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terça-feira, 7 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 7 de Julho

EUA ANEXAM O HAVAÍ

    Em 1898, uma resolução do Congresso dos Estados Unidos assinada pelo presidente William McKinley anexa o arquipélago do Havaí, que se torna um território em 1900 e um estado em 1959.

O rei Kamehameha I unifica as ilhas e forma o Reino do Havaí em 1810, reconhecido internacionalmente por vários países, inclusive os EUA, a França e o Reino Unido.

No século 19, vários norte-americanos se mudam para o Havaí, principalmente missionários e empresários produtores de açúcar. No fim do século, os EUA são a potência dominante no arquipélago.

Em janeiro de 1893, colonos norte-americanos apoiados por fuzileiros navais depõem a rainha Lili'uokalani. Ela propõe uma nova Constituição para tirar o poder dos colonos, que formam um governo provisório liderado por Sanford Dole com o objetivo de anexar o Havaí aos EUA.

O presidente Grover Cleveland condena a participação dos EUA no golpe e pede a restauração da monarquia. Em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, o presidente McKinley vê a importância estratégica do Havaí por causa da base naval de Pearl Harbor, que seria atacada pelo Japão em 7 de dezembro de 1941, causando a entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial.

Então, o Congresso aprova a Resolução Newlands e anexa o arquipélago sem qualquer tratado, ignorando os interesses da população nativa.

MULHERES VÃO À GUERRA

    Em 1917, o Conselho Militar Britânico cria o Corpo Auxiliar de Exército Feminino, autorizando voluntárias a servir no Exército Real na França durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

As mulheres já contribuem para o esforço de guerra trabalhando em fábricas de armas e munições; 61 morrem envenenadas nas fábricas e 81 em acidentes de trabalho.

No corpo auxiliar, exercem atividades como cozinhar, datilografar, fazer reparos mecânicos, prestar serviços religiosos ou qualquer coisa que libere os soldados para a guerra nas trincheiras. Até o fim de guerra, 80 mil mulheres servem às Forças Armadas britânicas.

MULHERES EM WEST POINT

    Em 1976, pela primeira vez, mulheres podem se matricular na Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos.


 Em 28 de maio de 1980, 62 se formam e são admitidas nas Forças Armadas como segundas-tenentes.

A Academia Militar de West Point é fundada em 1802 no local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83) para defender Nova York e o Vale do Rio Hudson de ataques britânicos. Na época, havia o temor de uma segunda guerra contra o Império Britânico, que começaria em 1812 e iria até 1815.

Atualmente, West Point tem 4 mil alunos. O primeiro afro-americano se formou em 1877.

 PRIMEIRA MULHER NA SUPREMA CORTE

   Em 1981, o presidente Ronald Reagan nomeia a juíza Sandra Day O'Connor para ser a primeira ministra da Suprema Corte dos Estados Unidos. Ela é aprovada por unanimidade pelo Senado em 21 de setembro e toma posse em 25 de setembro.

Sandra Day nasce em El Paso, no Texas, e é criada na fazenda da família no Arizona. Ela estuda economia na Universidade Stanford, em Palo Alto, na Califórnia. 

Uma questão legal envolvendo a fazenda a leva de volta a Stanford para estudar direito. Quando se forma pela segunda vez, casa com o colega Jay O'Connor, que vai servir o Exército dos EUA na Alemanha Ocidental, onde ela trabalha como advogada do Exército.

Como mulher, não consegue emprego em empresas de advocacia. Ao voltar da Europa, cria sua própria firma. Em 1965, ela se torna subprocuradora-geral do Arizona. 

Em 1969, é indicada para uma vaga aberta no Senado. Depois, é eleita e reeleita. É a primeira mulher a liderar a maioria no Senado. Em 1979, é nomeada para o Tribunal de Recursos do Arizona pelo governador democrata Bruce Babitt e dois anos depois para o supremo tribunal americano.

Na Corte, foi uma juíza conservadora moderada e pragmática que votava com frequência ao lado dos ministros liberais em questões sociais. Várias vezes votou para manter o direito ao aborto. Quando se aposenta, em 2005, o presidente George W. Bush a substitui por Samuel Alito, hoje um dos ministros mais conservadores do tribunal.

TERROR EM LONDRES

    Em 2005, terroristas ligados à rede Al Caeda (A Base) explodem quatro bombas no sistema de transportes de Londres, três no metrô e uma num ônibus, matando 52 pessoas.

A rede terrorista liderada pelo saudita Ossama ben Laden começa a fazer grandes atentados no Ocidente em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, levando o conflito do Oriente Médio para o território norte-americano. 

Em 12 de outubro de 2002, Al Caeda ataca jovens australianos e ocidentais num bar e boate em Báli na Indonésia, em retaliação contra a presença de uma força da paz liderada pela Austrália no Timor Leste, que volta a ser um país cristão ao se separar da muçulmana Indonésia.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Tony Blair apoia incondicionalmente os EUA desde os atentados de 11 de setembro e marcha ao lado dos norte-americanos na guerra contra a rede Al Caeda e a milícia fundamentalista dos Talebã, no Afeganistão, e na invasão do Iraque, em 2003.

Em 21 de julho de 2005, há uma tentativa de atentado frustrada. No dia seguinte, a polícia britânica mata o brasileiro Jean Charles de Menezes, confundindo-o com um suspeito de terrorismo. A comandante da operação, comissária Cressida Dick, não é punida. Vira comandante da Polícia Metropolitana da Grande Londres.

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segunda-feira, 7 de julho de 2025

Hoje na História do Mundo: 7 de Julho

EUA ANEXAM O HAVAÍ

    Em 1898, uma resolução do Congresso dos Estados Unidos assinada pelo presidente William McKinley anexa o arquipélago do Havaí, que se torna um território em 1900 e um estado em 1959.

O rei Kamehameha I unifica as ilhas e forma o Reino do Havaí em 1810, reconhecido internacionalmente por vários países, inclusive os EUA, a França e o Reino Unido.

No século 19, vários norte-americanos se mudam para o Havaí, principalmente missionário e empresários produtores de açúcar. No fim do século, os EUA são a potência dominante no arquipélago.

Em janeiro de 1893, colonos norte-americanos apoiados por fuzileiros navais depõem a rainha Lili'uokalani. Ela propõe uma nova Constituição para tirar o poder dos colonos, que formam um governo provisório liderado por Sanford Dole com o objetivo de anexar o Havaí aos EUA.

O presidente Grover Cleveland condena a participação dos EUA no golpe e pede a restauração da monarquia. Em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, o presidente McKinley vê a importância estratégica do Havaí por causa da base naval de Pearl Harbor, que seria atacada pelo Japão em 7 de dezembro de 1941, causando a entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial.

Então, o Congresso aprova a Resolução Newlands e anexa o arquipélago sem qualquer tratado, ignorando os interesses da população nativa.

MULHERES VÃO À GUERRA

    Em 1917, o Conselho Militar Britânico cria o Corpo Auxiliar de Exército Feminino, autorizando voluntárias a servir no Exército Real na França durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

As mulheres já contribuem para o esforço de guerra trabalhando em fábricas de armas e munições; 61 morrem envenenadas nas fábricas e 81 em acidentes de trabalho.

No corpo auxiliar, exercem atividades como cozinhar, datilografar, fazer reparos mecânicos, prestar serviços religiosos ou qualquer coisa que libere os soldados para a guerra nas trincheiras. Até o fim de guerra, 80 mil mulheres servem às Forças Armadas britânicas.

MULHERES EM WEST POINT

    Em 1976, pela primeira vez, mulheres podem se matricular na Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos.


 Em 28 de maio de 1980, 62 se formam e são admitidas nas Forças Armadas como segundas-tenentes.

A Academia Militar de West Point é fundada em 1802 no local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83) para defender Nova York e o Vale do Rio Hudson de ataques britânicos. Na época, havia o temor de uma segunda guerra contra o Império Britânico, que começaria em 1812 e iria até 1815.

Atualmente, West Point tem 4 mil alunos. O primeiro afro-americano se formou em 1877.

 PRIMEIRA MULHER NA SUPREMA CORTE

   Em 1981, o presidente Ronald Reagan nomeia a juíza Sandra Day O'Connor para ser a primeira ministra da Suprema Corte dos Estados Unidos. Ela é aprovada por unanimidade pelo Senado em 21 de setembro e toma posse em 25 de setembro.

Sandra Day nasce em El Paso, no Texas, e é criada na fazenda da família no Arizona. Ela estuda economia na Universidade Stanford, em Palo Alto, na Califórnia. 

Uma questão legal envolvendo a fazenda a leva de volta a Stanford para estudar direito. Quando se forma pela segunda vez, casa com o colega Jay O'Connor, que vai servir o Exército dos EUA na Alemanha Ocidental, onde ela trabalha como advogada do Exército.

Como mulher, não consegue emprego em empresas de advocacia. Ao voltar da Europa, cria sua própria firma. Em 1965, ela se torna subprocuradora-geral do Arizona. 

Em 1969, é indicada para uma vaga aberta no Senado. Depois, é eleita e reeleita. É a primeira mulher a liderar a maioria no Senado. Em 1979, é nomeada para o Tribunal de Recursos do Arizona pelo governador democrata Bruce Babitt e dois anos depois para o supremo tribunal americano.

Na Corte, foi uma juíza conservadora moderada e pragmática que votava com frequência ao lado dos ministros liberais em questões sociais. Várias vezes votou para manter o direito ao aborto. Quando se aposenta, em 2005, o presidente George W. Bush a substitui por Samuel Alito, hoje um dos ministros mais conservadores do tribunal.

TERROR EM LONDRES

    Em 2005, terroristas ligados à rede Al Caeda (A Base) explodem quatro bombas no sistema de transportes de Londres, três no metrô e uma num ônibus, matando 52 pessoas.

A rede terrorista liderada pelo saudita Ossama ben Laden começa a fazer grandes atentados no Ocidente em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, levando o conflito do Oriente Médio para o território norte-americano. 

Em 12 de outubro de 2002, Al Caeda ataca jovens australianos e ocidentais num bar e boate em Báli na Indonésia, em retaliação contra a presença de uma força da paz liderada pela Austrália no Timor Leste, que volta a ser um país cristão ao se separar da muçulmana Indonésia.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Tony Blair apoia incondicionalmente os EUA desde os atentados de 11 de setembro e marcha ao lado dos norte-americanos na guerra contra a rede Al Caeda e a milícia fundamentalista dos Talebã, no Afeganistão, e na invasão do Iraque, em 2003.

Em 21 de julho de 2005, há uma tentativa de atentado frustrada. No dia seguinte, a polícia britânica mata o brasileiro Jean Charles de Menezes, confundindo-o com um suspeito de terrorismo. A comandante da operação, comissária Cressida Dick, não é punida. Vira comandante da Polícia Metropolitana da Grande Londres.

domingo, 7 de julho de 2024

Hoje na História do Mundo: 7 de Julho

  MULHERES VÃO À GUERRA

    Em 1917, o Conselho Militar Britânico cria o Corpo Auxiliar de Exército Feminino, autorizando voluntárias a servir no Exército Real na França durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

As mulheres já contribuem para o esforço de guerra trabalhando em fábricas de armas e munições; 61 morrem envenenadas nas fábricas e 81 em acidentes de trabalho.

No corpo auxiliar, exercem atividades como cozinhar, datilografar, fazer reparos mecânicos, prestar serviços religiosos ou qualquer coisa que libere os soldados para a guerra nas trincheiras. Até o fim de guerra, 80 mil mulheres servem às Forças Armadas britânicas.

MULHERES EM WEST POINT

    Em 1976, pela primeira vez, mulheres podem se matricular na Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos.


 Em 28 de maio de 1980, 62 se graduam e são admitidas nas Forças Armadas como segundas-tenentes.

A Academia Militar de West Point é fundada em 1802 no local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83) para defender Nova York e o Vale do Rio Hudson de ataques britânicos. Na época, havia o temor de uma segunda guerra contra o Império Britânico, que começaria em 1812 e iria até 1815.

Atualmente, West Point tem 4 mil alunos. O primeiro afro-americano se formou em 1877.

 PRIMEIRA MULHER NA SUPREMA CORTE

   Em 1981, o presidente Ronald Reagan nomeia a juíza Sandra Day O'Connor para ser a primeira ministra da Suprema Corte dos Estados Unidos. Ela é aprovada por unanimidade pelo Senado em 21 de setembro e toma posse em 25 de setembro.

Sandra Day nasce em El Paso, no Texas, e é criada na fazenda da família no Arizona. Ela estuda economia na Universidade Stanford, em Palo Alto, na Califórnia. 

Uma questão legal envolvendo a fazenda a levo de volta a Stanford para estudar direito. Quando se forma pela segunda vez, casa com o colega Jay O'Connor, que vai servir o Exército dos EUA na Alemanha Ocidental, onde ela trabalha como advogada do Exército.

Como mulher, não consegue emprego em empresas de advocacia. Ao voltar da Europa, cria sua própria firma. Em 1965, ela se torna subprocuradora-geral do Arizona. 

Em 1969, é indicada para uma vaga aberta no Senado. Depois, é eleita e reeleita. É a primeira mulher a liderar a maioria no Senado. Em 1979, é nomeada para o Tribunal de Recursos do Arizona pelo governador democrata Bruce Babitt e dois anos depois para o supremo tribunal americano.

Na Corte, foi uma juíza conservadora moderada e pragmática que votava com frequência ao lado dos ministros liberais em questões sociais. Várias vezes votou para manter o direito ao aborto. Quando se aposenta, em 2005, o presidente George W. Bush a substitui por Samuel Alito, hoje um dos ministros mais conservadores do tribunal.

TERROR EM LONDRES

    Em 2005, terroristas ligados à rede Al Caeda (A Base) explodem quatro bombas no sistema de transportes de Londres, três no metrô e um num ônibus, matando 52 pessoas.

A rede terrorista liderada pelo saudita Ossama ben Laden começa a fazer grandes atentados no Ocidente em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, levando o conflito do Oriente Médio para o território norte-americano. 

Em 12 de outubro de 2002, Al Caeda ataca jovens australianos e ocidentais num bar e boate em Báli na Indonésia, em retaliação contra a presença de uma força da paz liderada pela Austrália no Timor Leste, que volta a ser um país cristão ao se separar da muçulmana Indonésia.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Tony Blair apoia incondicionalmente os EUA desde os atentados de 11 de setembro e marcha ao lado dos norte-americanos na guerra contra a rede Al Caeda e a milícia fundamentalista dos Talebã, no Afeganistão, e na invasão do Iraque, em 2003.

Em 21 de julho de 2005, há uma tentativa de atentado frustrada. No dia seguinte, a polícia britânica mata o brasileiro Jean Charles de Menezes, confundindo-o com um suspeito de terrorismo. A comandante da operação, comissária Cressida Dick, não é punida. Vira comandante da Polícia Metropolitana da Grande Londres.

sexta-feira, 7 de julho de 2023

Hoje na História do Mundo: 7 de Julho

 MULHERES VÃO À GUERRA

    Em 1917, o Conselho Militar Britânico cria o Corpo Auxiliar de Exército Feminino, autorizando voluntárias a servir no Exército Real na França durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

As mulheres já contribuem para o esforço de guerra trabalhando em fábricas de armas e munições; 61 morrem envenenadas nas fábricas e 81 em acidentes de trabalho.

No corpo auxiliar, exercem atividades como cozinhar, datilografar, fazer reparos mecânicos, prestar serviços religiosos ou qualquer coisa que libere os soldados para a guerra nas trincheiras. Até o fim de guerra, 80 mil mulheres servem às Forças Armadas britânicas.

MULHERES EM WEST POINT

    Em 1976, pela primeira vez, mulheres podem se matricular na Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos.


 Em 28 de maio de 1980, 62 se graduam e são admitidas nas Forças Armadas como segundas-tenentes.

A Academia Militar de West Point é fundada em 1802 no local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83) para defender Nova York e o Vale do Rio Hudson de ataques britânicos. Na época, havia o temor de uma segunda guerra contra o Império Britânico, que começaria em 1812 e iria até 1815.

Atualmente, West Point tem 4 mil alunos. O primeiro afro-americano se formou em 1877.

 PRIMEIRA MULHER NA SUPREMA CORTE

   Em 1981, o presidente Ronald Reagan nomeia a juíza Sandra Day O'Connor para ser a primeira mulher ministra da Suprema Corte dos Estados Unidos. Ela é aprovada por unanimidade pelo Senado em 21 de setembro e tomou posse em 25 de setembro.

Sandra Day nasce em El Paso, no Texas, e é criada na fazenda da família no Arizona. Ela estuda economia na Universidade Stanford, em Palo Alto, na Califórnia. 

Uma questão legal envolvendo a fazenda a levo de volta a Stanford para estudar direito. Quando se forma pela segunda vez, casa com o colega Jay O'Connor, que vai servir o Exército dos EUA na Alemanha Ocidental, onde ela trabalha como advogada do Exército.

Como mulher, não consegue emprego em empresas de advocacia. Ao voltar da Europa, cria sua própria firma. Em 1965, ela se torna subprocuradora-geral do Arizona. 

Em 1969, é indicada para uma vaga aberta no Senado. Depois, é eleita e reeleita. É a primeira mulher a liderar a maioria no Senado. Em 1979, é nomeada para o Tribunal de Recursos do Arizona pelo governador democrata Bruce Babitt e dois anos depois para o supremo tribunal americano.

Na Corte, foi uma juíza conservadora moderada e pragmática que votava com frequência ao lado dos ministros liberais em questões sociais. Várias vezes votou para manter o direito ao aborto. Quando se aposenta, em 2005, o presidente George W. Bush a substitui por Samuel Alito, hoje um dos ministros mais conservadores do tribunal.

TERROR EM LONDRES

    Em 2005, terroristas ligados à rede Al Caeda (A Base) explodem quatro bombas no sistema de transportes de Londres, três no metrô e um num ônibus, matando 52 pessoas.

A rede terrorista liderada pelo saudita Ossama ben Laden começa a fazer grandes atentados no Ocidente em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, levando o conflito do Oriente Médio para o território norte-americano. 

Em 12 de outubro de 2002, Al Caeda ataca jovens australianos e ocidentais num bar e boate em Báli na Indonésia, em retaliação contra a presença de uma força da paz liderada pela Austrália no Timor Leste, que volta a ser um país cristão ao se separar da muçulmana Indonésia.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Tony Blair apoia incondicionalmente os EUA desde os atentados de 11 de setembro e marcha ao lado dos norte-americanos na guerra contra a rede Al Caeda e a milícia fundamentalista dos Talebã, no Afeganistão, e na invasão do Iraque, em 2003.

Em 21 de julho, há uma tentativa de atentado frustrada. No dia seguinte, a polícia britânica mata o brasileiro Jean Charles de Menezes, confundindo-o com um suspeito de terrorismo. A comandante da operação, comissária Cressida Dick, não é punida. Vira comandante da Polícia Metropolitana da Grande Londres.

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Hoje na História do Mundo: 7 de Julho

MULHERES VÃO À GUERRA

    Em 1917, o Conselho Militar Britânico cria o Corpo de Exército Auxiliar Feminino, autorizando voluntárias a servir no Exército Real na França durante a Primeira Guerra Mundial.

As mulheres já contribuem para o esforço de guerra trabalhando em fábricas de armas e munições; 61 morrem envenenadas nas fábricas e 81 em acidentes de trabalho.

No corpo auxiliar, exercem atividades como cozinhar, datilografar, fazer reparos mecânicos, prestar serviços religiosos ou qualquer coisa que liberasse os soldados para a guerra nas trincheiras. Até o fim de guerra, 80 mil mulheres servem às Forças Armadas britânicas.

MULHERES EM WEST POINT

    Em 1976, pela primeira vez, mulheres podem se matricular na Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos. Em 28 de maio de 1980, 62 se graduam e são admitidas nas Forças Armadas como segundas-tenentes.

A Academia Militar de West Point é fundada em 1802 no local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83) para defender Nova York e o Vale do Rio Hudson de ataques britânicos. Na época, havia o temor de uma segunda guerra contra o Império Britânico, que começaria em 1812 e iria até 1815.

Atualmente, West Point tem 4 mil alunos. O primeiro afroamericano se formou em 1877.

 PRIMEIRA MULHER NA SUPREMA CORTE

   Em 1981, o presidente Ronald Reagan nomeia a juíza Sandra Day O'Connor para ser a primeira mulher ministra da Suprema Corte dos Estados Unidos. Ela é aprovada por unanimidade pelo Senado em 21 de setembro e toma posse em 25 de setembro.

Sandra Day nasce em El Paso, no Texas, e é criada na fazenda da família no Arizona. Ela estuda economia na Universidade Stanford, na Califórnia. 

Uma questão legal envolvendo a fazenda a levo de volta a Stanford para estudar direito. Quando se forma pela segunda vez, casa com o colega Jay O'Connor, que vai servir o Exército dos EUA na Alemanha Ocidental, onde ela trabalha como advogada do Exército.

Como mulher, não consegue emprego em empresas de advocacia. Ao voltar da Europa, cria sua própria firma. Em 1965, ela se torna subprocuradora-geral do Arizona. 

Em 1969, é indicada para uma vaga aberta no Senado. Depois, é eleita e reeleita. É a primeira mulher a liderar a maioria no Senado. Em 1979, é nomeada para o Tribunal de Recursos do Arizona pelo governador democrata Bruce Babitt e dois anos depois para o supremo tribunal americano.

Na Corte, foi uma juíza conservadora moderada e pragmática que votava com frequência ao lado dos ministros liberais em questões sociais. Várias vezes votou para manter o direito ao aborto. Quando se aposenta, em 2005, o presidente George W. Bush a substitui por Samuel Alito, hoje um dos ministros mais conservadores do tribunal.

TERROR EM LONDRES

    Em 2005, terroristas ligados à rede Al Caeda (A Base) explodem quatro bombas no sistema de transportes de Londres, três no metrô e uma num ônibus, matando 52 pessoas.

A rede terrorista liderada pelo saudita Ossama ben Laden começa a fazer grandes atentados no Ocidente em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, levando o conflito do Oriente Médio para o território norte-americano. 

Em 12 de outubro de 2002, Al Caeda ataca jovens australianos e ocidentais num bar e boate em Báli na Indonésia, em retaliação contra a presença de uma força da paz liderada pela Austrália no Timor Leste, que volta a ser um país cristão ao se separar da muçulmana Indonésia.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Tony Blair apoia incondicionalmente os EUA desde os atentados de 11 de setembro e marcha ao lado dos norte-americanos na guerra contra a rede Al Caeda e a milícia fundamentalista dos Talebã, no Afeganistão, e na invasão do Iraque, em 2003.

Em 21 de julho, há uma tentativa de atentado frustrada. No dia seguinte, a polícia britânica mata o brasileiro Jean Charles de Menezes, confundindo-o com um suspeito de terrorismo. A comandante da operação, comissária Cressida Dick, não é punida. Vira comandante da Polícia Metropolitana da Grande Londres.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Hoje na História do Mundo: 7 de Julho

    Em 1917, o Conselho Militar Britânico cria o Corpo de Exército Auxiliar Feminino, autorizando voluntárias a servir o Exército Real na França durante a Segunda Guerra Mundial.

As mulheres já contribuíam para o esforço de guerra trabalhando em fábricas de armas e munições; 61 morreram envenenadas nas fábricas e 81 em acidentes de trabalho.

No corpo auxiliar, exerciam atividades como cozinhar, datilografar, fazer reparos mecânicos, prestar serviços religiosos ou qualquer coisa que liberasse os soldados para a guerra nas trincheiras. Até o fim de guerra, 80 mil mulheres serviram às Forças Armadas britânicas.

    Em 1976, pela primeira vez, mulheres puderam se matricular na Academia Militar de Westpoint, nos Estados Unidos. Em 28 de maio de 1980, 62 se graduaram e foram admitidas nas Forças Armadas como segundas tenentes.

A Academia Militar de West Point foi fundada em 1802 no local de um forte construídos durante a Guerra da Independência (1775-83) para defender Nova York e o Vale do Rio Hudson de ataques dos britânicos. Na época, havia o temor de uma segunda guerra contra o Império Britânico, que começaria em 1812 e iria até 1815.

Atualmente, West Point tem 4 mil alunos. O primeiro afroamericano se formou em 1877.

    Em 1981, o presidente Ronald Reagan nomeou a juíza Sandra Day O'Connor para ser a primeira mulher ministra da Suprema Corte dos Estados Unidos. Ela foi aprovada por unanimidade pelo Senado em 21 de setembro e tomou posse em 25 de setembro.

Sandra Day nasceu em El Paso, no Texas, e foi criada na fazenda da família no Arizona. Ele estudou economia na Universidade Stanford, na Califórnia. Uma questão legal envolvendo a fazenda a levou de volta a Stanford para estudar direito. Quando se formou pela segunda vez, casou com o colega Jay O'Connor, que foi servir o Exército dos EUA na Alemanha Ocidental, onde ela trabalhou como advogada do Exército.

Como mulher, não conseguira emprego em empresas de advocacia. Ao voltar da Europa, criou sua própria firma. Em 1965, ela se tornou subprocuradora-geral do Arizona. Em 1969, foi indicada para uma vaga aberta no Senado. Depois, foi eleita e reeleita. Foi a primeira mulher a liderar a maioria no Senado. Em 1979, foi nomeada para o Tribunal de Recursos do Arizona pelo governador democrata Bruce Babitt e dois anos depois para o supremo tribunal americano.

Na Corte, foi uma juíza conservadora moderada e pragmática que votava com frequência ao lado dos ministros liberais em questões sociais. Várias vezes votou para manter o direito ao aborto. Quando se aposentou, em 2005, o presidente George W. Bush a substituiu por Samuel Alito, hoje o ministro mais conservador do tribunal.

    Em 2005, terroristas ligados à rede Al Caeda (A Base) explodiram quatro bombas no sistema de transportes de Londres, três no metrô e um num ônibus, matando 52 pessoas.

A rede terrorista liderada pelo saudita Ossama ben Laden começou a fazer grandes atentados no Ocidente em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, levando o conflito do Oriente Médio para o território americano. 

Em 12 de outubro de 2002, Al Caeda atacou jovens australianos e ocidentais num bar e boate em Báli na Indonésia, em retaliação contra a presença de uma força da paz liderada pela Austrália no Timor Leste, que voltou a ser um país cristão ao se separar da muçulmana Indonésia.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Tony Blair apoiou incondicionalmente os EUA desde os atentados de 11 de setembro e marchou ao lado dos americanos na guerra contra a rede Al Caeda e a milícia fundamentalista dos Talebã, no Afeganistão, e na invasão do Iraque, em 2003.

Em 21 de julho, houve uma tentativa de atentado frustrada. No dia seguinte, a polícia britânica matou o brasileiro Jean Charles de Menezes, confundindo-o com um suspeito de terrorismo. A comandante da operação, comissária Cressida Dick, não foi punida. Hoje, é a comandante da Polícia Metropolitana da Grande Londres.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Mulheres poderosas derrotam covid-19 e machões fracassam

O machismo ordinário perde a batalha do coronavírus
Enquanto presidentes machistas, autoritários e ignorantes como Donald Trump, nos Estados Unidos; Jair Bolsonaro, no Brasil; Narendra Modi, na Índia; e Rodrigo Duterte, nas Filipinas; fracassam no combate à doença do coronavírus de 2019, alguns dos governos mais bem-sucedidos na luta contra a covid-19 são liderados por mulheres.

São os casos de Jacinda Ardern, a governante mais bem avaliada da história da Nova Zelândia; da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que acaba de assumir por seis meses a presidência rotativa da União Europeia; das primeiras-ministras Mette Frederiksen, da Dinamarca; Sanna Marin, da Finlândia; Katrín Jakobsdóttir, da Islândia; Erna Solberg, da Noruega; e da presidente de Taiwan, Tsai Ing-Wen.

Não é uma questão de sexo. São países com altos índices de desenvolvimento humano e grande participação social das mulheres. Líderes qualificadas, inteligentes e sensíveis, adotaram a ciência, a razão, a valorização da vida, a coordenação com governos regionais e locais, e a comunicação direta e transparente como base da luta contra a pandemia.

Em vez de gurus, confidentes e líderes religiosos, recorreram a especialistas. Em vez da mentira e da manipulação das notícias falsas, de querer ganhar grito e na marra como eles fizeram em suas campanhas eleitorais, elas optaram pela cooperação, a empatia e o respeito.

Como observou o cientista político americano Francis Fukuyama o sucesso na luta contra a pandemia depende da confiança da sociedade no governo e na ciência. A desinformação é a receita para o fracasso.

A maioria delas governa regimes parlamentaristas com instituições fortes baseados em ampla participação popular, colaboração e formação de coalizões. Jacinda Ardern, de 39 anos, foi a segunda mulher a dar à luz no exercício do poder. Levou a filha de colo para a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Seu estilo de governar é um misto de empatia, cuidado, afeição e comunicação direta. A Nova Zelândia teve 1.549 casos e 22 mortes. Não achatou a curva. Esmagou a curva. Ardern dava entrevistas coletivas todos os dias. Começava pedindo desculpas às famílias dos mortos.

Um líder religioso a acusou de criar um “Estado-babá” como uma “supermãe”. Isto não a impediu de convocar o Exército para impor a quarentena quando duas mulheres chegaram do Reino Unido e não respeitaram a ordem de ficar isoladas durante duas semanas.

Angela Merkel não tem filhos, mas é conhecida como mutti (mamãe) pelo povo alemão. PhD em química quântica, foi pessoalmente para o microscópio estudar o novo coronavírus. A Alemanha, um país de 83 milhões de habitantes, teve quase 202 mil casos de covid-19 e pouco mais de 9 mil mortes.

Como líder da UE, caberá a Merkel coordenar o plano de recuperação de 750 bilhões de euros discutido a partir desta sexta-feira pelos líderes do bloco europeu, vencendo a resistência dos países ricos que relutam em dar ajuda direta aos mais afetados pela pandemia, Itália e Espanha.

Tsai também é doutora. O coronavírus chegou da China em 21 de janeiro, com uma professora que dava aula em Wuhan, berço da pandemia. O país tomou medidas imediatamente, com quarentena dos infectados, rastreamento de quem teve contato com eles e ampla distribuição de máscaras.

Taiwan tinha a experiência da epidemia da síndrome respiratória aguda grave (SARS) de 2003 e temia a interferência da República Popular da China, que a considera uma província rebelde.

Quem chegava de viagem ficava isolado por duas semanas com ajuda do governo, comida entregue na porta e contato diário por telefone com um representante do governo local para saber se estava tudo bem e agradecer pela colaboração. Com 23,8 milhões de habitantes, Taiwan teve 452 casos e apenas sete mortes.

Única líder conservadora no poder na Escandinávia, Erna Solberg é a Dama de Ferro, a Margaret Thatcher norueguesa. O país de 5,4 milhões de habitantes teve 9.015 casos e 254 mortes. O sucesso é atribuído ao grande número de testes, mais de 72 mil para cada milhão de habitantes.

A Dinamarca da social-democrata Mette Frederiksen testou mais ainda 1,29 milhão de seus 5,8 milhões de habitantes. Teve pouco mais de 13 mil casos e 610 mortes. Foi um dos primeiros países europeus a impor um confinamento rigoroso, quatro dias depois da Itália.

Todas as pessoas contaminadas e quem teve contato com elas ficaram duas semanas em quarentena em contato diário com profissionais de saúde. Um mês e dois dias depois, começou a reabertura. Frederiksen, de 42 anos, foi a mais jovem chefe de governo e a segunda mulher a governar a Dinamarca.

Com 34 anos, a primeira-ministra social-democrata da Finlândia, Sana Martin, é a segunda mais jovem líder nacional do mundo, atrás apenas do primeiro-ministro conservador da Áustria, Sebastian Kurz. O país, de 5,5 milhões de habitantes, registra 7.293 casos e 328 mortes.

Seu governo suspendeu as aulas, mas não nas escolas primárias, fechou a maioria dos prédios públicos, proibiu encontros de pessoas e fechou as fronteiras durante pouco menos de dois meses.

A Islândia da primeira-ministra Katrín Jakobsdóttir é uma pequena ilha situada no topo da Cordilheira Interoceânica. Sua estratégia de combate à covid-19 foi testar em massa. Mais de 31% dos seus 341 mil habitantes foram examinados. Foram proibidas reuniões de mais de 20 pessoas, mas não houve confinamento. O país registra 1.914 casos e 10 mortes.

Katrín, de 44 anos, do partido Esquerda Verde, foi a segunda mulher a governar a Islândia. É presidente do Conselho Mundial de Mulheres Líderes.

(publicado originalmente em Quarentena News, no Facebook)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Mulheres passam a ser maioria da força de trabalho nos EUA

As mulheres ocuparam 50,4% dos postos de trabalho nos Estados Unidos em dezembro de 2019, superando os homens pela primeira vez em quase uma década, com uma diferença de 109 mil. Os analistas observam nisso uma tendência.

"O relatório de emprego indica que a dinâmica do mercado de trabalho pende em direção às mulheres", comentou o economista Joe Brusuelas, da empresa RSM US, em nota a clientes. "Procuramos indícios tangíveis de mudança. Estão aí nos dados."

Nos últimos anos, há um aumento no número de vagas em setores de serviço como educação e saúde, que empregam um grande número de mulheres. É uma tendência que deve se acentuar no século 21, incentivando a luta por salários iguais para a mesma função.

Em dezembro, o setor de saúde contra mais 36 mil trabalhadores, enquanto a indústria manufatureira, tradicionalmente dominada por homens, perdeu 21 mil vagas a mais do que abriu.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Parlamento do Egito prorroga para seis anos o mandato do ditador Al-Sissi

A Assembleia Nacional do Egito aprovou ontem uma série de emendas constitucionais , inclusive a ampliação para seis anos do mandato presidencial. Assim, o mandato do ditador Abdel Fattah al-Sissi vai até 2024, quando ele terá direito de concorrer à reeleição, ficando no poder até 2030.

Outras emendas criam o cargo de vice-presidente e restabelecem o Conselho da Shura (Conselho Consultivo), um órgão de assessoramento com funções de câmara alta, de um Senado. Também impõem quotas para a representação de mulheres e minorias na Assembleia Nacional.

Todas estas emendas precisam ser aprovadas em referendo. Talvez a mais importante seja a que dá ao Conselho Supremo das Forças Armadas a palavra final sobre a nomeação do ministro da Defesa do Egito, que tem o maior Exército do mundo árabe.

O mandato das Forças Armadas ficou mais fortes, com a definição como "uma instituição do povo com a missão de garantir o território, a Constituição, a democracia, os direitos individuais, o Estado, o governo civil e os ganhos do povo." Não há nenhuma supervisão do poder civil sobre os militares. É o contrário.

Qualquer ação militar está justificada para salvaguardar o Egito. As Forças Armadas governam o país desde o golpe militar de 1952, que derrubou o rei Faruk. Houve um breve período em que os militares se afastaram, da queda de Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011, à queda de Mohamed Mursi, o presidente eleito democraticamente pela Irmandade Muçulmana.

Em 3 de julho de 2013, Al-Sissi deu o golpe e retomou o controle da política do Egito para os militares. Desde o tempo de Gamal Abdel Nasser (1956-70), o grande líder do nacionalismo árabe nos anos 1950s e 1960s, o Egito tem um Estado centralizado e autoritário, no modelo soviético.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Mais da metade dos homicídios de mulheres nos EUA é feminicídio

A epidemia de armas de fogo nos Estados Unidos não poupa ninguém. Mais da metade dos assassinatos de mulheres no país são cometidos por seus parceiros, o crime de feminicídio. Todos os meses, 50 mulheres em média são baleadas e mortas por parceiros ou ex-parceiros.

Uma análise dos assassinatos em massa de janeiro de 2009 a dezembro de 2016 revela que em 54% dos casos ao menos uma das vítimas era parceira, ex-parceira ou parente do atirador, informa a revista Washington Monthly.

A cada 16 horas, uma mulher é baleada e morta por um marido, ex-marido, namorado ou ex-namorado. As vítimas de violência doméstica correm cinco vezes mais risco de serem assassinadas quando o agressor tem uma arma de fogo.

As mulheres americanas correm 11 vezes mais risco de serem mortas por uma arma de fogo do que mulheres qualquer outro país desenvolvido.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Arábia Saudita finalmente autoriza mulheres a dirigir

Por decreto real, o sultão Salman ben Abdul Aziz al Saud decidiu autorizar as mulheres da Arábia Saudita a dirigir. Era o único país do mundo onde as mulheres eram proibidas de dirigir. O decreto entra em vigor em junho de 2018, dando tempo a um comitê governamental de examinar as consequências da medida.

"Examinamos as consequências negativas de não deixar as mulheres dirigirem e os aspectos positivos de permitir que o façam, levando em consideração a necessária regulamentação com base no direito islâmico e sua aplicação", diz o decreto real.

Para as mulheres sauditas, foi a vitória numa campanha que durou décadas: "Estamos empolgadas. Estamos na lua", declarou Hatun al Fassi, historiadora e feminista saudita. "Nossa luta, nossos anos de trabalho, finalmente deram resultado. Nosso direito foi conquistado. É um momento histórico. O rei Salman tomou uma decisão história."

A medida, imediatamente criticada pelos sauditas conservadores nas redes sociais, chega num momento de grandes reformas promovidas pelo príncipe herdeiro Mohamed ben Salman. Ele pretende abrir a economia da Arábia Saudita para acabar com a dependência do petróleo.

O rei Salman mudou a regra sucessória, nomeando seu próprio filho como príncipe herdeiro. Será o primeiro rei saudita que não será filho do fundador do país Abdul Aziz al Saud.

Desde o início do mês, dezenas de pessoas foram presas por articular uma suposta oposição a uma abdicação do rei Salman em benefício do filho.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Estado Islâmico metralha 12 mulheres que protestavam em Mossul

Pela primeira vez desde que a milícia Estado Islâmico do Iraque e do Levante tomou a segunda maior cidade do Iraque, Mossul, em 10 de junho de 2014, um grupo de mulheres protestou ontem contra as práticas da organização terrorista. Doze manifestantes foram fuziladas e outras presas, informou o presidente do Partido Democrático do Curdistão em Mossul, Said Mamozini.

No campo de batalha, depois de horas de combate, o Exército do Iraque e milícias aliadas reassumiram o controle de Awsajah, a sudeste de Mossul.

"Um amplo ataque vindo de duas direções foi realizado pela liberar Al Awsajah, com apoio aéreo da coligação liderada pelos Estados Unidos", relatou o porta-voz militar iraquiano Amin Chekhani. "Durante a operação, oito soldados foram feridos, mas as forças continuaram avançando até libertar a região dos combatentes do Estado Islâmico."

O porta-voz militar do Iraque acrescentou que a vila estava praticamente vazia quando o ataque começou ontem. Os moradores fugiram nos dias anteriores ao ataque. Pelo menos 20 rebeldes morreram na operação.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Estado Islâmico degola duas mulheres na Síria por feitiçaria

Pela primeira vez, a milícia Estado Islâmico do Iraque e do Levante degolou mulheres na Síria sob a acusação de feitiçaria. As duas mulheres foram executadas em 28 e 29 de junho de 2015 junto com seus maridos, informou hoje a Agência France Presse (AFP), citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição com sede em Londres que monitora a guerra civil no país.

Com sua ideologia salafista ultrarradical, o Estado Islâmico é hoje a maior organização terrorista do mundo. Já havia notícias sobre mulheres apedrejadas até a morte sob a acusação de adultério. Mas até agora não se tinha ouvido falar em decapitação, usada com frequência para executar homens.

Ontem fez um ano que o Estado Islâmico proclamou um Califado de jurisdição universal, num momento em que proliferam os atentados terroristas cometidos em seu nome. Já existem pesquisas científicas sobre a violência do grupo terrorista contra as mulheres, com estupros, escravidão sexual, apedrejamento e agora degolas, traumas profundos que serão carregados pela vida inteira.

domingo, 8 de março de 2015

Alemanha exige que 30% das diretoras de empresas sejam mulheres

Neste Dia Internacional da Mulher, menos de 20% dos cargos de direção de grandes empresas na Alemanha são ocupados por mulheres. Mas uma lei aprovada na sexta-feira passada exige que elas ocupem pelo menos 30% das cadeiras de companhias como Volkswagen, BMW, Daimler-Benz, Siemens, Basf, Bayer e Merck, informa o jornal The New York Times.

