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terça-feira, 20 de junho de 2017

Estudante americano torturado na Coreia do Norte morre

SÃO FRANCISCO-CA, EUA - O governo Donald Trump cogita proibir viagens à Coreia do Norte depois da morte do estudante Otto Wambier, de 22 anos, preso há um ano e meio e torturado por tentar roubar um cartaz de propaganda do regime stalinista de Pionguiangue.

Na semana passada, o governo norte-coreano devolveu Wambier em estado de coma. Ele estava hospitalizado no Centro Médico da Universidade de Cincinnati, no estado de Ohio.

"Infelizmente, o abominável maltratamento com tortura que nosso filho recebeu das mãos do atual governo norte-coreano garantiu que o resultado só poderia ser a experiência triste que experimentamos hoje", declararam em nota os pais do jovem.

O presidente Trump deplorou a morte e o senador John McCain afirmou que "os Estados Unidos não podem tolerar a morte de seus cidadãos por potências hostis." Tanto a Casa Branca quanto o Congresso podem proibir os americanos a viajar para lá.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Rússia fecha escritório da Anistia Internacional em Moscou

A polícia da Rússia fechou o escritório da organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional em Moscou. As fechaduras e trancas foram trocadas, e a energia elétrica cortada, noticiou hoje o jornal americano The Washington Post.

A medida foi tomada um dia depois que dirigentes da Anistia pediram a libertação do dissidente político Ildar Dadin, que alega ter sido torturado na prisão. O Kremlin não comentou o caso.

O governo russo pressiona e ameaça regularmente as organizações não governamentais de defesa dos direitos humanos e outras ONGs estrangeiras em atuação no país.

Essa intimidação se tornou mais forte desde as manifestações de massa denunciando fraude nas eleições parlamentares de dezembro de 2011, que o presidente Vladimir Putin tomou como uma tentativa de promover uma primavera árabe na Rússia.

As relações entre Moscou e o Ocidente se deterioraram nos últimos anos com as intervenções militares russas na Ucrânia, em 2014, e na Síria, a partir de 2015.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dissidente cubano preso há 21 dias faz greve de fome

O dissidente cubano José Daniel Ferrer, do Grupo dos 75 presos durante a chamada Primavera Negra, há nove anos, foi detido de novo há três semanas e anunciou estar em greve de fome contra as condições de prisão onde está, em Santiago de Cuba.

Em telefonema, Ferrer teria dito à sua mulher que o lugar é horrível e também a comida: "Querem me matar de fome".

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Mais presos políticos fazem greve de fome em Cuba

Com a morte do pedreiro Orlando Zapata Tamayo na terça-feira, depois de 85 dias de sem comer, outros dissidentes cubanos presos entraram em greve de fome


Eles exigem a libertação de todos os presos políticos em Cuba. A ditadura dos irmãos Raúl e Fidel Castro alega que o país não tem presos políticos e que eles são "mercenários a serviços dos Estados Unidos".

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Preso político cubano em greve de fome morre

O pedreiro Orlando Zapata Tamayo morreu ontem em Cuba depois de 85 dias de greve de fome, horas antes chegada ao país do presidente Lula, em visita oficial.

Preso desde 2003, Zapata queria ser reconhecido como prisioneiro político.

"Sua morte era totalmente evitável", protestou o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Elizardo Sánchez.

Em carta ao presidente Lula, os dissidentes cubanos do Grupo dos 75 pediram ao presidente Lula que interceda junto aos irmãos Castro durante sua atual visita a Cuba, afirmou o jornal espanhol El País.

Lula foi descrito como um "magnífico interlocutor para convencer o governo cubano a fazer "as reformas econômicas, políticas e sociais urgentemente requeridas" e "avançar com respeito aos direitos humanos, lograr a ansiada reconciliação nacional e tirar a nação da crise profunda em que se encontra".

Mas El País observa que o objetivo da visita é "dar apoio político e econômico ao regime castrista: o presidente brasileiro ignora os pedidos de mediação dos dissidentes".

Os dissidentes dizem que a embaixada se negou a recebê-los. Lula declarou em Havana não ter recebido carta nenhuma.