Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
sábado, 23 de julho de 2022
OMS declara emergência de saúde global por varíola dos macacos.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
Vacinação de crianças começa na primeira quinzena de janeiro, diz ministro
Depois de retardar a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra o coronavírus de 2019 para agradar ao presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou hoje que começa na primeira quinzena de janeiro.
Quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a vacinação de crianças, Bolsonaro ameaçou revelar os nomes dos técnicos responsáveis, atiçando seus seguidores mais fanáticos, que fizeram mais de 170 ameaças ao pessoal.
Para aplacar a fúria negacionista do presidente, o ministro decidiu então abrir uma consulta pública, como se uma questão técnica e científica devesse ser objeto da opinião de leigos.
No mundo, com a aceleração do contágio pela variante ômicron, já são 288.201.551 casos confirmados e 5.436.634 mortes. Mais de 253,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 29,17 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 89.780 (0,3% dos casos ativos) estão em estado grave.
Os Estados Unidos registraram mais 475.312 casos e 1.302 mortes no último dia do ano. A média diária de casos novos dos últimos sete dias aumentou 201% em duas semanas para um recorde de 378.516. O número de hospitalizados cresceu 21% em duas semanas para 95.450, com 18.328 em tratamento intensivo. A média de mortes dos últimos sete dias caiu 4% para 1.242. Os EUA acumulam os maiores número de casos confirmados (54.743.993) e de mortes (825.536) na pandemia.
A França bateu novo recorde nacional de casos novos em 24 horas: 232.200. Na mensagem de Ano Novo, o presidente Emmanuel Macron admitiu que "as próximas semanas serão difíceis."
O Reino Unido atingiu um recorde de 189.846 casos novos na sexta-feira. A Itália também bateu recorde, com 144.243 casos novos e 155 mortes, uma a menos do que no dia anterior.
Um estudo feito na Alemanha indica que os casos da variante ômicron são menos graves porque esta cepa do coronavírus ataca menos os pulmões.
Mais de 9,15 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora, mais de 4,58 bilhões de pessoas, 58,2% da população da Terra, tomaram ao menos uma dose, mas só 8,5% nos países pobres; 50% completaram a vacinação e 6,7% receberam a dose de reforço.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2021
STF dá 48 horas para governo definir como vacinar crianças
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas ao governo federal para esclarecer como vai incluir as crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Imunização contra a doença do coronavírus de 2019 antes do reinício das aulas, agora que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina de Pfizer-BioNTech nesta faixa etária.
A Anvisa reagiu duramente à ameaça do presidente Jair Bolsonaro de divulgar os nomes do corpo técnico do órgão regulador que aprovaram a vacinação de crianças. A Univisa, a associação dos funcionários da agência descreveram a fala do presidente nas redes sociais como uma "incitação dos cidadãos, método abertamente fascista cujos resultados podem ser trágicos e violentos."
Os técnicos da agência passaram a sofrer ameaças de mortes. Acusam Bolsonaro de "ativismo político violento".
Em nota, a Anvisa "repudia qualquer ameaça, explícita ou velada, que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias e o sustento de nossas vidas e famílias: o nosso trabalho, que é proteger a vida dos cidadãos."
Sem dados de cinco estados por causa de um ataque cibernético ao Ministério da Saúde, Brasil notificou mais 126 mortes e 4.222 casos novos de covid-19. Cinco estados - Acre, Amapá, Ceará, Roraima e Sergipe - não registraram morte.
O Brasil soma agora 22.207.358 casos confirmados e 617.647 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 33% em duas semanas para 131. A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 60% em duas semanas para 3.505. Ambas apresentam forte tendência de baixa.
Com a variante ômicron e o surto da gripe causada pelo vírus H3N2, os infectologistas aconselham que as festas de fim de ano sejam feitas em grupos pequenos e locais arejados, com distanciamento e uso de máscaras, a serem removidas apenas na hora de comer e de beber.
No mundo, já são 273.668.314 casos confirmados e 5.344.177 mortes na pandemia. Mais de 245,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 22,8 milhões enfrentam casos leves ou médios e 89.133 estão em estado grave.
Os Estados Unidos registraram mais 170.678 casos e 2.099 mortes nesta sexta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias cresceu 20% em duas semanas para 125.480. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu 15% em duas semanas para 1.291. O país tem o maior número de casos confirmados (50.706.733) e de mortes (802.823).
Mais de 8,63 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,46 bilhões de pessoas, 57,17% da população mundial, tomaram ao menos uma dose de vacina, mas só 7,6% nos países pobres. Cerca de 48% da humanidade completaram a vacinação.
A China lidera a imunização com mais de 2,65 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia (1,36 bilhão) e a União Europeia. Nos EUA, 240,8 milhões tomaram a primeira dose, 203,5 milhões (61,11% da população norte-americana) completaram a vacinação e 59,4 milhões receberam a dose de reforço.
O Brasil deu a primeira dose a 160,55 milhões de pessoas, mais de 141,3 milhões (66,25% da população brasileira) e 22,6 milhões tomaram a dose de reforço, num total de quase 324,5 milhões de doses aplicadas.
terça-feira, 7 de dezembro de 2021
Bolsonaro rejeita passaporte de vacina para entrar no Brasil
Depois que o presidente Jair Bolsonaro rejeitou a proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de exigir passaporte da vacina para entrar no país, o governo anunciou hoje que pessoas não vacinadas contra o coronavírus de 2019 terão de fazer cinco dias de quarentena, mas não explicou como pretende fiscalizar a medida.
O Brasil registrou nesta quarta-feira mais 278 mortes e 10.303 diagnósticos positivos de covid-19, elevando o total para 22.156.307 casos confirmados e 616.067 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 14% em duas semanas para 188. A média diária de casos novos baixou 5% em duas semanas para 9.016.
No mundo, já são 267.208.556 casos confirmados e 5.272.430 mortes. Mais de 240,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 21,2 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 87.945 estão em estado grave. A média diária de casos novos está em 602.742, com alta de 7% em duas semanas. A média diária de mortes recuou 1% em duas semanas para 7.496.
Os Estados Unidos notificaram mais 115.487 casos e 1.727 mortes na quarta-feira. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 26% em duas semanas para 119.194. A média diária de mortes cresceu 12% para 1.292. O país tem o maior número de casos confirmados (49.389.503) e de mortes (791.514) na pandemia.
A Índia registrou mais 8.439 casos e 195 mortes em 24 horas. É o país com o segundo maior número de casos confirmados (34.656.822) e o terceiro em mortes (473.952), depois dos EUA e do Brasil.
Mais de 8,24 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 55,6% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 6,3% nos países pobres. Cerca de 43% da humanidade completaram a vacinação.
A China lidera a imunização, com 2,57 bilhões de doses aplicadas e 79,2% plenamente vacinados, seguida pela Índia (1,28 bilhão e 35% totalmente vacinados) e a União Europeia (67,6%). Nos EUA, 236,4 milhões tomaram a primeira dose, 199,7 milhões (60% da população norte-americana) completaram a vacinação e 49,1 milhões receberam a dose de reforço, num total de 485,2 milhões de doses aplicadas.
O Brasil deu a primeira dose a 159,76 milhões de pessoas, 137,6 milhões (64,52% da população brasileira) completaram a vacinação e 18,75 milhões tomaram a dose de reforço, num total de mais de 316,1 milhões de doses aplicadas. Meu comentário:
quarta-feira, 1 de dezembro de 2021
Brasil chega a 615 mil mortes na pandemia
Ainda morre um brasileiro da doença do coronavírus de 2019 a cada seis minutos. O Brasil registrou nesta quarta-feira mais 266 mortes e 11.436 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019, inclusive o terceiro caso da variante ômicron, detectado em São Paulo de um viajante que chegou da Etiópia. Outros dois casos estão sendo investigados no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
O país soma 22.104.631 casos confirmados e 615.020 vidas perdidas, ultrapassando nova marca trágica na pandemia. A média diária mortes dos últimos sete dias caiu 13% em duas semanas para 229. A média diária de casos novos dos últimos sete dias baixou 3% para 8.745.
Um terceiro caso da variante ômicron foi confirmado em São Paulo, desta vez num passageiro que chegou da Etiópia. Agora são três casos, todos assintomáticos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu ao governo que exija certificado de vacina para entrada de viajantes no Brasil e mantenha a proibição de voos de países do Sul da África.
No mundo, já são 263.428.782 casos confirmados e 5.223.657 mortes. Cerca de 238 milhões de pacientes se recuperaram, muitos com sequelas de longo prazo, mais de 20,1 milhões apresentam sintomas leves ou médios e 87.123 estão em estado grave.
Os Estados Unidos registraram o primeiro caso da variante ômicron na Califórnia numa pessoa que chegou em 22 de novembro e testou positivo em 29 de novembro. Mais 138.410 casos novos e 1.991 mortes foram notificadas hoje.
Nos EUA, a média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 1% em duas semanas para 86.565. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 10% para 947. O país tem o maior número de casos confirmados (48.692.555) e de mortes (782.104) na pandemia.
Mais de 8,03 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 54,5% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 6% nos países pobres.
A China lidera a vacinação com 2,51 bilhões de doses, seguida pela Índia e a União Europeia. Nos EUA, 233,6 milhões tomaram a primeira dose, 197,4 completaram (59,28% da população norte-americana) a vacinação e 43,1 milhões tomaram a dose de reforço, mas 60 milhões a partir dos 5 anos poderiam ter se vacinado e não se vacinaram.
O Brasil deu a primeira dose a 159,18 milhões de pessoas, 134,45 milhões (63,03% da população brasileira) completaram a vacinação e 16,78 milhões tomaram a dose de reforço, num total de mais de 310,4 milhões de doses aplicadas. Meu comentário:
quinta-feira, 16 de setembro de 2021
Bolsonaro sabota vacinação de adolescentes
Uma nota técnica mentirosa do Ministério da Saúde desautorizou a vacinação de adolescentes contra a doença do coronavírus de 2019. O ministro Marcelo Queiroga tomou a decisão depois de encontro com o presidente Jair Bolsonaro e foi a uma reunião da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para pressionar o órgão regulador a adotar uma medida sem qualquer base científica.
Quase 50 países do mundo, entre eles os Estados Unidos, toda a União Europeia, o Reino Unido, Israel, a Argentina, o Uruguai, o Chile e a Colômbia, e vários estados brasileiros começaram a vacinar adolescentes a partir de 12 anos porque aumentou muito a contaminação de menores com a variante delta e a pandemia não será vencida sem imunizar 80% da população.
O governo afirmou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) desaconselha a vacinação de jovens de 12 a 15 anos. É mentira. A OMS considera que não é prioridade porque está preocupada com a desigualdade da vacinação e o atraso nos países mais pobres.
Mais 635 mortes e 35.128 diagnósticos positivos foram notificados nessa quinta-feira no Brasil. O país soma 21.067.396 casos confirmados e 589.277 vidas perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 7% em duas semanas para 582. A média diária de casos novos recuou 28% em duas semanas para 15.558.
No mundo, já são 227.113.468 casos confirmados e 4.671.514 mortes na pandemia. Mais de 204 milhões de pacientes se recuperaram, a maioria dos hospitalizados com sequelas de longo prazo. Cerca de 19,25 milhões enfrentam casos leves ou médios e 100.870 estão em estado grave.
Os Estados Unidos registraram mais 152.359 casos e 3.509 mortes na quinta-feira. Têm o maior número de casos registrados (41.785.979) e de mortes (670.009). A média diária de casos novos dos últimos sete dias caiu 9% em duas semanas para 150.336, enquanto a média diária de mortes em sete dias cresceu 29% em duas semanas para 1.969.
Mais 5,82 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 42,6% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 1,9% nos países pobres.
A China lidera a vacinação com 2,18 bilhões de doses aplicadas e 1 bilhão plenamente vacinados. A meta é vacinar 90% da sua população, de 1,411 bilhão de habitantes. Em seguida, vem a Índia e a União Europeia (549,3 milhões).
Nos EUA, 210,7 milhões tomaram ao menos uma dose, 180,1 milhões (54,33% da população americana) completaram a vacinação e 3,2 milhões receberam a dose de reforço.
O Brasil aplicou a primeira dose em 140,37 milhões, 77,79 milhões (36,47% da população brasileira) completaram a vacinação e 233.641 receberam a dose de reforço, num total de 218,4 milhões de doses aplicadas. Meu comentário:
segunda-feira, 26 de abril de 2021
Nenhum estado tem alta em mortes de covid-19
O contágio no mundo por doença do coronavírus de 2019 aumentou na semana passada pela nona semana seguida e as mortes pela sexta semana consecutiva. Pela primeira vez desde julho, nenhum estado brasileiro registrou alta de mortes hoje. Tanto a transmissão da doença quanto as mortes estão em queda, mas ainda estão em níveis muito altos.
Mais 1.279 mortes e 31.044 casos novos de covid-19 foram notificados hoje. O Brasil soma agora 14.370.456 casos confirmados e 392.204 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias baixou para 2.451, com queda de 20% em duas semanas. A média diária de casos ficou em 56.106, com queda de 21% em duas semanas.
