O regime comunista da China ordenou à mídia oficial que não dê destaque às derrotas dos atletas chineses na Olimpíada do Rio de Janeiro, dando ênfase ao esforço para defender a pátria numa cobertura nacionalista.
A China venceu a Olimpíada de Beijim, que organizou em 2008, com 51 medalhas de ouro e 100 no total, contra 36 ouros e 110 ao todo para os Estados Unidos. Em 2012, em Londres, a China ficou em segundo com 36 ouros contra 46 dos EUA.
Agora, deve terminar em terceiro lugar com 26 ouros, 18 pratas e 26 atrás dos EUA (46, 37 e 38) e da Grã-Bretanha (27, 26 e 17), um desempenho abaixo do que a propaganda nacionalista do ditador Xi Jinping gostaria.
O departamento de propaganda do Partido Comunista determinou então à mídia oficial uma cobertura positiva do esforço e da dedicação dos atletas do país.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 21 de agosto de 2016
terça-feira, 31 de julho de 2012
Princesa tira medalha de ouro da Grã-Bretanha
LONDRES - A Grã-Bretanha acaba de ganhar a medalha de prata na competição de hipismo por equipe da Olimpíada de Londres. Poderia ter chegado ao ouro, se não fossem os erros cometidos pela princesa Zara Philips, filha da princesa Anne e neta da rainha Elizabeth II.
Depois de derrubar uma barreira e perder pontos por estourar o tempo, um tanto constrangida, Zara lamentou "pela equipe". Mas o excelente desempenho de suas colegas levou a Grã-Bretanha ao segundo lugar, atrás da campeã Alemanha.
Zara e sua mãe foram as únicas pessoas da família real britânica a participar dos Jogos Olímpicos até hoje.
Depois de derrubar uma barreira e perder pontos por estourar o tempo, um tanto constrangida, Zara lamentou "pela equipe". Mas o excelente desempenho de suas colegas levou a Grã-Bretanha ao segundo lugar, atrás da campeã Alemanha.
Zara e sua mãe foram as únicas pessoas da família real britânica a participar dos Jogos Olímpicos até hoje.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Romney comete gafe ao questionar Olimpíada de Londres
LONDRES - Depois de ser acusado de racismo porque seus assessores tentaram vender ao Reino Unido a ideia de que Mitt Romney é "mais anglo-saxão" do que o presidente Barack Obama, o candidato da oposição à Presidência dos Estados Unidos cometeu nova gafe diplomática. Em entrevista à televisão americana, Romney, que tem fama de ter salvo os Jogos de Inverno de Salt Lake City, levantou dúvidas sobre o sucesso da Olimpíada de Londres.
"É difícil dizer se eles estão preparados. Há razões para preocupação com a firma de segurança privada que não treinou o número suficiente de guardas e a ameaça de greve dos funcionários da imigração", declarou o candidato republicano para fúria de seus supostos aliados do Partido Conservador britânico, como o primeiro-ministro David Cameron e o prefeito de Londres, Boris Johnson.
Coube a Johnson dar a resposta. Diante de uma multidão de funcionários e voluntários que trabalham nos Jogos Olímpicos, ele perguntou: "Um cara chamado Mitt Romney duvidou de nossa preparação. Vocês estão prontos?"
A massa disse sim. Isso certamente será usado pela campanha de Obama à reeleição como uma gafe diplomática e uma indicação de que Romney, ao desrespeitar um dos maiores aliados dos EUA, mostrou-se ingênuo e despreparado em política externa.
Afinal, na primeira viagem ao exterior da campanha, o candidato republicano pretendia se apresentar como um estadista.
"É difícil dizer se eles estão preparados. Há razões para preocupação com a firma de segurança privada que não treinou o número suficiente de guardas e a ameaça de greve dos funcionários da imigração", declarou o candidato republicano para fúria de seus supostos aliados do Partido Conservador britânico, como o primeiro-ministro David Cameron e o prefeito de Londres, Boris Johnson.
Coube a Johnson dar a resposta. Diante de uma multidão de funcionários e voluntários que trabalham nos Jogos Olímpicos, ele perguntou: "Um cara chamado Mitt Romney duvidou de nossa preparação. Vocês estão prontos?"
A massa disse sim. Isso certamente será usado pela campanha de Obama à reeleição como uma gafe diplomática e uma indicação de que Romney, ao desrespeitar um dos maiores aliados dos EUA, mostrou-se ingênuo e despreparado em política externa.
Afinal, na primeira viagem ao exterior da campanha, o candidato republicano pretendia se apresentar como um estadista.
domingo, 22 de julho de 2012
Londres teme atentado como na Bulgária
LONDRES - O Reino Unido começa amanha sua maior operação de segurança em tempos de paz para proteger a Olimpíada de Londres. Uma das maiores preocupações é defender a delegação de Israel. Depois de um atentado contra turistas israelenses na Bulgária, há o temor de que tenha sido apenas um ensaio para um ataque maior, no estilo do que grupos terroristas palestinos lançaram há 40 anos, na Olimpíada de Munique, na Alemanha, em 1972.
