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segunda-feira, 22 de março de 2021

Média de mortes por covid-19 no Brasil sobe para 2.298 por dia

 O Brasil bateu hoje novos recordes na média de mortes e na média de casos novos da doença do coronavírus de 2019 nos últimos sete dias. Com mais 1.570 mortes e 55.177 contágios notificados nesta segunda-feira, o país soma 12.051.619 casos confirmados e 295.685 óbitos na pandemia.

A média de mortes dos últimos sete dias bateu novo recorde: 2.298, com alta de 46% em duas semanas. Está acima de mil há 61 dias. A média diária de novos casos dos últimos sete dias foi recorde com 75.163. Pela primeira vez, ultrapassou a marca de 75 mil. A morte está em alta em 21 estados e do Distrito Federal.

Pela terceira vez em um mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou preocupação com a pandemia no Brasil. O diretor-geral, Tedros Adhanom, comentou que o número mensal de mortes dobrou em um mês, e o diretor de emergências, Mike Ryan, lamentou a falta de coordenação entre os diferentes níveis de governo.

Na cidade de São Paulo, três pacientes morreram por falta de oxigênio numa unidade de pronto atendimento (UPA) em Ermelino Matarazzo, noticiou o jornal Folha de São Paulo. O prefeito Bruno Covas visitou o governador João Doria para resolver as diferenças depois de duras críticas do governador à antecipação de feriados, criando um feriadão de 10 dias em que os prefeitos do litoral paulista temem uma invasão das praias.

Os comitês científicos das prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói recomendaram um confinamento rigoroso na região metropolitana. A partir de sexta-feira, fecham os bares, os restaurantes, creches, as escolas, as universidades, os cinemas, os teatros, os museus, as galerias de artes, as casas de espetáculos, as boates, danceterias, os salões e as casas de festas, os parques de diversões, os circos, os clubes sociais e esportivos, os salões de belezas, as barbearias e os cabeleireiros.

Só abrem as farmácias, os supermercados e outras lojas que vendam comida. Os bares, restaurantes e lanchonetes podem trabalhar com serviço de entrega ou se os fregueses forem buscar a comida. Meu comentário:

sábado, 16 de janeiro de 2021

Brasil registra mais de mil mortes e passa de 209 mil

Com mais 1.059 mortes e 62.452 casos novos notificados neste sábado, o Brasil chegou a 209.350 óbitos e 8.456.705 casos confirmados da doença do coronavírus de 2019. Se a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar neste domingo o uso emergencial da vacina chinesa CoronaVac e da desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório sueco-britânica AstraZeneca, o governo do estado de São Paulo pretende iniciar a vacinação amanhã mesmo.

O Ministério da Saúde requisitou as 6 milhões de doses da CoronaVac importadas pelo governo paulista através do Instituto Butantã. Mas o governador João Doria alegou que não faz sentido enviar todas as vacinas para Brasília. A quota correspondente a São Paulo, pouco mais de 20%, não deve sair do estado. Será o troco de Doria ao presidente Jair Bolsonaro na guerra das vacinas.

Mais de 45 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora em cerca de 50 países. Israel já vacinou 24% da população.

No mundo, são 94.465.774 casos confirmados e 2.021.733 mortes. Mais de 67,5 milhões de pacientes se recuperaram, mais de 24,6 milhões apresentam sintomas leves e 111.481 estão em estado grave

Os Estados Unidos registaram mais 241 mil casos novos e 3.744 mortes em 24 horas, de acordo como jornal The New York Times. Somam até agora 23.747.781 casos confirmados e 395.691 mortes.

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Brasil perde tempo e vidas com guerra das vacinas

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, um pau mandado do presidente Jair Bolsonaro sem experiência em saúde pública, e o governador de São Paulo, João Doria Jr., trocaram farpas nesta terça-feira durante uma reunião de governadores com o ministro sobre a campanha de vacinação para prevenir a doença do coronavírus de 2019. 

No dia em que o Reino Unido começou a vacinar os idosos e os profissionais de saúde da linha de frente no combate à Covid-19, o governador paulista pediu pressa na aprovação da vacina chinesa CoronaVac, o ministro declarou que o prazo normal para que isto aconteça é de 60 dias.

A lei brasileira autoriza uma aprovação rápida, em 72 horas, para uso emergencial de vacinas registradas nos Estados Unidos, na Europa, na China ou no Japão. Quem toma a vacina no Reino Unido recebe um certificado que dá acesso a serviços e atividades sem as restrições impostas aos outros britânicos.

Doria aproveita a oportunidade para projetar sua imagem nacionalmente de olho na eleição presidencial de 2022, ao afirmar que a vacina chinesa estará disponível em São Paulo para todos os brasileiros. O governador paulista é pouco conhecido no resto do país e sua popularidade está em baixa em São Paulo. 

Desde o início da pandemia, Doria trava um duelo com Bolsonaro, que irresponsavelmente sempre desprezou a ciência e rejeitou as medidas de confinamento. Meu comentário: