A ultradireitista Frente Nacional não é o maior partido político da França, como afirmou na campanha. Ficou em segundo lugar em total de votos no primeiro turno das eleições departamentais, realizado neste domingo. Mas foi primeira em 233 cantões e vai para o segundo turno, disputado no próximo domingo, em 1,1 mil ou 52% dos cantões que formam os 60 departamentos franceses.
"A direita na cabeça, a esquerda resiste e a FN em alta", resumiu a manchete do jornal francês Libération.
Por causa da crise econômica e do desgaste do governo socialista do presidente François Hollande, a direita obteve uma ampla vitória. A União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, liderada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, ficou em primeiro com 30% dos votos.
Com 25,7%, superando o desempenho das eleições para o Parlamento Europeu no ano passado, a FN se firma como uma grande força da política francesa, batendo o Partido Socialista, que teve 21,8% dos votos. A Frente de Esquerda recebeu 6,5% e os verdes foram votados por apenas 1,9% dos franceses. Esses números foram corrigidos ao longo da apuração.
Os resultados parciais deixaram a UMP em primeiro lugar em 41% dos cantões. Em segundo, está o PS, à frente em 27,5% dos cantões. A FN liderou em 14,5% dos cantões.
A abstenção foi de 49% em eleições que os franceses não entendem direito. Os departamentos estão entre os municípios e o governo central, mas não têm a autonomia dos estados do Brasil ou dos Estados Unidos. Dentro da reforma do Estado para cortar os gastos públicos, o governo socialista está propondo fusões para reduzir o número de cantos. Saboia e Alta Saboia seriam unidas num só.
Suas atribuições se concentram na área da ação social (ajuda a crianças, famílias, idosos e deficientes, proteção materno-infantil e planejamento familiar), saúde e prevenção, planejamento habitacional, planejamento de transportes intradepartamentais, transporte interurbano, transporte escolar fora das cidades, pequenos portos e aeroportos regionais, canais e vias navegáveis.
Desde 1986, os departamentos são responsáveis pela construção, reconstrução, ampliação, reforma, fornecimento de equipamentos e funcionamento dos colégios e alojamentos estudantis, as escolas técnicas e as instalações esportivas em escolas. Também têm competência nas áreas de energia, meio ambiente e telecomunicações.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 22 de março de 2015
domingo, 23 de março de 2014
Ultradireita avança nas eleições na França
A Frente Nacional, neofascista, de extrema direita, obteve avanços sem precedentes hoje no primeiro turno das eleições municipais na França. Já ganhou uma prefeitura e vai disputar o segundo turno 229 cidades daqui a uma semana.
O Partido Socialista, do presidente François Hollande, foi o maior derrotado. A União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, partido neogaullista do ex-presidente Nicolas Sarkozy, reivindica a vitória na contagem geral dos votos. Mas é a ultradireita que cava um espaço permanente entre os grandes partidos políticos franceses.
Na soma total, os partidos de direita ficaram com 46,5% dos votos, a esquerda com 37,7% e a extrema esquerda com 4,65%, anunciou o ministro do Interior, Manuel Valls.
Duas mulheres disputam a prefeitura de Paris. A favorita é a socialista Anne Hidalgo. Nathalie Kosciusko-Morizet, da UMP, ganhou o primeiro turno com 34,8% contra 33,6% de Hidalgo, mas a socialista deve contar com o apoio de toda a esquerda no segundo turno.
Na cidade de Hénin-Beaumont, na região do Passo de Calais, a FN conquistou a prefeitura no primeiro turno, com 50,26%. Também ficou em primeiro lugar no primeiro turno em Perpignan, Avignon, Fréjus, Saint-Gilles, Forbach e Tarascon. E obteve votações expressivas em Estrasburgo, Lille, Lyon, Marselha, Mulhouse, Saint-Etienne, Nîmes e Reims.
A abstenção atingiu o recorde histórico de 38,5%. O porta-voz do PS, David Assouline, fez um apelo a todas as outras forças políticas para que se unam e impeçam os neofascistas de governar cidades importantes da França.
O segundo turno será realizado daqui a uma semana, em 30 de março de 2014.
O Partido Socialista, do presidente François Hollande, foi o maior derrotado. A União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, partido neogaullista do ex-presidente Nicolas Sarkozy, reivindica a vitória na contagem geral dos votos. Mas é a ultradireita que cava um espaço permanente entre os grandes partidos políticos franceses.
Na soma total, os partidos de direita ficaram com 46,5% dos votos, a esquerda com 37,7% e a extrema esquerda com 4,65%, anunciou o ministro do Interior, Manuel Valls.
Duas mulheres disputam a prefeitura de Paris. A favorita é a socialista Anne Hidalgo. Nathalie Kosciusko-Morizet, da UMP, ganhou o primeiro turno com 34,8% contra 33,6% de Hidalgo, mas a socialista deve contar com o apoio de toda a esquerda no segundo turno.
Na cidade de Hénin-Beaumont, na região do Passo de Calais, a FN conquistou a prefeitura no primeiro turno, com 50,26%. Também ficou em primeiro lugar no primeiro turno em Perpignan, Avignon, Fréjus, Saint-Gilles, Forbach e Tarascon. E obteve votações expressivas em Estrasburgo, Lille, Lyon, Marselha, Mulhouse, Saint-Etienne, Nîmes e Reims.
A abstenção atingiu o recorde histórico de 38,5%. O porta-voz do PS, David Assouline, fez um apelo a todas as outras forças políticas para que se unam e impeçam os neofascistas de governar cidades importantes da França.
O segundo turno será realizado daqui a uma semana, em 30 de março de 2014.
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