A aliança oposicionista Mesa da Unidade Democrática (MUD) elegeu 112 deputados e terá uma supermaioria de dois terços na futura Assembleia Nacional da Venezuela, de 167 deputados, a ser empossada em 5 de janeiro, anunciou hoje o jornal El Nacional.
Ontem à noite, a Comissão Nacional Eleitoral revelou que as oposições tinham eleito 110 deputados faltando ainda definir as duas últimas cadeiras. A expectativa é que divulgue o resultado final da apuração ainda hoje.
Uma supermaioria de dois terços acaba com o monopólio de poder do Partido Socialista Unido da Venezuela. A ser confirmada a notícia, a oposição terá condições de reformar a Constituição, mudar a composição do Tribunal Supremo de Justiça, dominado pelo regime chavista, e convocar um referendo para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Oposição venezuelana conseguiu supermaioria parlamentar, diz jornal
Oposição soma 110 deputados na Assembleia Nacional da Venezuela
Em uma atualização dos resultados das eleições parlamentares de domingo, a Comissão Nacional Eleitoral da Venezuela anunciou que a aliança oposicionista Mesa da Unidade Democrática (MUD) elegeu 107 deputados, o regime chavista 55 e a rede indígena três, noticiou o jornal El Nacional. Faltando definir duas cadeiras, a oposição soma 110 deputados, dois a menos do que a supermaioria de dois terços da Assembleia Nacional.
Com dois terços, a oposição teria poderes reais para reformar a Constituição, mudar a composição da Corte Suprema, fiel ao regime, e convocar um referendo para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro. Seria o fim da "revolução bolivarista" iniciada com a vitória do coronel Hugo Chávez na eleição presidencial de 1998.
O presidente prometeu respeitar o resultado das urnas, que atribuiu a um "momento passageiro" causado pela "guerra econômica". Continua fugindo de sua responsabilidade. Maduro convocou 980 delegados do Partido Socialista Unido da Venezuela para uma reunião de avaliação nos próximos dias no Palácio de Miraflores.
Com dois terços, a oposição teria poderes reais para reformar a Constituição, mudar a composição da Corte Suprema, fiel ao regime, e convocar um referendo para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro. Seria o fim da "revolução bolivarista" iniciada com a vitória do coronel Hugo Chávez na eleição presidencial de 1998.
O presidente prometeu respeitar o resultado das urnas, que atribuiu a um "momento passageiro" causado pela "guerra econômica". Continua fugindo de sua responsabilidade. Maduro convocou 980 delegados do Partido Socialista Unido da Venezuela para uma reunião de avaliação nos próximos dias no Palácio de Miraflores.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Pesquisa prevê grande vitória eleitoral do governo no Japão
Apesar da recessão na economia, a coalizão liderada pelo primeiro-ministro Shinzo Abe deve obter ampla maioria na Câmara dos Deputados nas eleições do próximo domingo, 14 de dezembro de 2014, no Japão, indica uma pesquisa publicada hoje no jornal japonês Asahi Shimbun.
O Partido Liberal-Democrata (PLD), de Abe, e seu aliado Komeito (Partido do Governo Limpo) devem eleger 317 dos 475 deputados da Dieta, dando ao primeiro-ministro uma supermaioria para fazer as reformas necessárias para combater a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa nas últimas duas décadas.
Até agora, as reformas de Abe tiveram impacto limitado. O Banco do Japão injetou algo como US$ 1 trilhão na economia, mas um aumento do imposto sobre consumo, em 1º de abril de 2014, jogou o Japão numa recessão, com contração econômica nos últimos dois trimestres.
Diante da falta de alternativas, o eleitorado parece estar decidido a dar uma chance a mais a Shinzo Abe, um nacionalista que teme pela perda de poder do Japão diante da ascensão irresistível da vizinha e inimiga histórica China. O aumento do comércio e as boas relações econômicas tendem a amaciar o futuro das relações bilaterais entre as grandes potências da Ásia, mas o Japão precisa se reinventar, como fez tantas vezes no passado, para não perder importância.
O Partido Liberal-Democrata (PLD), de Abe, e seu aliado Komeito (Partido do Governo Limpo) devem eleger 317 dos 475 deputados da Dieta, dando ao primeiro-ministro uma supermaioria para fazer as reformas necessárias para combater a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa nas últimas duas décadas.
Até agora, as reformas de Abe tiveram impacto limitado. O Banco do Japão injetou algo como US$ 1 trilhão na economia, mas um aumento do imposto sobre consumo, em 1º de abril de 2014, jogou o Japão numa recessão, com contração econômica nos últimos dois trimestres.
Diante da falta de alternativas, o eleitorado parece estar decidido a dar uma chance a mais a Shinzo Abe, um nacionalista que teme pela perda de poder do Japão diante da ascensão irresistível da vizinha e inimiga histórica China. O aumento do comércio e as boas relações econômicas tendem a amaciar o futuro das relações bilaterais entre as grandes potências da Ásia, mas o Japão precisa se reinventar, como fez tantas vezes no passado, para não perder importância.
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