Em mais um sinal de divisão interna no regime chavista, o ex-vice-presidente e ex-ministro do Exterior Elías Jaua criticou o ditador Nicolás Maduro e o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) pelo tratamento dos funcionários públicos e outras questões internas, noticiou o boletim de notícias Aporrea, defensor do chavismo.
Com o colapso da produção de petróleo e o agravamento da pior crise de uma economia moderna, vai haver menos dinheiro para garantir a lealdade de funcionários públicos e do PSUV à ditadura de Maduro.
As críticas de Jaua são um sinal evidente da fratura do regime, depois da prisão nos últimos meses de vários militares ligados ao caudilho Hugo Chávez quando ele chegou ao poder na eleição de 1998. Jaua era ministro da Educação e caiu em setembro.
Ao inaugurar a Feira Internacional de Livro da Venezuela, em Caracas, Maduro responsabilizou o boicote econômico parcial dos Estados Unidos pela falta de medicamentos e alimentos: "Não podemos comprar remédios, saibam os embaixadores, não podemos comprar medicamentos e alimentos complementares para a dieta dos venezuelanos em dólares porque está proibido."
Desde 2015, há uma grande escassez de remédios e alimentos na Venezuela. O governo Donald Trump impôs em agosto de 2017 uma série de medidas para proibir transações em dólares do governo venezuelano e da companhia estatal Petróleos de Venezuela S. A. (PdVSA).
Em março deste ano, os EUA proibiram qualquer transação com criptomoedas venezuelanas. Para tentar contornar a crise financeiro, o desgoverno Maduro lançou em 9 de janeiro de 2016 uma moeda digital, o petro.
A partir de 1º de novembro, o governo Trump bloqueou os bens e ativos de qualquer pessoa que opere no setor de ouro ou qualquer outro setor "cúmplice da corrupção governamental".
Como o regime chavista cooptou as Forças Armadas, prendeu militares rebeldes e fuzilou um policial rebelde que sequestrou um helicóptero e atirou contra a sede do Ministério do Interior, deixando claro que vai matar dissidentes, o fim do regime terá de vir de dentro do próprio sistema.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 9 de novembro de 2018
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Ex-procuradora-geral acusa Maduro de roubar milhões de dólares
A ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz afirmou hoje em São José, na Costa Rica, ter provas de que o ditador Nicolás Maduro desviou entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões dos cofres públicos, informou o jornal Latin American Herald Tribune.
"Há muitos altos funcionários comprometidos com a corrupção envolvendo a [companhia brasileira] Odebrecht, além do fato de que o presidente Maduro tirou de US$ 8 milhões a US$ 10 milhões do Tesouro em dinheiro e entregou-o a uma empresa importante", declarou Luisa Ortega. Ela fugiu da Venezuela de lancha depois da decretação da prisão de seu marido, o deputado Germán Ferrer, também dissidente do chavismo.
De acordo com a acusação, "a Contextus Comunicación Corporativa foi usada como uma empresa de fachada" para dissimular a corrupção. Esta companhia é de Monika Ortigosa, mulher de Alejandro Escarra, sobrinho de Hermann Escarra, deputado da Assembleia Nacional Constituinte criada por Maduro para tirar os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente, onde a oposição tem maioria de dois terços.
Ortega Díaz rompeu com o regime chavista ao denunciar a Constituinte de Maduro como ilegal e ilegítima. Foi demitida pela Constituinte em 5 de agosto. Teve seu passaporte cassado e foi acusada pelas 127 mortes ocorridas em confrontos entre manifestantes, a polícia e milicianos chavistas desde o íncio de abril
A ex-procuradora-geral citou nominalmente como envolvidos em casos de corrupção o ex-vice-presidente Elías Jaua, Jorge Rodríguez, Jesse Chacón, Maximilian Sánchez e o ex-presidente da Assembleia Nacional Diosdado Cabello, considerado o número dois da ditadura venezuelana. As provas foram entregues ao Departamento da Justiça dos Estados Unidos e ao procurador-geral da Costa Rica, Jorge Chavarría, presidente da Associação Ibero-Americana de Ministérios Públicos.
Ao justificar sua decisão, Ortega alegou que, "na Venezuela, não é possível fazer justiça, então estou entregando as provas a diferentes países". Ela não pretende voltar a seu país para não ser presa. Prometeu lutar "pelo retorno da democracia e da liberdade".
"Há muitos altos funcionários comprometidos com a corrupção envolvendo a [companhia brasileira] Odebrecht, além do fato de que o presidente Maduro tirou de US$ 8 milhões a US$ 10 milhões do Tesouro em dinheiro e entregou-o a uma empresa importante", declarou Luisa Ortega. Ela fugiu da Venezuela de lancha depois da decretação da prisão de seu marido, o deputado Germán Ferrer, também dissidente do chavismo.
