O presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido por 52 países, inclusive o Brasil, convocou hoje o povo e as Forças Armadas a uma rebelião contra a ditadura de Nicolás Maduro.
Algumas unidades militares aderiram à revolta, mas o ministro da Defesa, general Padrino López, fez pronunciamento em apoio a Maduro, ameaçando usar a força para controlar a rebelião.
Na madrugada, Guaidó fez um pronunciamento diante da base aérea de La Carlota, perto do aeroporto de Caracas, ao lado de soldados da Guarda Nacional Bolivariana que o apoiam e de Leopoldo López, líder do partido Vontade Popular e padrinho de Guaidó. Em seguida, os dois foram a um comício na Praça da França.
Guaidó pediu à população para sair às ruas para derrubar o "usurpador Nicolás Maduro". O regime chavista acusou a oposição de golpe. Maduro convocou os coletivos, as milícias populares criadas para defender o regime, que teriam hoje 2 milhões de membros.
Em Chacao, uma parte rica da capital onde López foi prefeito, as milícias abriram fogo contra um grupo de manifestantes. Perto dali, em Chacaito, a polícia não conseguiu controlar os manifestantes.
Os Estados Unidos prometeram o fim das sanções aos membros do regime que aderirem a Guaidó. O secretário de Estado, Mike Pompeo, afirmou que havia um avião pronto para levar Maduro para o exílio em Cuba, mas a Rússia o mandou ficar. E o assessor para Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, declarou que o governo Donald Trump espera uma transição pacífica na Venezuela.
Trump, por sua vez, ameaçou aumentar as sanções econômicas a Cuba se o regime comunista cubano continuar apoiando Maduro.
O Brasil também reiterou o apoio a Guaidó, enquanto Rússia, Cuba, Bolívia, Nicarágua e Turquia repudiaram o que descreveram como uma "tentativa de golpe".
A oposição venezuelana alega que Maduro é um "usurpador", um presidente ilegítimo porque foi eleito de modo fraudulento.
Se a rebelião tiver sucesso, a Venezuela terá um governo mais liberal que terá a tarefa hercúlea de reconstruir a economia do país, arrasada pelas políticas fracassadas que o finado caudilho Hugo Chávez chamava de "socialismo do século 21".
Se a rebelião fracassar, deve haver um endurecimento do regime, com repressão mais rigorosa aos dissidentes e aumento da participação de aliados externos como a Rússia na segurança do que resta do chavismo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Guarda Nacional Bolivariana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guarda Nacional Bolivariana. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 30 de abril de 2019
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
EUA impõem sanções a governadores aliados de Maduro na Venezuela
Durante reunião com os países do Grupo de Lima, em Bogotá, na Colômbia, o vice-presidente Mike Pence anunciou hoje novas sanções dos Estados Unidos contra governadores estaduais da Venezuela alinhados à ditadura de Nicolás Maduro, acusando-os de dificultar a entrega de ajuda humanitária, noticiou o jornal americano The Washington Post.
Pence reiterou a ameaça de intervenção militar: "Ao manter a pressão econômica e diplomática sobre o regime de Maduro, esperamos uma transição pacífica para a democracia, mas, como o presidente Donald Trump deixou claro, todas as opções estão na mesa."
Pelo menos quatro civis foram mortos no fim de semana em choques com a Guarda Nacional Bolivariana e milícias ligadas ao regime chavista. Em três semanas de protestos, são ao menos 23 mortes, noticiou a televisão pública britânica BBC. Mais de 160 policiais e militares desertaram e fugiram para a Colômbia ou o Brasil.
Na capital colombiana, Pence se encontrou com o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, deputado Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino em 23 de janeiro, e representantes do Grupo de Lima, formado por 13 países latino-americano, inclusive o Brasil, e o Canadá. Só o México não reconheceu Guaidó como presidente legítimo.
