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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

China instala base militar perto da fronteira com o Afeganistão

A China transformou um posto militar no no Leste do Tajiquistão, perto da fronteira com o Afeganistão, numa base militar permanente. A presença militar chinesa na região tem três a quatro anos. O quartel tem pouco mais de 20 prédios e uma torre de vigia, revelou o jornal The Washington Post.

Nem o regime comunista chinês nem o governo tajique confirmou oficialmente a presença da base militar, quem a sustenta e quem a controla. Se a notícia for confirmada, será uma indicação do aumento da presença militar da China na Ásia Central, no momento em que os Estados Unidos planejam retirar suas forças do Afeganistão.

Entre outras razões, o governo chinês se preocupa com o contrabando e as ações de terroristas muçulmanos ao longo da fronteira entre o Afeganistão e o Tajiquistão. A polícia chinesa patrulha a área e fez várias incursões do lado afegão.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Israel destrói túnel do Hamas ligando Faixa de Gaza ao Egito

A Força Aérea de Israel bombardeou e destruiu totalmente na madrugada de hoje um túnel subterrâneo de 180 metros construído pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) para permitir a passagem de armas e guerrilheiros entre a Faixa de Gaza e o Egito, confirmou hoje um porta-voz militar israelense.

"Esta é uma violação flagrante da soberania de Israel, uma ameaça aos cidadãos de Israel e uma sabotagem dos esforços humanitários que Israel está fazendo pelos cidadãos de Gaza", declararam em nota as Forças de Defesa de Israel. "A organização terrorista Hamas é responsável por tudo o que entra e sai da Faixa de Gaza."

O Hamas alegou que o túnel serviria para contrabandear mercadorias e assim furar o bloqueio israelense ao território palestino. Israel afirmou que o verdadeiro objetivo era infiltrar armas e terroristas para atacar alvos israelenses.

Foi o quarto túnel do Hamas destruído desde outubro de 2017. Este passava por baixo do posto de fronteira de Kerem Shalom e de alvos estratégicos como um gasoduto. No sábado à noite, Israel fechou o posto de Kerem Shalom.

"Realizamos uma ação profissional e precisa", comentou o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman. "A destruição da rede de túneis do terror é um componente essencial da nossa política de degradar sistematicamente as capacidades estratégicas do Hamas."

Com a presença cada vez mais notória do grupo jihadista Estado Islâmico na Península do Sinai, Israel teme um ataque da organização terrorista pelo Sul e de milícias ligadas ao Irã que lutaram ao lado da ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria pelo norte.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Venezuela proíbe lojas de dar dinheiro

Com a hiperinflação e a escassez de papel-moeda, a Superintendência das Instituições do Setor Bancário (Sudeban) anunciou no sábado a proibição de que as lojas da Venezuela deem dinheiro aos consumidores. O objetivo é combater uma suposta fuga de dinheiro rumo à fronteira da Colômbia, onde o contrabando é intenso já que falta quase tudo na Venezuela por causa da depressão econômica.

Em vez de admitir que a falta de notas é resultado da hiperinflação, que deve chegar a 1.200% em 2017, o regime chavista alega que 30% do dinheiro saem do país através da fronteira coma Colômbia.

Mais de 300 mil venezuelanos cruzaram a fronteira com a Colômbia nos últimos meses para escapar da crise. O ditador Nicolás Maduro insiste nas políticas fracassadas de expropriações e controles de câmbio e de preços que causaram um desabastecimento sem precedentes.

Desde a morte de Hugo Chávez, em 2013, o produto interno bruto venezuelano perdeu 40% e a renda média por pessoa caiu pela metade, neutralizando os ganhos sociais e revertendo a redução da pobreza. Hoje, mais de 80% dos venezuelanos são pobres e o desabastecimento é generalizado.

Sem diálogo com a oposição, libertação dos 676 presos políticos e reformas econômicas liberalizantes, a Venezuela não vai sair do buraco em que se meteu com o "socialismo do século 21" pregado por Chávez. Mas nada indica que o regime esteja disposto a ceder.

A convocação por Maduro de uma Assembleia Nacional Constituinte para usurpar os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente em 6 de dezembro de 2015 consolida a ditadura. A Constituinte de Maduro tem plenos poderes e se deu dois anos de prazo para concluir o trabalho.

Os manifestantes que protestam diariamente desde o início de abril ficaram atônitos com a facilidade com que os constituintes tomaram o lugar dos deputados eleitos de acordo com a Constituição, que exige um plebiscito para convocar uma Constituinte.

Por isso, a oposição nega legitimidade à Constituinte. A Venezuela tem hoje instituições paralelas disputando o poder.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

ONU aprova resolução para cortar renda do Estado Islâmico

Os ministros das Finanças dos 15 países-membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas devem aprovar hoje uma resolução destinada a cortar os fundos de financiamento da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que incluem contrabando de petróleo e de relíquias históricas, extorsão mediante sequestro e outras atividades criminosas.

