Mostrando postagens com marcador Chega. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chega. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Socialista vence extrema direita em Portugal

O candidato socialista moderado António José Seguro obteve uma grande vitória no segundo turno da eleição presidencial em Portugal no domngo, com 30 pontos de vantagem sobre o candidato da extrema direita André Ventura graças ao apoio de uma aliança antifascista. Vai cumprir um mandato de 5 anos a partir de 9 de março.

Com quase 100% das urnas apuradas, Seguro, do Partido Socialista (PS), tem 66,6% dos votos válidos contra 33,4% para Ventura, do Chega. É a maior vitória numa eleição presidencial no país. No ano passado, o ultradireitista Chega fez a segunda maior bancada no parlamento.

"Os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia", declarou o presidente eleito no discurso da vitória. "A resposta que o povo português deu hoje, o seu compromisso com a liberdade, a democracia e o futuro do nosso país deixa-me naturalmente comovido e orgulhoso da nossa nação."

Seguro nasceu em Panamacor, uma vila da região de Castelo Branco, no Interior de Portugal, em 11 de março de 1962. Depois de anos de militância, ele fez licenciatura em relações internacionais na Universidade Autônoma de Lisboa e depois mestrado em ciência política. 

Foi presidente do Fórum da Juventude da União Europeia (1985-89), líder da Juventude Socialista (1990-94), presidente do Conselho Nacional da Juventude e vice-presidente da União Internacional das Juventudes Socialistas..

Como deputado (1991-95), é um dos articuladores do governo do primeiro-ministro António Guterres ma Assembleia da República. Como deputado do Parlamento Europeu (1999-2001), é vice-presidente do Grupo Parlamentar Socialista, o segundo maior.

Em 2002, volta à Assembleia da República, onde lidera a bancada socialista (2004-5). Depois da derrota do PS nas eleições de 2011, Seguro foi eleito secretário-geral, líder do partido. Nas eleições regionais de 2013, o PS obtém uma de suas maiores vitórias. No ano seguinte, vence a aliança de centro-direita nas eleições para o Parlamento Europeu. Mas a liderança de seguro é desafiada e António Costa vence a disputa em 2014.

Seguro renuncia à liderança do partido, ao cargo de conselheiro do Estado e de deputado na Assembleia da República.

Desde 2023, criticava o governo do então primeiro-ministro socialista António Costa. Em 2024, cogita uma candidatura à Presidência e passa a fazer um comentário chamado Liberdade na CNN em Portugal. Em 3 de junho do ano passado, anunciou a candidatura. Foi o mais votado no primeiro turno, com 31,1% dos votos.

Em Portugal, o presidente é o chefe de Estado, um cargo mais decorativo. Cabe a ele, por exemplo, sancionar as leis aprovadas pela Assembleia da República, apelar ao Tribunal Constitucional para declarar uma lei inconstitucional e dissolver o parlamento numa crise política grave. Mas quem governa de fato é o primeiro-ministro. Desde junho de 2025, é o conservador Luís Montenegro, líder do Partido Social-Democrático (PSD).

O cordão sanitário funcionou. Mais uma vez, os partidos republicanos e democráticos se uniram para barrar a ascensão da extrema direita, a exemplo do que era a regra na Europa. 

Esta regra foi contestada há um ano pelo vice-presidente dos Estados Unidos, James Vance, Na Conferência sobre Segurança de Munique, ele acusou os europeus de excluir parte do eleitorado do proesso político ao se negar a fazer alianças com a extrema direita. É uma tentativa de não naturalizar o extremismo político.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

domingo, 18 de maio de 2025

Direita se reelege em Portugal em derrocada da esquerda

O primeiro-ministro conservador Luís Montenegro foi reeleito hoje em Portugal, mas a Aliança Democrática, de direita, não terá maioria absoluta na Assembleia da República, de 230 cadeiras. Com 226 resultados definidos, elegeu 89 deputados, nove a mais, mas ficou longe da maioria de 116 cadeiras. 

As eleições foram marcadas pelo avanço da extrema direita, que passou a ter o mesmo número de deputados do Partido Socialista (PS), numa derrocada da esquerda, que fica com apenas 27% dos parlamentares.

Desde a Revolução dos Cravos (1974), que democratizou o país, o PS foi o partido que governou Portugal por mais tempo. Hoje, perdeu 20 cadeiras, caindo de 78 para 58, o mesmo resultado obtido pelo partido de extrema direita Chega, liderado por André Ventura, que tinha 49 deputados. Nas quatro cadeiras a decidir, com votos do exterior, a ultradireita levou duas nas últimas eleições.

Com o PS correndo o risco de ser rebaixado a terceiro maior partido no parlamento português, seu líder e candidato a chefe de governo, Pedro Nuno Santos, renunciou.

O Partido Comunista Português (PCP), que teve papel de destaque na revolução e que de 2015 a 2019 participou da Geringonça, a coalizão de governo do primeiro-ministro socialista António Costa, elegeu apenas três deputados. E o Bloco de Esquerda, outro parceiro daquela coligação, só um.

É a segunda eleição de Montenegro, de 52 anos, ambas com o marqueteiro brasileiro Sérgio Guerra, com o lema "Deixa o Luís trabalhar". Geralmente, em Portugal, os políticos são conhecidos pelo sobrenome. Usar o prenome foi uma jogada para dar a impressão de maior intimidade com o eleitor. 

Montenegro não é um líder carismático. Sempre foi homem da máquina do partido. Lidera a Aliança Democrática, formada por seu Partido Social-Democrata (PSD), de centro-direita, e o conservador Partido Popular (CDS-PP), o antigo Centro Democrático Social, que mudou de nome mas manteve as iniciais na sigla. O ex-primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva (1985-95), líder histórico do PSB, deu uma contribuição importante.

Ele chegou ao poder em abril de 2024. Tinha grande popularidade até estourar o Caso Spinumviva, um escândalo envolvendo uma empresa da família do primeiro-ministro que fazia negócios com empresas com interesses junto ao governo, entre elas um cassino. Sua popularidade caiu, mas não o prestígio do governo.

NOTA: Os resultados finais, divulgados em 28 de maio, deixaram a extrema direita como a segunda maior força política de Portugal, com 22,7% dos votos e 60 cadeiras na Assembleia da República.

segunda-feira, 11 de março de 2024

Direita vence eleições marcadas por avanço da ultradireita em Portugal

A Aliança Democrática (AD), de centro-direita, venceu as eleições parlamentares antecipadas realizadas no domingo em Portugal com uma pequena vantagem sobre o Partido Socialista (PS), que governava o país há nove anos, mas a grande novidade foi o crescimento do partido Chega, de extrema direita, anti-imigrantes. Como o líder da AD se nega a fazer aliança com a ultradireita, uma Assembleia da República mais fragmentada aponta para um aumento da instabilidade política. 

Com 99% das urnas apuradas, a Aliança Democrática teve 29,49% dos votos e elegeu 79 deputados, dois a mais do que o Partido Socialista, que teve 28,66% dos votos. O Chega conquistou pouco mais de 18% dos votos. Quadruplicou a bancada de 12 para 48 deputados. A extrema direita passou a ser a terceira maior força política do país.

Nos próximos dias, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa deve convidar o líder da Aliança Democrática, Luís Montenegro, para formar o próximo governo. Sem a extrema direita, será impossível formar um governo com maioria na Assembleia da República, de 230 deputados, a não ser que direita e esquerda se unem numa grande coalizão para barrar o neofascismo.

Se não houver acordo, os portugueses terão de voltar às urnas em breve.

A ascensão do neofascismo é um fenômeno global alimentado pela crise da democracia em garantir o bem-estar das classes médias na era da globalização. Portugal é apenas um entre tantos exemplos.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Socialistas vencem e fazem maioria absoluta em Portugal

 O Partido Socialista (PS), do primeiro-ministro António Costa, venceu amplamente as eleições em Portugal. Com 42% dos votos e maioria de 117 deputados na Assembleia da República, de 230 cadeiras, poderá governar sem depender de outros apoios. 

O partido Chega, da extrema direita, recebeu 7,15% dos votos e cresceu de um para 12 deputados. Será a terceira força no Parlamento, depois do PS e Partido Social-Democrata (PSD), de centro-direita, o maior da oposição, que obteve 29% dos votos e terá 76 cadeiras. 

Em quarto lugar, com 5%, ficou a Iniciativa Liberal, um partido que defende um liberalismo econômico radical. Ficou à frente do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português (PCP), que tiveram cerca de 4,5% cada um.

Leia mais em Quarentena News.

domingo, 6 de outubro de 2019

Primeiro-ministro socialista vence eleições em Portugal

Com 37% dos votos, o Partido Socialista (PS) venceu as eleições parlamentares deste domingo em Portugal. Falta definir o resultado de apenas quatro cadeiras, os socialistas terão pelo menos 106 dos 230 deputados  da Assembleia da República.

O primeiro-ministro António Costa quer ampliar a coalizão de governo, chamada popularmente de geringonça. A extrema direita entra no parlamento pela primeira vez desde a democratização do país, em 1974, com a eleição de um deputado do partido Chega.

Com 20 deputados a mais do que tinha, o PS precisa de apenas mais dez votos para ter maioria absoluta. Isto aumenta a margem de manobra de Costa para formar o futuro governo. O novo parlamento terá 10 partidos.

Em segundo lugar, ficou a aliança de centro-direita liderada pelo Partido Social-Democrata, com 28% dos votos e 77 deputados, seguido pelo Bloco de Esquerda, que ficou estagnado com pouco menos de 10% dos votos e 19 cadeiras, e pela Coligação Democrática Unitária (CDU), formada pelo Partido Comunista Português (PCP) e o Partido Ecologista os Verdes (PEV), com 6,5% e 12 deputados.

A aliança conservadora Centro Democrático Social-Partido Popular (CDS-PP) decepcionou. Com 4,25% e apenas cinco deputados, a líder Assunção Cristas renunciou. O PAN (Pessoas-Animais-Natureza) é um partido político dedicado a causas ecológicas e aos direitos humanos. Com 3,28% e quatro deputados, deve ser convidado pelo primeiro-ministro para integrar o novo governo.

O Chega, de extrema direita, teve 1,3% dos votos e elegeu um deputado, André Ventura, um acadêmico, comentarista de televisão e ex-vereador do PSD que defende um regime presidencialista. O partido se apresenta como "conservador nos costumes, liberal na economia e nacionalista".

A Iniciativa Liberal, que prega "menos Estado e mais liberdade", também ficou em 1,3% e um deputado. Com 1,1%, o Livre também elegeu apenas um deputado. É um partido que defende "o universalismo, a liberdade, a igualdade, a solidariedade, o socialismo, a ecologia e o europeísmo. Também deve ser convidado para participar do novo governo.