O centro da pandemia agora é a Índia, que bateu o recorde mundial de casos novos por dia de um país nos últimos cinco dias, com 352.991 no domingo, somando quase 5,7 milhões de diagnósticos positivos numa semana. Nesta segunda-feira, houve uma queda para 323 mil casos novos e 2.771 mortes. Ontem, foram 2.767 mortes oficialmente.
Tudo indica que há uma grande subnotificação. O número de cadáveres queimados, uma tradição dos funerais hindus, é muito maior do que o número oficial de mortos por covid-19, 24 vezes maior na cidade de Bhopal e 100 vezes maior em Jamnagar.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), os Estados Unidos e o Reino Unido enviaram insumos para fabricar vacinas, hospitais de campanha e especialistas para ajudar o governo indiano a enfrentar a situação de emergência.
No mundo inteiro, já são 147.533.386 casos confirmados e 3.116.908 mortes. Cerca de 125,5 milhões de doentes sobreviveram, 18,8 milhões apresentam sintomas leves e 110.484 estão em estado grave. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 2%.
Os EUA, que eram o centro da pandemia no início do ano, antes do Brasil e da Índia, houve mais 55.058 casos, queda de 20% em duas semanas, e 706 mortes, menos 2% em duas semanas. O contágio diminui no estado de Michigan, o mais crítico neste mês. Ao todo, o país tem agora 31.124.369 casos confirmados e 572.666 óbitos.
Mais 1,05 bilhão de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 236,9 milhões nos EUA, onde 141 milhões de pessoas tomaram a primeira dose e 95,9 milhões (29,1% da população americana) estão plenamente vacinados, cerca de 230 milhões na China, mais de 142 milhões na Índia, 135 milhões na União Europeia, mais de 48 milhões no Reino Unido e 42,6 milhões no Brasil, onde 29,5 milhões receberam a primeira dose e 13,1 milhões (6,15% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias à imunização.
Por unanimidade, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitou pedidos de estados para importação da vacina russa Sputnik-V sob a alegação de que não tem elementos suficientes para atestar sua segurança e eficácia. Uma equipe da Anvisa esteve em Moscou, mas não obteve acesso ao Instituto Gamaleya, fabricante da vacina, para avaliar o controle de qualidade. Meu comentário:
sexta-feira, 26 de março de 2021
Covid-19 bate novo recorde no Brasil com 3.650 mortes por dia
Mais um número de mortes sem precedentes. A doença do coronavírus de 2019 ceifou mais 3.650 vidas brasileiras, de acordo com o Ministério da Saúde, ou pelo menos 3.600, como noticiou o consórcio de empresas jornalísticas criado para evitar manipulações do governo federal.
Com mais 82.558 casos, o total de infectados chegou a 12.407.323 e o de óbitos a 307.326. A média diária de mortes dos últimos sete dias bateu novo recorde com 2,4 mil e alta de 32% em duas semanas.
Duas vacinas desenvolvidas no Brasil, pelo Instituto Butantan e a Universidade de São Paulo em São Carlos tiveram pedido de uso emergencial encaminhado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mas uma não é 100% nacional como anunciado pela manhã pelo governo do estado de São Paulo.
No mundo, são mais de 125 milhões de casos confirmados e 2.766.824 mortes. Mais de 101 milhões e meio de pacientes se recuperaram, 20 milhões e 600 mil apresentam sintomas leves e 92.593 estão em estado grave.
Os Estados Unidos têm o maior número de casos (30.155.046) e de mortes (548.067). Nesta quinta-feira, registraram mais 69.494 casos e 1.270 mortes, com queda de 31% nos óbitos em duas semanas.
Mais de 533 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até hoje no mundo, das quais 138,3 milhões nos EUA, onde 89,6 milhões receberam a primeira dose e 48,7 milhões (14,67%) estão imunizados, e 19,5 milhões no Brasil, onde 14,9 milhões tomaram uma dose e 4,6 milhões (2,17%) as duas doses necessárias à imunização. Meu comentário:
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
Brasil ultrapassa 230 mil mortes por covid-19
Com mais 1.244 mortes e 51.319 casos novos, o Brasil chegou a 230.127 mortes e se aproxima de 9,45 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes nos últimos sete dias ficou em 1.050. Está acima de mil há 16 dias. Em oito estados e no Distrito Federal, a morte está em alta.
O Ministério da Saúde revelou a intenção de comprar 10 milhões de doses da vacina russa Sputnik-V quando a vacina for aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Instituto Gamaleya, fabricante da Sputnik-V, promete mandar 400 mil doses uma semana depois de fechar o negócio.
Já o Instituto Butantã negocia a aquisição de mais 20 milhões de doses da vacina chinesa CoronaVac. Já comprou 100 milhões doses. O Butantã ficou de entregar 46 milhões de doses ao Ministério da Saúde e pode enviar um total de 56 milhões. Meu comentário:
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
CoronaVac tem eficiência pouco acima da exigência da OMS
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decide no domingo se aprova o uso emergencial da vacina chinesa CoronaVac e da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, e o laboratório sueco-britânico AstraZeneca contra a doença do coronavírus de 2019.
O governo do estado de São Paulo anunciou hoje um novo índice de eficiência para a CoronaVac, de 50,58%, bem abaixo dos 78% anunciados na semana passada num recorte da pesquisa. Com uma eficácia menor, será necessário vacinar mais gente para controlar o pandemia.
Mais de 36 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora em mais de 40 países. O Brasil ainda não tem data para o início da campanha nacional de imunização. O governador paulista, João Doria, insiste que será em 25 de janeiro, mas o ministro da Saúde, diz apenas que "será no dia D e na hora H".
Enquanto isso, a média diária de casos novos na última semana bateu novo recorde hoje, com 54.784, alta de 51% em duas semanas. Foram notificados mais 61.660 casos e 1.106 mortes em 24 horas, elevando os totais para 204.726 mortes e 8.195.493 casos confirmados. A média diária de mortes ficou em 993, com alta de 49% em duas semanas. Meu comentário:
sábado, 12 de dezembro de 2020
Vacinação nos EUA começa na segunda-feira
Os primeiros lotes da vacina do laboratório americano Pfizer e da empresa de biotecnologia alemã BioNTech chegam na segunda-feira a 145 centros de saúde dos Estados Unidos, na maior parte hospitais. Outros 425 locais de vacinação recebem na terça-feira e 66 na quarta-feira num total de 2,9 milhões de doses.
O diretor de operações do programa de vacinas da Casa Branca, general Gustave Perna, compara o esforço ao Dia D, 6 de junho de 1944, quando os aliados invadiram a Normandia, na França, durante a Segunda Guerra Mundial. Era o início da reconquista da Europa ocupada em 1940 pela Alemanha nazista.
A prioridade é vacinar idosos que moram em casas geriátricas e os profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate à covid-19. Em mais um abuso de poder do presidente Donald Trump, os funcionários da Casa Branca vão furar a
Na sexta-feira, de acordo com o jornal The New York Times, houve 280.514 casos novos, alta de 25% em duas semanas, e 2.951 mortes, alta de 60% em duas semanas. A hospitalização registrou um recorde de 108.108 pacientes. Os EUA somam agora mais de 16 milhões de casos e 298 mil mortes. O primeiro milhão demorou 98 dias; o último, 4 dias.
O total de casos no mundo está em 71.649.876, com 1.604.516 mortes. Mais de 50 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 19 milhões apresentam casos suaves e 106.554 estão em estados grave. A taxa de mortalidade é de 3% dos casos encerrados.
Com mais 690 mortes registradas em 24 horas o Brasil chegou a 181.143 óbitos. Mais 44.282 casos novos foram notificados. O total de casos confirmados subiu para 6.880.595. A média diária de mortes dos últimos sete dias está em 643, com alta de 23% em duas semanas. Sobe em 17 estados e no Distrito Federal. A média diária de casos novos dos últimos sete dias é de 43.414, com alta de 25%. É a maior desde 17 de agosto.
Em documento de 93 mortes enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério da Saúde apresentou o que seria o plano nacional de vacinação do governo Jair Bolsonaro, com 13 vacinas, inclusive a chinesa CoronaVac, mas sem data de início nem cronograma. Todas ainda dependem de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Embora o plano reconheça a necessidade de imunizar pelo menos 70% da população, mais de 148 milhões de pessoas, as 108 milhões de doses previstas dariam para apenas 54 milhões, 25% da população. Os detalhes devem ser divulgados na quinta-feira.
Diante da notícia, a Drª Ethel Maciel, divulgou a seguinte nota nas redes sociais: "Nós, pesquisadores que estamos assessorando o governo no Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19, acabamos de saber pela imprensa que o governo enviou um plano no qual constam nossos nomes e nós não vimos o documento. Algo que nos meus 25 anos como pesquisadora nunca tinha vivido!"
Enquanto isso, o México se tornou o primeiro país da América Latina a aprovar a vacina da Pfizer e da BioNTech. A vacinação, com o apoio do Exército, começa daqui a quatro dias.
terça-feira, 8 de dezembro de 2020
Brasil perde tempo e vidas com guerra das vacinas
O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, um pau mandado do presidente Jair Bolsonaro sem experiência em saúde pública, e o governador de São Paulo, João Doria Jr., trocaram farpas nesta terça-feira durante uma reunião de governadores com o ministro sobre a campanha de vacinação para prevenir a doença do coronavírus de 2019.
No dia em que o Reino Unido começou a vacinar os idosos e os profissionais de saúde da linha de frente no combate à Covid-19, o governador paulista pediu pressa na aprovação da vacina chinesa CoronaVac, o ministro declarou que o prazo normal para que isto aconteça é de 60 dias.
A lei brasileira autoriza uma aprovação rápida, em 72 horas, para uso emergencial de vacinas registradas nos Estados Unidos, na Europa, na China ou no Japão. Quem toma a vacina no Reino Unido recebe um certificado que dá acesso a serviços e atividades sem as restrições impostas aos outros britânicos.
Doria aproveita a oportunidade para projetar sua imagem nacionalmente de olho na eleição presidencial de 2022, ao afirmar que a vacina chinesa estará disponível em São Paulo para todos os brasileiros. O governador paulista é pouco conhecido no resto do país e sua popularidade está em baixa em São Paulo.
Desde o início da pandemia, Doria trava um duelo com Bolsonaro, que irresponsavelmente sempre desprezou a ciência e rejeitou as medidas de confinamento. Meu comentário:
domingo, 22 de novembro de 2020
Dezenas de milhões devem viajar nesta semana nos EUA
Apesar do aumento do contágio pela doença do coronavírus de 2019 e da advertência das autoridades de saúde, dezenas de milhões de americanos devem viajar no feriadão que começa na quinta-feira, quando os Estados Unidos festejam o Dia Nacional de Ação de Graças.
Nas últimas duas semanas, os EUA bateram sucessivos recordes do número de casos novos por, com média superior a 160 mil por dia, um pico de 198.585 na sexta-feira e alta de 59%. O total de casos no país passa de 12,226 milhões, com 256.745 mortes e um aumento de 62% em duas semanas. Na sexta-feira, 1.428 americanos morreram de covid-19.
A Guarda Nacional foi enviada para El Paso, no Texas, junto à fronteira do México, onde o sistema de saúde entrou em colapso e os cadáveres se acumulam em dez necrotérios refrigerados. Os soldados vão ajudar a remover os corpos.
Os EUA pretendem iniciar a vacinação em 11 de dezembro, assim que a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) aprovar a vacina do laboratório americano Pfizer e da empresa de biotecnologia alemã BioNTech.
No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou neste domingo a assinatura de "cartas de intenções não vinculantes" com cinco laboratórios - Pfizer, Janssen, Moderna, Bharat Biotech e o Fundo de Investimento Direto da Rússia, responsável pela vacina Sputnik-V. As compras só serão concretizadas depois do fim dos testes clínicos e da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A vacina chinesa CoronaVac, comprada pelo governo do estado de São Paulo, objeto de uma guerra de vacinas do presidente Jair Bolsonaro contra o governador João Dória, não está na lista do governo federal.
Neste domingo, foram registradas mais 181 mortes e 18.276 casos novos, elevando o total para 169.197 óbitos e 6.070.419 casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias está em 484, em tendência de alta em relação a duas semanas atrás.
terça-feira, 10 de novembro de 2020
Europa chega a 300 mil mortes pela covid-19
Mais de 300 mil pessoas morreram na Europa da doença do coronavírus de 2019. Com cerca de 10% da população mundial, o continente tem quase um quarto das 1,269 milhão de mortes. Os Estados Unidos registraram mais 128 mil casos e 1.346 mortes em 24 horas. O número de hospitalizações no país bateu um recorde. São quase 62 mil.
No mundo, foram notificadas mais 9.186 mortes nesta terça-feira. O total de casos ultrapassou 51 milhões. Mais de 36 milhões de pacientes foram curados, 14 milhões apresentam sintomas leves e 95 mil estão em estado grave.
Mais 580 pessoas morreram na Itália, 532 no Reino Unido e 411 na Espanha, os maiores números desde abril. Meu comentário: