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terça-feira, 18 de maio de 2021

Brasil pode chegar a 750 mil mortes na pandemia, diz Universidade de Washington

Com a vacinação em marcha lenta e o relaxamento das medidas de proteção e isolamento social, a doença do coronavírus de 2019 pode matar 750 mil pessoas no Brasil até agosto, numa terceira onda de contaminação, prevê o Instituto de Avaliação e Métrica de Saúde da Universidade de Washington em Seattle, nos Estados Unidos. 

Na pior das hipóteses, a média diária de mortes voltaria a 3,3 mil por volta de 21 de julho e o total de mortes atingiria 941 mil até 21 de setembro, no fim do inverno. A taxa de transmissão, calculada pelo Imperial College, de Londres, está em 0,9. Isso significa que cada 100 infectados passam a doença para 90 pessoas.

O Brasil registrou nesta terça-feira mais 2.517 mortes e 74.379 casos novos de covid-19. O total de casos confirmados chegou a 15.735.485, com 439.379 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu para 1.953. Foi o terceiro dia de alta, mas em duas semanas há uma baixa de 19%. A média diária de casos ficou em 64.348, com alta de 9% em duas semanas.

Na comissão parlamentar e inquérito do Senado sobre a pandemia, o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo mentiu ao negar que tenha hostilizado a China. O ex-chanceler admitiu que o governo fez esforços diplomáticos para importar cloroquina e ingredientes para a fabricação do medicamento sem efetividade comprovada pela ciência. Atribuiu a responsabilidade do Ministério da Saúde, assim como no atraso na compra de vacinas em quantidade suficiente para imunizar a população brasileira.

Diante do colapso do sistema e saúde pública em Manaus, a Venezuela ofereceu oxigênio. Por razões ideológicas, o governo Jair Bolsonaro não entrou em contato, não mandou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) buscar o oxigênio e nem agradeceu, confirmou Araújo.

Nesta quarta-feira, depõe o ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello. Sob a proteção de um habeas corpus dado pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem o direito de ficar calado. Já a médica Mayra Pinheiro, a Capitã Cloroquina, que fazia campanha pela cloroquina quando foi resolver a crise de saúde em Manaus, não conseguiu o mesmo direito. Terá de falar.

No mundo, o contágio e o número de mortes estão em queda, mas ainda em níveis muito elevados. Na semana passada, houve mais de 4,8 milhões de casos novos e cerca de 86 mil mortes, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesta terça-feira, foram notificadas mais 13.960 mortes.

O total de casos confirmados chegou a 164.258.588, com 3.405.121 mortes. Mais de 143,5 milhões de pacientes sobreviveram, pouco menos de 17 milhões apresentam casos leves ou médios e 101.009 estão em estado grave.

Na Índia, enquanto o contágio parece diminuir, as mortes bateram o recorde mundial nesta terça-feira. Foram 4.529 óbitos num dia e 267.334 casos novos. Até agora, houve pelo menos 25.496.330 casos e 283.248 mortes de covid-19 no país. Com a subnotificação, suspeita-se que os números reais duas a três vezes maiores.

O Instituto Serum, da Índia, maior fabricante mundial de vacinas, vai suspender as exportações até o fim do ano para atender o público interno.

Mais de 1,54 bilhão de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo mais de 422 milhões na China, que vacinou 100 milhões de pessoas em nove dias; 282,9 milhões nos EUA, onde 158,4 milhões tomaram a primeira dose e 124,5 milhões (37,56% da população americana) estão plenamente vacinados, mas o ritmo caiu de um pico de 3,6 milhões para 1,77 milhão por dia; mais de 205 milhões na União Europeia; mais de 185 milhões na Índia; e mais de 58 milhões no Reino Unido. 

O Brasil vacinou mais 922 mil pessoas nesta terça-feira, chegando a 59,6 milhões no Brasil: 39,9 milhões de pessoas tomaram a primeira dose e 19,7 milhões (9,25% da população brasileira) receberam as duas doses necessárias à imunização.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

EUA podem chegar a 470 mil mortes por covid em 10 de março

 Pelas projeções do Instituto de Métrica e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington em Seattle, os Estados Unidos podem chegar em 10 de março com 470 mil mortes pela pandemia do coronavírus de 2019, presumindo que pelo menos 40 estados tomarão medidas de distanciamento social. Se os governadores dos estados não fizerem nada, a estimativa é de 658 mil mortes.

Nesta sexta-feira, foram mais de 2 mil mortes e 187.428 casos novos nos EUA, que tiveram até agora 11,9 milhões de casos confirmados e 254.383 mortes, os maiores números da pandemia, que completou um ano em 17 de novembro. Há 83 mil americanos hospitalizados, um recorde na pandemia. Neste ritmo, o país terá mais de mais de 300 mil mortes antes do fim do ano. 

Em dezembro e janeiro, o sistema de saúde dos EUA estará sujeito a um excesso de casos da covid-19. Se 95% das pessoas usarem máscaras, 65 mil vidas podem ser salvas. A contaminação está em alta em 49 dos 50 estados americanos. Desde o início de novembro, houve 68 mil casos novos em campi universitários.

Hoje, o laboratório Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech pediram hoje autorização para uso de emergência à Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA para sua vacina. Depois de examinar os dados dos testes clínicos, a FDA vai enviar o processo ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças, que vai revisar os dados e fazer recomendações sobre a campanha de vacinação.

Antes da aprovação final, esperada para meados de dezembro, cientistas independentes de reexaminar as informações sobre eficácia e segurança da vacina.

No mundo inteiro, já são 57,5 milhões de casos confirmados e 1.371.583 mortes. Mais de 40 milhões de pacientes foram curados, 16 milhões de pacientes com sintomas leves e 102 mil em estado grave. A taxa de mortalidade dos casos encerrados permanece em 3%.

O Brasil notificou mais 521 mortes e 34.516 casos novos de Covid-19. O total de casos passou de 6 milhões e o de mortes chegou a 168.662. Com as médias de mortes e de casos em alta, o país corre risco de uma segunda onda.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

EUA podem ter 240 mil mortes por covid-19 até novembro

Os Estados Unidos devem chegar em 1º de novembro, dois dias antes das eleições, a 240 mil mortes pela doença do coronavírus de 2019, prevê a Universidade de Washington em Seattle. Será arrasador para a reeleição de Donald Trump, que tenta transferir a responsabilidade para a China, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e sua própria equipe médica.

Em entrevista à revista The Atlantic, o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, disse que os ataques que recebe do governo Trump são “bizarros” e só prejudicam o presidente.

Com o aumento da contaminação em 41 dos 50 estados, os EUA passam de 3,6 milhões de casos confirmados e 140 mil mortes pela covid-19. A Califórnia bate próprio recorde com 11 mil casos novos num dia.

No mundo inteiro, são quase 13,7 milhões de casos confirmados, 587 mil mortes e mais de 8 milhões de pacientes curados.

Com 1.261 mortes e 39 mil 705 casos novos, o Brasil chega a 75.523 mortes e quase 1,971 milhão casos confirmados da doença do novo coronavírus.

A Argentina registra um recorde de 4 mil 250 casos num dia, sendo 1.220 na capital e 2.734 na província de Buenos Aires. No bairro de Villa 31, 53% dos moradores foram contaminados.

Tóquio eleva o risco de contaminação pela covid-19 para o nível de alerta máximo.

Depois de uma queda de 6,8% na comparação anual no primeiro trimestre, a China se tornou a primeira grande economia mundial a crescer depois do impacto da pandemia, com alta de 3,2% no segundo trimestre em relação ao mesmo período no ano passado.

O grande motor da recuperação foi o crescimento industrial de 4,4% em um ano. As vendas no varejo caíram 3,9%. A taxa de desemprego caiu de 5,9% em maio para 5,7% em junho.

Os líderes dos 27 países da União Europeia se reúnem na sexta-feira para decidir como será o plano de recuperação da economia do continente. A Alemanha e a França propuseram um total de 750 bilhões de euros, mais de 4 trilhões e 600 bilhões de reais, sendo 500 bilhões de ajuda direta, sem contrapartida, e 250 bilhões de euros em empréstimos.

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas calcula que mais 122 milhões de pessoas podem ser ameaçadas pela fome do que no ano passado, quando havia 680 milhões de famintos.

Há 23 vacinas sendo testadas em seres humanos. Os testes com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca deram resultado positivo, antecipou a televisão independente britânica ITV.

A esperança de sucesso na neutralização do coronavírus provocou uma alta nas bolsas de valores da Europa e dos Estados Unidos. Em São Paulo, o índice Bovespa subiu 1,34 por cento. Meu comentário:

domingo, 7 de junho de 2020

Total de casos da pandemia passa de 7 milhões com mais de 400 mil mortes

Neste domingo, o total de casos da pandemia do novo coronavírus chegou a 7.085.700. As mortes são pelo menos 405.269, enquanto 3.459.829 pacientes foram curados. Cerca de 10% dos casos encerrados terminaram em morte, um ponto percentual a menos do que ontem. Os Estados Unidos têm o maior número de casos confirmados, mais de 2 milhões, e 112.469 mortos.

Com mais 1.382 mortes num dia, o Brasil chegou a um total de 37.312 óbitos pela doença do coronavírus de 2019 (covid-19), revelou hoje à noite o Ministério da Saúde. Houve 12.581 casos novos notificados em 24 horas. O total de casos confirmados está agora em 685.427.

Apesar da gravidade da situação, muitos estados e municípios estão aliviando as medidas de confinamento sob crítica de epidemiologistas, que temem um aumento da contaminação. A projeção da Universidade de Washington em Seattle, nos EUA, prevê um total de 165,9 mil mortes no Brasil até 4 de agosto.

Em 12 de maio, a expectativa era de 88 mil mortes. Subiu para 125,8 mil em 25 de maio. Ontem, passou para 165,9 mil. As projeções da Casa Branca indicam que o Brasil pode ter 5 mil mortes por dia em agosto.

Diante da decisão do governo Jair Bolsonaro de dificultar a divulgação dos dados sobre a pandemia, o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde lançou neste domingo uma página na Internet para fazer sua própria comunicação.

Depois de uma onda de críticas por ter acusado governadores e prefeitos de inflar os números da pandemia para pedir dinheiro ao governo federal, o empresário Carlos Wizard desistiu de ocupar a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

terça-feira, 26 de maio de 2020

EUA passam de 100 mil mortes pela pandemia do novo coronavírus

Os Estados Unidos superam a marca de 100 mil mortes pela pandemia do novo coronavírus. O total está em 100.572 em mais de 1,725 milhão de casos confirmados. 

O Brasil registrou mais 1.039 mortes em 24 horas. Pelo terceiro dia seguido, o Brasil foi o país com mais mortes. O total de óbitos chegou a 24.593. 

Com 16.324 novos casos, atrás apenas dos quase 19 mil dos EUA, o total de casos registrados no Brasil sobre para mais de 394,5 mil. Um estudo da Universidade de Washington em Seattle já projeta 125 mil mortes aqui até agosto.

No mundo inteiro, já são mais de 5,688 milhões de casos confirmados, mais de 352 mil mortes e mais de 2,431 milhões de pacientes curados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte para o risco de uma segunda onda de contaminação imediata se os países reiniciarem as atividades econômicas antes da hora.

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, a OCDE, um clube de países ricos e alguns em desenvolvimento, revelou que o produto interno bruto de seus 37 países-membros registrou uma queda de 1,8% no primeiro-trimestre do ano. Foi a maior queda desde os 2,3% do primeiro trimestre de 2009. 

As maiores baixas foram na França (5,7%) e na Itália (4,8%). As menores no Japão (0,9%) e nos EUA (1,2%). No segundo trimestre, a queda deve ser muito maior. Meu comentário:

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Trump quer reduzir número de mortos da pandemia

O presidente Donald Trump está pressionando o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) para mudar a contagem dos mortos pela pandemia do novo coronavírus. Por exemplo, quem tinha uma doença cardíaca que o tornou mais vulnerável ao vírus seria considerado morto por problema do coração e não pela covid-19. 

No mundo inteiro, há quase 4,43 milhão casos confirmados, com mais de 298 mil mortes e quase 1,66 milhão de pacientes curados. A América ultrapassou a Europa em número de casos registrados.

Os EUA passaram de 85 mil mortes em 1,34 milhão de casos da doença. O Brasil registrou mais 749 mortes em 24 horas, elevando o total para 13.240 e mais de 190 mil casos confirmados. Como só testou 735 mil pessoas entre 210 milhões de habitantes, a subnotificação pode ser enorme.

O Brasil superou a França e agora é o sexto país em número de casos confirmados, atrás dos EUA, da Espanha, da Rússia, do Reino Unido e da Itália. Em número de mortos, o Brasil é o sexto, atrás dos EUA, do Reino Unido, da Itália, da Espanha e da França. 

Até a primeira semana de agosto, o Brasil pode ter 90 mil mortes, de acordo com projeção da Universidade de Washington, de Seattle, nos EUA. 

O presidente Jair Bolsonaro voltou a desautorizar o ministro da Saúde, Nélson Teich, e a insistir no uso da cloroquina desde o início da doença, contrariando as pesquisas científicas que consideram o remédio ineficiente e uma alternativa apenas como último recurso, em casos graves, quando o paciente não reagir a outros tratamentos. Meu comentário: