Mostrando postagens com marcador AI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AI. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Rússia fecha escritório da Anistia Internacional em Moscou

A polícia da Rússia fechou o escritório da organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional em Moscou. As fechaduras e trancas foram trocadas, e a energia elétrica cortada, noticiou hoje o jornal americano The Washington Post.

A medida foi tomada um dia depois que dirigentes da Anistia pediram a libertação do dissidente político Ildar Dadin, que alega ter sido torturado na prisão. O Kremlin não comentou o caso.

O governo russo pressiona e ameaça regularmente as organizações não governamentais de defesa dos direitos humanos e outras ONGs estrangeiras em atuação no país.

Essa intimidação se tornou mais forte desde as manifestações de massa denunciando fraude nas eleições parlamentares de dezembro de 2011, que o presidente Vladimir Putin tomou como uma tentativa de promover uma primavera árabe na Rússia.

As relações entre Moscou e o Ocidente se deterioraram nos últimos anos com as intervenções militares russas na Ucrânia, em 2014, e na Síria, a partir de 2015.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ditaduras árabes devem manter repressão em 2012

O uso da força para conter manifestações de protesto no mundo árabe deve continuar em 2012, com vários regimes dispostos a manter o poder a qualquer preço, como na Síria, onde mais de 5 mil pessoas foram mortas desde 15 de março de 2011, prevê um relatório divulgado hoje pela organização não governamental Anistia Internacional.

No relatório de 90 páginas chamado de Ano de Rebelião: a situação dos direitos humanos no Norte da África e no Oriente Médio, prevê que tanto as manifestações de protesto como a violência e a repressão dos agentes do Estado devem continuar.

"Com poucas exceções, os governos não perceberam que a situação mudou", afirmou Philip Luther, diretor da AI para o Oriente Médio e o Norte da África, ao divulgar o relatório. "E os movimentos de protesto, muitas vezes liderados por jovens ou mulheres, apresentam uma capacidade de resistência incrível diante de uma repressão às vezes brutal".