Quando o homem-bomba da Bulgária foi identificado como um jovem americano de origem árabe com todas as características de um ocidental, um cabeludo de bermudas, tênis e mochila, suscitou os piores temores dos chefes de serviços secretos.
Este é o tipo de terrorista suicida mais difícil de parar, um cidadão, igual a outros milhares. Só a detecção dos explosivos ou indícios sobre uma conspiração conseguem pará-lo.
Mais de 17 mil soldados e policiais, e 7 mil seguranças privados vão patrulhar a Vila Olímpica, 26 locais de competição, hotéis e centros de treinamento. A capital britânica terá vários anéis de segurança. Salas de emergências estão preparadas nos locais de prova para receber atletas, autoridades e empresários em caso de ataque.
Israel mandou um grupo de agentes para proteger sua delegação de 38 atletas. Outros agentes estão procurando na Europa células da força iraniana Qods, braço da Guarda Revolucionária para operações no exterior, que estaria recrutando europeus convertidos ao islamismo radical para lançar ações terroristas sem serem percebidos.
O governo de Israel está convencido de que o ataque que matou turistas israelenses foi encomendado pelo Irã em vingança pela morte de quatro cientistas ligados ao programa nuclear iraniano. Atribui a execução à milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
Quando o homem-bomba da Bulgária foi identificado como um jovem americano de origem árabe com todas as características de um ocidental, um cabeludo de bermudas, tênis e mochila, suscitou os piores temores dos chefes de serviços secretos.
Este é o tipo de terrorista suicida mais difícil de parar, um cidadão, igual a outros milhares. Só a detecção dos explosivos ou indícios sobre uma conspiração conseguem pará-lo.
Mais de 17 mil soldados e policiais, e 7 mil seguranças privados vão patrulhar a Vila Olímpica, 26 locais de competição, hotéis e centros de treinamento. A capital britânica terá vários anéis de segurança. Salas de emergências estão preparadas nos locais de prova para receber atletas, autoridades e empresários em caso de ataque.
Israel mandou um grupo de agentes para proteger sua delegação de 38 atletas. Outros agentes estão procurando na Europa células da força iraniana Qods, braço da Guarda Revolucionária para operações no exterior, que estaria recrutando europeus convertidos ao islamismo radical para lançar ações terroristas sem serem percebidos.
O governo de Israel está convencido de que o ataque que matou turistas israelenses foi encomendado pelo Irã em vingança pela morte de quatro cientistas ligados ao programa nuclear iraniano. Atribui a execução à milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Punguistas preparam ataque à Olimpíada de Londres
LONDRES - Batedores de carteira romenos, muito ativos na Espanha e em outros países do Sul da Europa, preparam-se para furtar muito dinheiro durante a Olimpíada de Londres, revela a televisão pública britânica BBC.
Um dos alvos principais é o maior centro comercial da Europa, que fica no Leste de Londres, onde fica a maioria das obras feitas para os Jogos Olímpicos.
Além de trens, metrô, entrada e saída de estádios e arenas, os punguistas gostam de se aproveitar do que chamam de "momento Ronaldinho". Depois de um gol ou no fim de um evento, no momento da celebração da vitória, eles se infiltram no meio da torcida e tentam dançar abraçados com suas vítimas para roubar carteiras e celulares.
Assim, se você vier aos Jogos de Londres, evite dancinhas com desconhecidos.
Um dos alvos principais é o maior centro comercial da Europa, que fica no Leste de Londres, onde fica a maioria das obras feitas para os Jogos Olímpicos.
Além de trens, metrô, entrada e saída de estádios e arenas, os punguistas gostam de se aproveitar do que chamam de "momento Ronaldinho". Depois de um gol ou no fim de um evento, no momento da celebração da vitória, eles se infiltram no meio da torcida e tentam dançar abraçados com suas vítimas para roubar carteiras e celulares.
Assim, se você vier aos Jogos de Londres, evite dancinhas com desconhecidos.
terça-feira, 17 de julho de 2012
G4S só fornece 7 mil dos 10 mil guardas olímpicos
LONDRES - A maior empresa de segurança privada do mundo, responsável pela segurança da Olimpíada de 2012, G4S, só será capaz de fornecer 7 mil dos 10 mil guardas previstos no contrato. Cerca de 4,2 mil já estão trabalhando, admitiu hoje o diretor-presidente da companhia, Nick Buckles, ao depor hoje no Parlamento Britânico. Mas muitos não se apresentaram ontem nos locais de prova, treinamento e alojamento das delegações.
Por causa do problema, o governo do Reino Unido foi obrigado a mobilizar 3,5 mil soldados do Exército. Como o país está em crise financeira, o primeiro-ministro conservador, David Cameron, não quer pagar remuneração extra aos soldados.
Sob pressão dos deputados, Buckles reconheceu que a falha foi "humilhante" para a G4S, que atua em mais de 120 países, fornece serviços de segurança privada e administra prisões no Reino Unido, e também é responsável pelo transporte na Olimpíada de Londres. Mas insistiu que é o "homem certo" para a função durante os Jogos, noticia a televisão pública britânica BBC.
Por causa do problema, o governo do Reino Unido foi obrigado a mobilizar 3,5 mil soldados do Exército. Como o país está em crise financeira, o primeiro-ministro conservador, David Cameron, não quer pagar remuneração extra aos soldados.
Sob pressão dos deputados, Buckles reconheceu que a falha foi "humilhante" para a G4S, que atua em mais de 120 países, fornece serviços de segurança privada e administra prisões no Reino Unido, e também é responsável pelo transporte na Olimpíada de Londres. Mas insistiu que é o "homem certo" para a função durante os Jogos, noticia a televisão pública britânica BBC.
domingo, 15 de julho de 2012
Falha na segurança olímpica atinge ministra britânica
LONDRES - Ao contrário do que disse ao Parlamento Britânico na segunda-feira passada, há dez meses a ministra do Interior do Reino Unido, Theresa May, foi alertada por um relatório confidencial da polícia que a empresa privada G4S enfrentava problemas para garantir a segurança da Olimpíada de Londres, que começa daqui a 12 dias.
Na semana passada, depois que o governo admitiu o problema, o ministro da Defesa, Philip Hammond, anunciou que 3,5 mil soldados e policiais serão mobilizados para suprir a necessidade de patrulhar os Jogos Olímpicos de 2012.
Em sua declaração na Câmara dos Comuns, Theresa May afirmou: "Estávamos recebendo garantias da G4S até recentemente, e a grande lacuna nos números foi cristalizada somente ontem". Mas o relatório da polícia, de setembro de 2011, revelado hoje pelo jornal The Independent on Sunday, previa o problema.
A fila de passaportes na chegada hoje ao Aeroporto de Heathrow andou rapidamente. O governo aumento o número de agentes de imigração para atender à demanda olímpica. A maioria das delegações estrangeiras chega hoje a Londres.
Na semana passada, depois que o governo admitiu o problema, o ministro da Defesa, Philip Hammond, anunciou que 3,5 mil soldados e policiais serão mobilizados para suprir a necessidade de patrulhar os Jogos Olímpicos de 2012.
Em sua declaração na Câmara dos Comuns, Theresa May afirmou: "Estávamos recebendo garantias da G4S até recentemente, e a grande lacuna nos números foi cristalizada somente ontem". Mas o relatório da polícia, de setembro de 2011, revelado hoje pelo jornal The Independent on Sunday, previa o problema.
A fila de passaportes na chegada hoje ao Aeroporto de Heathrow andou rapidamente. O governo aumento o número de agentes de imigração para atender à demanda olímpica. A maioria das delegações estrangeiras chega hoje a Londres.
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domingo, 1 de julho de 2012
Al Caeda planeja atacar Londres durante Olimpíada
O braço da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica teria contratado um norueguês convertido ao radicalismo islâmico para sequestrar um avião americano e jogá-lo contra um alvo em Londres durante a Olimpíada de 2012, que começa no dia 27 de julho, noticiou hoje o jornal inglês The Sunday Times, citando como fonte o serviço secreto britânico.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Arábia Saudita deixa mulheres competir na Olimpíada
Pela primeira vez, a Arábia Saudita autorizou suas atletas mulheres a competir nos jogos olímpicos. As sauditas vão disputar a Olimpíada de Londres daqui a um mês "sob a supervisão do comitê olïmpico" do país.
Como a participação de mulheres em esportes é ferozmente combatida pelo clero ultraconservador e pelo wahabismo, a corrente puritana do Islã seguida na Arábia Saudita.
Por enquanto, a única saudita qualificada é Dalma Rushdi Malhas, no salto em distância. O Comitê Olímpico Saudita admite que outras obtenham o índice olímpico e sejam autorizadas a competir desde que vestidas com roupas "para preservar sua dignidade".
Como a participação de mulheres em esportes é ferozmente combatida pelo clero ultraconservador e pelo wahabismo, a corrente puritana do Islã seguida na Arábia Saudita.
Por enquanto, a única saudita qualificada é Dalma Rushdi Malhas, no salto em distância. O Comitê Olímpico Saudita admite que outras obtenham o índice olímpico e sejam autorizadas a competir desde que vestidas com roupas "para preservar sua dignidade".
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