Piloto de avião da Marinha dos Estados Unidos abatido em Hanói na Guerra do Vietnã (1964-71), John McCain ficou cinco anos e meio preso no Vietnã do Norte, onde foi torturado, o que o tornou um ativista contra a tortura, especialmente depois dos atentados de 11 de setembro.
Libertado, foi eleito para a Câmara em 1982 e 1984 e para o Senado pelo estado do Arizona desde 1986. Em 2008, disputou a eleição presidencial pelo Partido Republicano contra Barack Obama. Ele morreu hoje aos 81 anos de um câncer no cérebro.
McCain tinha um tipo de câncer muito agressivo chamado de glioblastoma, descoberto em julho de 2017. Fez radioterapia e quimioterapia para enfrentar a doença. Ontem, a família anunciou que havia suspendido o tratamento.
Mesmo em estado grave, McCain foi ao Senado votar contra a tentativa do presidente Donald Trump de revogar o Lei de Tratamento de Saúde a Preços Acessíveis, o programa do governo Barack Obama para oferecer assistência médica a todos os americanos. Ele não votou, mas apoiou, os cortes de imposto e foi importante para sua aprovação. Manteve a coerência até o fim.
Desde 7 de dezembro do ano passado, quando deu seu último voto, não ia mais ao Senado.
Filho e neto de almirantes, John Sidney McCain III nasceu em 29 de agosto de 1936 na Zona do Canal do Panamá. Era parte de uma família que lutou em todas as guerras dos EUA desde a independência.
Herói do Vietnã, ele se tornou um personagem importante da política americana no ano 2000, quando disputou a candidatura do Partido Republicano à Casa Branca com George Walker, que seria eleito e reeleito.
O senador cruzou os EUA com um ônibus chamado de Expresso do Papo Reto, onde respondia perguntas a diferentes grupos de repórteres e tratava diretamente, sem rodeios, dos problemas da nação. Ganhou a primeira eleição primária, no estado de Novo Hampshire, mas depois de uma derrota na Carolina do Sul deixou de ameaçar a campanha vitoriosa de Bush.
Apesar da derrota, McCain considerou a campanha das primárias "uma grande diversão". Especialista em segurança, defesa e política internacional, era um dos falcões da linha dura no Congresso. Sempre advertia que a Rússia continuava sendo inimiga dos EUA no mundo pós-Guerra Fria.
Em 2008, conquistou a candidatura do partido e indicou a governadora do Alasca, Sarah Palin, para vice-presidente, estridente e despreparada. Seu preferido seria o senador Joe Lieberman. Por causa da idade e da juventude de Obama, aceitou Palin. Os críticos o acusam de ter estimulado o crescimento da ala populista do partido.
Durante a campanha eleitoral de 2016, criticou Trump, chamando o atual presidente de "mal informado" e "impulsivo". No ano passado, alertou para o risco de "um nacionalismo mal passado e espúrio, uma armação de pessoas mais interessados em encontrar bodes expiatório do que em resolver problemas."
Do alto de seu narcisismo, Trump contra-atacou. Desprezou o herói nacional, dizendo que "ele virou herói porque foi capturado, gosto dos que não são presos" e o criticou várias vezes por não votar contra o fim do programa de saúde de Obama.
Com temperamento explosivo, McCain foi movido por sua lealdade às Forças Armadas, o conservadorismo e sua ousadia em combate. Rebelde, tinha problemas com a disciplina militar quando seu avião foi abatido durante um bombardeio a Hanói, a capital norte-vietnamita.
Como seu pai era o comandante-em-chefe das Forças dos EUA no Pacífico, McCain era um prisioneiro de guerra muito especial, um trunfo para o regime comunista vietnamita. Com os dois braços quebrados, foi submetido à tortura. Passou dois anos em confinamento.
Durante os cinco anos de meio de prisão, foi espancado com frequência, uma vez por até dez vietnamitas ao mesmo tempo. Tentou o suicídio duas vezes. Foi solto em março de 1973, quando os EUA fecharam um acordo de paz com o regime comunista do Vietnã do Norte, que em 1975 conquistaria o Sul, acabando com a guerra.
Para milhões de americanos, McCain virou um símbolo da resistência e da coragem, de um espírito de luta que não se entrega mesmo quando fisicamente quebrado e psicologicamente abalado. Nunca mais conseguiu erguer os braços acima do ombro, por causa dos ferimentos sofridos na queda do avião e das torturas que sofreu.
Trump não foi convidado para o enterro. Os ex-presidente George W. Bush e Barack Obama, e o vice-presidente Mike Pence, prestarão as homenagens.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 25 de agosto de 2018
terça-feira, 8 de agosto de 2017
Trump ameaça responder à Coreia do Norte com "fogo e fúria"
Diante da notícia de que a Coreia do Norte já tem capacidade de fabricar um míssil nuclear de longo alcance capaz de atingir o território continental dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump ameaçou reagir a um ataque com "fogo e fúria, francamente, com uma força como o mundo nunca viu antes", noticiou o jornal The Washington Post.
Isso significa que Trump está pronto a travar uma guerra nuclear com o ditador norte-coreano Kim Jong Un, como sugere a capa desta semana da revista inglesa The Economist.
"É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças", disparou Trump num clube de golfe em Bedminster, no estado de Nova Jérsei, onde está em férias. O presidente americano advertiu que as ameaças do regime comunista de Pionguiangue foram "além do normal".
Hoje, a ditadura norte-coreana ameaçou atacar a base militar americana na ilha de Guam, no Oceano Pacífico, como uma ação preventiva se houver sinais de preparação militar dos EUA.
O senador John McCain, veterano da Guerra do Vietnã, considerado um dos falcões do Partido Republicano no Congresso, criticou Trump: "Os grandes líderes que eu vi não ameaçam, a não ser que estejam prontos para agir, e eu não tenho certeza de que o presidente Trump esteja pronto para agir", afirmou McCain em entrevista a uma rádio da cidade de Phoenix, no estado do Arizona, que ele representa no Senado.
Para o senador democrata Benjamin Cardin, o ultimato de Trump "não ajuda e mostra mais uma vez que ele não tem temperamento nem capacidade de julgamento" para lidar com uma crise grave. "Não podemos entrar no mesmo jogo de provocações e declarações tempestuosas sobre uma guerra nuclear como a Coreia do Norte."
"A estratégia é bem clara", disse um alto funcionário do governo Trump, "aumentar a pressão econômica e o isolamento diplomático para que os norte-coreanos caiam na realidade e reduzam a ameaça para que possamos ter um diálogo significativo. No momento, não há nada que a Coreia do Norte esteja fazendo que sugira que eles queiram manter um diálogo sério conosco."
Isso significa que Trump está pronto a travar uma guerra nuclear com o ditador norte-coreano Kim Jong Un, como sugere a capa desta semana da revista inglesa The Economist.
"É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças", disparou Trump num clube de golfe em Bedminster, no estado de Nova Jérsei, onde está em férias. O presidente americano advertiu que as ameaças do regime comunista de Pionguiangue foram "além do normal".
Hoje, a ditadura norte-coreana ameaçou atacar a base militar americana na ilha de Guam, no Oceano Pacífico, como uma ação preventiva se houver sinais de preparação militar dos EUA.
O senador John McCain, veterano da Guerra do Vietnã, considerado um dos falcões do Partido Republicano no Congresso, criticou Trump: "Os grandes líderes que eu vi não ameaçam, a não ser que estejam prontos para agir, e eu não tenho certeza de que o presidente Trump esteja pronto para agir", afirmou McCain em entrevista a uma rádio da cidade de Phoenix, no estado do Arizona, que ele representa no Senado.
Para o senador democrata Benjamin Cardin, o ultimato de Trump "não ajuda e mostra mais uma vez que ele não tem temperamento nem capacidade de julgamento" para lidar com uma crise grave. "Não podemos entrar no mesmo jogo de provocações e declarações tempestuosas sobre uma guerra nuclear como a Coreia do Norte."
"A estratégia é bem clara", disse um alto funcionário do governo Trump, "aumentar a pressão econômica e o isolamento diplomático para que os norte-coreanos caiam na realidade e reduzam a ameaça para que possamos ter um diálogo significativo. No momento, não há nada que a Coreia do Norte esteja fazendo que sugira que eles queiram manter um diálogo sério conosco."
sexta-feira, 28 de julho de 2017
Senado dos EUA derrota mais uma vez rejeição ao Obamacare
Por 51 a 49, com voto decisivo do senador John McCain, o Senado dos Estados Unidos rejeitou mais uma vez a proposta do Partido Republicano e do presidente Donald Trump para revogar a Lei de Cobertura de Saúde Acessível, a principal conquista de política interna do governo Barack Obama.
"É hora de olhar para os colegas do outro lado do plenário e ouvir o que tem a dizer", admitiu o líder da maioria republicana, senador Mitch McConnell, reconhecendo a derrota e pedindo à bancada do Partido Democrata que apresente suas propostas para melhorar o sistema de saúde.
Estava em votação hoje a chamada "rejeição magrinha", limitada ao fim da obrigação de ter seguro-saúde, de empresas de certo porte financiarem a cobertura de seus funcionários e de planos de saúde não poderem excluir doenças preexistentes.
Se os planos de saúde puderem excluir doenças preexistentes, quem tiver essas doenças terá prêmios de seguro-saúde altíssimos e provavelmente deixará de ter cobertura. O programa de Obama visava a dar cobertura universal de saúde. A proposta rejeitada deixaria 15 milhões sem seguro-saúde em dez anos, alertou o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, um órgão bipartidário.
O projeto volta agora para uma comissão, onde poderá ser reescrito. "Vamos virar a página e trabalhar juntos para melhorar nosso sistema de saúde", diz agora o líder da minoria, senador Charles Schumer.
McCain deu o voto decisivo. Veterano da Guerra do Vietnã, onde ficou preso durante cinco anos e meio, ele foi candidato à Casa Branca derrotado por Obama em 2008 e enfrenta uma nova batalha contra um câncer de cérebro agressivo diagnosticado há pouco.
Durante a campanha, Trump o atacou pessoalmente, afirmando que "verdadeiros heróis não vão presos". Devem vir aí novos disparos no Twitter.
"É hora de olhar para os colegas do outro lado do plenário e ouvir o que tem a dizer", admitiu o líder da maioria republicana, senador Mitch McConnell, reconhecendo a derrota e pedindo à bancada do Partido Democrata que apresente suas propostas para melhorar o sistema de saúde.
Estava em votação hoje a chamada "rejeição magrinha", limitada ao fim da obrigação de ter seguro-saúde, de empresas de certo porte financiarem a cobertura de seus funcionários e de planos de saúde não poderem excluir doenças preexistentes.
Se os planos de saúde puderem excluir doenças preexistentes, quem tiver essas doenças terá prêmios de seguro-saúde altíssimos e provavelmente deixará de ter cobertura. O programa de Obama visava a dar cobertura universal de saúde. A proposta rejeitada deixaria 15 milhões sem seguro-saúde em dez anos, alertou o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, um órgão bipartidário.
O projeto volta agora para uma comissão, onde poderá ser reescrito. "Vamos virar a página e trabalhar juntos para melhorar nosso sistema de saúde", diz agora o líder da minoria, senador Charles Schumer.
McCain deu o voto decisivo. Veterano da Guerra do Vietnã, onde ficou preso durante cinco anos e meio, ele foi candidato à Casa Branca derrotado por Obama em 2008 e enfrenta uma nova batalha contra um câncer de cérebro agressivo diagnosticado há pouco.
Durante a campanha, Trump o atacou pessoalmente, afirmando que "verdadeiros heróis não vão presos". Devem vir aí novos disparos no Twitter.
terça-feira, 20 de junho de 2017
Estudante americano torturado na Coreia do Norte morre
SÃO FRANCISCO-CA, EUA - O governo Donald Trump cogita proibir viagens à Coreia do Norte depois da morte do estudante Otto Wambier, de 22 anos, preso há um ano e meio e torturado por tentar roubar um cartaz de propaganda do regime stalinista de Pionguiangue.
Na semana passada, o governo norte-coreano devolveu Wambier em estado de coma. Ele estava hospitalizado no Centro Médico da Universidade de Cincinnati, no estado de Ohio.
"Infelizmente, o abominável maltratamento com tortura que nosso filho recebeu das mãos do atual governo norte-coreano garantiu que o resultado só poderia ser a experiência triste que experimentamos hoje", declararam em nota os pais do jovem.
O presidente Trump deplorou a morte e o senador John McCain afirmou que "os Estados Unidos não podem tolerar a morte de seus cidadãos por potências hostis." Tanto a Casa Branca quanto o Congresso podem proibir os americanos a viajar para lá.
Na semana passada, o governo norte-coreano devolveu Wambier em estado de coma. Ele estava hospitalizado no Centro Médico da Universidade de Cincinnati, no estado de Ohio.
"Infelizmente, o abominável maltratamento com tortura que nosso filho recebeu das mãos do atual governo norte-coreano garantiu que o resultado só poderia ser a experiência triste que experimentamos hoje", declararam em nota os pais do jovem.
O presidente Trump deplorou a morte e o senador John McCain afirmou que "os Estados Unidos não podem tolerar a morte de seus cidadãos por potências hostis." Tanto a Casa Branca quanto o Congresso podem proibir os americanos a viajar para lá.
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Trump não apoia Paul Ryan e John McCain
Apesar das promessas da unidade na convenção nacional, o Partido Republicano está em guerra aberta em torno da candidatura do problemático e instável bilionário Donald Trump. O magnata imobiliário não está apoiando o presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, nem o senador John McCain, ex-candidato à Casa Branca, nas eleições primárias do partido para a Câmara e o Senado.
Quando Trump atingiu o número necessário de delegados para garantir a candidatura à Presidência dos Estados Unidos, Ryan relutou em apoiá-lo. No primeiro momento, declarou que ainda não estava pronto.
Depois de se reunir com Trump, Ryan endossou o candidato oficial do partido como única alternativa para derrotar a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, do Partido Democrata. Em seu discurso na convenção, apoiou Trump, mas se concentrou mais na defesa dos valores conservadores do Partido Republicano, nem sempre respeitados pelo candidato.
Mesquinho e vingativo, Trump pagou com a mesma moeda. Elogiou Paul Nehlen por "uma excelente campanha" e questionou Ryan: "Gosto de Paul, mas este é um momento terrível para nosso país. Precisamos de uma liderança muito forte. Precisamos de uma liderança muito, muito forte. Ainda não estou pronto."
O candidato briga com a cúpula republicana no momento em que o presidente Barack Obama o declarou "inapto"e "totalmente despreparado" para governar os EUA depois do bate-boca com a família muçulmana do capitão americano Humayun Khan, morto no Iraque.
John McCain ficou indignado. Veterano de guerra, ele ficou mais de cinco anos preso no Vietnã. É considerado um herói de guerra. Durante as eleições primárias para presidente, no debate com outros pré-candidatos, Trump questionou o heroísmo de McCain.
Na segunda-feira, McCain divulgou uma longa declaração denunciando os comentários de Trump sobre a família Khan como totalmente inadequados.
Em seu estilo de sempre atacar, nunca recuar nem se retratar ou pedir desculpas, o bilionário contra-atacou: "Nunca estive com John McCain porque sempre achei que ele deveria ter feito um trabalho muito melhor pelos veteranos. Ele não faz um bom trabalho pelos veteranos e sempre achei que deveria fazer. Então, sempre tive dificuldade com John por esta razão, nossos veteranos não estão sendo tratados adequadamente. Não estão sendo tratados com justiça."
McCain disputa em 30 de agosto uma eleição primária com a ex-senadora estadual Kelli Ward e a ativista do movimento radical de direita Festa do Chá Clair Van Steenwyk.
Quando Trump atingiu o número necessário de delegados para garantir a candidatura à Presidência dos Estados Unidos, Ryan relutou em apoiá-lo. No primeiro momento, declarou que ainda não estava pronto.
Depois de se reunir com Trump, Ryan endossou o candidato oficial do partido como única alternativa para derrotar a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, do Partido Democrata. Em seu discurso na convenção, apoiou Trump, mas se concentrou mais na defesa dos valores conservadores do Partido Republicano, nem sempre respeitados pelo candidato.
Mesquinho e vingativo, Trump pagou com a mesma moeda. Elogiou Paul Nehlen por "uma excelente campanha" e questionou Ryan: "Gosto de Paul, mas este é um momento terrível para nosso país. Precisamos de uma liderança muito forte. Precisamos de uma liderança muito, muito forte. Ainda não estou pronto."
O candidato briga com a cúpula republicana no momento em que o presidente Barack Obama o declarou "inapto"e "totalmente despreparado" para governar os EUA depois do bate-boca com a família muçulmana do capitão americano Humayun Khan, morto no Iraque.
John McCain ficou indignado. Veterano de guerra, ele ficou mais de cinco anos preso no Vietnã. É considerado um herói de guerra. Durante as eleições primárias para presidente, no debate com outros pré-candidatos, Trump questionou o heroísmo de McCain.
Na segunda-feira, McCain divulgou uma longa declaração denunciando os comentários de Trump sobre a família Khan como totalmente inadequados.
Em seu estilo de sempre atacar, nunca recuar nem se retratar ou pedir desculpas, o bilionário contra-atacou: "Nunca estive com John McCain porque sempre achei que ele deveria ter feito um trabalho muito melhor pelos veteranos. Ele não faz um bom trabalho pelos veteranos e sempre achei que deveria fazer. Então, sempre tive dificuldade com John por esta razão, nossos veteranos não estão sendo tratados adequadamente. Não estão sendo tratados com justiça."
McCain disputa em 30 de agosto uma eleição primária com a ex-senadora estadual Kelli Ward e a ativista do movimento radical de direita Festa do Chá Clair Van Steenwyk.
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Coreia do Norte está sem Internet
A Coreia do Norte, sob ameaça de uma retaliação dos Estados Unidos depois de um ataque cibernético à empresa Sony Pictures, está sem Internet.
Ainda não está claro se foi um contra-ataque ou uma medida de ditadura stalinista de Pionguiangue para se proteger de uma possível ação americana. Depois de quase 70 anos de regime comunista, o país tem uma infraestrutura muito precária e está sujeito a apagões prolongados.
Hoje de manhã, o senador John McCain, que perdeu a eleição presidencial de 2008 para o presidente Barack Obama, considerou um ato de guerra cibernética e cobrou uma resposta à altura. Antes disso, Obama havia ameaçado com uma resposta "proporcional".
Desde que perdeu o patrocínio da União Soviética, em 1991, o regime comunista norte-coreano faz uma chantagem atômica contra o resto do mundo, ameaçando especialmente os EUA, o Japão e a Coreia do Sul com um possível ataque com armas nucleares.
A crise atual foi deflagrada pela produção do filme A Entrevista, em que dois jornalistas estrangeiros conspiram para matar o atual ditador norte-coreano, Kim Jong Un, no poder desde a morte do pai, em dezembro de 2011.
Ainda não está claro se foi um contra-ataque ou uma medida de ditadura stalinista de Pionguiangue para se proteger de uma possível ação americana. Depois de quase 70 anos de regime comunista, o país tem uma infraestrutura muito precária e está sujeito a apagões prolongados.
Hoje de manhã, o senador John McCain, que perdeu a eleição presidencial de 2008 para o presidente Barack Obama, considerou um ato de guerra cibernética e cobrou uma resposta à altura. Antes disso, Obama havia ameaçado com uma resposta "proporcional".
Desde que perdeu o patrocínio da União Soviética, em 1991, o regime comunista norte-coreano faz uma chantagem atômica contra o resto do mundo, ameaçando especialmente os EUA, o Japão e a Coreia do Sul com um possível ataque com armas nucleares.
A crise atual foi deflagrada pela produção do filme A Entrevista, em que dois jornalistas estrangeiros conspiram para matar o atual ditador norte-coreano, Kim Jong Un, no poder desde a morte do pai, em dezembro de 2011.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Senado dos EUA acusa CIA de tortura
A Agência Central de Inteligência (CIA), o serviço secreto da Presidência dos Estados Unidos, usou técnicas de interrogatório que caracterizam tortura na luta contra o terrorismo deflagrada pelos atentados de 11 de setembro de 2001 sem obter informações relevantes sobre ataques iminentes por causa disso, está denunciando neste momento em Washington a senadora Dianne Feinstein, do Partido Democrata, presidente da Comissão de Inteligência do Senado. Os abusos foram mais amplos e mais brutais do que divulgado anteriormente, sem qualquer supervisão crítica.
O relatório de 6 mil páginas, resultado de cinco anos de investigações, teve trechos vazados com antecedência e foi objeto de espionagem da CIA contra o próprio Senado dos EUA. "Não podemos apagar esta mancha, mas podemos mostrar que o país aprende com seus erros, é uma sociedade justa e legalista", observou Dianne Feinstein.
Em 1999, o Senado dos EUA havia ratificado a Convenção Internacional contra a Tortura, comprometendo-se a não recorrer à tortura como método de interrogação não importa que tipo de desafios enfrentasse. O ataque às Torres Gêmeas de Nova York e o Pentágono levaram ao emprego de "técnicas coercitivas e robustas de interrogatório", na descrição pasteurizada do governo George Walker Bush.
O programa incluiu a detenção e o transporte ilegal de suspeitos para países que toleram a tortura, onde eles foram submetidos a interrogatórios violentos com nudez, sufocamento com jatos d'água, proibição de dormir, frio, posições estressantes e outros métodos de tortura. Empresas privadas e psicólogo foram contratados para torturar a um custo de milhões de dólares. Das 119 detenções examinadas, pelo menos 26 prisões foram consideradas ilegais pela própria agência.
A CIA não só deteve muito mais suspeitos do que revelado anteriormente. Usou métodos "muito piores" do que admitiu e não teria conseguido informações relevantes dos presos torturados: "Os métodos muitas vezes levaram os interrogados a forjar respostas falsas", diz o relatório, e a agência acabou seguindo pistas erradas. Esta conclusão é contestada por alguns deputados e senadores republicanos.
O próprio presidente Bush, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, teriam sido enganados sobre a extensão das práticas. Bush teria sentido "desconforto" ao conhecer detalhes sobre a tortura. Várias gravações de interrogatórios foram apagadas para evitar que fossem divulgadas publicamente.
Alguns presos reclamaram que não puderam dormir durante uma semana. "Múltiplas técnicas de torturas foram usadas repetidamente sem parar contra determinados suspeitos durante dias e até semanas", afirmou a senadora. Ela citou o caso de Abu Zubaida, um saudita preso no Paquistão em 2002 e levado para o centro de detenção ilegal na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba.
Zubaida, diretor de um campo de treinamento da rede terrorista Al Caeda no Afeganistão, foi sufocado com jatos d'água pelo menos 83 vezes, foi deixado nu, impedido de dormir, não recebeu alimentos sólidos e foi obrigado a ficar em posições estressantes. As gravações de seu interrogatório foram destruídas em 2005. Dois anos depois, o tribunal militar que examinou seu caso concluiu ele não era um líder importante como a CIA supunha.
A CIA alardeou ter evitado atos terroristas com base em informações obtidas sob tortura, mas a comissão parlamentar de inquérito do Senado não identificou um único caso capaz de confirmar a alegação. Essa conclusão, contestada por republicanos, foi apoiada pelo senador John McCain, candidato derrotado pelo presidente Barack Obama na eleição de 2008, que ocupou a tribuna depois de senadora Feinstein.
McCain desprezou a alegação de que a divulgação do relatório agora, quando os EUA estão em guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, incentivaria novos ataques a americanos: "Eles não precisam de desculpas para nos atacar."
Na opinião do senador, um veterano de guerra que ficou cinco anos e meio preso no Vietnã, o que está em jogo é a imagem dos EUA e o compromisso com o respeito à dignidade humana: "Nossos inimigos agem sem consciência. Nós não podemos fazer isso."
ESTADO DE ALERTA
No mundo inteiro, embaixadas, consulados, bases militares e até mesmo empresas dos EUA estão em estado de alerta temendo retaliações por causa das denúncias de tortura.
O relatório de 6 mil páginas, resultado de cinco anos de investigações, teve trechos vazados com antecedência e foi objeto de espionagem da CIA contra o próprio Senado dos EUA. "Não podemos apagar esta mancha, mas podemos mostrar que o país aprende com seus erros, é uma sociedade justa e legalista", observou Dianne Feinstein.
Em 1999, o Senado dos EUA havia ratificado a Convenção Internacional contra a Tortura, comprometendo-se a não recorrer à tortura como método de interrogação não importa que tipo de desafios enfrentasse. O ataque às Torres Gêmeas de Nova York e o Pentágono levaram ao emprego de "técnicas coercitivas e robustas de interrogatório", na descrição pasteurizada do governo George Walker Bush.
O programa incluiu a detenção e o transporte ilegal de suspeitos para países que toleram a tortura, onde eles foram submetidos a interrogatórios violentos com nudez, sufocamento com jatos d'água, proibição de dormir, frio, posições estressantes e outros métodos de tortura. Empresas privadas e psicólogo foram contratados para torturar a um custo de milhões de dólares. Das 119 detenções examinadas, pelo menos 26 prisões foram consideradas ilegais pela própria agência.
A CIA não só deteve muito mais suspeitos do que revelado anteriormente. Usou métodos "muito piores" do que admitiu e não teria conseguido informações relevantes dos presos torturados: "Os métodos muitas vezes levaram os interrogados a forjar respostas falsas", diz o relatório, e a agência acabou seguindo pistas erradas. Esta conclusão é contestada por alguns deputados e senadores republicanos.
O próprio presidente Bush, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, teriam sido enganados sobre a extensão das práticas. Bush teria sentido "desconforto" ao conhecer detalhes sobre a tortura. Várias gravações de interrogatórios foram apagadas para evitar que fossem divulgadas publicamente.
Alguns presos reclamaram que não puderam dormir durante uma semana. "Múltiplas técnicas de torturas foram usadas repetidamente sem parar contra determinados suspeitos durante dias e até semanas", afirmou a senadora. Ela citou o caso de Abu Zubaida, um saudita preso no Paquistão em 2002 e levado para o centro de detenção ilegal na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba.
Zubaida, diretor de um campo de treinamento da rede terrorista Al Caeda no Afeganistão, foi sufocado com jatos d'água pelo menos 83 vezes, foi deixado nu, impedido de dormir, não recebeu alimentos sólidos e foi obrigado a ficar em posições estressantes. As gravações de seu interrogatório foram destruídas em 2005. Dois anos depois, o tribunal militar que examinou seu caso concluiu ele não era um líder importante como a CIA supunha.
A CIA alardeou ter evitado atos terroristas com base em informações obtidas sob tortura, mas a comissão parlamentar de inquérito do Senado não identificou um único caso capaz de confirmar a alegação. Essa conclusão, contestada por republicanos, foi apoiada pelo senador John McCain, candidato derrotado pelo presidente Barack Obama na eleição de 2008, que ocupou a tribuna depois de senadora Feinstein.
McCain desprezou a alegação de que a divulgação do relatório agora, quando os EUA estão em guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, incentivaria novos ataques a americanos: "Eles não precisam de desculpas para nos atacar."
Na opinião do senador, um veterano de guerra que ficou cinco anos e meio preso no Vietnã, o que está em jogo é a imagem dos EUA e o compromisso com o respeito à dignidade humana: "Nossos inimigos agem sem consciência. Nós não podemos fazer isso."
ESTADO DE ALERTA
No mundo inteiro, embaixadas, consulados, bases militares e até mesmo empresas dos EUA estão em estado de alerta temendo retaliações por causa das denúncias de tortura.
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quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Obama quer manter corte de impostos para classe média
Ao comentar hoje as negociações com o Congresso para evitar que os Estados Unidos caiam num "abismo fiscal", o presidente Barack Obama pediu a prorrogação imediata dos cortes de impostos para a classe média, deixando para discutir a tributação dos 2% mais ricos, que ganham mais de US$ 250 mil (R$ 500 mil) por ano, e outras medidas para depois.
Se a Casa Branca e o Capitólio não chegarem a um acordo até o fim do ano, acabam os cortes de impostos dos governos de George W. Bush (2001-9) e entram em vigor reduções de despesas governamentais para conter o déficito público. Sairiam de circulação US$ 600 bilhões. Os EUA correriam o risco de cair num "abismo fiscal". Isso seria fatal para a frágil recuperação econômica do país. Traria a recessão de volta.
Em sua primeira entrevista coletiva em oito meses, Obama afirmou que não houve vazamento de informações classificadas no escândalo sexual envolvendo os generais David Petraeus, ex-diretor-geral da CIA e ex-comandante militar no Iraque e no Afeganistão, e John Allen, atual comandante militar no Afeganistão, nomeado para comandante militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança liderada pelos EUA. Foi o destaque do jornal The Washington Post.
O presidente acusou os senadores republicanos John McCain e Lindsay Graham de jogar para a plateia quando ameaçam vetar uma possível indicação da embaixadora dos EUA nas Nações Unidos, Susan Rice, para secretária de Estado, em substituição a Hillary Clinton, que não fica no segundo governo Obama.
Rice, que é negra, é acusada pela oposição republicana de dar declarações equivocadas logo após o ataque contra o consulado americano em Bengázi em 11 de setembro de 2012, quando morreu o embaixador dos EUA na Líbia. No primeiro momento, a ação foi atribuída a manifestantes que estariam protestando contra um filme ofensivo ao Islã e ao profeta Maomé, mas logo ficou evidente que ninguém vai a um protesto com metralhadoras, foguetes e morteiros.
Se a Casa Branca e o Capitólio não chegarem a um acordo até o fim do ano, acabam os cortes de impostos dos governos de George W. Bush (2001-9) e entram em vigor reduções de despesas governamentais para conter o déficito público. Sairiam de circulação US$ 600 bilhões. Os EUA correriam o risco de cair num "abismo fiscal". Isso seria fatal para a frágil recuperação econômica do país. Traria a recessão de volta.
Em sua primeira entrevista coletiva em oito meses, Obama afirmou que não houve vazamento de informações classificadas no escândalo sexual envolvendo os generais David Petraeus, ex-diretor-geral da CIA e ex-comandante militar no Iraque e no Afeganistão, e John Allen, atual comandante militar no Afeganistão, nomeado para comandante militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança liderada pelos EUA. Foi o destaque do jornal The Washington Post.
O presidente acusou os senadores republicanos John McCain e Lindsay Graham de jogar para a plateia quando ameaçam vetar uma possível indicação da embaixadora dos EUA nas Nações Unidos, Susan Rice, para secretária de Estado, em substituição a Hillary Clinton, que não fica no segundo governo Obama.
Rice, que é negra, é acusada pela oposição republicana de dar declarações equivocadas logo após o ataque contra o consulado americano em Bengázi em 11 de setembro de 2012, quando morreu o embaixador dos EUA na Líbia. No primeiro momento, a ação foi atribuída a manifestantes que estariam protestando contra um filme ofensivo ao Islã e ao profeta Maomé, mas logo ficou evidente que ninguém vai a um protesto com metralhadoras, foguetes e morteiros.
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