A resolução proposta pelos Estados Unidos e a Rússia eleva o Estado Islâmico ao nível da ameaça da rede terrorista Al Caeda, especialmente no Oriente Médio e no Norte da África, mas também no resto do mundo, como mostraram os atentados terroristas de 13 de novembro em Paris.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Moscou acusa Turquia de comprar petróleo do Estado Islâmico

O Ministério da Defesa da Rússia acusou a Turquia de comprar petróleo do Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a família do presidente Recep Tayyip Erdogan de se beneficiar diretamente dessas transações, informou o jornal russo editado em inglês The Moscow Times.

"A Turquia é o principal comprador do petróleo roubado pelo Estado Islâmico. O mais alto nível da liderança - o presidente Erdogan e sua família - estão envolvidos neste negócio criminoso", disparou o vice-ministro da Defesa da Rússia, Anatoli Antonov.

Os dois países estão com as relações abaladas desde 24 de novembro por causa do abate de um caça-bombardeiro russo Sukhoi Su-24 acusado pela Turquia de invadir seu espaço aéreo.

Nesta semana, o presidente Vladimir Putin sugeriu que a Turquia teria atacado o avião porque a Rússia estaria destruindo as instalações petrolíferas do EI que seriam de interesse de Erdogan.

"Se isso ficar provado, eu deixo o governo", respondeu o presidente turco, desafiando Putin a fazer o mesmo se a denúncia russa não for confirmada.

O Estado Islâmico ganha cerca de US$ 1,5 milhão por dia com a venda de petróleo e gás natural das áreas que controla no Iraque e na Síria. Grande parte segue pelas mesmas rotas de contrabando usadas por Saddam Hussein para driblar as sanções impostas pelas Nações Unidas.

Um dos compradores é a ditadura de Bachar Assad, em tese, inimiga do EI.

Desde os atentados que mataram 130 pessoas em 13 de novembro em Paris, os Estados Unidos, a França e a Rússia intensificaram os bombardeios contra as exportações de petróleo do EI, principal fonte de renda da organização.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Maduro prorroga estado de emergência na fronteira com a Colômbia

Em decreto publicado hoje no Diário Oficial da Venezuela, o presidente Nicolás Maduro prorrogou por 60 dias o estado de emergência em várias cidades da fronteira com a Colômbia no estado de Táchira sob o pretexto de combater o contrabando e outros crimes.

Os municípios incluem Bolívar, Capacho Novo, Capacho Velho, Pedro María Urena e Rafael Urdanetta.

O estado de emergência foi imposto em 21 de agosto, depois de um incidente em que quatro soldados venezuelanos foram feridos. Com o subsídio que faz a gasolina custar centavos de dólar e o controle de preços, as mercadorias venezuelanas são muito mais baratas do que do outro lado da fronteira, estimulando o contrabando.

Já o conflito com a Colômbia, aliada dos Estados Unidos no combate ao tráfico de drogas e aos grupos guerrilheiros de esquerda, faz parte das jogadas políticas do regime chavista desde a ascensão ao poder de Hugo Chávez, em 1999.

Com a crise econômica, recessão de 10%, desabastecimento generalizado e inflação rondando os 200% ao ano, as pesquisas preveem uma derrota fragorosa do governo nas eleições parlamentares de 6 de dezembro de 2015. Desde já, Maduro e o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) acusam os inimigos internos e externos, inclusive a Colômbia.

A última de Maduro foi pedir a abertura de processo contra o presidente do grupo Polar, dono de redes de supermercados, porque em conversa telefônica grampeada com o economista Ricardo Hausmann, professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, disse que a Venezuela deveria pedir um empréstimo de emergência de US$ 15 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A escuta telefônica é ilegal e discutir opções para sair do caos econômico está longe de ser golpismo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Traficantes tentaram vender material nuclear ao Estado Islâmico

Em associação com autoridades da ex-república soviética da Moldova, a polícia federal dos Estados Unidos (FBI) conseguiu impedir nos últimos cinco anos quatro tentativas de máfias com conexões na Rússia de vender material nuclear para terroristas do Oriente Médio, inclusive o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, revelou a agência Associated Press.

As gangues do crime organizado teriam ligações com o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), herdeiro do Comitê de Defesa do Estado (KGB), a polícia política da União Soviética, principal centro de poder do regime comunista. Vladimir Putin foi diretor do FSB e de lá ascendeu a primeiro-ministro e presidente.

Essas máfias estão usando a pequena e pobre Moldova (Moldávia), que está sob pressão do Kremlin para não se associar à União Europeia, como centro de um mercado negro de material nuclear, inclusive urânio enriquecido no teor necessário para fazer uma bomba atômica.

No caso mais recente, em fevereiro de 2015, um contrabandista tentou vencer uma cápsula de césio como a que provocou o acidente radiológico de Goiânia, em 1987, ao Estado Islâmico.

As autoridades moldovas decidiram denunciar o problema por medo de que se torne ainda pior. Com o atrito entre a Rússia e o Ocidente por causa da intervenção militar na Ucrânia e da anexação da Crimeia, os traficantes têm menos controle para desviar parte do considerável arsenal nuclear soviético, herdado pela Rússia.

"Podemos esperar mais casos como esses", declarou Constantin Malic, um policial moldovo que investigou os quatro casos. "Enquanto os contrabandistas acreditarem que podem ganhar muito dinheiro sem serem presos, vão continuar fazendo isso."

Os casos envolvem encontros em clubes exclusivos, diagramas para fabricar bombas e um policial que tomava várias doses de vodca para tomar coragem para enfrentar os contrabandistas. Informantes e um policial que se fez passar por gângster conseguiram se infiltrar no grupo.

A polícia usou métodos tradicionais de investigação e tecnologias modernas para detectar a radiação e câmeras e microfones camuflados na roupa dos agentes.

No caso mais sério, na primavera de 2011 do Hemisfério Norte, um russo de nome Alexander Agheenco, mais conhecido como O Coronel, que para as autoridades moldovas seria agente do ex-KGB, tentou vender urânio-235 com o teor necessário para uma explosão atômica e instruições para fazer a bomba a um homem do Sudão.

Um traficante disse a um informante infiltrado na gangue em conversa gravada: "Eu quero realmente um comprador islamita porque eles vão bombardear os Estados Unidos." O Coronel escapou e seu intermediário interessado em "aniquilar os EUA" também.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

EUA acusam aliados de comprar petróleo do Estado Islâmico

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ganha US$ 1 milhão por dia, em média, vendendo petróleo para seus inimigos: a Turquia, os curdos do Iraque e a ditadura de Bachar Assad, na Síria, acusou ontem o subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos para terrorismo e inteligência financeira, David Cohen.

Em palestra na Fundação Carnagie, Cohen levantou dúvidas sobre o comprometimento real no combate ao Estado Islâmico de quem faz negócios com o grupo. Tanto o ministro de Relações Exteriores quanto o de Energia da Turquia negam que o EIIL tenha vendido petróleo no país.

"Esperamos que nossos aliados compartilhem informações conosco em vez de acusar publicamente a Turquia. A Turquia combate o contrabando de petróleo com determinação. No ano passado, apreendemos 490,5 mil barris", protestou um porta-voz do Ministério do Exterior.

No Iraque, o governo semiautônomo do Curdistão declarou que não compra petróleo de ninguém, vende. Mas é claro que nos dois países há intermediários interessados no negócio.

sexta-feira, 22 de março de 2013

253 mil armas dos EUA vão para o México por ano

Cerca de 2,2% de todas as armas de fogo vendidas nos Estados Unidos acabam sendo contrabandeadas para o México, onde mais de 60 mil pessoas foram mortas nos últimos seis anos numa guerra do governo contra as máfias do tráfico de drogas. São 253 mil armas por ano, "uma escala muito maior do que admitido até agora", indica um estudo divulgado hoje pela Universidade de San Diego, na Califórnia.

O valor anual desse contrabando de armas chega a US$ 127,2 milhões, concluiu a pesquisa O Caminho das Armas: estimando o tráfico de armas de fogo através da fronteira EUA-México.

Como a concorrência é enorme, a margem de lucro dos pequenos comerciantes de armas é tão pequena nos EUA que muitos quebrariam se não fosse pela demanda mexicana, acredita o economista Topher MacDougal, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Esse tráfico de armas levou a uma maior concentração do comércio varejista de armas nos quatro estados americanos da fronteira com o México, onde ficam 6,7 mil das 51,3 mil lojas autorizadas a vender armas de fogo nos EUA.

Do lado americano dos cerca de 3,15 mil quilômetros da fronteira entre os dois países, há em média uma loja de venda de armas a cada 500 metros.

"A demanda mexicana explica a abundância e o sucesso do negócio", comenta Robert Muggah, outro pesquisador envolvido no projeto. "A maior parte das mortes violentas no México é com revólveres calibre 38. Os EUA são o maior mercado do mundo para revólveres especiais calibre 38".

Cerca de 2,2 mil fabricantes de armas, peças e munições produzem 4,2 milhões de armas por ano nos EUA. De cada quatro americanos, um tem arma, informa reportagem da companhia jornalística McClatchy Newspapers, editora do jornal The Miami Herald.

Nas últimas décadas, observa a pesquisa, o crime organizado acumulou grandes arsenais que incluem pistolas de 9mm, revólveres e pistolas dos calibres 38mm e 45mm, fuzis de guerra como AR-15 e AK-47, granadas e lançadores de granadas.