Durante reunião com os países do Grupo de Lima, em Bogotá, na Colômbia, o vice-presidente Mike Pence anunciou hoje novas sanções dos Estados Unidos contra governadores estaduais da Venezuela alinhados à ditadura de Nicolás Maduro, acusando-os de dificultar a entrega de ajuda humanitária, noticiou o jornal americano The Washington Post.
Pence reiterou a ameaça de intervenção militar: "Ao manter a pressão econômica e diplomática sobre o regime de Maduro, esperamos uma transição pacífica para a democracia, mas, como o presidente Donald Trump deixou claro, todas as opções estão na mesa."
Pelo menos quatro civis foram mortos no fim de semana em choques com a Guarda Nacional Bolivariana e milícias ligadas ao regime chavista. Em três semanas de protestos, são ao menos 23 mortes, noticiou a televisão pública britânica BBC. Mais de 160 policiais e militares desertaram e fugiram para a Colômbia ou o Brasil.
Na capital colombiana, Pence se encontrou com o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, deputado Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino em 23 de janeiro, e representantes do Grupo de Lima, formado por 13 países latino-americano, inclusive o Brasil, e o Canadá. Só o México não reconheceu Guaidó como presidente legítimo.
As sanções foram impostas pelo Departamento do Tesouro dos EUA. "As tentativas do regime ilegítimo de Maduro de bloquear a ajuda internacional ao povo venezuelano são vergonhosas", declarou em Washington o secretário Steven Mnuchin.
"O Tesouro está atingindo quatro governadores alinhados ao ex-presidente Maduro por ficarem no caminho da ajuda humanitária criticamente necessária e prolongarem o sofrimento do povo venezuelano", acrescentou.
São eles os governadores Omar José Prieto, do estado de Zulia, denunciado pelo Tesouro de ser um centro do crime organizado, tráfico de drogas e assassinato por encomenda; Ramón Alonso Carrizález Rengifo, de Apure, acusado de endossar ameaças aos manifestantes da oposição; Jorge Luis García Carneiro, de Vargas; e Rafael Alejandro Lacava Evangelista, de Carabobo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 10 de março de 2017
Maduro nomeia filho para fiscalizar obras da Odebrecht
Enquanto dez países da América Latina abrem inquéritos para investigar as denúncias de corrupção envolvendo a construtora Odebrecht reveladas pela Operação Lava Jato, a ditadura chavista da Venezuela trabalha ativamente para acobertar seus crimes. O presidente Nicolás Maduro nomeou seu filho Nicolás Ernesto Maduro Guerra para fiscalizar as obras da Odebrecht no país.
Desde 25 de janeiro de 2017, Nicolasito é diretor-geral da Direção Geral de Delegações e Instruções Presidenciais. Seu escritório fica dentro do Ministério dos Transportes, principal responsável pelos contratos firmados com a Odebrecht, maior empresa de construção civil do Brasil.
Durante a presidência do finado caudilho Hugo Chávez, a corrupção se alastrou na Venezuela, que faturou mais de US$ 1 trilhão em petróleo e hoje não tem dinheiro para importar papel higiênico. Chávez promovia eventos para celebrar cada um dos contratos celebrados com a Odebrecht. Tudo deveria ser investigado, mas não pelo filho do atual presidente.
Desde 25 de janeiro de 2017, Nicolasito é diretor-geral da Direção Geral de Delegações e Instruções Presidenciais. Seu escritório fica dentro do Ministério dos Transportes, principal responsável pelos contratos firmados com a Odebrecht, maior empresa de construção civil do Brasil.
Durante a presidência do finado caudilho Hugo Chávez, a corrupção se alastrou na Venezuela, que faturou mais de US$ 1 trilhão em petróleo e hoje não tem dinheiro para importar papel higiênico. Chávez promovia eventos para celebrar cada um dos contratos celebrados com a Odebrecht. Tudo deveria ser investigado, mas não pelo filho do atual presidente.
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