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quarta-feira, 7 de julho de 2021

Hoje na História do Mundo: 7 de Julho

    Em 1917, o Conselho Militar Britânico cria o Corpo de Exército Auxiliar Feminino, autorizando voluntárias a servir o Exército Real na França durante a Segunda Guerra Mundial.

As mulheres já contribuíam para o esforço de guerra trabalhando em fábricas de armas e munições; 61 morreram envenenadas nas fábricas e 81 em acidentes de trabalho.

No corpo auxiliar, exerciam atividades como cozinhar, datilografar, fazer reparos mecânicos, prestar serviços religiosos ou qualquer coisa que liberasse os soldados para a guerra nas trincheiras. Até o fim de guerra, 80 mil mulheres serviram às Forças Armadas britânicas.

    Em 1976, pela primeira vez, mulheres puderam se matricular na Academia Militar de Westpoint, nos Estados Unidos. Em 28 de maio de 1980, 62 se graduaram e foram admitidas nas Forças Armadas como segundas tenentes.

A Academia Militar de West Point foi fundada em 1802 no local de um forte construídos durante a Guerra da Independência (1775-83) para defender Nova York e o Vale do Rio Hudson de ataques dos britânicos. Na época, havia o temor de uma segunda guerra contra o Império Britânico, que começaria em 1812 e iria até 1815.

Atualmente, West Point tem 4 mil alunos. O primeiro afroamericano se formou em 1877.

    Em 1981, o presidente Ronald Reagan nomeou a juíza Sandra Day O'Connor para ser a primeira mulher ministra da Suprema Corte dos Estados Unidos. Ela foi aprovada por unanimidade pelo Senado em 21 de setembro e tomou posse em 25 de setembro.

Sandra Day nasceu em El Paso, no Texas, e foi criada na fazenda da família no Arizona. Ele estudou economia na Universidade Stanford, na Califórnia. Uma questão legal envolvendo a fazenda a levou de volta a Stanford para estudar direito. Quando se formou pela segunda vez, casou com o colega Jay O'Connor, que foi servir o Exército dos EUA na Alemanha Ocidental, onde ela trabalhou como advogada do Exército.

Como mulher, não conseguira emprego em empresas de advocacia. Ao voltar da Europa, criou sua própria firma. Em 1965, ela se tornou subprocuradora-geral do Arizona. Em 1969, foi indicada para uma vaga aberta no Senado. Depois, foi eleita e reeleita. Foi a primeira mulher a liderar a maioria no Senado. Em 1979, foi nomeada para o Tribunal de Recursos do Arizona pelo governador democrata Bruce Babitt e dois anos depois para o supremo tribunal americano.

Na Corte, foi uma juíza conservadora moderada e pragmática que votava com frequência ao lado dos ministros liberais em questões sociais. Várias vezes votou para manter o direito ao aborto. Quando se aposentou, em 2005, o presidente George W. Bush a substituiu por Samuel Alito, hoje o ministro mais conservador do tribunal.

    Em 2005, terroristas ligados à rede Al Caeda (A Base) explodiram quatro bombas no sistema de transportes de Londres, três no metrô e um num ônibus, matando 52 pessoas.

A rede terrorista liderada pelo saudita Ossama ben Laden começou a fazer grandes atentados no Ocidente em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, levando o conflito do Oriente Médio para o território americano. 

Em 12 de outubro de 2002, Al Caeda atacou jovens australianos e ocidentais num bar e boate em Báli na Indonésia, em retaliação contra a presença de uma força da paz liderada pela Austrália no Timor Leste, que voltou a ser um país cristão ao se separar da muçulmana Indonésia.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Tony Blair apoiou incondicionalmente os EUA desde os atentados de 11 de setembro e marchou ao lado dos americanos na guerra contra a rede Al Caeda e a milícia fundamentalista dos Talebã, no Afeganistão, e na invasão do Iraque, em 2003.

Em 21 de julho, houve uma tentativa de atentado frustrada. No dia seguinte, a polícia britânica matou o brasileiro Jean Charles de Menezes, confundindo-o com um suspeito de terrorismo. A comandante da operação, comissária Cressida Dick, não foi punida. Hoje, é a comandante da Polícia Metropolitana da Grande Londres.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Exército britânico vai tirar príncipe da guerra

O Exército Real britânico deve retirar o príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão ao trono da Inglaterra, do Afeganistão depois que a notícia vazou para a imprensa.

No ano passado, o segundo filho de Charles e Diana ia para o Iraque. Mas, na última hora, as autoridades britânicas consideraram arriscado demais mandar um membro da família real para uma guerra brutal onde o príncipe seria um alvo prioritário para os terroristas.

Há dois meses e meio, Harry está na província de Helmand, no Afeganistão, um dos principais centros de atividades da Milícia dos Talebã (Estudantes). Ela trabalha no apoio a missões aéreas, apontado alvos para a Força Aérea Real ou pedindo cobertura aérea para operações terrestres.

Descoberto pela imprensa, o jovem príncipe declarou feliz e sorridente que era uma rara oportunidade de se sentir uma pessoa igual às outras. Mas não é. De repente, para ele, a guerra pode estar acabando.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Atentados simultâneos matam 26 no Sul do Iraque

Três atentados simultâneos mataram pelo menos 26 pessoas e deixaram outras 100 feridas na cidade de Amara, no Sul do Iraque, nesta quarta-feira, 12 de dezembro de 2007.

Foi o ataque mais violento no Iraque nos últimos meses. A polícia chegou a falar em 40 mortos.

Com o relativo sucesso da estratégia de reforço das tropas dos Estados Unidos com mais 30 mil homens, melhorou a segurança em Bagdá. Os teroristas têm procurado outros alvos, em cidades menos importantes.

O Exército Real britânico transferiu o controle da segurança em Amara, na província majoritariamente xiita de Maiçã, para as autoridades iraquianas em abril deste ano.

Na próxima semana, pretende fazer o mesmo em Bássora, a cidade mais importante do Sul do Iraque, rica em petróleo e com saída para o mar. Assim, não ficará mais nenhuma região iraquiana sob controle britânico.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Príncipe Harry não vai mais à guerra

Por causa de "uma série de ameaças específicas" contra ele, o príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão ao trono do Reino Unido, não será mais enviado para a guerra no Iraque, anunciou hoje em Londres o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas britânicas, general Richard Dannatt. Um porta-voz declarou que o jovem príncipe de 22 anos, filho mais moço de Charles e Diana, está "muito desapontado".

"As ameaças submeteriam o príncipe e quem estivesse com ele a um grau de risco que considerei inaceitável", explicou o mais alto general britânico.

Harry graduou-se no ano passado na prestigiada Academia Militar Real de Sandhurst e quis ir para a guerra no Iraque. Ele comandaria uma tropa de 12 soldados distribuídos em quatro blindados de reconhecimento na cidade de Bássora, no Sul do Iraque, região sob o controle do Exército Real.

Um ataque terrorista contra o príncipe seria desastroso para o Reino Unido, onde o primeiro-ministro Tony Blair acaba de cair por causa da impopularidade da guerra.