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terça-feira, 9 de março de 2021

Brasil tem recorde 1.954 mortes num dia e supera EUA

A tragédia anunciada se agrava a cada dia. Com um recorde de 1.954 mortes e 69.537 casos novos da doença do coronavírus de 2019, o Brasil superou os Estados Unidos e chegou a 11.125.017 casos confirmados e 268.568 óbitos no pior momento da pandemia no país. 

A média diária de mortes dos últimos sete dias bateu o 12º recorde em 13 dias. Ficou em 1.572, com alta de 39% em duas semanas. A média diária de casos dos últimos sete dias também é recorde: 68.167, com aumento de 38% em duas semanas.

A morte está em alta em 21 estados e no Distrito Federal. Só cai no Amazonas e no Rio de Janeiro. É estável em Minas Gerais e no Pará. São Paulo teve o maior número de mortes num dia (517), seguido por Rio Grande do Sul (275), Paraná (206), Ceará (108), Santa Catarina (108), Bahia (103) e Rio de Janeiro (91). Em 25 capitais, a ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva está acima de 80%.

Mais de 348 milhões de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 93,2 milhões nos EUA, onde 61,1 milhões receberam uma dose e 32,1 milhões tomaram duas doses, e 11,7 milhões no Brasil, onde 8,737 milhões de pessoas tomaram uma dose e 2,975 milhões as duas doses necessárias à imunização. Meu comentário:

sábado, 9 de janeiro de 2021

Brasil tem maior média de mortes por covid-19 desde agosto

Com 1.115 mortes e um recorde de 59.750 casos novos num dia da doença do coronavírus de 2019 (covid-19), o Brasil chegou a 202.657 mortes e 8.075.679 casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu para 988. Com alta de 58% em duas semanas, é a maior desde 22 de agosto.

No mundo, já são 8,6 milhões de casos confirmados e 1,926 milhões de vidas. Mais de 64 milhões de recuperaram, 23 milhões apresentam sintomas leves e 108,5 mil estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais de 252 mil casos e 3.261 mortes neste sábado, mais de 300 mil casos novos e 3.985 mortes na sexta-feira, depois de um recorde num dia no mundo na quinta-feira, com 4.195 óbitos. Foram mais de 11 mil mortes em três dias. O país soma 22,132 milhões de casos e 372.428 mortes.

Depois de 350 casos novos, a China impôs uma quarentena rígida a 18 milhões de moradores da província de Hubei para conter o maior surto da doença do coronavírus de 2019 registrado no país em meses. 

sábado, 25 de abril de 2020

OMS adverte para risco dos “passaportes de imunidade”

Como ainda não há certeza de que as pessoas que tiveram a covid-19 estão imunes ao novo coronavírus, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, adverte para o risco de que os “passaportes da imunidade” possa causar uma nova onda de contaminação.
Na China, onde a pandemia começou, com o primeiro caso registrado em 17 de novembro, a cidade. De Wuhan ficou fechada por dez semanas, a partir de 23 de janeiro. Foram 76 dias. Quando reabriu, as pessoas previsão de um certificado de imunização, um sinal verde no telefone celular dado a quem teve a doença.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, pensa em fazer o mesmo em seu estado, o mais atingido nos Estados Unidos, para que as pessoas possam voltar ao trabalho, mas precisa ter certeza de que os ex-enfermos e assintomáticos não vão se reinfectar nem contaminar o resto da população.

No mundo inteiro, já são 2.921.201 casos confirmados, com 203.289 mortes e 826.970 pacientes curados. Dos casos encerrados, 80% terminaram em cura e 20% dos doentes morreram.

segunda-feira, 16 de março de 2020

OMS manda testar todos os suspeitos da doença do novo coronavírus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda ampliar os testes. Não é esta a orientação das autoridades sanitárias aqui no Brasil. A União Europeia fecha as fronteiras externas e internas para combater a epidemia do novo coronavírus. O presidente Emmanuel Macron fecha a França declara guerra a um "inimigo invisível". 


No Brasil, o Rio e São Paulo desaconselham todas as interações sociais desnecessárias. O presidente Donald Trump admite que os Estados Unidos podem entrar em recessão. As bolsas de valores voltam a desabar diante da inação dos governos para enfrentar o impacto econômico da pandemia.


Durante entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, aconselhou aos países-membros que examinem todos os pacientes com sintomas da doença do novo coronavírus e reforcem o isolamento dos contaminados.

“A forma mais eficaz de salvar vidas é quebrar a cadeia de transmissão", disse ele. "E para fazer isso precisa testar e isolar. Não se pode combater um incêndio de olhos fechados. Não conseguiremos parar a pandemia se não soubermos quem está infectado. Temos uma simples mensagem: testem, testem, testem. Todos os casos suspeitos. Se eles derem positivo, isolem”. 

Não é esta a orientação das autoridades sanitárias brasileiras, que só querem examinar quando o paciente apresentar complicações. É um reconhecimento implícito da falta de condições do sistema de saúde para enfrentar o desafio. Meu comentário:

sábado, 14 de março de 2020

Espanha também para a fim de enfrentar o coronavírus

A exemplo da Itália, a Espanha decretou estado de alerta e entrou hoje numa quarentena quase total para combater o coronavírus. Durante 15 dias, os 47 milhões de habitantes do país só vão poder sair de casa por razões de absoluta necessidade como trabalhar e comprar remédios, alimentos e produtos essenciais, informa o jornal espanhol El País.

O primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez anunciou as medidas no início da noite deste sábado depois que a Espanha se tornou o segundo país da Europa com maior número de casos, depois da Itália. São 6.391, com 195 mortes e 517 curas, de acordo com Mapa do Coronavírus da Universidade Johns Hopkins. A mulher de Sánchez contraiu o vírus.

"A proibição de circular pelas ruas é obrigatória a partir de hoje", ordenou o primeiro-ministro em pronunciamento na televisão. Todas as atividades externas não essenciais estão proibidas. Para não paralisar totalmente a economia, os espanhóis podem sair para trabalhar, inclusive de carro e de avião.

Durou sete horas a reunião do Conselho de Ministros do regime parlamentarista espanhol, sob a presidência de Sánchez. Foi uma das mais longas da história. O primeiro-ministro precisou de mais de três horas de preparação para explicar as medidas ao povo espanhol.

Sánchez entrou no ar depois das nove da noite pelo horário espanhol (17h em Brasília), sete horas depois do previsto, no fim de um dia de intensas especulações em que o exame da mulher de Sánchez, Begoña Gómez, deu positivo para o coronavírus.

"Unicamente poderão circular pelas vias de uso público para a realização das seguintes atividades: aquisição de alimentos, produtos farmacêuticos e de primeira necessidade. Ida a centros de saúde. Deslocamento ao local de trabalho para prestação de serviços profissionais ou empresariais. Retorno ao local de residência habitual. Assistência e cuidado a idosos, menores, dependentes, pessoas com deficiência ou extremamente vulneráveis. Deslocamento até instituições financeiras. Por motivo de força maior ou situação de necessidade", detalhou o primeiro-ministro.

"Suspende-se a abertura ao público de lojas varejistas, com a exceção dos estabelecimentos comerciais de alimentação, bebidas, produtos e bens de primeira necessidade, estabelecimentos farmacêuticos, médicos, óticas, lojas de produtos ortopédicos e de produtos de higiene, cabeleireiros, papelaria e impressos, combustível automotivo, equipamentos tecnológicos e de telecomunicações, alimentos para animais domésticos, comércio eletrônico e telefônico, correios e lavanderias", acrescentou Sánchez.

Os transportes públicos vão oferecer 50% menos viagens. As igrejas continuam abertas, com a recomendação de não permitir a aglomeração de pessoas. Todas as outras atividades estão suspensas. O governo poderá intervir no mercado e em empresas para garantir o abastecimento de itens essenciais que estejam escassos.

Em tom épico, falando em humildade e confiança, o chefe de governo convocou o povo espanhol, os empresários e as Forças Armadas para a guerra contra a pandemia: "Usaremos todos os recursos a nosso alcance para combater a curva do contágio. É importante não nos enganarmos de inimigo, é o vírus e todos devemos combatê-lo juntos. As medidas que vamos adotar são drásticas e terão consequências."

Nesta guerra, apesar das autonomias regionais, o comando será centralizado em Madri: "Todas as polícias estarão sob as ordens diretas do ministro do Interior. Disporemos da ação das Forças Armadas. O Exército já está preparado", acrescentou o primeiro-ministro.

Há dias, havia rumores de que o governo fecharia Madri. A decisão foi parar o país inteiro.

quarta-feira, 11 de março de 2020

OMS declara pandemia e critica inação de governos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu hoje finalmente que a doença do novo coronavírus virou uma pandemia, uma epidemia em escala global. A Itália reforçou a quarentena, fechando lojas, bares e restaurantes. Só farmácias, supermercados e lojas que vendem comida continuarão abertas. A entrega de refeições em domicílio está autorizada.

Na Alemanha, a chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel revelou o temor de que 50% a 70% da população sejam contaminados. Após menosprezar o risco, o presidente Donald Trump anunciou que nenhum pessoa vinda da Europa vai ser autorizada a entrar nos Estados Unidos durante 30 dias. A Casa Branca esclareceu que a medida só vale para estrangeiros.

A OMS declarou hoje uma pandemia porque "um novo vírus aparece e se propaga no mundo inteiro, na ausência de imunidade da grande maioria da população". 

"A OMS não para de monitorar este epidemia, e estamos muito inquietos pelos níveis de difusão e periculosidade, assim como pelos níveis alarmantes de inação" da sociedade internacional, afirmou o diretor-geral da organização, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus. 

"Nos próximos dias e semanas, esperamos ver o número de casos, de mortos e de países atingidos aumentar", acrescentou o diretor-geral da OMS. Meu comentário:

terça-feira, 10 de março de 2020

Confinamento é a estratégia para enfrentar o novo coronavírus

A Itália confina toda a população, de mais de 60 milhões de habitantes. É o primeiro país inteiro a entrar em quarentena. Diante da falta de uma vacina e de um tratamento eficaz contra a doença do novo coronavírus, talvez seja a melhor solução no momento para combater a epidemia. 

A Itália fechou. A partir de hoje, só é possível sair de casa por três motivos: para trabalhar, com um documento certificando a necessidade, para ir ao supermercado ou a farmácia. Em cada casa, apenas uma pessoa está autorizada a ir à farmácia ou ao supermercado. 

Todas as diversões públicas, inclusive os jogos do Campeonato Italiano, estão suspensas até 3 de abril. Com mais de 10 mil casos e 631 mortes, a Itália é o país mais atacado pelo coronavírus depois da China, onde o número de novos casos cai a cada dia. 

A China deixou o surto se propagar rapidamente por menosprezar a gravidade da doença e tentar esconder a má notícia. Quando a contaminação explodiu, o sistema de saúde ficou sobrecarregado. São mais de 80 mil casos na China, com 3 mil 133 mortes. 

Cingapura e Hong Kong, muito menos na verdade, são cidades-estado e não grandes países, então agiram rapidamente e conseguiram mitigar os danos causados pelo coronavírus através do isolamento, da quarentena, do rastreamento das pessoas que tiveram contato com doentes, o cancelamento de encontros, conferências e diversões públicas, e de examinar os suspeitos em grande escala. 

Cingapura cancelou logo todos os eventos públicos, instalou postos de saúde ambulantes nas ruas para tirar a temperatura e examinar quem passava, enquanto as empresas privadas distribuem produtos para desinfetar as mãos. Está funcionando. Meu comentário:

segunda-feira, 9 de março de 2020

Ameaça de recessão e guerra do petróleo derrubam bolsas pelo mundo

O medo de uma recessão mundial por causa da epidemia do novo coronavírus deflagra uma guerra nos preços do petróleo e derruba as bolsas de valores no mundo inteiro. Toda a Itália entra em quarentena para tentar parar a transmissão da doença. Nos Estados Unidos, quatro deputados, um senador e o novo chefe da Casa Civil vão para isolamento voluntário.

A principal causa do terremoto no mercado financeiro foi uma guerra de preços do petróleo. A China responde por 80 por cento das importações mundiais de petróleo e o consumo chinês caiu 28 por cento no mês passado. 

Na sexta-feira, a Rússia, segunda maior exportadora mundial, não aceitou uma proposta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a OPEP, de corte na produção de um milhão e meio de barris por dia para tentar sustentar o preço. 

Em resposta, a Arábia Saudita, maior exportadora mundial, decidiu aumentar a produção e baixar os preços. Resultado: os preços do petróleo chegaram a cair 30 por cento na Bolsa de Mercadorias de Londres e terminaram o dia em baixa de 24 por cento, com o barril um pouco acima de 30 dólares, na maior queda desde o início da Guerra do Golfo de 1991. 

No fundo, seria uma manobra da Rússia para inviabilizar a produção de óleo betuminoso, que fez os Estados Unidos voltarem a ser os maiores produtores mundiais de energia. Abaixo de 40 dólares por barril, o óleo de xisto dá prejuízo. A Arábia Saudita é aliada dos Estados Unidos, mas também compete com o óleo de xisto. Meu comentário: