Um juiz da França instaurou hoje um processo contra ex-presidente Nicolas Sarkozy e outras 13 pessoas por esconder US$ 20 milhões em gastos da sua campanha à reeleição, em 2012, noticiou a imprensa francesa.
Sarkozy rejeita a denúncia de que seu partido conspirou com a empresa de relações públicas Bygmalion para manipular as cifras e desrespeitar o limite legal de despesas numa campanha presidencial.
Na época, o partido Os Republicanos, de centro-direita, se chamava União por um Movimento Popular (UMP).
O ex-presidente tentou concorrer à eleição presidencial deste ano, mas ficou em terceiro lugar na eleição primária do partido. O vencedor foi o ex-primeiro-ministro François Fillon, que está sendo pressionado a desistir depois que o jornal semanal Canard Enchaîné revelou que sua mulher e seus filhos foram funcionários-fantasmas.
Este escândalo abala ainda mais a imagem dos partidos tradicionais e favorece a campanha da neofascista Marine Le Pen, que promete convocar um plebiscito para tirar a França da União Europeia e conta com o apoio dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin.
Extremamente impopular, o presidente socialista François Hollande decidiu não disputar a reeleição. Seu ex-primeiro-ministro Manuel Valls perdeu a eleição primária do PS para o ex-ministro da Educação Benoît Hamon, da ala mais esquerdista do partido. Sem argumentos para defender o atual governo, o candidato socialista parece condenado à derrota.
Quem desponta como alternativa à extrema direita é o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron, um ex-funcionário do mercado financeiro com uma visão econômica liberal. Sem chances de conquistar a candidatura socialista, Macron criou seu próprio movimento, Em Marcha, para levar adiante seu projeto. Sem um partido por trás, sua candidatura foi desprezada inicialmente.
No momento, as pesquisas apontam a vitória de Marine Le Pen no primeiro turno e sua derrota no segundo, seja qual for o rival. Com o escândalo envolvendo Fillon, que já liderou as pesquisas, Macron subiu para o segundo lugar.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Ex-presidente Sarkozy será julgado por financiamento ilegal de campanha
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
França investiga contas de campanha do ex-presidente Sarkozy
O ex-presidente Nicolas Sarzoky será investigado por financiamento ilegal de sua campanha à Presidência da França em 2007 com foco em notas falsas emitidas pela agência de comunicação Bygmalion para esconder o estouro do limite legal de gastos, anunciou ontem o procurador da República em Paris François Molins.
Sarkozy pretende concorrer à eleição primária do partido de centro-direita Os Republicanos no segundo semestre deste ano para tentar voltar à Presidência em 2017. Antes, terá de dar explicações ao juiz de instrução Serge Tournaire.
A Justiça examina se houve fraude nas contas da campanha para esconder uma explosão do limite de despesas previsto em lei, de 22,5 milhões de euros, equivalentes hoje a US$ 25 milhões, quase R$ 100 milhões.
Enquanto o advogado do ex-presidente admite uma "infração formal", Sarkozy insiste que nenhum fato o liga ao Caso Bygmalion. Treze pessoas responsáveis pela campanha foram denunciadas.
O ex-presidente já estava sendo investigado por corrupção e tráfico de influência em outro caso por tentar obter através de um alto magistrado informações sigilosas sobre um processo que corria em segrego de justiça.
Sarkozy pretende concorrer à eleição primária do partido de centro-direita Os Republicanos no segundo semestre deste ano para tentar voltar à Presidência em 2017. Antes, terá de dar explicações ao juiz de instrução Serge Tournaire.
A Justiça examina se houve fraude nas contas da campanha para esconder uma explosão do limite de despesas previsto em lei, de 22,5 milhões de euros, equivalentes hoje a US$ 25 milhões, quase R$ 100 milhões.
Enquanto o advogado do ex-presidente admite uma "infração formal", Sarkozy insiste que nenhum fato o liga ao Caso Bygmalion. Treze pessoas responsáveis pela campanha foram denunciadas.
O ex-presidente já estava sendo investigado por corrupção e tráfico de influência em outro caso por tentar obter através de um alto magistrado informações sigilosas sobre um processo que corria em segrego de justiça.
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