O australiano Brenton Tarrant, de 28 anos, responsável pelo pior ataque terrorista da história da Nova Zelândia, com 49 mortos e 48 feridas hoje em Christchurch, publicou um manifesto na Internet declarando ser "etnonacionalista e fascista", e transmitiu a ação ao vivo no Facebook.
Admirador do presidente Donald Trump, o terrorista descreveu-se como "um homem branco comum, da uma família comum" da classe trabalhadora e de baixa renda, de origem europeia.
"As origens da minha língua são europeias, minha cultura, minhas crenças filosóficas, minha identidade é europeia e, mais importante, meu sangue é europeu", vangloriou-se o assassino patológico, descendente de escoceses, ingleses e irlandeses.
Tarrant transmitiu o massacre ao vivo no Facebook, que já retirou as imagens da rede. No manifesto de 74 páginas, revelou ter planejado o ataque durante dois anos. Sua intenção era amedrontar os candidatos a imigrantes para o que chamou de "terras europeias"e "mostrar aos invasores que nossas terras nunca serão deles enquanto um homem branco viver e que eles nunca irão nos substituir."
Sob o subtítulo Diversidade é fraqueza, ele citou o Brasil no manifesto como exemplo do fracasso de sociedades multiculturais, locais de "conflito social, político, religioso e étnico": "O Brasil, com toda a sua diversidade racial, está completamente fraturado como nação, as pessoas não se dão umas com as outras, se separam e se segregam sempre que possível."
O atentado foi inspirado pelo livro A Grande Substituição, do escritor francês Renaud Camus, que em 2012 apoiou a candidata neofascista Marine Le Pen, da Frente Nacional, hoje Reunião Nacional. Em sua teoria conspiratória, ele imagina que a Europa será dominada por imigrantes de outras origens étnicas e religiões.
"Diariamente, nós [brancos] nos tornamos menos numerosos" por causa da queda nas taxas de natalidade, em contraste com "as altas taxas de fertilidade dos imigrantes", argumentou o terrorista. Isso terminaria por "uma completa substituição racial e cultural dos povos europeus".
Outras inspirações foram o terrorista inglês Darren Osborne, que atacou um centro de acolhimento a muçulmanos em Londres em 2017, matando uma pessoa e ferindo outras novas, e foi condenado à prisão perpétua, e o norueguês Anders Behring Breivik, que matou 77 pessoas em ataques na Noruega em 2011.
O manifesto e a transmissão do ataque ao vivo tiveram a clara intenção de estimular atentados não só contra muçulmanos, mas também contra o multiculturalismo e os defensores da globalização.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 15 de março de 2019
Terrorista da Nova Zelândia é supremacista branco e critica Brasil multirracial
Ataque contra mesquitas deixa 49 mortos na Nova Zelândia
Um ataque terrorista antimuçulmano contra duas mesquitas de Christchurch, a terceira maior cidade da Nova Zelândia, matou 40 pessoas e deixou ao menos 48 feridos, revelou há pouco a primeira-ministra Jacinda Ardern, fazendo um apelo para que o ódio não tome conta da sociedade. Mais tarde, o total de mortos subiu para 49.
"É claramente um dos dias mais sombrios da história da Nova Zelândia. É um ato de violência sem precedentes. Não é assim que nós somos", desabafou a primeira-ministra ao vivo em rede mundial.
O atirador disparou contra várias pessoas em vários locais. Teria gritado ofensas contra imigrantes e muçulmanos. Houve até uma transmissão ao vivo via Internet pelas redes sociais feita por ele. A polícia pediu que a imagem não seja compartilhada e quer tirá-la da rede.
Ele foi identificado como Brenton Tarrant, um australiano de 28 anos, um professor de educação física assumidamente fascista que atendia crianças sem cobrar nada.
Em uma das mesquitas, o terrorista entrou vestido com uniforme militar de camuflagem para floresta, capacete, um fuzil e grande quantidade de munição. Disparou pelo menos 40 tiros, disse uma testemunha.
Três homens a uma mulher foram presos em conexão com os ataques. A polícia não esclareceu se o assassino está entre eles. "Todos nós devemos condenar estes atos de violência", afirmou Jacinda Ardern, descrevendo-os como "um ataque terrorista".
A polícia recomendou aos moradores de Christchurch que permaneçam trancados dentro de suas casas até ser oficialmente confirmado que a situação está sob controle.
A Nova Zelândia, um país pequeno, com menos de 5 milhões de habitantes, está em choque.
"É claramente um dos dias mais sombrios da história da Nova Zelândia. É um ato de violência sem precedentes. Não é assim que nós somos", desabafou a primeira-ministra ao vivo em rede mundial.
O atirador disparou contra várias pessoas em vários locais. Teria gritado ofensas contra imigrantes e muçulmanos. Houve até uma transmissão ao vivo via Internet pelas redes sociais feita por ele. A polícia pediu que a imagem não seja compartilhada e quer tirá-la da rede.
Ele foi identificado como Brenton Tarrant, um australiano de 28 anos, um professor de educação física assumidamente fascista que atendia crianças sem cobrar nada.
Em uma das mesquitas, o terrorista entrou vestido com uniforme militar de camuflagem para floresta, capacete, um fuzil e grande quantidade de munição. Disparou pelo menos 40 tiros, disse uma testemunha.
Três homens a uma mulher foram presos em conexão com os ataques. A polícia não esclareceu se o assassino está entre eles. "Todos nós devemos condenar estes atos de violência", afirmou Jacinda Ardern, descrevendo-os como "um ataque terrorista".
A polícia recomendou aos moradores de Christchurch que permaneçam trancados dentro de suas casas até ser oficialmente confirmado que a situação está sob controle.
A Nova Zelândia, um país pequeno, com menos de 5 milhões de habitantes, está em choque.
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