De acordo com a acusação, "a Contextus Comunicación Corporativa foi usada como uma empresa de fachada" para dissimular a corrupção. Esta companhia é de Monika Ortigosa, mulher de Alejandro Escarra, sobrinho de Hermann Escarra, deputado da Assembleia Nacional Constituinte criada por Maduro para tirar os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente, onde a oposição tem maioria de dois terços.
Ortega Díaz rompeu com o regime chavista ao denunciar a Constituinte de Maduro como ilegal e ilegítima. Foi demitida pela Constituinte em 5 de agosto. Teve seu passaporte cassado e foi acusada pelas 127 mortes ocorridas em confrontos entre manifestantes, a polícia e milicianos chavistas desde o íncio de abril
A ex-procuradora-geral citou nominalmente como envolvidos em casos de corrupção o ex-vice-presidente Elías Jaua, Jorge Rodríguez, Jesse Chacón, Maximilian Sánchez e o ex-presidente da Assembleia Nacional Diosdado Cabello, considerado o número dois da ditadura venezuelana. As provas foram entregues ao Departamento da Justiça dos Estados Unidos e ao procurador-geral da Costa Rica, Jorge Chavarría, presidente da Associação Ibero-Americana de Ministérios Públicos.
Ao justificar sua decisão, Ortega alegou que, "na Venezuela, não é possível fazer justiça, então estou entregando as provas a diferentes países". Ela não pretende voltar a seu país para não ser presa. Prometeu lutar "pelo retorno da democracia e da liberdade".
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quarta-feira, 6 de março de 2013
Maduro assume e anuncia eleição na Venezuela
Com o aval do Tribunal Supremo de Justiça, o vice-presidente Nicolás Maduro assumiu interinamente a Presidência da Venezuela e prometeu realizar uma nova eleição presidencial em 30 dias. Na prática, ele governava o país desde dezembro, quando o falecido presidente Hugo Chávez foi para Cuba se submeter a quarta cirurgia do tratamento contra o câncer.
Alguns deputados da oposição alegaram que o sucessor imediato deveria ser o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, visto como rival de Maduro na disputa pela liderança da revolução bolivarista. Quem fez o anúncio foi o ministro do Exterior e ex-vice-presidente Elías Jaua, outro possível sucessor em longo prazo.
O governo decretou luto nacional por sete dias e suspendeu as aulas nesta semana. A presidente Dilma Rousseff vai a Caracas para o funeral.
Em nome da Mesa da Unidade Democrática (MUD), a aliança oposicionista, o candidato derrotado na eleição presidencial de 7 de outubro de 2012, Henrique Capriles, expressou condolências e declarou que "o momento é de paz, união e diálogo nacional".
Nas ruas de Caracas, as cenas eram de devoção e desespero com a morte do líder carismático que arrebatou as massas populares como nunca antes na História da Venezuela. Aos gritos de "Com Chávez e Maduro, o povo está seguro" e "Chávez vive e a luta segue", a multidão reunida na Praça Bolívar e diante do Palácio Miraflores jurou defender a revolução.
Com seu personalismo caudilhista, Chávez construiu a revolução, a Constituição, o sistema político e a máquina do Estado à sua imagem e semelhança. Sem o comandante, a unidade e a coerência de seu Partido Socialista Unido da Venezuela e de seu Movimento Bolivarista Revolucionário serão testados na prática.
O verdadeiro líder é aquele que cria estruturas que florescem na sua ausência. Ao passar à História, Chávez começa a ser julgado por ela.
Alguns deputados da oposição alegaram que o sucessor imediato deveria ser o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, visto como rival de Maduro na disputa pela liderança da revolução bolivarista. Quem fez o anúncio foi o ministro do Exterior e ex-vice-presidente Elías Jaua, outro possível sucessor em longo prazo.
O governo decretou luto nacional por sete dias e suspendeu as aulas nesta semana. A presidente Dilma Rousseff vai a Caracas para o funeral.
Em nome da Mesa da Unidade Democrática (MUD), a aliança oposicionista, o candidato derrotado na eleição presidencial de 7 de outubro de 2012, Henrique Capriles, expressou condolências e declarou que "o momento é de paz, união e diálogo nacional".
Nas ruas de Caracas, as cenas eram de devoção e desespero com a morte do líder carismático que arrebatou as massas populares como nunca antes na História da Venezuela. Aos gritos de "Com Chávez e Maduro, o povo está seguro" e "Chávez vive e a luta segue", a multidão reunida na Praça Bolívar e diante do Palácio Miraflores jurou defender a revolução.
Com seu personalismo caudilhista, Chávez construiu a revolução, a Constituição, o sistema político e a máquina do Estado à sua imagem e semelhança. Sem o comandante, a unidade e a coerência de seu Partido Socialista Unido da Venezuela e de seu Movimento Bolivarista Revolucionário serão testados na prática.
O verdadeiro líder é aquele que cria estruturas que florescem na sua ausência. Ao passar à História, Chávez começa a ser julgado por ela.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Jaua: "Chávez está na batalha"
O presidente Hugo Chávez "está na batalha" pela vida, comentou o ministro do Exterior e ex-vice-presidente da Venezuela, Elías Jaua, depois de visitar seu comandante em Cuba ao lado do atual vice-presidente, Nicolás Maduro, e da procuradora-geral, Cilia Flores.
"Nicolás, Cilia e eu acabamos de sair de um encontro extremamente humano e bonito com nosso comandante Chávez. Está na batalha", escreveu Jaua no Twitter.
Isso significa que não está recuperado, como Maduro declarou há poucos dias.
Na última vez em que apareceu em público, na televisão, em 8 de dezembro de 2012, Chávez anunciou que ia Havana, a capital cubana, onde foi operado pela quarta vez de um câncer que virou segredo de Estado de seu regime autoritário. Não se sabe exatamente nem onde é, na "região pélvica".
Mesmo sem ir à Assembleia Nacional para tomar posse para mais um mandato, em 10 de janeiro de 2013, ele foi mantido no cargo por uma manobra do Tribunal Supremo da Venezuela, dominado pelo chavismo.
"Nicolás, Cilia e eu acabamos de sair de um encontro extremamente humano e bonito com nosso comandante Chávez. Está na batalha", escreveu Jaua no Twitter.
Isso significa que não está recuperado, como Maduro declarou há poucos dias.
Na última vez em que apareceu em público, na televisão, em 8 de dezembro de 2012, Chávez anunciou que ia Havana, a capital cubana, onde foi operado pela quarta vez de um câncer que virou segredo de Estado de seu regime autoritário. Não se sabe exatamente nem onde é, na "região pélvica".
Mesmo sem ir à Assembleia Nacional para tomar posse para mais um mandato, em 10 de janeiro de 2013, ele foi mantido no cargo por uma manobra do Tribunal Supremo da Venezuela, dominado pelo chavismo.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Maduro é nomeado vice-presidente da Venezuela
O ministro do Exterior, Nicolás Maduro, foi nomeado ontem vice-presidente da Venezuela, o que o coloca como principal candidato à sucessão do presidente Hugo Chávez na liderança do Partido Socialista Unido da Venezuela e de sua "revolução bolivarista".
Durante o ato de proclamação de Chávez como presidente eleito, no Centro de Imprensa Internacional do Conselho Nacional Eleitoral, o caudilho venezuelano anunciou o nome de seu vice-presidente, agradecendo ao anterior Elías Jaua e a sua família pela lealdade.
Chávez tem um câncer abdominal diagnosticado em 2011 e tratado como segredo de Estado. Desde junho do ano passado, o presidente venezuelano foi submetido a três cirurgias para tratar da doença.
Durante a campanha, o candidato oposicionista, Henrique Capriles, de 40 anos, governador do estado de Miranda, foi a mais de 300 cidades para mostrar vigor, em contraste com o debilitado Chávez, que abusou do poder convocando cadeias nacionais de rádio e televisão 130 vezes.
Quando Chávez foi se tratar de câncer em Cuba, não passou o poder ao vice. Governava a Venezuela pelo telefone. Com a saúde do caudilho debilitada, a grande dúvida é se ele conseguirá concluir o mandato, em 2019.
Durante o ato de proclamação de Chávez como presidente eleito, no Centro de Imprensa Internacional do Conselho Nacional Eleitoral, o caudilho venezuelano anunciou o nome de seu vice-presidente, agradecendo ao anterior Elías Jaua e a sua família pela lealdade.
Chávez tem um câncer abdominal diagnosticado em 2011 e tratado como segredo de Estado. Desde junho do ano passado, o presidente venezuelano foi submetido a três cirurgias para tratar da doença.
Durante a campanha, o candidato oposicionista, Henrique Capriles, de 40 anos, governador do estado de Miranda, foi a mais de 300 cidades para mostrar vigor, em contraste com o debilitado Chávez, que abusou do poder convocando cadeias nacionais de rádio e televisão 130 vezes.
Quando Chávez foi se tratar de câncer em Cuba, não passou o poder ao vice. Governava a Venezuela pelo telefone. Com a saúde do caudilho debilitada, a grande dúvida é se ele conseguirá concluir o mandato, em 2019.
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terça-feira, 12 de junho de 2012
Chávez lança candidatura e não indica sucessor
Apesar de sofrer de um câncer que o obriga a fazer tratamentos frequentes em Cuba, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de 58 anos, lançou ontem sua candidatura a mais uma reeleição e ainda não apontou um sucessor. Se for reeleito e concluir o mandato, Chávez vai ficar 20 anos no poder.
Para marcar a diferença, o candidato da oposição, Enrique Capriles, de 39 anos, liderou no domingo uma passeata de 10 quilômetros. A eleição está marcada para 7 de outubro. O presidente lidera as pesquisas.
No governo, há dois nomes citados com frequência como possíveis sucessores do caudilho bolivarista: o vice-presidente Elías Jaua, a quem Chávez não transfere o poder quando sai do país, e o ministro do Exterior, Nicolás Maduro, um ex-sindicalista. Ambos são totalmente identificados ideologicamente com o presidente.
Outro nome de peso é Diosdado Cabello, um dos oficiais que participou da fracassada tentativa de golpe liderada por Chávez. Presidente da Assembleia Nacional e vice-líder do Partido Socialista Unido da Venezuela, Cabello tem bom trânsito entre os militares e nos meios empresariais.
Por fim, um terceiro núcleo de poder identificado pelo jornal The New York Times é a própria família Chávez. Seu irmão mais velho, Adán, governa o estado de Barinas, mas nem de longe tem o carisma do irmão. Seus discursos são longos, chatos e monótonos.
Com seu caudilhismo, Chávez ocupa todos os espaços políticos e todos os holofotes. Ele faz e desfaz as leis do país, docilmente aprovadas por uma Assembleia Nacional subserviente. Tem conta no Twitter. Quando quer, fala horas e horas em cadeias de rádio e televisão. Sua face é onipresente em posters e cartazes de rua.
Quem vai dizer a um chefe autoritário, arrogante e prepotente que se considera um semideus que está na hora de apontar um sucessor?
Para marcar a diferença, o candidato da oposição, Enrique Capriles, de 39 anos, liderou no domingo uma passeata de 10 quilômetros. A eleição está marcada para 7 de outubro. O presidente lidera as pesquisas.
No governo, há dois nomes citados com frequência como possíveis sucessores do caudilho bolivarista: o vice-presidente Elías Jaua, a quem Chávez não transfere o poder quando sai do país, e o ministro do Exterior, Nicolás Maduro, um ex-sindicalista. Ambos são totalmente identificados ideologicamente com o presidente.
Outro nome de peso é Diosdado Cabello, um dos oficiais que participou da fracassada tentativa de golpe liderada por Chávez. Presidente da Assembleia Nacional e vice-líder do Partido Socialista Unido da Venezuela, Cabello tem bom trânsito entre os militares e nos meios empresariais.
Por fim, um terceiro núcleo de poder identificado pelo jornal The New York Times é a própria família Chávez. Seu irmão mais velho, Adán, governa o estado de Barinas, mas nem de longe tem o carisma do irmão. Seus discursos são longos, chatos e monótonos.
Com seu caudilhismo, Chávez ocupa todos os espaços políticos e todos os holofotes. Ele faz e desfaz as leis do país, docilmente aprovadas por uma Assembleia Nacional subserviente. Tem conta no Twitter. Quando quer, fala horas e horas em cadeias de rádio e televisão. Sua face é onipresente em posters e cartazes de rua.
Quem vai dizer a um chefe autoritário, arrogante e prepotente que se considera um semideus que está na hora de apontar um sucessor?
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Chávez visita Fidel mas Venezuela suspende cúpula
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, alvo de rumores sobre seu estado de saúde, aproveitou o tratamento que faz em Cuba para visitar o ex-presidente Fidel Castro para mostrar que estaria bem, mas seu governo cancelou a Conferência de Cúpula da América Latina e do Caribe marcada para a próxima semana na Ilha Margarida.
Chávez saiu do país sem transferir o poder para o vice-presidente Elías Jaua, suscitando protestos da oposição e especulações generalizadas sobre seu real estado de saúde. Ele foi submetido a uma cirurgia abdominal em 10 de junho e está em convalescença. Uma das hipóteses é que teria um câncer na próstata.
Tanto o governo cubano quanto o venezuelano mantêm absoluto sigilo sobre a doença de Chávez.
Chávez saiu do país sem transferir o poder para o vice-presidente Elías Jaua, suscitando protestos da oposição e especulações generalizadas sobre seu real estado de saúde. Ele foi submetido a uma cirurgia abdominal em 10 de junho e está em convalescença. Uma das hipóteses é que teria um câncer na próstata.
Tanto o governo cubano quanto o venezuelano mantêm absoluto sigilo sobre a doença de Chávez.
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