O socialista François Hollande, primeiro socialista eleito presidente da França desde 1988, toma posse no próximo dia 15 de maio, noticiou hoje de manhã o jornal francês Le Monde, citando fontes do Palácio do Eliseu. Neste dia, deve nomear seu primeiro-ministro. A formação do ministério depende de um acordo mais amplo.
Em 10 e 17 de junho, haverá eleições parlamentares, que serão importantes porque uma vitória socialista dará ao presidente maioria na Assembleia Nacional, facilitando a implantação de suas propostas políticas. No segundo turno, Hollande ganhou em 333 dos 577 distritos, o que indica que tem chance de fazer maioria. Uma derrota da esquerda levaria a uma "coabitação" entre o presidente socialista e um parlamento dominado pela direita.
São aliados naturais do Partido Socialista neste processo os Verdes e a Frente de Esquerda, liderada por Jean-Luc Mélenchon, que teve 11% dos votos no primeiro turno e transferiu mais de 80% para Hollande no segundo turno. Nos regimes parlamentaristas europeus, as coligações costumam ser seladas com a assinatura de um programa comum de governo.
O PS e a Frente de Esquerda já negociam um aliança para o primeiro turno das eleições parlamentares, com o objetivo de bloquear o avanço da Frente Nacional, de extrema direita, em distritos eleitorais onde a chegada da esquerda ao segundo turno estiver ameaçada.
A União por um Movimento Popular (UMP), partido do presidente Nicolas Sarkozy, tenta transformar as eleições legislativas num terceiro turno da eleição presidencial. O objetivo não dar maioria a Hollande e quem sabe até conquistar o direito de indicar o chefe de governo.
Na história recente da França, isso aconteceu quando o conservador Jacques Chirac foi primeiro-ministro de 1986 a 1988, sob a presidência de François Mitterrand (1981-95), e o socialista Lionel Jospin chefiou o governo de 1997 a 2002, sob a presidência de Chirac (1995-2007).
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador União por um Movimento Popular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador União por um Movimento Popular. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)