Em mais um sinal de divisão interna no regime chavista, o ex-vice-presidente e ex-ministro do Exterior Elías Jaua criticou o ditador Nicolás Maduro e o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) pelo tratamento dos funcionários públicos e outras questões internas, noticiou o boletim de notícias Aporrea, defensor do chavismo.
Com o colapso da produção de petróleo e o agravamento da pior crise de uma economia moderna, vai haver menos dinheiro para garantir a lealdade de funcionários públicos e do PSUV à ditadura de Maduro.
As críticas de Jaua são um sinal evidente da fratura do regime, depois da prisão nos últimos meses de vários militares ligados ao caudilho Hugo Chávez quando ele chegou ao poder na eleição de 1998. Jaua era ministro da Educação e caiu em setembro.
Ao inaugurar a Feira Internacional de Livro da Venezuela, em Caracas, Maduro responsabilizou o boicote econômico parcial dos Estados Unidos pela falta de medicamentos e alimentos: "Não podemos comprar remédios, saibam os embaixadores, não podemos comprar medicamentos e alimentos complementares para a dieta dos venezuelanos em dólares porque está proibido."
Desde 2015, há uma grande escassez de remédios e alimentos na Venezuela. O governo Donald Trump impôs em agosto de 2017 uma série de medidas para proibir transações em dólares do governo venezuelano e da companhia estatal Petróleos de Venezuela S. A. (PdVSA).
Em março deste ano, os EUA proibiram qualquer transação com criptomoedas venezuelanas. Para tentar contornar a crise financeiro, o desgoverno Maduro lançou em 9 de janeiro de 2016 uma moeda digital, o petro.
A partir de 1º de novembro, o governo Trump bloqueou os bens e ativos de qualquer pessoa que opere no setor de ouro ou qualquer outro setor "cúmplice da corrupção governamental".
Como o regime chavista cooptou as Forças Armadas, prendeu militares rebeldes e fuzilou um policial rebelde que sequestrou um helicóptero e atirou contra a sede do Ministério do Interior, deixando claro que vai matar dissidentes, o fim do regime terá de vir de dentro do próprio sistema.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 9 de novembro de 2018
terça-feira, 3 de abril de 2018
Panamá divulga lista de suspeitos com altos dirigentes da Venezuela
A Comissão Nacional contra a Lavagem de Capitais do Panamá divulgou uma lista de suspeitos de "lavagem de dinheiro" e "financiamento do terrorismo" com 55 altos funcionários do regime chavista da Venezuela .
Entre eles, estão o ditador Nicolás Maduro; o vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e número dois do regime, Diosdado Cabello; o presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Maikel Moreno; a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena; e o procurador-geral da República, Tarek William Saab.
O supremo tribunal venezuelano considerou "grotescas" e "ilegais" as medidas adotadas pelo Panamá e pela Suíça, que na semana passada congelou as contas bancárias de sete altos dirigentes chavistas, inclusive Saab e Moreno.
"As autoridades do Panamá e da Confederação Suíça demonstram à comunidade internacional o descaramento de sua subordinação, convertendo-se assim em cúmplices de uma potência militarista que busca aniquilar a democracia venezuelana e suas instituições", protestou, em nota, o TSJ.
Em resposta, a vice-presidente e ministra do Exterior do Panamá, Isabel Saint Malo, declarou que a lista foi elaborada para "proteger" o sistema financeiro do país porque os dirigentes venezuelanos são considerados de "alto risco" para o crime de lavagem de dinheiro.
"O Panamá considerou, para proteção do nosso sistema financeiro internacional, que era importante pegar a lista da União Europeia, do Canadá e dos Estados Unidos e compartilhar com o setor bancário panamenho quais são as pessoas incluídas nestas listas para que o tomem em conta em suas avaliações de risco", acrescentou a chanceler.
Paraíso fiscal, o Panamá foi incluído na lista de suspeitos do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) de combate à evasão fiscal depois da divulgação dos Papéis do Panamá, em fevereiro de 2016. Desde então, passou a colaborar com as autoridades da Europa e dos EUA para manter sua posição de centro financeiro internacional.
Entre eles, estão o ditador Nicolás Maduro; o vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e número dois do regime, Diosdado Cabello; o presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Maikel Moreno; a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena; e o procurador-geral da República, Tarek William Saab.
O supremo tribunal venezuelano considerou "grotescas" e "ilegais" as medidas adotadas pelo Panamá e pela Suíça, que na semana passada congelou as contas bancárias de sete altos dirigentes chavistas, inclusive Saab e Moreno.
"As autoridades do Panamá e da Confederação Suíça demonstram à comunidade internacional o descaramento de sua subordinação, convertendo-se assim em cúmplices de uma potência militarista que busca aniquilar a democracia venezuelana e suas instituições", protestou, em nota, o TSJ.
Em resposta, a vice-presidente e ministra do Exterior do Panamá, Isabel Saint Malo, declarou que a lista foi elaborada para "proteger" o sistema financeiro do país porque os dirigentes venezuelanos são considerados de "alto risco" para o crime de lavagem de dinheiro.
"O Panamá considerou, para proteção do nosso sistema financeiro internacional, que era importante pegar a lista da União Europeia, do Canadá e dos Estados Unidos e compartilhar com o setor bancário panamenho quais são as pessoas incluídas nestas listas para que o tomem em conta em suas avaliações de risco", acrescentou a chanceler.
Paraíso fiscal, o Panamá foi incluído na lista de suspeitos do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) de combate à evasão fiscal depois da divulgação dos Papéis do Panamá, em fevereiro de 2016. Desde então, passou a colaborar com as autoridades da Europa e dos EUA para manter sua posição de centro financeiro internacional.
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Governo e oposição da Venezuela retomam diálogo na quinta-feira
Depois do fracasso da semana passada, enquanto a Venezuela afunda numa crise sem precedentes para um país tão rico em petróleo, o governo e a oposição voltam a se reunir na quinta-feira em São Domingos, a capital da República Dominicana.
No sábado, quando o diálogo foi suspenso sem conclusão, o presidente dominicano, Danilo Medina, declarou que as partes não haviam chegado a um acordo definitivo nos seis itens da agenda.
O ministro da Comunicação da ditadura de Nicolás Maduro, Jorge Rodríguez, disse que houve acordo na maioria dos pontos e manifestou esperança de concluir a negociação na próxima rodada, que começa daqui a três dias.
Já o líder da delegação oposicionista, deputado Julio Borges, afirmou que a oposição não vai ceder em suas posições porque isso só agravaria a crise política e econômica na Venezuela.
A oposição exige um sistema eleitoral transparente nas eleições presidenciais deste ano, a abertura de canais de ajuda humanitária para permitir a entrada de medicamentos e alimentos, a libertação dos presos políticos e a restauração dos poderes da Assembleia Nacional, onde obteve maioria de dois terços.
O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), braço político do regime chavista, quer o fim das sanções econômicas impostas a alguns de seus dirigentes, o que depende dos Estados Unidos, e o reconhecimento da Assembleia Nacional Constituinte ilegal e ilegítima criada por Maduro para esvaziar a Assembleia Nacional legítima, dominada pela oposição.
Diante dessas posições, é difícil imaginar a possibilidade de um acordo. Além do presidente dominicano, o ex-vice-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero participa como mediador.
Os governos do Chile e do México são observadores convidados pela oposição. Os governos da Bolívia, da Nicarágua e de São Vicente e Granadinas acompanham o diálogo a convite da ditadura chavista.
No sábado, quando o diálogo foi suspenso sem conclusão, o presidente dominicano, Danilo Medina, declarou que as partes não haviam chegado a um acordo definitivo nos seis itens da agenda.
O ministro da Comunicação da ditadura de Nicolás Maduro, Jorge Rodríguez, disse que houve acordo na maioria dos pontos e manifestou esperança de concluir a negociação na próxima rodada, que começa daqui a três dias.
Já o líder da delegação oposicionista, deputado Julio Borges, afirmou que a oposição não vai ceder em suas posições porque isso só agravaria a crise política e econômica na Venezuela.
A oposição exige um sistema eleitoral transparente nas eleições presidenciais deste ano, a abertura de canais de ajuda humanitária para permitir a entrada de medicamentos e alimentos, a libertação dos presos políticos e a restauração dos poderes da Assembleia Nacional, onde obteve maioria de dois terços.
O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), braço político do regime chavista, quer o fim das sanções econômicas impostas a alguns de seus dirigentes, o que depende dos Estados Unidos, e o reconhecimento da Assembleia Nacional Constituinte ilegal e ilegítima criada por Maduro para esvaziar a Assembleia Nacional legítima, dominada pela oposição.
Diante dessas posições, é difícil imaginar a possibilidade de um acordo. Além do presidente dominicano, o ex-vice-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero participa como mediador.
Os governos do Chile e do México são observadores convidados pela oposição. Os governos da Bolívia, da Nicarágua e de São Vicente e Granadinas acompanham o diálogo a convite da ditadura chavista.
sábado, 5 de agosto de 2017
Constituinte de Maduro demite procuradora-geral da Venezuela
Em um de seus primeiros atos, a Assembleia Nacional Constituinte convocada pelo ditador Nicolás Maduro demitiu hoje a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, que denunciou sua eleição como ilegal e ilegítima. As forças de segurança do regime cercaram a sede do Ministério Público, em Caracas.
Maduro convocou a Constituinte para usurpar os poderes da Assembleia Nacional eleita em 6 de dezembro de 2015 com maioria de dois terços da oposição. Ortega, chavista histórica, rejeitou a manobra alegando não haver necessidade de mudar a Constituição da República Bolivarista da Venezuela, inspirada pelo então presidente Hugo Chávez.
Depois que a empresa que organizou a apuração denunciou fraude, com a adição de pelo menos um milhão de votos falsos, Ortega pediu a dissolução da Constituinte. Ela acusou de "terrorismo de Estado" e de transformar a Venezuela num "Estado policial".
A procuradora-geral investigava violações dos direitos humanos cometidas pelas forças de segurança na repressão às manifestações de protestos realizadas diariamente nas ruas de Caracas e das principais cidades desde o início de abril. Nesse período, pelo menos 121 mortes, 2 mil pessoas saíram feridas e mais de 5 mil foram presas.
Na época, a oposição reagiu à decisão do Tribunal Supremo de Justiça de assumir o Poder Legislativo, negando legitimidade à Assembleia Nacional eleita democraticamente. Sob pressão, o Supremo recuou.
Sem saída legal para revogar os poderes do Parlamento, Maduro inventou a ideia de uma Constituinte eleita "territorialmente" e por "entidades". Nesta fórmula para violar o princípio do voto direto, secreto e universal que é a base da democracia, cada cidade elegeu um deputado e as capitais de estado dois, aumentando desproporcionalmente a representação de pequenas comunidades rurais em detrimento das grandes cidades.
Dois terços foram eleitos em "bases territoriais" e o outro terço por entidades pelegas ligadas ao regime chavista. Como a oposição boicotou as eleições, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) domina totalmente a Constituinte, que deve implantar uma ditadura comunista semelhante às de Cuba e da Coreia do Norte.
O problema é que a Venezuela enfrenta a pior crise econômica de sua história independência, com depressão de mais de 30% do PIB desde a morte de Chávez, em 2013, inflação de 1.200% ao ano, desabastecimento generalizado e emagrecimento da população, com mais de 80% vivendo na miséria.
A Constituinte de Maduro não tem a menor chance de fazer as reformas necessárias para levar a Venezuela de volta à economia de mercado, com o fim dos controles sobre preços e câmbio. Os riscos são de um colapso econômico total, agravamento da crise humanitária que já levou centenas de milhares de venezuelanos a fugir para a Colômbia e o Brasil, e guerra civil.
Maduro convocou a Constituinte para usurpar os poderes da Assembleia Nacional eleita em 6 de dezembro de 2015 com maioria de dois terços da oposição. Ortega, chavista histórica, rejeitou a manobra alegando não haver necessidade de mudar a Constituição da República Bolivarista da Venezuela, inspirada pelo então presidente Hugo Chávez.
Depois que a empresa que organizou a apuração denunciou fraude, com a adição de pelo menos um milhão de votos falsos, Ortega pediu a dissolução da Constituinte. Ela acusou de "terrorismo de Estado" e de transformar a Venezuela num "Estado policial".
A procuradora-geral investigava violações dos direitos humanos cometidas pelas forças de segurança na repressão às manifestações de protestos realizadas diariamente nas ruas de Caracas e das principais cidades desde o início de abril. Nesse período, pelo menos 121 mortes, 2 mil pessoas saíram feridas e mais de 5 mil foram presas.
Na época, a oposição reagiu à decisão do Tribunal Supremo de Justiça de assumir o Poder Legislativo, negando legitimidade à Assembleia Nacional eleita democraticamente. Sob pressão, o Supremo recuou.
Sem saída legal para revogar os poderes do Parlamento, Maduro inventou a ideia de uma Constituinte eleita "territorialmente" e por "entidades". Nesta fórmula para violar o princípio do voto direto, secreto e universal que é a base da democracia, cada cidade elegeu um deputado e as capitais de estado dois, aumentando desproporcionalmente a representação de pequenas comunidades rurais em detrimento das grandes cidades.
Dois terços foram eleitos em "bases territoriais" e o outro terço por entidades pelegas ligadas ao regime chavista. Como a oposição boicotou as eleições, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) domina totalmente a Constituinte, que deve implantar uma ditadura comunista semelhante às de Cuba e da Coreia do Norte.
O problema é que a Venezuela enfrenta a pior crise econômica de sua história independência, com depressão de mais de 30% do PIB desde a morte de Chávez, em 2013, inflação de 1.200% ao ano, desabastecimento generalizado e emagrecimento da população, com mais de 80% vivendo na miséria.
A Constituinte de Maduro não tem a menor chance de fazer as reformas necessárias para levar a Venezuela de volta à economia de mercado, com o fim dos controles sobre preços e câmbio. Os riscos são de um colapso econômico total, agravamento da crise humanitária que já levou centenas de milhares de venezuelanos a fugir para a Colômbia e o Brasil, e guerra civil.
terça-feira, 12 de abril de 2016
Igreja Católica propõe diálogo nacional na Venezuela
A Igreja Católica vai entrar em contato com os principais partidos políticos da Venezuela para promover um diálogo nacional para tentar acabar com o espaço político do país, informou hoje o jornal Panorama.
O virtual colapso da economia com as políticas antiliberais do "socialismo do século 21" do falecido caudilho Hugo Chávez e a queda nos preços do petróleo geraram uma crise política sem precedentes que ameaça o presidente Nicolás Maduro.
Uma possível visita do papa Francisco à Venezuela depende de um convite oficial do governo e do avanço do diálogo. O Vaticano defende uma transição para superar as crises do regime chavista.
Tanto o governante Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) quanto a coalizão oposicionista Mesa da Unidade Democrática (MUD) têm boas relações com o papa. Estão avaliando a proposta.
O virtual colapso da economia com as políticas antiliberais do "socialismo do século 21" do falecido caudilho Hugo Chávez e a queda nos preços do petróleo geraram uma crise política sem precedentes que ameaça o presidente Nicolás Maduro.
Uma possível visita do papa Francisco à Venezuela depende de um convite oficial do governo e do avanço do diálogo. O Vaticano defende uma transição para superar as crises do regime chavista.
Tanto o governante Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) quanto a coalizão oposicionista Mesa da Unidade Democrática (MUD) têm boas relações com o papa. Estão avaliando a proposta.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Venezuela decreta feriado na sexta-feira para poupar energia
À beira de um colapso econômico, a Venezuela, país com as maiores reservas mundiais de petróleo, decretou feriado para o funcionalismo público nas sextas-feiras durante 60 dias para poupar energia em mais um sinal de falência do regime chavista e seu "socialismo do século 21".
"Maduro apaga a Venezuela", afirmou o jornal La Patilla.
O presidente Nicolás Maduro ficou de se encontrar com o ministro da Eletricidade, Luis Motta Domínguez, para discutir medidas adicionais de racionamento de energia. Adiantou que a indústria terá de reduzir o consumo em 20%.
Para agravar ainda mais a situação, o barril de petróleo vale hoje um terço do preço de junho de 2014 e o fenômeno meteorológico El Niño provocou uma seca que afeta o abastecimento de água e energia. O ex-ministro da Eletricidade Hector Navarro advertiu que a usina Guri, maior hidrelétrica venezuelana, responsável por 60% da energia elétrica, pode parar de funcionar em 20 dias.
As crises política e econômica estão gerando uma situação explosiva na Venezuela. Nesta semana, o líder oposicionista Henry Ramos Allup, presidente da Assembleia Nacional, denunciou a articulação de um golpe militar contra Maduro dentro do próprio regime chavista.
Com a Venezuela rumando para a depressão econômica, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) está dividido. A facção central reúne a elite dirigente, Maduro, sua mulher, a procuradora-geral Cilia Flores, o ex-presidente da Assembleia Nacional Diosdado Cabello, o governador do estado de Arágua, Tareck Aissami, e o comandante da Guarda Nacional, Néstor Reverol.
Este núcleo central do regime é o que mais resiste ao diálogo com a oposição e a uma reforma econômica, que consideram uma cessão de poderes e uma traição ao finado caudilho Hugo Chávez. Cabello, Flores, Aissami e Reverol são suspeitos de envolvimento com o tráfico de cocaína para os Estados Unidos.
Qualquer mudança é vista por eles como uma ameaça existencial à revolução e a seu futuro político. Com a paralisia econômica do regime, a inflação chegou a 300% ao ano.
Outra facção chavista reúne governadores liderados por Francisco Arias Cárdenas, do estado de Zulia. Por causa da insatisfação popular com o governo, eles não querem a realização de eleições estaduais neste ano. Preferem a queda de Maduro por referendo revogatório ou renúncia a eleições em que a oposição seria franca favorita.
Entre os que defendem o referendo revogatório do presidente, um instrumento introduzido por Chávez na Constituição da República Bolivarista da Venezuela, está o ex-ministro do Interior Miguel Rodríguez Torres, demitido por Maduro em 2014.
"Maduro apaga a Venezuela", afirmou o jornal La Patilla.
O presidente Nicolás Maduro ficou de se encontrar com o ministro da Eletricidade, Luis Motta Domínguez, para discutir medidas adicionais de racionamento de energia. Adiantou que a indústria terá de reduzir o consumo em 20%.
Para agravar ainda mais a situação, o barril de petróleo vale hoje um terço do preço de junho de 2014 e o fenômeno meteorológico El Niño provocou uma seca que afeta o abastecimento de água e energia. O ex-ministro da Eletricidade Hector Navarro advertiu que a usina Guri, maior hidrelétrica venezuelana, responsável por 60% da energia elétrica, pode parar de funcionar em 20 dias.
As crises política e econômica estão gerando uma situação explosiva na Venezuela. Nesta semana, o líder oposicionista Henry Ramos Allup, presidente da Assembleia Nacional, denunciou a articulação de um golpe militar contra Maduro dentro do próprio regime chavista.
Com a Venezuela rumando para a depressão econômica, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) está dividido. A facção central reúne a elite dirigente, Maduro, sua mulher, a procuradora-geral Cilia Flores, o ex-presidente da Assembleia Nacional Diosdado Cabello, o governador do estado de Arágua, Tareck Aissami, e o comandante da Guarda Nacional, Néstor Reverol.
Este núcleo central do regime é o que mais resiste ao diálogo com a oposição e a uma reforma econômica, que consideram uma cessão de poderes e uma traição ao finado caudilho Hugo Chávez. Cabello, Flores, Aissami e Reverol são suspeitos de envolvimento com o tráfico de cocaína para os Estados Unidos.
Qualquer mudança é vista por eles como uma ameaça existencial à revolução e a seu futuro político. Com a paralisia econômica do regime, a inflação chegou a 300% ao ano.
Outra facção chavista reúne governadores liderados por Francisco Arias Cárdenas, do estado de Zulia. Por causa da insatisfação popular com o governo, eles não querem a realização de eleições estaduais neste ano. Preferem a queda de Maduro por referendo revogatório ou renúncia a eleições em que a oposição seria franca favorita.
Entre os que defendem o referendo revogatório do presidente, um instrumento introduzido por Chávez na Constituição da República Bolivarista da Venezuela, está o ex-ministro do Interior Miguel Rodríguez Torres, demitido por Maduro em 2014.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Oposição soma 110 deputados na Assembleia Nacional da Venezuela
Em uma atualização dos resultados das eleições parlamentares de domingo, a Comissão Nacional Eleitoral da Venezuela anunciou que a aliança oposicionista Mesa da Unidade Democrática (MUD) elegeu 107 deputados, o regime chavista 55 e a rede indígena três, noticiou o jornal El Nacional. Faltando definir duas cadeiras, a oposição soma 110 deputados, dois a menos do que a supermaioria de dois terços da Assembleia Nacional.
Com dois terços, a oposição teria poderes reais para reformar a Constituição, mudar a composição da Corte Suprema, fiel ao regime, e convocar um referendo para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro. Seria o fim da "revolução bolivarista" iniciada com a vitória do coronel Hugo Chávez na eleição presidencial de 1998.
O presidente prometeu respeitar o resultado das urnas, que atribuiu a um "momento passageiro" causado pela "guerra econômica". Continua fugindo de sua responsabilidade. Maduro convocou 980 delegados do Partido Socialista Unido da Venezuela para uma reunião de avaliação nos próximos dias no Palácio de Miraflores.
Com dois terços, a oposição teria poderes reais para reformar a Constituição, mudar a composição da Corte Suprema, fiel ao regime, e convocar um referendo para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro. Seria o fim da "revolução bolivarista" iniciada com a vitória do coronel Hugo Chávez na eleição presidencial de 1998.
O presidente prometeu respeitar o resultado das urnas, que atribuiu a um "momento passageiro" causado pela "guerra econômica". Continua fugindo de sua responsabilidade. Maduro convocou 980 delegados do Partido Socialista Unido da Venezuela para uma reunião de avaliação nos próximos dias no Palácio de Miraflores.
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Líder municipal da oposição é morto na Venezuela
Com a proximidade das eleições parlamentares de 6 de dezembro de 2015 e a determinação do presidente Nicolás Maduro de ganhar "seja como for", aumenta a violência política na Venezuela. O secretário-geral do partido de oposição Ação Democrática no município de Altagracia de Orituco, Luis Manuel Díaz, foi morto ontem durante um comício.
Díaz foi baleado quando estava ao lado de Lilian Tintori, mulher de Leopoldo López, o principal líder da oposição preso e condenado pelo regime chavista num processo político, supostamente por incitar à violência durante manifestações de protesto contra o governo em fevereiro de 2014. Na época, 43 pessoas morreram em choques entre oposicionistas polícia bolivarista.
"Hoje sofri dois ataques", declarou ontem Lilian Tintori. Horas antes, participantes do comício foram alvo de pedradas. Ela denuncia estar sendo perseguida todo o tempo pelo Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin), o serviço secreto chavista.
O secretário-geral nacional da AD, Henry Ramos Allup, afirmou que o tiro partiu de um carro com militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do presidente Maduro. "Onde está a missão da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), que até agora não disse nada?", protestou o deputado Leomagno Flores.
Depois do veto do governo Maduro ao ex-ministro da Justiça e da Defesa e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim, a chefia da missão de "acompanhamento" da Unasul das eleições venezuelanas foi entregue ao ex-presidente da República Dominicana Leonel Fernández, admirador confesso do finado caudilho Hugo Chávez.
Sob pressão, a missão da Unasul apelou "às autoridades para que conduzam uma investigação profunda sobre este fato condenável a fim de excluir toda impunidade".
A dez dias das eleições, a oposição denuncia uma série de ataques ao longo da campanha, especialmente depois do discurso de Maduro em 22 de outubro defender a vitória a qualquer preço. Isso aumentou a atividade das milícias chavistas conhecidas como coletivos e os protestos da aliança oposicionista Mesa da Unidade Democrática (MUD).
No domingo, militantes mascarados atiraram para o ar para impedir a passagem de uma carreata do candidato oposicionista Miguel Pizarro num bairro popular da capital.
Na semana passada, Lilian Tintori foi perseguida quando ia a um ato público no centro de Caracas. Há duas semanas, o ex-candidato presidente Henrique Capriles foi alvo de tiros que atribuiu ao prefeito chavista de Yare, Saúl Yáñez, e seus capangas.
O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, que disputa a liderança do chavismo com Maduro, desprezou as denúncias como "armações".
Na pior crise econômica de sua história moderna, com recessão de 10%, inflação de 200% e desabastecimento generalizado por causa da queda nos preços do petróleo e do fracasso do "socialismo do século 21", todas as pesquisas apontam uma ampla vitória das oposições, que teriam maioria na Assembleia Nacional pela primeira vez desde a ascensão de Hugo Chávez.
Se as pesquisas forem confirmadas, a oposição poderá convocar um referendo para revogar o mandato do presidente Maduro e tirar o chavismo do poder com uma de suas próprias armas. Como o regime não mostra nenhum sinal de que pretenda ceder o poder democraticamente, a tendência é de aumento da violência política.
Na primeira entrevista como presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, ameaçou aplicar a cláusula democrática do Mercosul para suspender a Venezuela do bloco por causa da "perseguição a oposicionistas" e da "falta de liberdade de expressão". Com essa declaração pressionou o governo Dilma Rousseff, aliado do chavismo, a tomar uma posição clara.
As eleições de 6 de dezembro serão um teste definitivo para Maduro, para a política externa de Dilma e para o compromisso do Mercosul com a democracia. Quatro dias depois, Macri toma posse. Em 21 de dezembro, o Mercosul faz sua reunião de cúpula.
Díaz foi baleado quando estava ao lado de Lilian Tintori, mulher de Leopoldo López, o principal líder da oposição preso e condenado pelo regime chavista num processo político, supostamente por incitar à violência durante manifestações de protesto contra o governo em fevereiro de 2014. Na época, 43 pessoas morreram em choques entre oposicionistas polícia bolivarista.
"Hoje sofri dois ataques", declarou ontem Lilian Tintori. Horas antes, participantes do comício foram alvo de pedradas. Ela denuncia estar sendo perseguida todo o tempo pelo Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin), o serviço secreto chavista.
O secretário-geral nacional da AD, Henry Ramos Allup, afirmou que o tiro partiu de um carro com militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do presidente Maduro. "Onde está a missão da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), que até agora não disse nada?", protestou o deputado Leomagno Flores.
Depois do veto do governo Maduro ao ex-ministro da Justiça e da Defesa e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim, a chefia da missão de "acompanhamento" da Unasul das eleições venezuelanas foi entregue ao ex-presidente da República Dominicana Leonel Fernández, admirador confesso do finado caudilho Hugo Chávez.
Sob pressão, a missão da Unasul apelou "às autoridades para que conduzam uma investigação profunda sobre este fato condenável a fim de excluir toda impunidade".
A dez dias das eleições, a oposição denuncia uma série de ataques ao longo da campanha, especialmente depois do discurso de Maduro em 22 de outubro defender a vitória a qualquer preço. Isso aumentou a atividade das milícias chavistas conhecidas como coletivos e os protestos da aliança oposicionista Mesa da Unidade Democrática (MUD).
No domingo, militantes mascarados atiraram para o ar para impedir a passagem de uma carreata do candidato oposicionista Miguel Pizarro num bairro popular da capital.
Na semana passada, Lilian Tintori foi perseguida quando ia a um ato público no centro de Caracas. Há duas semanas, o ex-candidato presidente Henrique Capriles foi alvo de tiros que atribuiu ao prefeito chavista de Yare, Saúl Yáñez, e seus capangas.
O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, que disputa a liderança do chavismo com Maduro, desprezou as denúncias como "armações".
Na pior crise econômica de sua história moderna, com recessão de 10%, inflação de 200% e desabastecimento generalizado por causa da queda nos preços do petróleo e do fracasso do "socialismo do século 21", todas as pesquisas apontam uma ampla vitória das oposições, que teriam maioria na Assembleia Nacional pela primeira vez desde a ascensão de Hugo Chávez.
Se as pesquisas forem confirmadas, a oposição poderá convocar um referendo para revogar o mandato do presidente Maduro e tirar o chavismo do poder com uma de suas próprias armas. Como o regime não mostra nenhum sinal de que pretenda ceder o poder democraticamente, a tendência é de aumento da violência política.
Na primeira entrevista como presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, ameaçou aplicar a cláusula democrática do Mercosul para suspender a Venezuela do bloco por causa da "perseguição a oposicionistas" e da "falta de liberdade de expressão". Com essa declaração pressionou o governo Dilma Rousseff, aliado do chavismo, a tomar uma posição clara.
As eleições de 6 de dezembro serão um teste definitivo para Maduro, para a política externa de Dilma e para o compromisso do Mercosul com a democracia. Quatro dias depois, Macri toma posse. Em 21 de dezembro, o Mercosul faz sua reunião de cúpula.
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terça-feira, 20 de outubro de 2015
Maduro prorroga estado de emergência na fronteira com a Colômbia
Em decreto publicado hoje no Diário Oficial da Venezuela, o presidente Nicolás Maduro prorrogou por 60 dias o estado de emergência em várias cidades da fronteira com a Colômbia no estado de Táchira sob o pretexto de combater o contrabando e outros crimes.
Os municípios incluem Bolívar, Capacho Novo, Capacho Velho, Pedro María Urena e Rafael Urdanetta.
O estado de emergência foi imposto em 21 de agosto, depois de um incidente em que quatro soldados venezuelanos foram feridos. Com o subsídio que faz a gasolina custar centavos de dólar e o controle de preços, as mercadorias venezuelanas são muito mais baratas do que do outro lado da fronteira, estimulando o contrabando.
Já o conflito com a Colômbia, aliada dos Estados Unidos no combate ao tráfico de drogas e aos grupos guerrilheiros de esquerda, faz parte das jogadas políticas do regime chavista desde a ascensão ao poder de Hugo Chávez, em 1999.
Com a crise econômica, recessão de 10%, desabastecimento generalizado e inflação rondando os 200% ao ano, as pesquisas preveem uma derrota fragorosa do governo nas eleições parlamentares de 6 de dezembro de 2015. Desde já, Maduro e o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) acusam os inimigos internos e externos, inclusive a Colômbia.
A última de Maduro foi pedir a abertura de processo contra o presidente do grupo Polar, dono de redes de supermercados, porque em conversa telefônica grampeada com o economista Ricardo Hausmann, professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, disse que a Venezuela deveria pedir um empréstimo de emergência de US$ 15 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A escuta telefônica é ilegal e discutir opções para sair do caos econômico está longe de ser golpismo.
Os municípios incluem Bolívar, Capacho Novo, Capacho Velho, Pedro María Urena e Rafael Urdanetta.
O estado de emergência foi imposto em 21 de agosto, depois de um incidente em que quatro soldados venezuelanos foram feridos. Com o subsídio que faz a gasolina custar centavos de dólar e o controle de preços, as mercadorias venezuelanas são muito mais baratas do que do outro lado da fronteira, estimulando o contrabando.
Já o conflito com a Colômbia, aliada dos Estados Unidos no combate ao tráfico de drogas e aos grupos guerrilheiros de esquerda, faz parte das jogadas políticas do regime chavista desde a ascensão ao poder de Hugo Chávez, em 1999.
Com a crise econômica, recessão de 10%, desabastecimento generalizado e inflação rondando os 200% ao ano, as pesquisas preveem uma derrota fragorosa do governo nas eleições parlamentares de 6 de dezembro de 2015. Desde já, Maduro e o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) acusam os inimigos internos e externos, inclusive a Colômbia.
A última de Maduro foi pedir a abertura de processo contra o presidente do grupo Polar, dono de redes de supermercados, porque em conversa telefônica grampeada com o economista Ricardo Hausmann, professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, disse que a Venezuela deveria pedir um empréstimo de emergência de US$ 15 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A escuta telefônica é ilegal e discutir opções para sair do caos econômico está longe de ser golpismo.
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terça-feira, 7 de outubro de 2014
Venezuela mata ativistas suspeitos da morte de deputado
Cinco militantes da Frente 5 de Março foram mortos pela polícia da Venezuela hoje no bairro de Quinta Crespo, em Caracas, inclusive seu líder, José Miguel Odreman, declarou hoje o diretor de investigações da polícia, José Sierralta, reportou o jornal El Nacional.
O coletivo, nome dos grupos armados que apoiam o regime chavista, pode ter sido responsável pela morte, em 1º de outubro de 2014, do jovem deputado chavista Robert Serra, que era uma das estrelas em ascensão do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). Ele e a mulher foram esfaqueados dentro de casa.
Odreman era sargento aposentado da extinta Polícia Metropolitana de Caracas. Representava o Movimento Juan Montoya, que congrega pelo menos cem coletivos da Grande Caracas. O diretor do Corpo de Investigações Científicas, Penas e Criminalístas o acusou de liderar uma gangue de delinquentes responsáveis por vários homicídios.
Com 79 mortes por ano para cada 100 mil habitantes, a Venezuela é hoje o segundo país mais violento do mundo fora de zonas de guerra, atrás apenas de Honduras.
O coletivo, nome dos grupos armados que apoiam o regime chavista, pode ter sido responsável pela morte, em 1º de outubro de 2014, do jovem deputado chavista Robert Serra, que era uma das estrelas em ascensão do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). Ele e a mulher foram esfaqueados dentro de casa.
Odreman era sargento aposentado da extinta Polícia Metropolitana de Caracas. Representava o Movimento Juan Montoya, que congrega pelo menos cem coletivos da Grande Caracas. O diretor do Corpo de Investigações Científicas, Penas e Criminalístas o acusou de liderar uma gangue de delinquentes responsáveis por vários homicídios.
Com 79 mortes por ano para cada 100 mil habitantes, a Venezuela é hoje o segundo país mais violento do mundo fora de zonas de guerra, atrás apenas de Honduras.
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Maduro é nomeado vice-presidente da Venezuela
O ministro do Exterior, Nicolás Maduro, foi nomeado ontem vice-presidente da Venezuela, o que o coloca como principal candidato à sucessão do presidente Hugo Chávez na liderança do Partido Socialista Unido da Venezuela e de sua "revolução bolivarista".
Durante o ato de proclamação de Chávez como presidente eleito, no Centro de Imprensa Internacional do Conselho Nacional Eleitoral, o caudilho venezuelano anunciou o nome de seu vice-presidente, agradecendo ao anterior Elías Jaua e a sua família pela lealdade.
Chávez tem um câncer abdominal diagnosticado em 2011 e tratado como segredo de Estado. Desde junho do ano passado, o presidente venezuelano foi submetido a três cirurgias para tratar da doença.
Durante a campanha, o candidato oposicionista, Henrique Capriles, de 40 anos, governador do estado de Miranda, foi a mais de 300 cidades para mostrar vigor, em contraste com o debilitado Chávez, que abusou do poder convocando cadeias nacionais de rádio e televisão 130 vezes.
Quando Chávez foi se tratar de câncer em Cuba, não passou o poder ao vice. Governava a Venezuela pelo telefone. Com a saúde do caudilho debilitada, a grande dúvida é se ele conseguirá concluir o mandato, em 2019.
Durante o ato de proclamação de Chávez como presidente eleito, no Centro de Imprensa Internacional do Conselho Nacional Eleitoral, o caudilho venezuelano anunciou o nome de seu vice-presidente, agradecendo ao anterior Elías Jaua e a sua família pela lealdade.
Chávez tem um câncer abdominal diagnosticado em 2011 e tratado como segredo de Estado. Desde junho do ano passado, o presidente venezuelano foi submetido a três cirurgias para tratar da doença.
Durante a campanha, o candidato oposicionista, Henrique Capriles, de 40 anos, governador do estado de Miranda, foi a mais de 300 cidades para mostrar vigor, em contraste com o debilitado Chávez, que abusou do poder convocando cadeias nacionais de rádio e televisão 130 vezes.
Quando Chávez foi se tratar de câncer em Cuba, não passou o poder ao vice. Governava a Venezuela pelo telefone. Com a saúde do caudilho debilitada, a grande dúvida é se ele conseguirá concluir o mandato, em 2019.
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Chávez vence eleições mas oposição avança
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, obteve mais uma ampla vitória nas eleições estaduais e municipais do domingo. Seus partidários ganharam em 17 dos 22 estados venezuelanos.
Mas a oposição cresceu. Ganhou em cinco estados importantes e conquistou a prefeitura da capital, cargo mais importante no país, a prefeitura da capital, Caracas.
Antonio José Ledezma teve 52,4% dos votos contra 44,92% para o chavista Aristóbulo Izturiz, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e falou com cooperação com Chávez em tom de desafio: "Uma mensagem para o Presidente da República: você e eu temos muitas diferenças mas neste momento não é pertinente discutir as razões. Eu o convido, Sr. Presidente, a trabalhar junto comigo para resgatar Caracas do caos e da miséria".
Chávez festejou a ampla vitória de seus aliados e pediu aos governadores de oposição, "reconhecendo seu triunfo, espero que me reconheçam como chefe de Estado e respeitem a Constituição".
Mas a oposição cresceu. Ganhou em cinco estados importantes e conquistou a prefeitura da capital, cargo mais importante no país, a prefeitura da capital, Caracas.
Antonio José Ledezma teve 52,4% dos votos contra 44,92% para o chavista Aristóbulo Izturiz, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e falou com cooperação com Chávez em tom de desafio: "Uma mensagem para o Presidente da República: você e eu temos muitas diferenças mas neste momento não é pertinente discutir as razões. Eu o convido, Sr. Presidente, a trabalhar junto comigo para resgatar Caracas do caos e da miséria".
Chávez festejou a ampla vitória de seus aliados e pediu aos governadores de oposição, "reconhecendo seu triunfo, espero que me reconheçam como chefe de Estado e respeitem a Constituição".
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