, mas o Egito, que fez uma proposta inicial de cessar-fogo rejeitada pelo partido fundamentalista palestino, se nega a alterar os termos.
Em entrevista ao lado do ministro do Exterior da França, Laurent Fabius, o chanceler egípcio, Sameh Shukri, declarou que "o cessar-fogo atende às necessidades de todas as partes".
O movimento radical palestino queria incluir cláusulas para acabar com as sanções econômicas e o bloqueio a Gaza. Israel gostaria de aproveitar a oportunidade para remover os foguetes palestinos. Nenhuma dessas exigências foi contemplada.
O Hamas alega ter o apoio do Catar, da Turquia e dos Estados Unidos, mas o Egito, que fez uma proposta inicial de cessar-fogo rejeitada pelo partido fundamentalista palestino, se nega a alterar os termos.
Em entrevista ao lado do ministro do Exterior da França, Laurent Fabius, o chanceler egípcio, Sameh Shukri, declarou que "o cessar-fogo atende às necessidades de todas as partes".
O movimento radical palestino queria incluir cláusulas para acabar com as sanções econômicas e o bloqueio a Gaza. Israel gostaria de aproveitar a oportunidade para remover os foguetes palestinos. Nenhuma dessas exigências foi contemplada.
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terça-feira, 29 de abril de 2014
EUA ampliam sanções à Rússia
Os Estados Unidos anunciaram ontem a imposição de sanções a mais sete altos funcionários e a 17 empresas da Rússia, alegando que a intervenção na Ucrânia é "indiscutível". Ontem, milicianos atiraram pelas costas no prefeito de Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana.
Depois de acusar a Rússia de não cumprir o acordo feito em 17 de abril de 2014 em Genebra, na Suíça, para "desescalar" a crise, o governo Barack Obama congelou os bens de 17 bancos, empresas de energia, construtoras e outras empresas, e de sete pessoas do círculo íntimo do presidente Vladimir Putin, anunciou em Washington o Departamento do Tesouro dos EUA.
Ao escolher os alvos das sanções, o governo americano deixou clara a intenção de atingir Putin e cercar os possíveis sócios dos negócios internacionais do homem-forte do Kremlin.
Os indivíduos sancionados são:
• Oleg Belavantsev, enviado especial à Crimeia desde a anexação da península, em 21 de março de 2014.
• Serguei Chemezov, diretor-geral nomeado por Putin da empresa estatal para promover o desenvolvimento, a fabricação e a exportação de produtos russos de alta tecnologia Rostec, que não foi atingida. É amigo de Putin desde os anos 1980s, quando os dois moravam no mesmo edifício de apartamentos na extinta Alemanha Oriental.
• Dimitri Kozak, vice-primeiro-ministro da Federação Russa.
• Ievgueni Murov, general-de-exército, diretor do Serviço de Proteção Federal desde 2000, trabalha no serviço secreto desde 1971.
• Alexei Puchkov, vice-presidente da Duma do Estado (Câmara) desde 2011.
• Igor Sechin, diretor-geral e presidente do Conselho de Administração da Rosneft, a maior companhia petrolífera russa, uma das maiores empresas cotadas em bolsa. Foi secretário-geral da Casa Civil de Putin (2004-8) e vice-presidente da Federação Russa (2008-12).
• Viacheslav Volodin, primeiro-secretário da Casa Cil do governo Putin.
Na opinião da maioria dos analistas, para mudar o comportamento imperialista da Rússia em relação à Ucrânia serão necessárias muito mais sanções financeiras, econômicas e comerciais, combinadas com uma pressão militar, como pedem quatro senadores da oposição republicana nos EUA, entre eles o ex-candidato a presidente John McCain, em artigo no Estado de S. Paulo de hoje.
A União Europeia reluta em ampliar as sanções por causa do impacto na sua própria economia, que importa um terço do gás e do petróleo que consome do maior país do continentes.
Vários países europeus são dependentes das exportações de gás da Rússia para seu suprimento, especialmente a Eslováquia (98%), Lituânia (92%), Polônia (91%), Bulgária (90%), Hungria (86%) e Finlândia (76%).
Depois de acusar a Rússia de não cumprir o acordo feito em 17 de abril de 2014 em Genebra, na Suíça, para "desescalar" a crise, o governo Barack Obama congelou os bens de 17 bancos, empresas de energia, construtoras e outras empresas, e de sete pessoas do círculo íntimo do presidente Vladimir Putin, anunciou em Washington o Departamento do Tesouro dos EUA.
Ao escolher os alvos das sanções, o governo americano deixou clara a intenção de atingir Putin e cercar os possíveis sócios dos negócios internacionais do homem-forte do Kremlin.
Os indivíduos sancionados são:
• Oleg Belavantsev, enviado especial à Crimeia desde a anexação da península, em 21 de março de 2014.
• Serguei Chemezov, diretor-geral nomeado por Putin da empresa estatal para promover o desenvolvimento, a fabricação e a exportação de produtos russos de alta tecnologia Rostec, que não foi atingida. É amigo de Putin desde os anos 1980s, quando os dois moravam no mesmo edifício de apartamentos na extinta Alemanha Oriental.
• Dimitri Kozak, vice-primeiro-ministro da Federação Russa.
• Ievgueni Murov, general-de-exército, diretor do Serviço de Proteção Federal desde 2000, trabalha no serviço secreto desde 1971.
• Alexei Puchkov, vice-presidente da Duma do Estado (Câmara) desde 2011.
• Igor Sechin, diretor-geral e presidente do Conselho de Administração da Rosneft, a maior companhia petrolífera russa, uma das maiores empresas cotadas em bolsa. Foi secretário-geral da Casa Civil de Putin (2004-8) e vice-presidente da Federação Russa (2008-12).
• Viacheslav Volodin, primeiro-secretário da Casa Cil do governo Putin.
Na opinião da maioria dos analistas, para mudar o comportamento imperialista da Rússia em relação à Ucrânia serão necessárias muito mais sanções financeiras, econômicas e comerciais, combinadas com uma pressão militar, como pedem quatro senadores da oposição republicana nos EUA, entre eles o ex-candidato a presidente John McCain, em artigo no Estado de S. Paulo de hoje.
A União Europeia reluta em ampliar as sanções por causa do impacto na sua própria economia, que importa um terço do gás e do petróleo que consome do maior país do continentes.
Vários países europeus são dependentes das exportações de gás da Rússia para seu suprimento, especialmente a Eslováquia (98%), Lituânia (92%), Polônia (91%), Bulgária (90%), Hungria (86%) e Finlândia (76%).
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segunda-feira, 3 de março de 2014
EUA e Europa ameaçam isolar a Rússia
Os Estados Unidos e a União Europeia começam a se articular para isolar e punir economicamente a Rússia pela intervenção militar na Ucrânia, exigindo a retirada das forças que tomaram a região da Crimeia.
A primeira medida foi suspender os preparativos para a reunião de cúpula do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Rússia) marcada para junho em Sóchi, onde foi realizada a Olimpíada de Inverno de 2014, "até que haja um ambiente em que seja possível ao G-8 manter discussões significativas".
Nos EUA, a Casa Branca e o Congresso começaram a discutir sanções econômicas e financeiras focadas nas empresas russas e nos líderes do Kremlin, se insistirem em manter a ocupação da Crimeia. O objetivo é enfraquecer a economia russa e o valor do rublo.
"As forças russas têm total controle operacional da Península da Crimeia, com a frota naval e mais de 6 mil soldados aerotransportados, além de um equipamento considerável", observou um alto funcionário americano. "Não há dúvida de que tomaram posições para ocupar a Crimeia, estão levando mais reforços por via aérea e consolidando essa ocupação."
A primeira medida foi suspender os preparativos para a reunião de cúpula do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Rússia) marcada para junho em Sóchi, onde foi realizada a Olimpíada de Inverno de 2014, "até que haja um ambiente em que seja possível ao G-8 manter discussões significativas".
Nos EUA, a Casa Branca e o Congresso começaram a discutir sanções econômicas e financeiras focadas nas empresas russas e nos líderes do Kremlin, se insistirem em manter a ocupação da Crimeia. O objetivo é enfraquecer a economia russa e o valor do rublo.
"As forças russas têm total controle operacional da Península da Crimeia, com a frota naval e mais de 6 mil soldados aerotransportados, além de um equipamento considerável", observou um alto funcionário americano. "Não há dúvida de que tomaram posições para ocupar a Crimeia, estão levando mais reforços por via aérea e consolidando essa ocupação."
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