As sanções foram impostas pelo Departamento do Tesouro dos EUA. "As tentativas do regime ilegítimo de Maduro de bloquear a ajuda internacional ao povo venezuelano são vergonhosas", declarou em Washington o secretário Steven Mnuchin.
"O Tesouro está atingindo quatro governadores alinhados ao ex-presidente Maduro por ficarem no caminho da ajuda humanitária criticamente necessária e prolongarem o sofrimento do povo venezuelano", acrescentou.
São eles os governadores Omar José Prieto, do estado de Zulia, denunciado pelo Tesouro de ser um centro do crime organizado, tráfico de drogas e assassinato por encomenda; Ramón Alonso Carrizález Rengifo, de Apure, acusado de endossar ameaças aos manifestantes da oposição; Jorge Luis García Carneiro, de Vargas; e Rafael Alejandro Lacava Evangelista, de Carabobo.
Pence reiterou a ameaça de intervenção militar: "Ao manter a pressão econômica e diplomática sobre o regime de Maduro, esperamos uma transição pacífica para a democracia, mas, como o presidente Donald Trump deixou claro, todas as opções estão na mesa."
Pelo menos quatro civis foram mortos no fim de semana em choques com a Guarda Nacional Bolivariana e milícias ligadas ao regime chavista. Em três semanas de protestos, são ao menos 23 mortes, noticiou a televisão pública britânica BBC. Mais de 160 policiais e militares desertaram e fugiram para a Colômbia ou o Brasil.
Na capital colombiana, Pence se encontrou com o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, deputado Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino em 23 de janeiro, e representantes do Grupo de Lima, formado por 13 países latino-americano, inclusive o Brasil, e o Canadá. Só o México não reconheceu Guaidó como presidente legítimo.
As sanções foram impostas pelo Departamento do Tesouro dos EUA. "As tentativas do regime ilegítimo de Maduro de bloquear a ajuda internacional ao povo venezuelano são vergonhosas", declarou em Washington o secretário Steven Mnuchin.
"O Tesouro está atingindo quatro governadores alinhados ao ex-presidente Maduro por ficarem no caminho da ajuda humanitária criticamente necessária e prolongarem o sofrimento do povo venezuelano", acrescentou.
São eles os governadores Omar José Prieto, do estado de Zulia, denunciado pelo Tesouro de ser um centro do crime organizado, tráfico de drogas e assassinato por encomenda; Ramón Alonso Carrizález Rengifo, de Apure, acusado de endossar ameaças aos manifestantes da oposição; Jorge Luis García Carneiro, de Vargas; e Rafael Alejandro Lacava Evangelista, de Carabobo.
Marcadores:
11 de setembro,
Brasil,
Colômbia,
Ditadura,
EUA,
Grupo de Lima,
Guarda Nacional Bolivariana,
Mike Pence,
Nicolás Ernesto Maduro Guerra,
Sanções,
Venezuela
sábado, 4 de agosto de 2018
Ditador de Venezuela afirma ter sido alvo de ataque
Sete policiais saíram feridos de uma explosão atribuída pelo governo da Venezuela a um drone, no momento em que o ditador Nicolás Maduro discursava em solenidade militar na festa de 81 anos da Guarda Nacional. O regime chavista afirmou ter sido um atentado.
Maduro saiu ileso e pouco depois fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão para denunciar um suposta atentado contra sua vida: “Tentaram me assassinar no dia de hoje”, esbravejou o ditador, acusando o presidente da Colômbia, José Manuel Santos, noticiou o jornal venezuelano El Nacional.
Alguns bombeiros que atenderam à ocorrência duvidaram da versão oficial, noticiou a agência Associated Press (AP), citando ainda três funcionários não identificados que disseram se tratar de um vazamento de gás num prédio próximo. Mas esta seria uma segunda explosão.
A oposição denuncia um “autogolpe” para justificar um aumento da repressão.
