Depois do massacre de 50 pessoas em Christchurch, com mais uma morte registrada hoje, o procurador-geral David Parker, anunciou numa vigília em Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia, a intenção de proibir a venda, a posse e o porte de armas automáticas.
Hoje, a primeira-ministra Jacinda Ardern colocou um véu negro e abraçou pessoalmente parentes das vítimas das duas mesquitas atacadas pelo terrorista australiano Brenton Tarrant. Ele transmitiu a matança ao vivo pela Internet e divulgou um manifesto racista, supremacista branco, islamofóbico e fascista de 74 páginas para se justificar.
O manifesto reproduz as ideias que vem sendo defendidas por políticos sectários como o presidente Donald Trump, seu ex-ideólogo Steve Bannon, que vai se encontrar em Washington com o presidente Jair Bolsonaro, e os neonazistas americanos que marcharam em Charlottesville, na Virgínia: contra muçulmanos, contra imigrantes, em defesa das populações brancas de origem europeia.
Dois terços dos atentados terroristas cometidos nos últimos anos nos Estados Unidos, partiram de grupos de extrema direita. Pela contagem do jornal The Washington Post, o total de mentiras ditas pelo presidente desde que tomou posse passou de 9 mil.
Na Austrália, um garoto de 17 anos atacou o senador de extrema direita Fraser Anning quando o político dava uma entrevista coletiva sobre o massacre, atribuindo-o a "fanáticos muçulmanos" e a políticas de imigração liberais. Uma vaquinha na Internet está arrecadando dinheiro para pagar o advogado e a compra de mais ovos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 16 de março de 2019
Procurador-geral da Nova Zelândia quer proibir armas semiautomáticas
sexta-feira, 15 de março de 2019
Nova Zelândia vai endurecer controle de armas para evitar massacres
Depois do pior atentado terrorista da história da Nova Zelândia, a primeira-ministra Jacinda Ardern prometeu mudar as leis para restringir a posse e o porte de armas no país. O assassino, Brenton Tarrant, um australiano de 28 anos, tinha dois fuzis semiautomáticos, dois revólveres e uma espingarda. Tinha licença para portar essas armas.
"Posso dizer que nossas leis sobre armas vão mudar", anunciou a chefe de governo. "Agora é a hora."
Tarrant foi apresentado hoje a um tribunal, onde fez um sinal típico de supremacistas brancos. Outros dois suspeitos estão presos. Trinta e nove feridos estão hospitalizados, inclusive duas crianças. Onze estão em estado crítico.
A primeira-ministra descreve o ataque como "um ato de violência extraordinário e sem precedentes", declarou que "estas ações não têm lugar na Nova Zelândia nem em lugar nenhum do mundo" e lamentou que os alvos tenham sido imigrantes: "Eles escolheram a Nova Zelândia como seu lar. É a sua casa."
Entre a população neo-zelandesa, de pouco menos de 5 milhões de habitantes, cerca de 46 mil são muçulmanos, de acordo com o censo de 2013, 28% a mais do que em 2006.
O total de assassinatos em 2017 foi de 35, o menor índice de homicídios em 40 anos, sete para cada milhão de habitantes.
"Posso dizer que nossas leis sobre armas vão mudar", anunciou a chefe de governo. "Agora é a hora."
Tarrant foi apresentado hoje a um tribunal, onde fez um sinal típico de supremacistas brancos. Outros dois suspeitos estão presos. Trinta e nove feridos estão hospitalizados, inclusive duas crianças. Onze estão em estado crítico.
A primeira-ministra descreve o ataque como "um ato de violência extraordinário e sem precedentes", declarou que "estas ações não têm lugar na Nova Zelândia nem em lugar nenhum do mundo" e lamentou que os alvos tenham sido imigrantes: "Eles escolheram a Nova Zelândia como seu lar. É a sua casa."
Entre a população neo-zelandesa, de pouco menos de 5 milhões de habitantes, cerca de 46 mil são muçulmanos, de acordo com o censo de 2013, 28% a mais do que em 2006.
O total de assassinatos em 2017 foi de 35, o menor índice de homicídios em 40 anos, sete para cada milhão de habitantes.
Ataque contra mesquitas deixa 49 mortos na Nova Zelândia
Um ataque terrorista antimuçulmano contra duas mesquitas de Christchurch, a terceira maior cidade da Nova Zelândia, matou 40 pessoas e deixou ao menos 48 feridos, revelou há pouco a primeira-ministra Jacinda Ardern, fazendo um apelo para que o ódio não tome conta da sociedade. Mais tarde, o total de mortos subiu para 49.
"É claramente um dos dias mais sombrios da história da Nova Zelândia. É um ato de violência sem precedentes. Não é assim que nós somos", desabafou a primeira-ministra ao vivo em rede mundial.
O atirador disparou contra várias pessoas em vários locais. Teria gritado ofensas contra imigrantes e muçulmanos. Houve até uma transmissão ao vivo via Internet pelas redes sociais feita por ele. A polícia pediu que a imagem não seja compartilhada e quer tirá-la da rede.
Ele foi identificado como Brenton Tarrant, um australiano de 28 anos, um professor de educação física assumidamente fascista que atendia crianças sem cobrar nada.
Em uma das mesquitas, o terrorista entrou vestido com uniforme militar de camuflagem para floresta, capacete, um fuzil e grande quantidade de munição. Disparou pelo menos 40 tiros, disse uma testemunha.
Três homens a uma mulher foram presos em conexão com os ataques. A polícia não esclareceu se o assassino está entre eles. "Todos nós devemos condenar estes atos de violência", afirmou Jacinda Ardern, descrevendo-os como "um ataque terrorista".
A polícia recomendou aos moradores de Christchurch que permaneçam trancados dentro de suas casas até ser oficialmente confirmado que a situação está sob controle.
A Nova Zelândia, um país pequeno, com menos de 5 milhões de habitantes, está em choque.
"É claramente um dos dias mais sombrios da história da Nova Zelândia. É um ato de violência sem precedentes. Não é assim que nós somos", desabafou a primeira-ministra ao vivo em rede mundial.
O atirador disparou contra várias pessoas em vários locais. Teria gritado ofensas contra imigrantes e muçulmanos. Houve até uma transmissão ao vivo via Internet pelas redes sociais feita por ele. A polícia pediu que a imagem não seja compartilhada e quer tirá-la da rede.
Ele foi identificado como Brenton Tarrant, um australiano de 28 anos, um professor de educação física assumidamente fascista que atendia crianças sem cobrar nada.
Em uma das mesquitas, o terrorista entrou vestido com uniforme militar de camuflagem para floresta, capacete, um fuzil e grande quantidade de munição. Disparou pelo menos 40 tiros, disse uma testemunha.
Três homens a uma mulher foram presos em conexão com os ataques. A polícia não esclareceu se o assassino está entre eles. "Todos nós devemos condenar estes atos de violência", afirmou Jacinda Ardern, descrevendo-os como "um ataque terrorista".
A polícia recomendou aos moradores de Christchurch que permaneçam trancados dentro de suas casas até ser oficialmente confirmado que a situação está sob controle.
A Nova Zelândia, um país pequeno, com menos de 5 milhões de habitantes, está em choque.
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