O presidente Giorgio Napolitano pediu hoje formalmente ao líder da aliança de esquerda, Pier Luigi Bersani, para tentar formar um novo governo na Itália.
A esquerda venceu as eleições parlamentares de 24 e 25 de fevereiro para a Câmara, mas o Senado ficou dividido. Como o Movimento 5 Estrelas, do comediante Beppe Grillo, que obteve 25% dos votos, se negou a fazer alianças com os partidos tradicionais, criou-se um impasse político.
Na atual situação, os analistas preveem que a Itália terá de fazer novas eleições em curto prazo. A convocação de Bersani é provavelmente a última tentativa.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 22 de março de 2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Eleições deixam Itália ingovernável, diz La Repubblica
A vocação da Itália para o caos desta vez se manifestou nas urnas. Com o fim da apuração das 61.446 seções eleitorais, a aliança de centro-esquerda teve uma vitória apertada com 29,5% dos votos, mas terá 340 deputados, enquanto a coligação de direita liderada pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi ganhou 128 cadeiras com 29,1%.
O maior partido no Câmara será o movimento 5 Estrelas, do humorista Beppe Grillo, reporta o jornal italiano La Repubblica, comentando que as eleições deixam o país ingovernável, em parte por causa de Grillo, que aproveitou o vácuo criado pelo descrédito dos partidos políticos tradicionais. Com 25,5% dos votos, Grillo elegeu uma bancada de 108 deputados e se nega a fazer alianças.
No Senado, onde a maioria é 128, a centro-esquerda liderada pelo Partido Democrático terá 119 cadeiras e a coligação direitista Povo da Liberdade-Liga Norte, 117. O movimento 5 Estrelas elegeu 54 senadores e a aliança do ex-primeiro-ministro Mario Monti, 18 senadores.
Monti, um tecnocrata, ex-comissário antimonopólio da União Europeia, substituiu Berlusconi em novembro de 2011, no auge da crise da dívida pública da Zona do Euro, quando parecia que a Itália também quebraria. Foi um dos grandes derrotados.
Como impôs o remédio amargo imposto pela Europa do Norte e o Fundo Monetário Internacional, Monti e sua aliança receberam apenas 10,5% dos votos, conquistando 45 cadeiras. Ele deve se aliar ao centro-esquerdista Pier Luigi Bersani, da aliança Itália Bem-Comum, para tentar formar um governo.
Um escritor disse que mais da metade dos italianos é idiota porque votou em Berlusconi ou Grillo, mas a alternativa era aprovar o remédio econômico amargo imposto pela Alemanha, que aumentou impostos e cortou benefícios sociais.
Muitos analistas já preveem a realização de novas eleições para tentar romper esse impasse.
A crise política italiana derrubou as bolsas de valores no mundo inteiro e pode trazer de volta a crise das dívidas públicas do euro, já que os eleitores rejeitaram as políticas de austeridade e corte de gastos públicos.
O maior partido no Câmara será o movimento 5 Estrelas, do humorista Beppe Grillo, reporta o jornal italiano La Repubblica, comentando que as eleições deixam o país ingovernável, em parte por causa de Grillo, que aproveitou o vácuo criado pelo descrédito dos partidos políticos tradicionais. Com 25,5% dos votos, Grillo elegeu uma bancada de 108 deputados e se nega a fazer alianças.
No Senado, onde a maioria é 128, a centro-esquerda liderada pelo Partido Democrático terá 119 cadeiras e a coligação direitista Povo da Liberdade-Liga Norte, 117. O movimento 5 Estrelas elegeu 54 senadores e a aliança do ex-primeiro-ministro Mario Monti, 18 senadores.
Monti, um tecnocrata, ex-comissário antimonopólio da União Europeia, substituiu Berlusconi em novembro de 2011, no auge da crise da dívida pública da Zona do Euro, quando parecia que a Itália também quebraria. Foi um dos grandes derrotados.
Como impôs o remédio amargo imposto pela Europa do Norte e o Fundo Monetário Internacional, Monti e sua aliança receberam apenas 10,5% dos votos, conquistando 45 cadeiras. Ele deve se aliar ao centro-esquerdista Pier Luigi Bersani, da aliança Itália Bem-Comum, para tentar formar um governo.
Um escritor disse que mais da metade dos italianos é idiota porque votou em Berlusconi ou Grillo, mas a alternativa era aprovar o remédio econômico amargo imposto pela Alemanha, que aumentou impostos e cortou benefícios sociais.
Muitos analistas já preveem a realização de novas eleições para tentar romper esse impasse.
A crise política italiana derrubou as bolsas de valores no mundo inteiro e pode trazer de volta a crise das dívidas públicas do euro, já que os eleitores rejeitaram as políticas de austeridade e corte de gastos públicos.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Eleições na Itália rumam para um impasse
A aliança de centro-esquerda liderada por Pier Luigi Bersani, do Partido Democrático, lidera a apuração das eleições para a Câmara na Itália, mas a direita chefiada por Silvio Berlusconi reagiu e nenhuma coligação deve ter maioria absoluta no Senado.
No momento, as projeções do jornal La Repubblica dão 29,2% para Bersani e aliados e 28,3% para o inacreditável Berlusconi, 26,4% para o movimento 5 Estrelas, do humorista Beppe Grillo, e 10,9% para a aliança cívica do ex-primeiro-ministro Mario Monti.
Pela lei eleitoral italiana, a coalizão vencedora ganha um bônus para ter mais chance de chegar
Se esse resultado se confirmar, será difícil formar um governo estável. A Itália deve voltar às urnas em breve.
No momento, as projeções do jornal La Repubblica dão 29,2% para Bersani e aliados e 28,3% para o inacreditável Berlusconi, 26,4% para o movimento 5 Estrelas, do humorista Beppe Grillo, e 10,9% para a aliança cívica do ex-primeiro-ministro Mario Monti.
Pela lei eleitoral italiana, a coalizão vencedora ganha um bônus para ter mais chance de chegar
Se esse resultado se confirmar, será difícil formar um governo estável. A Itália deve voltar às urnas em breve.
Centro-esquerda lidera apuração na Itália
Com 45% das urnas apuradas nas eleições parlamentares de ontem e hoje na Itália, a coalizão centro-esquerdista Itália Bem-Comum, liderada por Pier Luigi Bersani, do Partido Democrático, está na frente na Câmara com 31,4% dos votos, informa o jornal La Repubblica.
Em segundo, estaria o Povo da Liberdade, do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, com 27,3%, seguido pelo Movimento 5 Estrelas, do humorista Beppe Grillo, com 25,6%. Na pesquisa divulgada pela rede de televisão americana CNN, Grillo está na frente de Berlusconi.
A aliança chefiada pelo ex-primeiro-ministro Mario Monti, que substituiu Berlusconi no auge da crise da dívida pública italiana, em novembro de 2011, está em quarto com 10,4% dos votos.
O Senado ainda está indefinido.
Em segundo, estaria o Povo da Liberdade, do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, com 27,3%, seguido pelo Movimento 5 Estrelas, do humorista Beppe Grillo, com 25,6%. Na pesquisa divulgada pela rede de televisão americana CNN, Grillo está na frente de Berlusconi.
A aliança chefiada pelo ex-primeiro-ministro Mario Monti, que substituiu Berlusconi no auge da crise da dívida pública italiana, em novembro de 2011, está em quarto com 10,4% dos votos.
O Senado ainda está indefinido.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Esquerda: "Vitória de Berlusconi seria um desastre"
A volta ao poder do arquicorrupto empresário e ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi nas eleições deste domingo e de segunda-feira, 24 e 25 de fevereiro de 2013, "seria um desastre" para a economia italiana, adverte o vice-líder do Partido Democrático, de centro-esquerda, Enrico Letta. Seu líder, Pier Luigi Bersani, é o favorito para chefiar o próximo governo da Itália.
Berlusconi renunciou em novembro de 2011, no auge da crise da dívida pública italiana, por total falta de credibilidade para enfrentar os problemas do país. Seu substituto foi o tecnocrata Mario Monti, ex-comissário europeu antimonopólio, que caiu quando perdeu o apoio do líder direitista.
Uma vitória de Berlusconi poderia anular todo o trabalho de Monti para estabilizar a economia italiana e recuperar a credibilidade do país, que tem uma dívida de 2,6 trilhões de euros, equivalente a cerca de 120% de toda a riqueza que a Itália produz num ano.
As últimas pesquisas dão entre 32% e 37% para a centro-esquerda e 27% a 32% para a direita do Povo da Liberdade, de Berlusconi. Em terceiro, num evidente sinal de desencanto da população com os partidos políticos, está o movimento Cinco Estrelas, do humorista Beppe Grillo, com 14% a 18%.
A aliança cívica de Monti está em quarto, mas deve ser convidada para participar do governo se a esquerda conseguir maioria na Câmara, o que é mais provável, mas não no Senado, observa a televisão americana CNN.
Um governo Bersani-Monti seria o melhor para a Itália neste momento. A volta de Berlusconi com certeza jogará o país de volta à situação em que estava quando ele caiu, à beira de pedir ajuda de emergência a seus parceiros da União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional.
Com Monti, está assegurada a continuidade das reformas necessárias para aumentar a competitividade da economia italiana, que na última década cresceu a uma taxa média de 1% ao ano. Bersani promete estimular a economia para tentar escapar do modelo de austeridade total imposto pela Alemanha na crise das dívidas públicas da Zona do Euro. Deve se aliar ao socialista François Hollande, presidente da França, na luta para flexibilizar o rígido ajuste fiscal pan-europeu guiado por Berlim.
Berlusconi renunciou em novembro de 2011, no auge da crise da dívida pública italiana, por total falta de credibilidade para enfrentar os problemas do país. Seu substituto foi o tecnocrata Mario Monti, ex-comissário europeu antimonopólio, que caiu quando perdeu o apoio do líder direitista.
Uma vitória de Berlusconi poderia anular todo o trabalho de Monti para estabilizar a economia italiana e recuperar a credibilidade do país, que tem uma dívida de 2,6 trilhões de euros, equivalente a cerca de 120% de toda a riqueza que a Itália produz num ano.
As últimas pesquisas dão entre 32% e 37% para a centro-esquerda e 27% a 32% para a direita do Povo da Liberdade, de Berlusconi. Em terceiro, num evidente sinal de desencanto da população com os partidos políticos, está o movimento Cinco Estrelas, do humorista Beppe Grillo, com 14% a 18%.
A aliança cívica de Monti está em quarto, mas deve ser convidada para participar do governo se a esquerda conseguir maioria na Câmara, o que é mais provável, mas não no Senado, observa a televisão americana CNN.
Um governo Bersani-Monti seria o melhor para a Itália neste momento. A volta de Berlusconi com certeza jogará o país de volta à situação em que estava quando ele caiu, à beira de pedir ajuda de emergência a seus parceiros da União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional.
Com Monti, está assegurada a continuidade das reformas necessárias para aumentar a competitividade da economia italiana, que na última década cresceu a uma taxa média de 1% ao ano. Bersani promete estimular a economia para tentar escapar do modelo de austeridade total imposto pela Alemanha na crise das dívidas públicas da Zona do Euro. Deve se aliar ao socialista François Hollande, presidente da França, na luta para flexibilizar o rígido ajuste fiscal pan-europeu guiado por Berlim.
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