Por causa da situação catastrófica da economia da Venezuela e da implantação de uma ditadura total no ano passado, com a eleição fraudulenta de uma Assembleia Nacional Constituinte servil a Maduro em 2017, consolidada pela reeleição presidencial também fraudulenta em maio de 2018, a posição do ditador está cada vez mais ameaçada.
No ano passado, o policial Óscar Pérez sequestrou um helicóptero e disparou contra o Ministério do Interior e outros prédios públicos em Caracas. Ao ser cercado pela polícia, em fevereiro deste ano, ele tentou se render mas foi metralhado. O recado é claro: qualquer rebelião militar será respondida a ferro e fogo.
Com a militarização do regime chavista sob Maduro, que nomeou centenas de militares a mais do que o finado caudilho Hugo Chávez, a maior ameaça vem de dentro do próprio governo. O ditador conquistou com fraude um segundo mandato de seis anos. Mas a queda do produto interno bruto pela metade desde a morte de Chávez, em 2013, o desabatecimento generalizado e a inflação, prevista para chegar a 1.000.000% ao ano em 2018, indicam que dificilmente Maduro vai completar o mandato.
Maduro saiu ileso e pouco depois fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão para denunciar um suposta atentado contra sua vida: “Tentaram me assassinar no dia de hoje”, esbravejou o ditador, acusando o presidente da Colômbia, José Manuel Santos, noticiou o jornal venezuelano El Nacional.
Alguns bombeiros que atenderam à ocorrência duvidaram da versão oficial, noticiou a agência Associated Press (AP), citando ainda três funcionários não identificados que disseram se tratar de um vazamento de gás num prédio próximo. Mas esta seria uma segunda explosão.
A oposição denuncia um “autogolpe” para justificar um aumento da repressão.
Por causa da situação catastrófica da economia da Venezuela e da implantação de uma ditadura total no ano passado, com a eleição fraudulenta de uma Assembleia Nacional Constituinte servil a Maduro em 2017, consolidada pela reeleição presidencial também fraudulenta em maio de 2018, a posição do ditador está cada vez mais ameaçada.
No ano passado, o policial Óscar Pérez sequestrou um helicóptero e disparou contra o Ministério do Interior e outros prédios públicos em Caracas. Ao ser cercado pela polícia, em fevereiro deste ano, ele tentou se render mas foi metralhado. O recado é claro: qualquer rebelião militar será respondida a ferro e fogo.
Com a militarização do regime chavista sob Maduro, que nomeou centenas de militares a mais do que o finado caudilho Hugo Chávez, a maior ameaça vem de dentro do próprio governo. O ditador conquistou com fraude um segundo mandato de seis anos. Mas a queda do produto interno bruto pela metade desde a morte de Chávez, em 2013, o desabatecimento generalizado e a inflação, prevista para chegar a 1.000.000% ao ano em 2018, indicam que dificilmente Maduro vai completar o mandato.
Marcadores:
Assembleia Nacional Constituinte,
autogolpe,
Colômbia,
Ditadura,
Guarda Nacional Bolivariana,
José Manuel Santos,
Nicolás Maduro,
Venezuela
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Maduro autoriza uso de força militar contra manifestações
Em uma escalada na repressão contra a onda de protestos de rua, o presidente Nicolás Maduro autorizou as forças de segurança da Venezuela a atacar os manifestantes que há um mês e meio protestam diariamente contra seu governo, exigindo a convocação de eleições diretas.
Em 47 dias de conflito nas ruas das grandes cidades venezuelanas, pelo menos 42 pessoas foram mortas, a maioria por milícias ligadas ao chavismo, não diretamente pelo regime. Cerca de 13 mil saíram feridas e 2.371 foram presas.
Maduro mandou o comandante da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), general Antonio Benavides Torres, ativar imediatamente a segunda fase do Plano Operacional Guaicaipuro e o Plano Estratégico Operacional Zamora, que implicam o uso de armas e forças militares contra manifestações pacíficas. O anúncio foi feito pelo general na cidade de San Cristobal.
O risco é de um banho de sangue. A Venezuela vive a pior crise econômica desde a independência, com queda de 20% do produto interno bruto nos últimos dois anos, inflação superior a 800% ao ano e desabastecimento generalizado, de mais de 80% dos produtos básicos.
Com o fracasso do diálogo, inclusive da iniciativa do papa Francisco, a Venezuela segue rumo a uma tragédia anunciada. O regime chavista faliu o país. Geralmente, quando a situação econômica se deteriora a tal ponto, o governo cai, mas algumas ditaduras sobrevivem, como é o caso de Robert Mugabe, no Zimbábue.
No clima atual de crise profunda e radicalização, é difícil uma mudança de regime sem um derramamento de sangue ainda maior. A Venezuela marcha para um golpe militar ou uma guerra civil.
Em 47 dias de conflito nas ruas das grandes cidades venezuelanas, pelo menos 42 pessoas foram mortas, a maioria por milícias ligadas ao chavismo, não diretamente pelo regime. Cerca de 13 mil saíram feridas e 2.371 foram presas.
Maduro mandou o comandante da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), general Antonio Benavides Torres, ativar imediatamente a segunda fase do Plano Operacional Guaicaipuro e o Plano Estratégico Operacional Zamora, que implicam o uso de armas e forças militares contra manifestações pacíficas. O anúncio foi feito pelo general na cidade de San Cristobal.
O risco é de um banho de sangue. A Venezuela vive a pior crise econômica desde a independência, com queda de 20% do produto interno bruto nos últimos dois anos, inflação superior a 800% ao ano e desabastecimento generalizado, de mais de 80% dos produtos básicos.
Com o fracasso do diálogo, inclusive da iniciativa do papa Francisco, a Venezuela segue rumo a uma tragédia anunciada. O regime chavista faliu o país. Geralmente, quando a situação econômica se deteriora a tal ponto, o governo cai, mas algumas ditaduras sobrevivem, como é o caso de Robert Mugabe, no Zimbábue.
No clima atual de crise profunda e radicalização, é difícil uma mudança de regime sem um derramamento de sangue ainda maior. A Venezuela marcha para um golpe militar ou uma guerra civil.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Guarda Nacional Bolivariana ataca oposição venezuelana
Com uma crise econômica sem precedentes e manifestações concorrentes contra e a favor do governo disputando espaço nas ruas diariamente, a Guarda Nacional Bolivariana ataca, espanca, prende e tortura adversários políticos do regime chavista da Venezuela.
As imagens são eloquentes. Um policial dá um chute na cabeça de um oposicionista caído no chão.
O que acontece atrás das câmeras é ainda pior. O jornalista Teodoro Petkoff, do jornal Tal Cual, denuncia abusos sexuais cometidos contra oposicionistas presos como tortura enfiando o cano de um fuzil no ânus de um jovem na cidade de Valência.
Antes de se entregar ontem, o líder oposicionista Leopoldo López gravou um vídeo pedindo que o movimento não recue diante da onda repressiva cada vez mais violenta. Ele deve ser apresentado hoje à Justiça. A oposição convocou uma marcha até o tribunal.
O governo o acusa por terrorismo, homicídio e incêndios criminosos. Mas até onde se sabe, até agora, a violência partiu principalmente do governo e das seis milícias aliadas ao chavismo, que atiram contra multidões de oposicionistas desarmados. Pelo menos quatro pessoas morreram.
A revolta popular acontece em meio a uma profunda crise econômica gerada pelas políticas desastradas do "socialismo do século 21" propalado pelo falecido caudilho Hugo Chávez, que desgovernou a Venezuela de 1999 até a morte, em 5 de março de 2013. Nas ruas, a oposição diz que luta contra um cadáver, o fantasma de Chávez, que continuaria governando a Venezuela.
Sem o mesmo carisma, seu sucessor, Nicolás Maduro, venceu a eleição presidencial de 14 de abril de 2013 por pouco mais de 1% dos votos, apesar do uso maciço da máquina estatal. O candidato oposicionista derrotado, Henrique Capriles, recorreu, mas a Justiça chavista confirmou o resultado oficial.
Desde então, Capriles adotou uma estratégia de diálogo com o governo, rejeitada por oposicionistas mais radicais como López diante da gravidade da crise.
A inflação chegou a 56% ao ano. O dólar vale 13 vezes mais no mercado paralelo. Cerca de 26% dos produtos normalmente encontrados em supermercados estão em falta, inclusive carne, leite e papel higiênico. Há escassez de energia, apagões e falta de dólares num dos países com as maiores jazidas de petróleo do mundo.
E o que fazem o Brasil e seus aliados no Mercosul? Apoiam o regime chavista, ignorando a cláusula democrática que deveria ser respeitada por todos os países-membros do bloco.
Enquanto o governo brasileiro ignora a matança de mais de 130 mil pessoas na guerra civil da Síria, ficando ao lado da China e da Rússia no bloqueio a qualquer tentativa de interferir no conflito em nome do princípio de não intervenção nos assuntos internos de outros países, não tem o menor pudor de tomar partido na Venezuela.
Quem é o responsável: a presidente Dilma Rousseff, o Itamaraty ou o assessor especial Marco Aurélio Garcia, fã incondicional dos regimes bolivaristas que nada tem a ver com o libertador Simón Bolívar, que não era de esquerda?
O que acontece atrás das câmeras é ainda pior. O jornalista Teodoro Petkoff, do jornal Tal Cual, denuncia abusos sexuais cometidos contra oposicionistas presos como tortura enfiando o cano de um fuzil no ânus de um jovem na cidade de Valência.
Antes de se entregar ontem, o líder oposicionista Leopoldo López gravou um vídeo pedindo que o movimento não recue diante da onda repressiva cada vez mais violenta. Ele deve ser apresentado hoje à Justiça. A oposição convocou uma marcha até o tribunal.
O governo o acusa por terrorismo, homicídio e incêndios criminosos. Mas até onde se sabe, até agora, a violência partiu principalmente do governo e das seis milícias aliadas ao chavismo, que atiram contra multidões de oposicionistas desarmados. Pelo menos quatro pessoas morreram.
Sem o mesmo carisma, seu sucessor, Nicolás Maduro, venceu a eleição presidencial de 14 de abril de 2013 por pouco mais de 1% dos votos, apesar do uso maciço da máquina estatal. O candidato oposicionista derrotado, Henrique Capriles, recorreu, mas a Justiça chavista confirmou o resultado oficial.
Desde então, Capriles adotou uma estratégia de diálogo com o governo, rejeitada por oposicionistas mais radicais como López diante da gravidade da crise.
A inflação chegou a 56% ao ano. O dólar vale 13 vezes mais no mercado paralelo. Cerca de 26% dos produtos normalmente encontrados em supermercados estão em falta, inclusive carne, leite e papel higiênico. Há escassez de energia, apagões e falta de dólares num dos países com as maiores jazidas de petróleo do mundo.
E o que fazem o Brasil e seus aliados no Mercosul? Apoiam o regime chavista, ignorando a cláusula democrática que deveria ser respeitada por todos os países-membros do bloco.
Enquanto o governo brasileiro ignora a matança de mais de 130 mil pessoas na guerra civil da Síria, ficando ao lado da China e da Rússia no bloqueio a qualquer tentativa de interferir no conflito em nome do princípio de não intervenção nos assuntos internos de outros países, não tem o menor pudor de tomar partido na Venezuela.
Quem é o responsável: a presidente Dilma Rousseff, o Itamaraty ou o assessor especial Marco Aurélio Garcia, fã incondicional dos regimes bolivaristas que nada tem a ver com o libertador Simón Bolívar, que não era de esquerda?
Assinar:
Postagens (Atom)