O projeto foi defendido pela chanceler (primeira-ministra) conservadora Angela Merkel e sua grande coalizão de governo, que inclui a União Democrata-Cristã (CDU) e o Partido Social-Democrata (SPD). A Esquerda e Os Verdes, de oposição, votaram contra, alegando que o projeto é muito tímido; queriam 40% das vagas para mulheres.

Para o ministro da Justiça, Heiko Maas, é "a maior contribuição à igualdade de gêneros desde que as mulheres conquistaram o direito de voto" na Alemanha, em 1918. No ano passado, as mulheres eram 18,6% das diretorias das 100 maiores companhias alemãs.

No Reino Unido, não há lei, mas um movimento conhecido como Clube dos 30%, liderado por Helena Morrisey, conseguiu dobrar desde 2010 o número de mulheres diretoras nas empresas britânicas para 23%.

Nos EUA, não há lei e as mulheres ocupam 17% dos assentos nas diretorias de empresas.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Mais de 60 mulheres e meninas escapam do Boko Haram

Sessenta e três meninas de um grupo de 68 meninas e mulheres sequestradas em junho numa série de ataques atribuídos à milícia terrorista muçulmana Boko Haram conseguiram escapar de seus raptores em Damboa, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, quando eles saíram para mais uma operação de guerrilha em sua luta para impor a lei islâmica ao país.

A ação mais espetacular do grupo nos últimos meses foi um ataque a uma escola do ensino médio em Chibok, de onde foram sequestradas mais de 200 meninas em 14 de abril de 2014. Apesar de uma campanha internacional, o governo da Nigéria não teve sucesso em suas tentativas de resgatar as estudantes.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Boko Haram sequestra mais 60 mulheres e meninas

Dois meses depois de atacar um internato feminino e raptar mais de 280 meninas na cidade de Chibok, a milícia terrorista muçulmana Boko Haram matou pelo menos 30 pessoas nos últimos sete dias e sequestrou mais de 60 mulheres adultas e meninas numa série de ataques no Nordeste da Nigéria. O alvo desta vez foi a vila de Kummabza, no estado de Borno.

"Mais de 60 mulheres foram raptadas pelos terroristas do Boko Haram", confirmou Ali Khalil, chefe de uma milícia local. Um morador de Kummsbza que fugiu para Maiduguri, capital de Borno, declarou que "mais de 30 homens foram mortos no ataque, que durou quase quatro horas. Os guerrilheiros mantiveram toda a vila refém durante três dias."

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Guerra civil na Síria matou mais de 6 mil em março

Mais de 6 mil pessoas foram mortas no mês passado na guerra civil na Síria. Foi o mais violento em dois anos de revolta popular contra a ditadura de Bachar Assad. Cerca de 10% dos mortos eram mulheres e crianças e mais da metade, civis, denunciou hoje o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres.

Pela estimativa das Nações Unidas, o total de mortos na Síria já passa de 70 mil. O observatório, ligado à oposição, garante que só computa uma morte quando tem nome e foto da vítima para evitar que seja contada duas vezes.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Menina baleada pelos Talebã se trata na Inglaterra

A menina Malala Yussufzai, de 14 anos, baleada na cabeça pela milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) no Noroeste do Paquistão por defender o direito das mulheres à educação, chegou ontem a Birmingham, na Inglaterra, para receber tratamento.

Aos 11 anos, Malala escreveu um texto contando como adorava a escola e os estudos. Como os jihadistas negam o direito das mulheres à educação e atacam escolas femininas, a menina virou da fúria medieval dos extremistas muçulmanos. Um porta-voz dos Talebã ameaça matá-la, se ela sobreviver.

Uma mulher tentou invadir a ala do hospital onde Malala está internada.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Arábia Saudita deixa mulheres competir na Olimpíada

Pela primeira vez, a Arábia Saudita autorizou suas atletas mulheres a competir nos jogos olímpicos. As sauditas vão disputar a Olimpíada de Londres daqui a um mês "sob a supervisão do comitê olïmpico" do país.

Como a participação de mulheres em esportes é ferozmente combatida pelo clero ultraconservador e pelo wahabismo, a corrente puritana do Islã seguida na Arábia Saudita.

Por enquanto, a única saudita qualificada é Dalma Rushdi Malhas, no salto em distância. O Comitê Olímpico Saudita admite que outras obtenham o índice olímpico e sejam autorizadas a competir desde que vestidas com roupas "para preservar sua dignidade".

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mulheres preferem Obama em estados decisivos

Além da extrema direita e dos evangélicos, o ex-governador Mitt Romney tem um problema com as mulheres. O presidente Barack Obama leva vantagem sobre o provável candidato republicano em 12 estados decisivos para a eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos por causa do eleitorado feminino, indica uma pesquisa publicada hoje no jornal USA Today.

Essa vantagem de nove pontos percentuais teria sido construída nos últimos meses por causa do debate dos aspirantes à candidatura do Partido Republicano em torno do aborto e de questões de saúde da mulher, inclusive a reforma do sistema de saúde proposta por Obama, que está sob exame da Suprema Corte.

Entre as mulheres jovens, de menos de 40 anos, Obama teria hoje uma vantagem de 31 pontos percentuais, o que realmente preocupa a oposição.

No sistema eleitoral dos EUA, quando um candidato ganha a eleição no voto popular num estado, leva todos os delegados daquele estado no Colégio Eleitoral que realmente escolhe o presidente. Em estados liberais, como a Califórnia, Nova York e Massachusetts, a vitória do Partido Democrata é praticamente certa. No Texas e em outros estados conservadores, ganha o Partido Republicano.

Assim, os candidatos tendem a concentrar sua campanha nos estados que podem virar o jogo porque neles realmente a eleição está em disputa. Nesta pesquisa, Obama levou a melhor graças ao voto feminino no Colorado, Flórida, Iowa, Michigan, Nevada, Novo Hampshire, Novo México, Ohio, Pensilvânia, Virgínia e Wisconsin.

Se a pesquisa estiver correta e a tendência se mantiver nos próximos sete meses, Obama será reeleito.