O Parlamento da ex-república soviética do Usbequistão nomeou hoje o primeiro-ministro Chavkat Mirziyoyev como presidente provisório depois da morte do ditador Islam Karimov e convocou eleições presidenciais a serem realizadas nos próximos três meses, noticiou a agência Reuters.
Mirziyoyev, do clã de Samarcanda, já era considerado o favorito na disputa sucessória. Primeiro-ministro desde 2003, sua ascensão a presidente interino reforça sua posição numa ditadura que sempre realizou eleições de cartas marcadas para consagrar o líder. Ele teria o apoio da Rússia.
Os outros nomes citados são o vice-primeiro-ministro Rustam Azimov e o chefe do serviço secreto, Rustam Inoyatov. Este último, um linha-dura de 72 anos, tem menos chance. Ambos são do clã de Tachkent, a capital.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador sucessão presidencial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sucessão presidencial. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Raúl Castro anuncia aposentadoria em 2018
A grande novidade que o ditador Raúl Castro prometeu anunciar ontem, ao tomar posse para um segundo mandato de cinco anos de presidente de Cuba eleito indiretamente pela Assembleia Nacional, é a promessa de deixar o cargo em 2018.
Em seu discurso, ele citou o comandante Fidel Castro, a quem substitui desde 2006: "Revolução é sentir o momento histórico e mudar tudo o que tiver de ser mudado. É igualdade e liberdade. É se emancipar com seu próprio esforço. É desafiar forças poderosas dentro e fora do contexto social e nacional. É lutar pelo nosso sonho de justiça para Cuba e para o mundo, os fundamentos do nosso patriotismo, o socialismo e o internacionalismo".
Esta "maravilhosa definição", nas palavras de Raúl, "deve servir de guia para as novas gerações de patriotas e revolucionários cubanos".
Sem anunciar nenhuma novidade sobre abertura ou reforma política, a Assembleia Nacional elegeu Miguel Díaz Canel, de 52 anos, para o cargo de 1º vice-presidente. Engenheiro elétrico com a reputação de falar claro e de resolver problemas, é o primeiro membro da geração que nasceu depois da revolução, em 1959, a ocupar o cargo.
Isso o coloca como primeiro na linha sucessória do regime comunista cubano.
Em seu discurso, ele citou o comandante Fidel Castro, a quem substitui desde 2006: "Revolução é sentir o momento histórico e mudar tudo o que tiver de ser mudado. É igualdade e liberdade. É se emancipar com seu próprio esforço. É desafiar forças poderosas dentro e fora do contexto social e nacional. É lutar pelo nosso sonho de justiça para Cuba e para o mundo, os fundamentos do nosso patriotismo, o socialismo e o internacionalismo".
Esta "maravilhosa definição", nas palavras de Raúl, "deve servir de guia para as novas gerações de patriotas e revolucionários cubanos".
Sem anunciar nenhuma novidade sobre abertura ou reforma política, a Assembleia Nacional elegeu Miguel Díaz Canel, de 52 anos, para o cargo de 1º vice-presidente. Engenheiro elétrico com a reputação de falar claro e de resolver problemas, é o primeiro membro da geração que nasceu depois da revolução, em 1959, a ocupar o cargo.
Isso o coloca como primeiro na linha sucessória do regime comunista cubano.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Chávez lança candidatura e não indica sucessor
Apesar de sofrer de um câncer que o obriga a fazer tratamentos frequentes em Cuba, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de 58 anos, lançou ontem sua candidatura a mais uma reeleição e ainda não apontou um sucessor. Se for reeleito e concluir o mandato, Chávez vai ficar 20 anos no poder.
Para marcar a diferença, o candidato da oposição, Enrique Capriles, de 39 anos, liderou no domingo uma passeata de 10 quilômetros. A eleição está marcada para 7 de outubro. O presidente lidera as pesquisas.
No governo, há dois nomes citados com frequência como possíveis sucessores do caudilho bolivarista: o vice-presidente Elías Jaua, a quem Chávez não transfere o poder quando sai do país, e o ministro do Exterior, Nicolás Maduro, um ex-sindicalista. Ambos são totalmente identificados ideologicamente com o presidente.
Outro nome de peso é Diosdado Cabello, um dos oficiais que participou da fracassada tentativa de golpe liderada por Chávez. Presidente da Assembleia Nacional e vice-líder do Partido Socialista Unido da Venezuela, Cabello tem bom trânsito entre os militares e nos meios empresariais.
Por fim, um terceiro núcleo de poder identificado pelo jornal The New York Times é a própria família Chávez. Seu irmão mais velho, Adán, governa o estado de Barinas, mas nem de longe tem o carisma do irmão. Seus discursos são longos, chatos e monótonos.
Com seu caudilhismo, Chávez ocupa todos os espaços políticos e todos os holofotes. Ele faz e desfaz as leis do país, docilmente aprovadas por uma Assembleia Nacional subserviente. Tem conta no Twitter. Quando quer, fala horas e horas em cadeias de rádio e televisão. Sua face é onipresente em posters e cartazes de rua.
Quem vai dizer a um chefe autoritário, arrogante e prepotente que se considera um semideus que está na hora de apontar um sucessor?
Para marcar a diferença, o candidato da oposição, Enrique Capriles, de 39 anos, liderou no domingo uma passeata de 10 quilômetros. A eleição está marcada para 7 de outubro. O presidente lidera as pesquisas.
No governo, há dois nomes citados com frequência como possíveis sucessores do caudilho bolivarista: o vice-presidente Elías Jaua, a quem Chávez não transfere o poder quando sai do país, e o ministro do Exterior, Nicolás Maduro, um ex-sindicalista. Ambos são totalmente identificados ideologicamente com o presidente.
Outro nome de peso é Diosdado Cabello, um dos oficiais que participou da fracassada tentativa de golpe liderada por Chávez. Presidente da Assembleia Nacional e vice-líder do Partido Socialista Unido da Venezuela, Cabello tem bom trânsito entre os militares e nos meios empresariais.
Por fim, um terceiro núcleo de poder identificado pelo jornal The New York Times é a própria família Chávez. Seu irmão mais velho, Adán, governa o estado de Barinas, mas nem de longe tem o carisma do irmão. Seus discursos são longos, chatos e monótonos.
Com seu caudilhismo, Chávez ocupa todos os espaços políticos e todos os holofotes. Ele faz e desfaz as leis do país, docilmente aprovadas por uma Assembleia Nacional subserviente. Tem conta no Twitter. Quando quer, fala horas e horas em cadeias de rádio e televisão. Sua face é onipresente em posters e cartazes de rua.
Quem vai dizer a um chefe autoritário, arrogante e prepotente que se considera um semideus que está na hora de apontar um sucessor?
sábado, 7 de abril de 2012
Vice-presidente assume o poder no Maláui
Depois de uma hesitação logo após a morte do presidente Binghu wa Mutharika, a vice-presidente Joyce Banda assumiu hoje a Presidência do Maláui, garantindo a estabilidade constitucional neste país do centro-sul da África.
Mutharika, de 78 anos, morreu na quinta-feira de um ataque cardíaco, mas sua morte só foi confirmada oficialmente neste sábado, reporta o jornal The New York Times.
Mutharika, de 78 anos, morreu na quinta-feira de um ataque cardíaco, mas sua morte só foi confirmada oficialmente neste sábado, reporta o jornal The New York Times.
Assinar:
Postagens (Atom)